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Diário da Quarentena - Dia 43

>> sexta-feira, abril 24, 2020

Hoje senti-me um pouco menos desanimado. Fui correr para o lado das praias novamente. Estava frio com fartura. Já era tempo de voltarmos a ver o Sol por estes lados, raio de mês de Abril mais feio.


Esta é uma vista da Adraga que eu vi hoje pela primeira vez. A maré estava muito vazia, pelo que decidi espreitar o aspecto da praia a partir de um perigoso cabo que nunca tinha visitado antes. Dá para ver daqui o restaurante da Adraga, um dos melhores lugares aqui de toda a costa para comer peixe na brasa. Fica a sugestão para quando acabar o já cansativo confinamento.


No alto da escada das pegadas de dinossauro alguém deixou este coração feito de pedras. Soube-me bem encontrá-lo. Aqui o deixo para os meus leitores como um gesto de carinho.


Uma das coisas mais curiosas que alguma vez vi arrojadas na praia: sacos de água potável que terão caído de uma balsa de uma embarcação Russa. Era um saco com 5 sacos iguais a estes da foto, cada um com 100ml de água potável. Dois deles estavam rebentados, mas os restantes estavam imaculados, com o conteúdo pronto a ser bebido e salvar a vida de algum náufrago.


Não deixa de ser curioso que um conjunto de sacos com água dentro tenha arrojado na areia da praia, uma vez que provavelmente não flutuavam. Teria a balsa toda arrojado aqui perto? Onde estariam os restantes despojos, nesse caso?



Antes do almoço ainda estive a ajudar o Lourenço com a "geologia", deu para aprender mais alguma coisa.
O almoço foi restos do jantar de ontem e uma sopa que eu fiz entretanto.

Durante a tarde estive a terminar um filme que o meu amigo Rui Vasco me recomendou e que me deixou verdadeiramente impressionado. Dir-se-ia que os USA não têm solução, e com eles, dificilmente o mundo.
Aqui fica, para quem tenha 2 horas para investir a perceber de que forma uma sociedade tão estranha como a Americana acaba por escolher o imbecil que hoje todos sabemos que é para seu Presidente:





O jantar foi pernas e coxas de frango do campo assadas no forno, com alho, azeite, limão e sal, acompanhadas de batata frita da boa, feita em casa. As batatas foram compradas aqui no Dias, são das velhas, que dão umas batatas fritas fantásticas, sequinhas e estaladiças como deve ser.

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Diário da Quarentena - Dia 31

>> sábado, abril 11, 2020

Hoje voltei a fazer o smoothie da manhã com folhas de beterraba. Fica estupendo. No de hoje coloquei nozes (acabaram-se as amêndoas). Foram uma mais valia. Ficou mesmo saboroso.


Quem tem seguido esta série de posts já terá percebido que os dois caganitos mais novos se levantam mais cedo do que os dois mais velhos. É por isso que faço com frequência fotos destes antes de ir correr.


As mãos do Matias são tão fotogénicas como os pés :-)


O meu percurso de corrida de hoje passou pelas falésias junto do Cabo da Roca. Neste caso é a Baía de Assentiz. O mar estava lindíssimo, a maré estava super vazia, as praias todas estavam de encher a vista.


Esta é a Malhada do Louriçal, a praia imediatamente a Sul do Cabo da Roca. Por estes lados, como tem sido hábito, não se via vivalma. Já mais perto da minha aldeia havia algumas pessoas a apanhar um bocado de ar. Na verdade, tudo com bastante precaução, pelo que julgo que não será por isto que o gato vai às filhoses.

Depois fui comprar borrego. Será a primeira vez que cozinho tal coisa na minha vida, mas quem faz ovos estrelados, faz borrego no forno. O meu standard, na verdade, é demasiado elevado (o borrego que teria comido na casa da minha sogra, não fosse o cabrão do bicho da coroa a dar cabo da Páscoa à malta), veremos se consigo fazer alguma coisa que se aproxime. Lá estive na fila do talho "Atlântico", em Colares, onde comprei um quarto de borrego para comermos amanhã ao jantar. Eventualmente, iremos "jantar com" os meus sogros, via skype, mas o raio da aplicação ainda não deixa passar pratos cozinhados de um lado para o outro, pelo que terei que me contentar com o que cozinhe eu próprio.

Hoje acabei de ver a série "Sara", que não tinha ainda conseguido ver até ao fim. É das melhores coisas que se fizeram em Portugal. Tanto quanto sei, o Bruno Nogueira escreveu esta série para a sua mulher (Beatriz Batarda). Parte dos episódios é gravada em Sintra, nas Pedras Irmãs, junto à Peninha. Os decors são extraordinários, a história é impressionante, os recursos narrativos são complexos e desconcertantes, a banda sonora é magnífica. Pessoalmente, como já estive várias vezes em filmagens de novelas, esta série diz-me bastante. Recomendo vivamente. Agora que estamos todos obrigados a estar em casa, é uma óptima oportunidade para verem estes 8 episódios.

Agora vou ali preparar um rolo de carne que vou fazer para o jantar. Comprei já feito, no mesmo sítio onde comprei o Borrego, mas esse está a absorver os temperos para ir amanhã para o forno.



Já agora, uma adenda:
No dia 18 do meu Diário da Quarentena referi um artigo do que deu que falar entretanto.
Eis aqui , no Rebel Wisdom, uma interessantíssima conversa com o autor a propósito do tal artigo. Vale bem a pena "investir" esta horita:



Hoje fico por aqui. Boa Páscoa para todos.

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Diário da Quarentena - Dia 26

>> segunda-feira, abril 06, 2020


O dia começou com o pequeno almoço dos dois mais caganitos: iogurte com granola de chocolate. Aqui temos o Matias


E aqui o Simão.


Hoje fiz um percurso diferente do que tenho feito com mais frequência, quando fui correr. Fiz o Caminho da Boca da Mata, onde se encontra esta Ermida do Senhor do Rio Velho ou Ermida da Boca da Mata, que estava belíssima sob a chuva. Neste lugar "canta" um ribeiro, que passa numa ponte sob a estrada. É um lugar mágico.


Passei também junto ao Convento de Santa Ana do Carmo, entre Gigarós e a aldeia do Penedo. É impressionante pensar que tudo isto é uma propriedade privada.


Esta é uma vista possível da igrejinha da Eugaria.


Também na Eugaria temos a "Casa dos Olhos", de Pancho Guedes, que já não está entre nós. Curiosamente, Pancho Guedes nasceu no mesmo ano que a minha mãe: 1925.


Este é o formidável Leão que está nas escadinhas por detrás da Casa de Pancho Guedes.


Esta casa é bastante interessante. Gostava de a ter podido conhecer por dentro. Não será das casas mais soalheiras que já se fizeram, mas dentro do constrangimento do lugar é muito bem concebida e com espaços intrigantes.



Ontem esqueci-me de mencionar que vimos o "When Marnie Was There", um filme do Estúdio Ghibli, Japonês, de animação. Está na Netflix. Recomendo vivamente.

Hoje seguimos no mesmo registo e vimos pela enésima vez o "Castelo Andante", que é o filme que deu nome à nossa casa de Castelo de Vide, precisamente ao pé do Castelo. Este já o conhecia, mas recomendo na mesma.

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Diário da Quarentena - Dia 22

>> quinta-feira, abril 02, 2020

A nossa senhoria, não sei se já falei disto, decidiu há uns meses reabilitar o andar debaixo da nossa casa, que estava abandonado desde que para cá viémos, há mais de cinco anos. Por coincidência, desde que foi decretado o "isolamento social" em Portugal, a obra intensificou-se, designadamente no tocante à utilização de um martelo pneumático que, além do áspero ruído, faz tremer toda a casa.

Hoje, pela hora do almoço, reparámos que havia cá em casa um grau de tensão que não é habitual. Estava tudo aos gritos de uma forma descontrolada. Rapidamente percebemos que o acumular de horas, dias, semanas de martelo pneumático a vibrar-nos nos ossos do crânio, estavam a enlouquecer a família.

Telefonámos à senhoria, cá de casa, para que ela percebesse ao que nos tem estado a obrigar. Pouco depois parou o barulho. Fomos visitados pela sua neta, dona da obra, que nos disse que já tinha falado com os operários e já só faltavam 2 horas de barulho e depois acabava de vez essa fase do trabalho.

É impressionante a forma como o ruído nos vai destruindo a sanidade mental da mesma forma que a água fura a pedra. Quanto mais tempo passa, mais sensíveis vamos ficando sem nos darmos conta. Ao fim de vários dias e horas disto, cai uma moeda ao chão e saltamos como se tivesse explodido uma bomba.



Talvez para inconscientemente fugir durante um bocado desta tortura acústica, corri um bom bocado na Serra esta manhã. Assim, boa parte das fotos de hoje são dessa corrida.


Ainda antes de ir correr, apanhei os dois mais novos a verem qualquer coisa no PC com a mãe.


Hoje, na subida pelo Penedo, havia uns carneiros num terreno onde nunca os tinha visto. Tem-se daqui uma bela vista para Norte, para a aldeia do Penedo e, lá longe, para a costa.


Esta casinha de pássaros marca o lugar onde viro para subir a famosa "Viúva". Hoje subi aqui à esquerda, depois dei a volta e regressei a este ponto para descer um trilho por onde nunca tinha passado. Encantador e deserto, como se quer nesta altura do campeonato.


O marco que assinala o início da "Viúva", um duro trilho a subir por entre as árvores, que desemboca junto à Ermida de São Saturnino, já junto à Peninha propriamente dita.


A Ermida da Peninha. Continua tudo deserto também por aqui.


Depois do almoço fomos à Quinta dos Sete Nomes buscar o nosso cabaz semanal de frescos biológicos e mais umas coisitas.

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Diário da Quarentena - Dia 14

>> quarta-feira, março 25, 2020


Matias, brincando com o Infinito.

Tenho lido vários posts e comentários nas redes sociais que condenam a prática da corrida neste período de quarentena obrigatória. Deixo aqui algumas notas e reflexões sobre o tema:

1 - Eu corro quase diariamente há mais de 15 anos. É um hábito que entrou devagarinho, como todos os hábitos – os bons e os maus – e se instalou de uma forma que acredito que seja difícil de compreender para algumas pessoas. Se me disserem num dia que só tenho tempo ou para correr ou para almoçar, eu escolho correr. Não digo que escolhesse sempre correr em lugar de comer, mas sou bem capaz de saltar uma refeição se for essa a única forma de ir correr nesse dia. O que quero dizer é que, por estranho que possa parecer a quem não corre, a corrida é-me quase vital. Correr está numa camada da minha pirâmide de Maslow logo acima de comer e respirar, e seguramente abaixo da ligação ao wifi.
Mas não são só os não corredores que criticam esse “luxo”, também me tenho sentido criticado por quem corre, por quem sabe bem o que significa correr para quem está “viciado”, e para isso eu tenho uma outra explicação (mais adiante).
No caso de quem não corre, é fácil perceber que considerem desadequado correr o mais remoto risco (arriscando igualmente o contágio de outrem), por um hábito que consideram uma futilidade. A única coisa que lhes posso dizer é que correr diariamente, para mim, é mesmo importante. Se não fosse, não sairia de casa para o fazer numa altura destas, até porque não me custa assim tanto estar em casa.

2 – Moro numa aldeia da zona rural de Sintra. Consigo sair de casa, enfiar-me na Serra, correr durante 50 minutos ou uma hora e não me cruzar com mais de 10 pessoas no total, nunca a menos de 3 metros de distância (aliás, por estes dias, nota-se bem o esforço que as pessoas fazem por se afastarem quando se cruzam nos caminhos). Francamente, a probabilidade de me contaminar ou contaminar outrem com o raio do bicho nesta minha actividade é absolutamente residual.

3 – Têm-me dito que uma das razões para não ir correr é a possibilidade de ter um acidente e precisar de assistência médica, comprometendo a disponibilidade desse recurso actualmente escasso para quem mais precisa dele. Sou sensível a esse argumento, mas uma vez mais recorro à probabilidade de tal acontecer: corro há mais de 15 anos, maioritariamente em trilhos, faço inúmeras provas por ano, e nunca tive mais do que uns riscos nos cromados, não me parece que deva privar-me desta necessidade por esse motivo, sinceramente.

4 – Também percebo que, para quem não tem o privilégio de poder correr em lugares onde NUNCA há ninguém (não estão vazios por as outras pessoas estarem de quarentena), é um bocado irritante saber que há quem ande a correr alegremente. Essas pessoas devem lembrar-se que há inúmeras outras vantagens que têm por morar em zonas urbanas que eu não tenho por morar no campo. São escolhas.

5 – Finalmente, a reflexão que mais me interessa, e que talvez justifique porque é que mesmo quem gosta de correr preferia ver-me em casa fechado.
Foi publicado há dias o testemunho de um famoso corredor Espanhol que diz que, apesar de poder correr sem se cruzar com ninguém, não o faz para dar o exemplo e por respeito para com os mais velhos e para com o pessoal da linha da frente (a quem aproveito para tirar aqui o meu chapéu). A mim parece-me absurdo que uma pessoa se sacrifique por respeito seja ao que for, se isso não contribuir de facto em nada para solucionar o problema. É como as velhas que vão sofrer de joelhos para Fátima, é inútil, só serve para si próprias.
Isto remete para uma ideia mais vasta que tenho sentido que está por trás de muitos posts das redes sociais destes dias, embora de forma totalmente inconsciente, que é a velha noção Judaico-Cristã de que para merecermos de novo o que tínhamos antes teremos que sofrer, teremos que aceitar o castigo.

O Deepak Chopra fala muito desse conceito que temos gravado no nosso subconsciente colectivo: a ideia de que se não sofrermos não merecemos nada de bom. A isso podemos juntar a ideia que também me parece estar muito presente nalgumas intervenções de que a COVID-19 é um castigo divino ou do Universo ou da Terra ou lá de quem seja e que, a menos que aceitemos ficar ali no canto com orelhas de burro, jamais o mundo será abençoado com o fim desta praga. Julgo que muitas das pessoas que criticam fortemente quem não se auto-castiga estão incomodadas com essa possibilidade. Precisam de um cordeiro de Deus que tire o pecado do mundo e a minha corrida fá-los temer que os Deuses não estejam contentes.
A este propósito, recomendo o texto recente do Rui Zink aqui.

6 – Claro que as saídas de cada pessoa de casa têm que ser feitas com bom-senso. O texto que anda por aí a circular sobre um tal Aníbal (curioso nome) que passa todo o dia na rua com o pretexto de que está sempre a fazer coisas que são autorizadas na lei é totalmente absurdo e uma forma infantil de pretender culpar os outros. Embora nos últimos 14 dias só tenhamos utilizado o carro para ir ao supermercado, houve uma ocasião em que fomos com os miúdos a um lugar da Serra onde íamos com alguma frequência, para os deixar caminhar um pouco no meio do bosque. Quando chegámos, verificámos que havia lá mais gente. Nem estacionámos, demos meia-volta ao carro e voltámos para trás. Uma ou duas pessoas a correrem na marginal de Espinho é seguro, 30 já não é. Não tenho nenhuma sugestão para regular isto além do simples e natural bom-senso.
Tenciono manter-me a correr até que haja alguma proibição em contrário (espero que não haja), mas isso não quer dizer que não respeite o imenso sacrifício que muita gente está a fazer no momento em que corro. Como já disse, tiro o meu chapéu a todos os que na linha da frente estão cara a cara com o malvado do bicho, mas, sejamos honestos, a minha corrida, por muito prazer que me dê, não complica em nada o vosso trabalho.
Já agora, eu estou no grupo dos mais ansiosos para que tudo isto passe, já que com uma pontaria certeira me despedi do emprego anterior no final de Fevereiro, estando neste momento em casa com 4 filhos e a mulher e sem ordenado, a subsistir de umas poupanças não renováveis até que possa começar o novo projecto profissional que ficou congelado até nova ordem. Nem tudo na vida de quem corre pelo mato são flores.

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Para fugir ao estereotipo da atleta andrógena...

>> terça-feira, julho 24, 2012


... que gracinha!

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A campeã Dulce Félix

>> terça-feira, julho 03, 2012

Os atletas Portugueses de atletismo continuam a ser desprezados pelo país, apesar de serem dos que mais têm contribuído para que se faça ouvir A Portuguesa por esses estádios fora.
Tenho tentado ver a corrida de 10.000m da Dulce Félix, na qual conquistou a medalha de ouro no campeonato europeu da modalidade.
Até agora, o melhor que arranjei foi um pequeno filme com o relato em russo.
Fiquem então com Dulciich Fielix, uma atleta Portugalsquia.



PS: para quem já tenha feito o treino para uma maratona, ver esta prova na pista é absolutamente impressionante. As séries mais curtas que faço na pista, que são apenas de 200m, não as consigo fazer à velocidade a que esta rapariga corre durante 31 minutos seguidos. Se um dia destes forem a uma pista de atletismo, tentem dar meia volta à pista, à velocidade a que ela corre toda a prova. Isso quer dizer que terão que fazer os 200m (meia volta) em 37 segundos, mais coisa menos coisa. É uma experiência divertida. Agora imaginem o que será correr a essa velocidade durante 31 minutos, 44 segundos e 75 centésimos.

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Ganhei-o!

>> domingo, maio 20, 2012

Foi muito duro, levei 16:38h a completar o percurso de 100km, mas ganhei o troféu. Ainda farei um balanço da coisa. Apetece-me muito escrever sobre o assunto, mas fica para outro post. Apesar de tudo, tenho que reconhecer que me sabe muito bem a sensação da conquista.

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Apetece-me ganhá-lo

>> quinta-feira, maio 17, 2012

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XXII Meia Maratona dos Bravos - Terceira

>> quarta-feira, maio 02, 2012

Ontem corri a XXII Meia Maratona dos Bravos, uma prova que já tinha também feito no ano passado, mas que este ano me correu melhor. Esta imagem foi gentilmente cedida pelo Miguel, que andava pela zona da partida e aproveitou para registar este instantâneo. Terminei a corrida em 9º da geral e em 2º lugar do meu escalão. Levei 1:28:17h a percorrer todo o percurso, mas não posso homologar este que seria o meu record pessoal à meia maratona porque o percurso tem 3/4 de descida.

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Ao menino e ao borracho...

>> segunda-feira, abril 23, 2012



No fim-de-semana tive a sensação de ter um anjo da guarda a olhar por mim.
Numa ocasião, saí de casa, coloquei o telemóvel e a carteira em cima do tejadilho do carro (sim, eu sei que é um erro clássico, a não cometer), para sentar o Simão na cadeira respectiva, perdi-me naquele stress da chucha e das fraldas, arranquei com o carro e siga a briga. Passadas já 3 rotundas, a Raquel, ao meu lado, recebe uma chamada de uma colega minha do escritório. Quando percebi quem era que ligara, dei uma palmada na testa e disse doohh!!! (tipo Homer Simpson), encostei o carro, à espera de encontrar um tejadilho vazio, mas... lá estava a carteira e o telemóvel direitinhos onde os tinha colocado anteriormente. A minha condução "à velho" terá de alguma forma contribuído para que as coisas não tombassem, mas foi obra de um anjo da guarda atento.
Passada uma meia-hora deste fortuito evento, estava a tomar conta do acelerado Simão, que brincava à porta da Feira da Saúde, em Angra. Ele aproximou-se da escada de acesso ao espaço onde decorria a feira e eu vi de repente o filme todo. Deu um salto no primeiro degrau e despenhou-se em direcção aos seguintes, num mergulho que teria tido consequências dramáticas, não fosse eu ter-me atirado à guarda-redes e colocado a minha mão entre o seu rosto e a esquina do degrau onde ele se preparava para deixar os dentes. A queda terminou sem mais consequências, mas fiquei a tremer das pernas.
Finalmente, no dia seguinte, Domingo, tinha no planeamento do treino para o UTSM o meu mais longo treino de todos os tempos: 50km, em cerca de 5 horas. Acordei às 6:30h da manhã e às 7:30h comecei a correr em direcção à Serreta. O dia foi aclarando e fui brindado com um dos mais belos dias de Abril a que se terá assistido na Terceira em toda a história da humanidade. A vista para S. Jorge e Pico era de uma definição que parecia que se poderia lá chegar a nado. Acabei por correr até ao miradouro do Raminho e ainda mais um pouco até à fajã da Serreta, voltando tudo para trás até Angra, com um estranho prazer a vibrar-me nos ossos, e com o olhar cheio de um cenário de mar e verde me foi ficando gravado ao longo das mais de 5 horas de "viagem".
Andei todo o fim-de-semana lado a lado com o meu anjo da guarda. Deve estar cansado.

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Tenho as pernas aos saltos

>> terça-feira, abril 03, 2012

Quem pratica desportos com intensidade e paixão sabe bem o que é a "tesão" do corpo para saciar o vício. Se vejo vídeos de escalada em rocha, e apesar de já não escalar rocha com regularidade, fico com as mãos cheias de água. É a "tesão" da rocha, que nunca me abandonou. Agora, olhando para este gráfico e tendo na cabeça imagens fotográficas de muitos dos locais que esta corrida percorre, tremem-me as pernas, como se fosse um cavalo de corrida na linha da partida.


(Per)correr 100km no cenário magnífico da Serra de S. Mamede, por caminhos pouco frequentados, será (espero eu) um prazer inesquecível. Falta pouco mais de um mês. Estou ansioso pela partida.

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UTSM - Portalegre

>> quarta-feira, janeiro 11, 2012

Já estou inscrito para o Ultra Trail Serra de São Mamede, que são 100km de seguida, no dia 19 de Maio deste ano.
Agora é treinar...

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Maratona do Porto

>> quarta-feira, novembro 16, 2011


Fui apanhado já perto da primeira meia-maratona da maratona do Porto. Junto a mim está o David, com quem já partilhei outras aventuras.
Aqui ainda eu ia direito, passados mais uns 15km havia de encontrar o "homem da marreta", do qual desta vez não consegui escapar.

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Ainda os ecos do Ultra Trail Senhora da Serreta

>> sábado, outubro 01, 2011

Saíu hoje uma reportagem de Miguel Azevedo, no jornal A União, sobre a nossa travessia da Ilha Terceira em direcção à Serreta, no dia da romaria.
Ver a nossa aventura impressa em papel de jornal é agradável.
Agradeço ao Miguel a sua divulgação.
Talvez para o ano consiga juntar mais alguns corredores para um percurso semelhante.

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Fotos do Ultra Trail Senhora da Serreta

>> segunda-feira, setembro 12, 2011

As primeiras fotos da minha ida à Serreta saíram aqui e aqui. Agora ficam as que o Miguel foi tirando ao longo de percurso, dos corredores propriamente ditos.
_MG_8741
Aqui vamos com cerca de 35km de percurso, depois de uma série de kms que foram os que me deram mais prazer. Estamos a chegar da travessia Pico Alto - Bagacina.
_MG_8747
Aqui estamos uns 2km adiante da anterior, a entrar na última secção do percurso, numa estrada florestal que leva da estrada do Mato até à zona do Pico Rachado.
_MG_8748
No mesmo local da anterior.
_MG_8757
Atravessando um denso bosque de Criptomérias. Uma zona também muito agradável de percorrer.
_MG_8761
Já muito perto do troço final que nos levará muito perto da Lagoa da Serreta, já ia literalmente com a língua de fora.
_MG_8766
Na mesma zona.
_MG_8798
Finalmente, com a satisfação do objectivo atingido, aqui fica para a posteridade a foto da equipa na Igreja da Serreta.
Mais uma vez, um grande obrigado ao Miguel, que nos acompanhou pacientemente ao longo de quase 7 horas e ainda foi ele próprio à Serreta no mesmo dia a partir da Praia; obrigado também ao Magalhães que teve a coragem de me acompanhar num verdadeiro tiro no escuro, porque não fazia a menor ideia da tortura porque teria que passar.

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Um relato só com palavras, por enquanto

>> domingo, setembro 11, 2011

Ainda a "quente", aqui fica uma breve descrição do que foi o percurso de ontem, de Porto Martins à Serreta. Acordei às 5:00h da manhã, noite cerrada, comi flocos de aveia com leite, meti no carro tudo o que já tinha preparado de véspera e siga. Apanhei o Miguel na Praia uns minutos antes das 6:30h, e seguimos para Porto Martins, onde já me esperava o Magalhães, que foi a única pessoa que aceitou corajosamente acompanhar-me nesta aventura. O Magalhães, ao contrário de mim, não tinha treinado especificamente para esta actividade, nem sabia concretamente o que o esperava, embora seja um corredor muito forte. Iniciámos a corrida por volta das 6:40h, percorrendo calmamente a marginal de Porto Martins, até entrarmos na Canada do Serra. Estes primeiros quilómetros revestiram-se de alguma ansiedade, pelo menos para mim que sabia bem o que tinha pela frente. A palavra de ordem, durante os primeiros 20km é poupar. É preciso poupar tudo ao máximo. Por muito que as pernas e o entusiasmo nos peçam velocidade, o que está para a frente exige-nos que travemos. Mesmo assim, fomos mais rápidos do que eu previra. Pomo-nos à conversa e quando damos por ela já vamos mais rápido do que a estratégia deste tipo de percurso exige. Encontrámos o nosso apoio no local combinado, enchemos as garrafas de isostar e ala, até à Agualva. Nesta secção devemos ter sido particularmente rápidos, porque quando chegámos à Igreja da Agualva, não tínhamos ainda o apoio à espera. Aproveitei para beber o café da manhã, trocámos de ténis (porque a secção seguinte era muito trail e muito encharcada), recuperámos ali uns minutos e vamos embora. Até aqui tínhamos feito pouco mais de meia maratona, caminhando nas subidas mais empinadas. Estávamos com pouco mais de 2 horas, incluindo as paragens. À entrada da Agualva, tive umas dores na parte de trás do joelho esquerdo, mas com a paragem e a mudança de terreno que se seguiu, passou completamente e não voltou a dar sinal até ao fim do percurso. A subida da estrada até à base do Pico Alto tem um grande desnivel, pelo que tivémos que passar à marcha sucessivas vezes. Finalmente, entrámos completamente no mato para o troço mais complicado em termos de terreno, o trilho que sobe da base do Pico Alto ao ombro de onde se avista a Rocha do Chambre. Este trilho está completamente fechado pela vegetação e é relativamente difícil de encontrar à medida que avançamos. Quem não conheça o percurso facilmente desiste por não encontrar o trilho. O terreno é muito encharcado, com muito declive, coberto de vegetação, mas acabámos por chegar ao planalto de onde já se avista o resto da ilha para Oeste e este foi o momento de maior prazer do percurso. Desde este planalto há uma descida longa, muito suave, em terreno de montanha, que leva até à Caldeira da Rocha do Chambre. Correr este troço, só por si, valeu todo o esforço do resto da corrida. Nesta altura já teríamos cerca de 35km nas pernas. Quando chegámos à estrada de terra que leva à Bagacina, senti-me muito positivo e com muita vontade de continuar. Claro que as pernas já iam dando claros sinais de fadiga, mas o que pior já estava feito. Deste ponto até à subida final para a Lagoinha da Serreta fomos sendo acompanhados pelo Miguel, já corri sem mochila e o percurso desce um bom bocado, atravessando a floresta que cobre a área Norte da Serra de Santa Bárbara. Íamos fazendo as subidas a passo e as rectas e descidas em corrida entre os 6:30/km e os 5:15/km, mais coisa menos coisa. O cansaço era já muito evidente, com algumas dores nas pernas, mas cada vez mais motivados com a proximidade do pórtico da meta. Finalmente, já com mais do que uma maratona nas pernas, temos a subida para a Lagoinha da Serreta, uma rampa de terra batida com um declive radical, que terá cerca de 1km ou pouco mais de distância. Foi o castigo final. Chegados ao alto desta estrada, a cerca de 760m de altitude, já só faltava rebolar até ao santuário da Senhora dos Milagres, mas o meu companheiro de diáspora já não conseguia correr a descer. Neste tipo de percurso, mais do que tudo conta a habituação a longas distâncias e isso ele não tinha. Lá fomos descendo a passo, até chegarmos ao alcatrão, onde voltámos a correr. Entrei na Serreta a rir às gargalhadas, como me acontece sempre. Passadas quase 24 horas estou fino, sem grandes dores, sem um andar novo, sem mazelas. Corremos mais de 53km, durante 6:45h, incluindo as paragens, subindo mais de 1800m (de acordo com o relógio). Foi a minha mais longa corrida de todos os tempos e só posso dizer que, em lugar de me saciar, inflamou-me o vício. Neste momento já começo a pensar na próxima. Uma última nota final: inventar um objectivo duro, na corrida ou noutra coisa qualquer, investir nesse projecto e finalmente alcança-lo é uma coisa que toda a gente devia ir fazendo com regularidade ao longo da vida. Enche-nos de satisfação e fortalece-nos. Um grande obrigado ao Miguel, sem o qual esta aventura tinha sido praticamente impossível.

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Ida radical à Serreta

>> sábado, setembro 10, 2011

está feito. Mais um projecto que posso riscar da lista daquelas coisas que devemos fazer uma vez na vida, pelo menos. O Ultra Trail da Serreta foi fenomenal, durou 6:45h, com algumas paragens pelo meio para trocar de ténis e para alimentação, percorreu mais de 53km e levou-me de Porto Martins à Serreta, por um percurso absolutamente radical. Entrei na Serreta a rir às gargalhadas e acho que mereço uma forcinha na única coisa em que estou a precisar da intervenção divina neste momento. Acabei por ter companhia durante todo o percurso. Foi uma experiência inesquecível. Fomos assistidos pelo imprescindível e valiosíssimo Miguel Bettencourt, que foi registando as imagens. Quando as tivermos, teremos muito orgulho em partilhá-las. Obrigado Miguel. Sem a tua dedicada colaboração, tinha sido impossível chegar vivo à Serreta. ZM

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Hoje terminou o reconhecimento do UTSS

>> domingo, agosto 28, 2011

Terminei hoje o reconhecimento do Ultra Trail Senhora da Serreta, que eu próprio inventei e que serei (provavelmente) o único a correr. Faltava-me correr os últimos 20kms e fui corrê-los hoje.
Se eu chegar a esta parte do percurso com pernas para gozar a paisagem, isto irá ser um grande prazer. O percurso acabou por saír de uma forma que cada km é mais bonito do que o anterior.
O verdadeiro início do percurso (quando já levo mais de 20km nas pernas) é quando chego à Agualva. Desde aí é sempre a melhorar. A subida ao Pico alto é uma beleza, a travessia até à Rocha do Chambre é magnífica, depois temos um troço de ligação de 2 km em alcatrão que não tem grande graça e entramos finalmente no troço final que é cada km mais fantástico do que o anterior.
Se chegar à Serreta em cima das pernas, vai ser uma intensa emoção. Chegarei lá com cerca de 6 horas de corrida e mais de 50km de percurso.
Estou ansioso.
Darei notícias.

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Para quem tenha ficado impressionado...

>> sábado, agosto 27, 2011

Para os que manifestaram algum espanto com o post anterior, aqui fica a descrição do famoso UTMB, onde o Português Carlos Sá parece que ficou em 5º lugar: http://www.ultratrailmb.com/accueil.php
166km de distância, 9500m de desnível acumulado, com diversas passagens acima de 2500m de altitude. Ao pé disto, o que eu vou fazer é um passeio no parque.

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