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Questionarmos os nossos hábitos (falo de educação, claro)

>> domingo, maio 24, 2015

"Era uma vez um homem cuja mulher cortava sempre as duas pontas do fiambre quando o cozinhava (como quem corta a ponta do charuto). Um dia ele perguntou-lhe:
- Porque é que cortas as pontas do fiambre antes de o pores no forno?
Ela respondeu:
- Foi assim que a minha mãe me ensinou a cozinhar o fiambre.
Insatisfeito com a resposta, na primeira oportunidade o homem perguntou à sua sogra porque é que ela cortava as pontas do fiambre. Ela respondeu:
- Toda a gente cozinha o fiambre dessa forma. Foi assim que a minha mãe me ensinou quando eu era ainda miúda.
Sendo a mãe da sogra (avó da sua mulher) ainda viva, o homem acabou por perguntar à velhota por que raio cortava ela as pontas do fiambre.
Finalmente a resposta foi esclarecedora:
- Eu costumava fazer isso porque só tinha uma travessa de ir ao forno e o fiambre só lá cabia sem as pontas."

Esta história é contada no livro "Guerilla Learning", de Grace Llewellyn, a propósito da forma como olhamos hoje para a escola. Ela acrescenta:
"Parece que para muitos de nós o que se passa nas escolas é como esta história do acerto das pontas do fiambre."

Eu estou de acordo. Muitas das coisas que se passam hoje nas escolas perderam completamente o sentido ao longo dos quase 200 anos que este modelo já tem. Já ninguém questiona o propósito da escola e da forma como as coisa acontecem lá dentro. Desde as aulas às turmas, desde a campainha aos horários. Se nos dispusermos ao exercício de verdadeiramente reflectir sobre a razão porque fazemos o que fazemos iremos encontrar muitos becos.

Fica a história para agitar as mentes que estiverem interessadas nisso.

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Crianças, constipações e porcarias para comer.

>> domingo, abril 26, 2015

Hoje fomos acompanhar o Lourenço a um campeonato de Xadrez. Como habitualmente, foi a família toda, embora na verdade isso seja um valente sacrifício para alguns (todos?) de nós.
Ao fim de já algumas horas de lá estarmos, reparámos numa criança que comia alegremente Pringles. Deve haver poucas coisas piores para comer do que aquilo e por isso falámos entre nós do assunto. Mais tarde vimos a mesma criança comer pipocas de compra e depois gomas. Tenho ideia de ter visto dentro da mochila, a espreitar, uns Donuts também de compra. Tudo veneno, nada a que se possa chamar comida ou sequer alimentação.

O nosso Simão, também ao final de muito tempo de paciência a aturar um campeonato que se passa sentado em torno de umas peças de plástico, com iluminação artificial, concentração e silencio, deixou emergir a sua verdadeira natureza, pisou diversos cocós de cão que povoavam os passeios das imediações e acabou a lavar as botas numa grande poça de água que lhe chegava aos tornozelos. O resultado foi que ficou todo encharcado e acabou por ter que tirar botas e meias, ficando finalmente no seu estado mais natural, que é sem nada calçado.
Quando demos pela coisa, havia um sururu em torno da criança, tendo mesmo nós sido avisados de que havia um miúdo pequeno descalço, a brincar numa poça de água, que acabaria inevitavelmente no hospital Amadora Sintra a soro com uma grave pneumonia, provavelmente às portas da morte.

Não foi fácil convencer algumas pessoas de que esse é o funcionamento normal do Simão. A ideia de que uma criança descalça e molhada é o prenúncio de uma grave doença é algo que está marcado a ferro e fogo no imaginário colectivo Português. É uma coisa que já ninguém contesta nem critica, aceita-se simplesmente. Uma criança descalça a brincar, em Abril (quase Maio) numa poça de água acorda os mais dramáticos alarmes nas pessoas comuns, dando origem a reacções que podem ser relativamente violentas contra os seus cuidadores.
Felizmente, temos um trunfo de peso:
“Vamos para o quarto filho e nunca nenhum foi hospitalizado com pneumonia.”
Encolhem os ombros, como quem lida com chanfrados e deixam de nos aborrecer.

Não deixa de ser curiosa a forma como ignoram totalmente a outra criança, essa sim em verdadeiro perigo, que se “alimenta” de Pringles, pipocas, gomas e Donuts.
Se isto não está tudo do avesso, hão-de me explicar como é.

Estamos cada dia mais fora da “normalidade” no que diz respeito a educar filhos.

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Movimento Educação Livre

>> domingo, outubro 05, 2014

Ontem participámos, como convidados, no encontro do MEL (habitualmente, as pessoas dizem "da MEL", mas não sei porquê), o Movimento Educação Livre. O MEL pretende associar as pessoas que, como nós, não se revêem no actual sistema educativo e foi muito, muito motivante e tranquilizador conhecer tanta, tanta gente que está no mesmo barco que nós. Nem todos têm filhos em ensino doméstico e, dentro dos que têm, há abordagens muito diferentes, mas todos sentimos (ou sabemos) que a escola "tradicional" não está a dar resposta às inquietações do século XXI.
No final de um longo dia de trabalho (e diversão), assistimos ao filme que aqui vos deixo. Para quem esteja "a Leste" do que pode ser a educação do futuro, vale a pena abrir o coração e assistir a este tremendo testemunho de como um novo paradigma pode estar aí à espreita.



É sempre muito difícil convencer as pessoas de que o que fazemos há mais de 100 anos não é a melhor coisa nos dias de hoje, mas vale a pena tentar. Se há causas que me motivam, que me mobilizam, esta é seguramente uma delas. Adorava participar num destes fantásticos projectos que estão a emergir como cogumelos por todos os cantos do mundo. Está uma revolução em curso. E eu estou mesmo convencido de que o ensino será irreconhecível dentro de umas décadas. Quem me dera conseguir participar mais nesse movimento imparável!

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A revolução começa a dar frutos.

>> quarta-feira, janeiro 08, 2014

Esta tinha que vir para o blog.



É evidente que ser homeschooler americano tem vantagens, sobretudo por causa de conteúdos (como este) que são maioritariamente em inglês, mas parece evidente que o resultado do ensino doméstico pode ser muito interessante. A revolução está em curso.
Quererá alguma vez a escola pública apanhar este comboio?
Mais informação aqui.
Obrigado, Marisa.

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Mais um impressionante discurso sobre o actual modelo de escola

>> quinta-feira, setembro 12, 2013

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A Escola da Ponte


(via 10 mil insurrectos)

Reportagem TSF sobre essa mesma escola aqui.

Sabemos que isto funciona. Sabemos que a generalidade das pessoas tem medo disto. É natural.
Temos que ter paciência, isto há-de ser o "normal" daqui a uns tempos.

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Education again and again. Ken Robinson, obviously.

>> sexta-feira, julho 26, 2013


Mais um fabuloso discurso de Ken Robinson sobre a educação e sobre a forma como ela (ou a falta dela) afecta as nossas sociedades contemporâneas. A ouvir em repeat.
PS: alguém pode, por favor, falar deste discurso ao ministro Crato? Obrigado.

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Mais uma palestra magnífica de Ken Robinson

>> sábado, maio 11, 2013

Ao cuidado de um tal Crato que tem uma visão industrial da educação.



Mas porque será que esta lógica não medra no nosso sistema?

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Um modelo educativo obsoleto (o actual)

>> segunda-feira, março 04, 2013

Este chegou-me pelas mãos do meu amigo José.
Para uma família como a nossa, que decidiu empreender uma nova forma de ensinar, esta apresentação soa a música.
Sabemos bem que muito do que aqui se diz é bem verdade.
A lógica do prazer em lugar do medo ou da tensão ("examinations are seen as threats!") é uma das coisas que temos tentado implementar e que funciona melhor no home schooling do que na escola tradicional.
E tudo isto é tão o oposto do que preconiza o nosso actual ministro Crato. O que anda aquela gente a fazer? Porque continuam a acreditar num modelo obsoleto?
Habitualmente gosto de Sol, mas neste caso, como a garota do final da apresentação, anseio por esta nuvem.

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Grow-up undamaged

>> quinta-feira, novembro 08, 2012

"We wanted our kids to grow-up undamaged"


Só nos está a faltar o suporte financeiro para manter este sonho. O que retiro deste filme é o de sempre: tenho que ser positivo, caso contrário arrisco-me a falhar.
Que o Cosmos esteja connosco. Queria tanto que desse certo!

Esta é privada, para um certo José que conhecemos: sinto-me tão verde!

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Mais uma do ensino doméstico e afins.

>> segunda-feira, setembro 24, 2012

Aqui a barraca anda meio parada. Acontece que eu tenho muita ralação e pouca disponibilidade para vir aqui actualizar os meus caríssimos seguidores.
Tenham paciência, que a coisa, não tarda já, volta ao normal.
Por agora, tomem lá mais esta reportagem sobre ensinos alternativos:

Nós estamos a tentar percorrer este caminho. Faltam ainda alguns "pilares" importantes, mas por agora, tanto quanto a experiência permite já avaliar, a coisa está a correr bem.
A transição está aí. Embarcamos?

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Erro Crato (no DN)

>> quinta-feira, agosto 30, 2012

Quem me lê regularmente sabe que não me revejo nas opções do actual ministro da educação. Recebi da minha amiga Elsa o link para este texto de André Macedo, no DN. Estou tão de acordo que aqui fica na íntegra, com o respectivo link. Obrigado Elsa.

"O ministro da Educação quer desenvolver o ensino vocacional. Muito bem. Como seria bom que os estudantes pudessem escolher formações técnicas capazes de lhes transmitir (também) um saber profissional. Como seria excelente que estes cursos respondessem (também) às necessidades do mercado de trabalho. Como seria bom que não se desperdiçasse recursos atirando para cursos superiores pessoas que não os querem fazer. Já se pensou no tempo que poderíamos poupar? Na inteligência, energia e talento que um plano assim libertaria? Aposto que seríamos um país mais feliz e competitivo.
Mas se é assim tão evidente, porque nunca se deu este passo como deve ser? Porque será que a concretização se revela tão difícil? Porque será que as famílias e os alunos evitam esta escolha? A resposta está no projeto macabro de Nuno Crato. De acordo com o ministro, quem irá para estes cursos? Ora bem, além dos voluntários - coitadinho, tem 14 anos, mas não dá para mais... -, os que chumbarem duas vezes no ensino secundário também têm o destino traçado. É um castigo: és uma besta, vais já para jardineiro; sim, terás mais uma oportunidade para voltar ao ensino regular, mas para já ficas-te por aqui. Depois, se passares os exames do 9.º ou 12.º anos, logo veremos.
Não há dúvida: se a via profissional é apresentada como uma punição, é lógico que poucos - entre os bons e talentosos - quererão juntar-se a este gueto onde a qualidade será ridiculamente baixa. É lógico que só as famílias mais pobres ou desinformadas aceitarão este afunilamento precoce, cruel e estúpido das perspetivas. Os outros nem por um segundo pensarão em seguir este caminho (a segunda divisão!) que o próprio Governo se encarrega à partida de desvalorizar. O que isto revela de Nuno Crato é apenas um terrível cheiro a naftalina.
Na Alemanha, pátria do ensino vocacional, ninguém é chutado da "escola regular". Não se fecham portas. Não se elevam barreiras aos 14 anos em lado nenhum do mundo civilizado. Avaliam-se competências, oferecem-se alternativas. Não se apressam escolhas à reguada. A ligação às empresas é uma das maneiras de fazer isto com algum êxito: são as associações de empresários que, na Alemanha, ajustam a oferta de cursos profissionais às necessidades do mercado. Não há rigidez, há flexibilidade e oportunidade - a oportunidade de, na idade adequada, estagiar numa empresa. É por isso que 570 mil alunos alemães se inscreveram nestes cursos em 2011, contra os 520 mil que preferiram a universidade. Não foi porque lhes enfiaram orelhas de burro na adolescência.
Nuno Crato vive preocupado em exibir autoridade. Quer chumbar, punir, travar. Vê a escola como um centro de exclusão, não como espaço de desenvolvimento de competências sociais, culturais e técnicas - com regras, competição e exigência. Não tem um plano educativo desempoeirado: sofre de reumatismo ideológico. Engaveta os alunos. Encolhe o País. Reduz a riqueza. É matemático."

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2742304&seccao=Andr%E9%20Macedo

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Educação industrial, mais uma vez...

>> quinta-feira, junho 21, 2012

Podia só publicar o link para o post do Arrastão onde li este texto, mas estou tão de acordo com ele, que faço minhas as palavras do seu autor:

"Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os exames.


Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade de memorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.


Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.


Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.


Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.


O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burucrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.


Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.


A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina."

Quem fala (escreve) assim não é gago.

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Exames do quarto ano

>> quinta-feira, maio 24, 2012

Elsa Barbosa, Presidente da Associação de Professores de Matemática, no Expresso do dia 19 de Maio de 2012:
"Vejo com gravidade a introdução de exames no 4º ano, que não existem em mais nenhum país da Europa. É preciso lembrar que os quatro primeiros anos de escolaridade são generalistas e que se ensina mais do que Português e Matemática. Decidir que os exames só vão incidir sobre estas áreas é assustador, pois pode reduzir o trabalho do professor do 1º ciclo a duas disciplinas. Que são muito importantes, mas não as únicas."

É caso para dizer: o exame do quarto ano, em Portugal, é uma Cratinisse.

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Andamos a escorregar para esta solução...

>> segunda-feira, maio 14, 2012



É uma ideia que entrou lentamente, mas de forma avassaladora. Estamos mais perto deste passo do que parece à primeira vista. Na verdade estamos ansiosos.
Ver mais aqui.

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Educação: a noite e o dia

>> terça-feira, abril 17, 2012

A noite, via Profblog
(link via InConcreto)

Chegámos a uma situação em que é de mau tom afirmar aquilo que todos conhecem: há crianças muito inteligentes, outras que o são medianamente e outras ainda que são muito lentas a aprender. E há crianças que se esforçam muito, outras que se esforçam pouco. E há algumas que adoram aprender e outras que se cansam facilmente.
Justamente por isso é que o ensino não pode ser o dos exames da quarta classe, iguais para todos. Eu não gosto de falar de ensino, porque a escola deve ser mais do que isso, deve ser educação. E a educação não pretende preparar as pessoas exclusivamente para uma profissão, pretende preparar para uma vida feliz e desenvolver as apetências e potencialidades de cada um, diferentes de pessoa para pessoa.

E, por fim, há crianças que adoram a escola e outras que a detestam.
Porque a escola está direccionada para os primeiros e desajustada para os segundos. Será que a solução é rejeitar estes?
Triste mundo será o nosso quando as escolas só servirem para ensinar pessoas a desempenharem profissões, sobretudo num tempo em que as profissões estão a mudar a um ritmo tão acelerado.

O dia, via Companheiro Vasco

Revejo-me muito mais neste projecto educativo:

Como cada ser humano é único e irrepetível, a experiência de escolarização e o trajecto de 
desenvolvimento de cada aluno são também únicos e irrepetíveis.

As necessidades individuais e específicas de cada educando deverão ser atendidas 
singularmente, já que as características singulares de cada aluno implicam formas próprias de 
apreensão da realidade. Neste sentido, todo o aluno tem necessidades educativas especiais, 
manifestando--se em formas de aprendizagem sociais e cognitivas diversas.

O problema é que este modelo dá muito mais trabalho. Não bastará ensinar o que vem nos livros e fazer um exame para saber se empinaram ou não.

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>> domingo, abril 15, 2012


Texto interessante, sobre uma palestra de Eduardo Sá, num colégio, em Faro (via Colher de Mãe, por sua vez via Ensino Privado), de onde destaco o seguinte:
Sempre que namoramos mais um bocadinho, casamo-nos mais um pouco e sempre que deixamos de namorar, divorciamo-nos em suaves prestações”, concretizou a provocação, considerando o casamento tão sagrado como frágil. “É uma experiência sagrada porque duas pessoas que decidem comungar-se é uma experiência tão preciosa que é sagrada, mas é frágil porque, às vezes, os pais estão tão preocupados com a educação dos filhos que se esquecem de namorar todos os dias”, lamentou, lembrando que “pais mal-amados tornam-se piores pais”. “É fundamental que a relação amorosa dos pais esteja em primeiro lugar, antes da relação dos pais com as crianças”, sustentou.

e a lógica, agora pouco na moda, de promover o ensino agradável e sem esforço:
A terminar, defendeu ser possível “ter sucesso escolar” e “gostar da escola”. “Tenho esperança que um dia as crianças queiram fugir para a escola”

PS: Já sei que não posso ver nada :-)

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O iluminado Crato

>> quarta-feira, março 28, 2012

A propósito de educação, subscrevo integralmente este texto do Arrastão.

Quanto tempo será necessário para que esta gente perceba que não estão a educar crianças para ontem, mas para amanhã?

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Educação, mais uma vez...

>> sexta-feira, janeiro 13, 2012

O tema da educação escolar continua a interessar-me. Embora não conheça ainda os detalhes das alterações propostas por Nuno Crato, concordo na generalidade com o que diz Daniel Oliveira neste post.
Aliás, encontro na sua visão da educação muitos pontos de contacto com o que partilhei neste outro post, há tempos.
O mínimo que se pode dizer deste governo é que têm alguma coerência na questão da emigração. Se um diz mata, o outro diz esfola. Se o Secretário da Juventude aconselha os jovens a partir e o Primeiro manda os professores para África, o da Educação empurra as famílias para qualquer outro país onde a educação seja levada a sério.
Está na altura de intensificar o envio de postais.

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A apologia da tentativa-erro

>> quarta-feira, julho 20, 2011



Conheço tanta gente, em lugares de decisão e poder, que devia ouvir esta apresentação com atenção. Se reduzíssemos um pouco a prevalência de God complex, certamente viveríamos todos melhor.

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