Hoje de manhã tive companhia para a corrida. Bom, tive companhia em pouco mais de metade do percurso, eu segui ainda mais uns kms e ele regressou. Mas aproveitei para fazer uma selfie, eu que sou tão avesso a mostrar-me.
Estamos sobre a Praia da Adraga.
Depois, mais para o final da tarde, fomos outra vez os dois à rua para fotografar. Desta vez fomos até às Azenhas do Mar.
Estasa quatro primeiras fotos foram feitas com o telemóvel.
As seguintes foram com a adorável Nikon D40, com a velhinha 20mm 2.8, que tenho que focar manualmente (a provar que 6MP é mais do que suficiente para fazer óptimas fotos quando temos um vidro decente).
Hoje fui correr de manhã, como tem sido hábito. Tinha ficado de contar a um amigo em que estado estava a Praia da Adraga, pelo que fiz mais esta foto.
Soube depois que a polícia o tinha barrado algures a caminho daqui. Actualmente há claramente um jogo do gato e do rato entre as autoridades e quem já não aguenta mais estar em casa sem arejar um bocado. Vi ciclistas a combinarem estratégias para fugir à polícia, vi um surfista isolado na Adraga, por outro lado vi banhistas na Praia Grande, com a toalha estendida e tudo, só faltava o guarda-sol, e vi um conhecido presidente da junta aqui da zona a passear no areal das Maçãs com a mulher. Enfim, não vi nada que me parecesse ameaçar a propagação do vírus, mas claramente há muita gente a ultrapassar as limitações impostas pelas autoridades. Até agora, a polícia tem sabido cumprir o seu papel sem entrar em exageros, diria eu.
À tarde estive a assistir a um workshop da Rebel Wisdom, designado "Clarity and Connection", com o Charles Eisenstein, Stephen Porges e conduzido pelo David Fuller e Alexander Beiner. Chegaram a estar 443 participantes numa sessão Zoom. Foi muito interessante.
Aqui apanhei a Raquel a tricotar com a Xica ao lado.
Depois fui com o Lourenço passear aqui na aldeia e falarmos um bocado sobre fotografia. Parece-me sentir por ali o despertar de um interesse forte. Vamos ver se pega. Fiz as fotos abaixo como exercício didático. Acho que merecem a exposição.
Foi um Domingo em cheio. Tomara que venham aí tempos melhores.
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Hoje estou num dia mauzito. Fui correr de manhã, mas depois fui-me abaixo. Não me apetece escrever nada. Deixo-vos só com as imagens do dia.
Esta merda nunca mais acaba...
O Triciclo do Senhor Venâncio (lembram-se, manos?).
A solidão dos caminhos por onde tenho corrido. Não se pode dizer que haja por aqui muita virose à solta.
Esta série é de uma volta que demos com os mais novos e a cadela ao final da tarde.
O pequeno almoço foi um smoothie de grande nível, com uma banana, uma laranja, uma pera, espinafres, sementes de chia, sementes de linhaça e duas ameixas secas, mais um pouco de água e canela qb. Uma delícia. Fica o registo.
Hoje estava frio e vento quando saí para correr, por isso fui novamente pelo percurso aqui das praias.
A Adraga tem estado maravilhosa, mas nunca vou lá abaixo à areia, vejo-a só cá de cima da falésia. Nem sei se está acessível, e está a dois passos de casa.
Aqui estou um pouco mais a Norte, na mesma falésia. Esta praia é linda.
Já de regresso à aldeia fotografei esta fachada com a roupa estendida e agitada pelo vento de que falei acima. Nem parece Sintra.
O almoço foi salmão grelhado. Eu comi a sopa que sobrou de ontem. Fui aviando a sopa enquanto grelhava o peixe.
Esta é a mesa do almoço. Salmão com batata doce no forno e bróculos a acompanhar. Depois deste lauto almoço não foi preciso cozinhar para o jantar. Fiz só sopa.
Agora vou tratar umas fotos que o Lourenço fez aqui na aldeia. E tenho não sei quantos vídeos do YouTube para ver. Isto está a chegar a um ritmo a que não consigo dar vazão.
40 dias é muito tempo. O nome "Quarentena" mantém-se, mas já não é disso que se trata.
Hoje fui correr para o lado da Praia das Maçãs. É uma volta tranquila, por um percurso onde não tenho visto ninguém. Em nenhuma das praias vejo mais do que 1 ou 2 pessoas quando muito. Já no supermercado onde depois fui buscar pão, havia uma rapariga com uma boa quantidade de anos mais do que eu, assim já a cair da tripeça, que combinava grande almoçarada ao telemóvel com alguém que estava a caminho: "já cá estamos todos". Pareceu-me que não seria das coisas mais seguras para fazer neste momento. De certeza que se a coisa correr mal, a culpa foi do Ferro Rodrigues.
Confusão na mesa da sala. Notas de "escola", máquinas fotográficas, computador, sei lá que mais. Temos tido uma ponta da mesa permanentemente no caos.
Confusão também na cozinha, mas isso tem sido uma constante. Passamos horas na cozinha, a cozinhar, a arrumar compras, a lavar loiça, a secar e arrumar, a tratar da roupa, enfim, horas e horas. Hoje fiz uma quiche. Ficou tão boa que nem conseguir fotografar o resultado final, a canalha aspirou tudo ao jantar.
Fiz também uma sopa de couve-flor, com um toque de caril e aipo que ficou fora de série, modéstia à parte. Os putos também gostaram bastante.
Isto era o início da quiche. A ideia era fotografar mais passos, mas acabei por saltar. Quando me lembrei de fotografar o resultado, há só havia migalhas na tarteira.
O dia de hoje não teve grande novidade. Choveu copiosamente durante boa parte da manhã. Eu senti-me cansado e acabei por não ir correr.
À tarde estive a aprender física. Não percebi ainda porquê, mas dá-me gozo.
Depois do almoço o Simão e a mãe fizeram uma tarte de Lemon Curd. Aqui fica o registo do que sobrou:
Depois fomos dar um giro com a canalha, aproveitando uma aberta, para eles terem vitamina D.
Ontem à noite caí para o lado antes de editar o Diário da Quarentena.
Aqui fica agora.
Foi um dia sem grande história. Continuo a seguir a série de aulas de física do MIT com muito interesse. Começo a desconfiar que quem matou o vector foi o binário, mas também não estou muito convencido com o comportamento daquele Newton. Veremos onde aquilo nos leva.
Uma visão da minha aldeia que eu nunca tinha visto antes. Foi tomada a partir do caminho que leva ao topo das falésias da Adraga, o qual estava fechado por canas que agora foram removidas. Ficou arejado.
A piscina da Praia Grande continua vazia. O mar estava a querer enchê-la.
Vedação junto ao templo do Sol e da Lua, na Praia das Maçãs.
Para o jantar fiz outra vez bacalhau com natas vegetarianas. Terá porventura ficado a melhor edição de sempre desta receita. Uma das coisas que gosto na cozinha é que não é difícil melhorar quanto mais cozinhamos. São bons momentos os que passo na cozinha.
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Hoje foi um dos dias mais intensos do confinamento até agora.
Fui correr, como tem acontecido quase todos os dias, embora de manhã estivesse a chover.
Almoçámos restos de ontem.
Depois fui com a Raquel fazer umas pequenas compras para o jantar. Aproveitámos umas favas que ela tinha trazido dos Sete Nomes, juntámos outras que ela tinha cultivado e comprámos mais algumas no Sr. Dias. Deu um belíssimo jantar. Eu fiz a sopa.
A miúda a ouvir música no seu quarto.
A esfregona sob uma curiosa luz.
As favas do jantar, ainda cruas.
Hoje encontrei 4 pratos no lixo, com a loiça em bom estado, mas sujos com qualquer coisa estranha que cheirava a cera, mas parecia outra coisa qualquer. Lavámos com Super Gel e já estão no armário da cozinha. Eu sei, somos chanfrados.
Não temos visto muitos filmes juntos, porque os que interessam a uns não interessam a outros. Os mais crescidos (eu, a mãe e a Madalena) tentamos ver coisas mais maduras, mas nem sempre conseguimos. Eu próprio, hoje, sugeri, vá lá saber-se porquê, um filme que vi há muitos anos, mas que me apetecia rever: Cinema Paradiso.
Na verdade, já não me lembrava de boa parte da história. Não sei como foi que o vi da primeira vez, mas desta foi quase sempre através de uma cortina de lágrimas. Caramba! Não me lembrava de ter chorado tanto num filme. Ou estou particularmente sensível nesta fase da minha vida ou este filme me mexeu directamente com cada uma das caixinhas das emoções. Foi directo para o meu top 5, com toda a certeza.
Deixo aqui uma das histórias que fazem parte deste magnífico filme, da qual eu tiro uma conclusão diferente da que tira o Salvatore, uma mais dentro do que defendia o Agostinho da Silva:
"Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação."
Se me permitem a sugestão, mesmo que já tenham visto o Cinema Paradiso, aproveitem este confinamento para o reverem. Pela minha parte, foi de longe o melhor filme que vi em anos.
(Houve ainda um outro episódio que acrescentou intensidade ao dia, mas que não vou detalhar aqui porque não foram boas notícias do ponto de vista profissional. Isto está complicado. Foi um dia verdadeiramente emocionante).
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Hoje decidi dar descanso às pernas e ao corpo. Não fui correr.
Como habitualmente, de manhã a Raquel esteve a ajudar os caganitos mais novos a fazerem umas tarefas "académicas".
Fica sempre a dúvida sobre quem gosta realmente de pintar as gravuras, se a mãe se o filho. Pela cara de enjoado, dá para ter um palpite.
Entretanto, fomos buscar umas comprinhas de última hora ao Jumbo. Estava muita gente.
Depois do almoço fomos dar aqui uma volta na aldeia, para aproveitarmos o Sol que tem sido escasso ultimamente.
Talvez não devesse publicar esta foto, mas aqui fica.
Parte da família a curtir o "soleil".
Com o telemóvel com temporizador, finalmente a família toda numa foto (incluíndo a Xica). A ver se arranjo mais em breve.
Hoje tropecei nesta curta conversa do (polémico, eu sei) Jordan Peterson sobre Hitler e sobre como esse tenebroso personagem da história cavalgou as inquietações da populaça para ganhar carisma e poder e chegar onde chegou. Depois, por acaso, ouvi parte do "Fórum TSF", onde se discutia se o Parlamento devia ou não comemorar o 25 de Abril no contexto em que vivemos: mais de 80% dos que responderam à "sondagem" online achavam que não, que não devemos celebrar a data fundadora da democracia em que vivemos. Há pouco, no noticiário da SIC vejo o inenarrável Ventura, com uma bela gravata amarela, a defender exactamente a posição que ficou maioritária na "sondagem" da TSF. Isto tudo junto faz-me um perigoso sentido. Tenho-me apercebido de que as pessoas andam a dar folga ao cérebro e a engolirem doses maciças de desinformação e populismo. Essa indigestão vai-nos fazer mal a todos, mesmo aos que consomem informação de forma consciente, alertada e parcimoniosa. Eu sei que quem lê aqui os meus escritos é muito mais inteligente e informado do que a média (perdoem a imodéstia do autor e o elogio aos leitores), mas lanço daqui esse apelo a que sejam críticos do que aparece nas redes sociais e mesmo nos jornais e televisões. Não podemos comer o que nos estão a dar sem mastigar ou acabaremos completamente envenenados pela ignorância e pela preguiça.
Já agora, deixo-vos aqui umas fotos da deliciosa "Tortilla de Patata" à Espanhola que fiz hoje para o jantar. Tenho vindo a aperfeiçoar a forma de a fazer e penso que esta ficou de longe a melhor de todas as que fiz até hoje. Soube-me mesmo bem.