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Diário da Quarentena - Dia 32

>> domingo, abril 12, 2020

Hoje só fiz fotografias quando fui correr. Não tive grande disposição para mais nada.

Estes montes de "lenha" estão por todo o lado na Serra. Acho-os fotogénicos.


Na zona de Adrenunes a natureza está viçosa.


Tentei apanhar o zangão, mas não resultou grandemente.


Este já é o trilho de volta ao Penedo, numa zona em que esta azinheira está pendurada por cima do caminho.

Os caminhos aqui da Serra estão, pouco a pouco, a fecharem-se. Este confinamento prolongado (já vamos com um mês) está a deixar as plantas colonizarem os carreiros. Daqui a pouco deixo de conseguir passar. É estranho.



Hoje fiz pela primeira vez borrego assado. A ideia era ser para o almoço, mas como à hora de comermos ainda o borrego não estava cozinhado, tivemos que almoçar ovos estrelados e o borrego ficou só para o jantar. Tal como tinha dito, era difícil chegar à categoria do borrego da minha sogra, mas pronto, deu para comer e de sabor até estava aceitável. O nosso forno também não ajuda muito. Talvez para a próxima fique melhor. Não fotografei. Temos pena.



A minha mãe faria hoje 95 anos. Tinha 92 quando foi lá para o outro lado. Não sei se foi por isso (suponho que não), hoje senti-me vazio. Até o tempo que investi na cozinha me foi pesado, o que é de estranhar porque em geral gosto muito de estar na cozinha. Há dias mais cinzentos do que outros (figurativamente falando). Hoje esteve de chuva cá dentro (de mim, não da casa). Tinha pensado desenvolver o tema de qual a roupa e o calçado que me parecem adequados para os tempos de confinamento, mas vou deixar isso para um dia em que esteja mais animado. Vão para dentro. Amanhã há mais.

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Diário da Quarentena - Dia 31

>> sábado, abril 11, 2020

Hoje voltei a fazer o smoothie da manhã com folhas de beterraba. Fica estupendo. No de hoje coloquei nozes (acabaram-se as amêndoas). Foram uma mais valia. Ficou mesmo saboroso.


Quem tem seguido esta série de posts já terá percebido que os dois caganitos mais novos se levantam mais cedo do que os dois mais velhos. É por isso que faço com frequência fotos destes antes de ir correr.


As mãos do Matias são tão fotogénicas como os pés :-)


O meu percurso de corrida de hoje passou pelas falésias junto do Cabo da Roca. Neste caso é a Baía de Assentiz. O mar estava lindíssimo, a maré estava super vazia, as praias todas estavam de encher a vista.


Esta é a Malhada do Louriçal, a praia imediatamente a Sul do Cabo da Roca. Por estes lados, como tem sido hábito, não se via vivalma. Já mais perto da minha aldeia havia algumas pessoas a apanhar um bocado de ar. Na verdade, tudo com bastante precaução, pelo que julgo que não será por isto que o gato vai às filhoses.

Depois fui comprar borrego. Será a primeira vez que cozinho tal coisa na minha vida, mas quem faz ovos estrelados, faz borrego no forno. O meu standard, na verdade, é demasiado elevado (o borrego que teria comido na casa da minha sogra, não fosse o cabrão do bicho da coroa a dar cabo da Páscoa à malta), veremos se consigo fazer alguma coisa que se aproxime. Lá estive na fila do talho "Atlântico", em Colares, onde comprei um quarto de borrego para comermos amanhã ao jantar. Eventualmente, iremos "jantar com" os meus sogros, via skype, mas o raio da aplicação ainda não deixa passar pratos cozinhados de um lado para o outro, pelo que terei que me contentar com o que cozinhe eu próprio.

Hoje acabei de ver a série "Sara", que não tinha ainda conseguido ver até ao fim. É das melhores coisas que se fizeram em Portugal. Tanto quanto sei, o Bruno Nogueira escreveu esta série para a sua mulher (Beatriz Batarda). Parte dos episódios é gravada em Sintra, nas Pedras Irmãs, junto à Peninha. Os decors são extraordinários, a história é impressionante, os recursos narrativos são complexos e desconcertantes, a banda sonora é magnífica. Pessoalmente, como já estive várias vezes em filmagens de novelas, esta série diz-me bastante. Recomendo vivamente. Agora que estamos todos obrigados a estar em casa, é uma óptima oportunidade para verem estes 8 episódios.

Agora vou ali preparar um rolo de carne que vou fazer para o jantar. Comprei já feito, no mesmo sítio onde comprei o Borrego, mas esse está a absorver os temperos para ir amanhã para o forno.



Já agora, uma adenda:
No dia 18 do meu Diário da Quarentena referi um artigo do que deu que falar entretanto.
Eis aqui , no Rebel Wisdom, uma interessantíssima conversa com o autor a propósito do tal artigo. Vale bem a pena "investir" esta horita:



Hoje fico por aqui. Boa Páscoa para todos.

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Diário da Quarentena - Dia 27

>> terça-feira, abril 07, 2020

Hoje não tenho grande coisa a contar. Vou só colocar as fotos que fiz durante o dia.


Esta é uma das marcas de percurso que encontro nos caminhos por onde corro habitualmente. Aqui estou perto de casa.


Achei divertido que num tempo em que as escolas estão fechadas e se fala tanto na "tele escola" esteja no meio do bosque um quadro como este.


As praias aqui da zona estão interditas. Ver a Praia Grande assim deserta em Abril é muito estranho. Não está mesmo lá ninguém. Faz confusão.


Até as piscinas da Praia Grande estão vazias, de gente e de água.


Isto é mesmo na entrada das piscinas. É curioso porque é justamente o ano em que nasci.


Esta "instalação" fui eu que a fiz e fotografei. Não havia ninguém na Praia das Maçãs, absolutamente ninguém. Impressionante.


A Madalena tem andado a aprender a tocar guitarra em modo auto didacta. Já se começam a notar os resultados. O Youtube é incrível.

Os números continuam a mostrar uma interessante tendência de "aplanamento". Está a custar-nos a todos, mas está a dar resultado. Vamos manter o juizinho, pessoal.

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Diário da Quarentena - Dia 26

>> segunda-feira, abril 06, 2020


O dia começou com o pequeno almoço dos dois mais caganitos: iogurte com granola de chocolate. Aqui temos o Matias


E aqui o Simão.


Hoje fiz um percurso diferente do que tenho feito com mais frequência, quando fui correr. Fiz o Caminho da Boca da Mata, onde se encontra esta Ermida do Senhor do Rio Velho ou Ermida da Boca da Mata, que estava belíssima sob a chuva. Neste lugar "canta" um ribeiro, que passa numa ponte sob a estrada. É um lugar mágico.


Passei também junto ao Convento de Santa Ana do Carmo, entre Gigarós e a aldeia do Penedo. É impressionante pensar que tudo isto é uma propriedade privada.


Esta é uma vista possível da igrejinha da Eugaria.


Também na Eugaria temos a "Casa dos Olhos", de Pancho Guedes, que já não está entre nós. Curiosamente, Pancho Guedes nasceu no mesmo ano que a minha mãe: 1925.


Este é o formidável Leão que está nas escadinhas por detrás da Casa de Pancho Guedes.


Esta casa é bastante interessante. Gostava de a ter podido conhecer por dentro. Não será das casas mais soalheiras que já se fizeram, mas dentro do constrangimento do lugar é muito bem concebida e com espaços intrigantes.



Ontem esqueci-me de mencionar que vimos o "When Marnie Was There", um filme do Estúdio Ghibli, Japonês, de animação. Está na Netflix. Recomendo vivamente.

Hoje seguimos no mesmo registo e vimos pela enésima vez o "Castelo Andante", que é o filme que deu nome à nossa casa de Castelo de Vide, precisamente ao pé do Castelo. Este já o conhecia, mas recomendo na mesma.

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Diário da Quarentena - Dia 17

>> sábado, março 28, 2020



O meu amigo Ricardo Belchior partilhou hoje no Facebook este vídeo. Para o meu cérebro de engenheiro, esta abordagem faz imenso sentido. As conclusões desta "brincadeira" são bastante interessantes:
1 - Esta epidemia está a ser muito complicada porque mata pouco e ao fim de muito tempo. Eu sei que isto é abrutalhar a conclusão, mas é o que o modelo demonstra;
2 - As medidas mais importantes para conseguir "achatar a curva" e extinguir a epidemia são a identificação precoce dos infectados (o tal "testar, testar, testar"), removendo-os da comunidade, e medidas de higiene apertadas para reduzir a probabilidade de infecção.
3 - Fechar escolas e outros locais de encontro parece ser também uma medida importante.
Dir-se-ia que, ao contrário do que têm afirmado alguns "Calígulas de varanda", a forma como esta crise tem sido gerida pelo Governo e pela DGS é acertada.





O último álbum de Nils Frahm foi editado hoje mesmo. Mais uma vez, a notícia chegou-me pela mão do Ricardo Mariano, do Vidro Azul. Agradecido.





Já agora, já está disponível o podcast do episódio de Radio Call em que participei há dias. É um programa da SBSR que dá todos os dias da quarentena entre as 19:00h e as 20:15h ou coisa que o valha.



Como quase todos os dias, hoje fui fazer a minha corrida. Fui até ao Cabo da Roca, agora vazio de gente mesmo ao fim-de-semana, regressando pela Praia da Ursa. Como tem sido habitual, cruzei-me com muito pouca gente e nunca a menos de 3 metros de distância. Aqui ficam 2 fotos que fiz nessa corrida.







Hoje, tal como prevíamos, não houve obras no andar de baixo. Menos mau.
Falei com o meu pai ao telefone. Já tenho saudades de uma churrascada de peixe no nosso quintal, regada com um branco fresquinho aqui da zona (gosto do Mare & Corvus, muito mineral) e acompanhado de batatas daqui da feira, assadas no forno, com azeite e orégãos. Para já, tudo indica que esse desejo é uma miragem, até porque, como já relatei, a senhoria nos deu cabo do quintal. Melhores tempos virão.
Recebi também um telefonema relacionado com trabalho. Não quero adiantar ainda novidades, mas parece que há luz no fundo do túnel.
Um dia desses reparei que estou a fazer e receber umas 5 chamadas telefónicas por semana. Há uns tempos, quando queria recuperar o número da pessoa com que tinha falado de manhã na lista de chamadas tinha que percorrer vários ecrãs de chamadas para lá chegar. Estranha forma de vida, esta que temos agora.
Se viram o vídeo que partilhei no início deste post, já sabem que, pelo menos por agora, vale a pena mantermo-nos afastados dos outros e lavarmos as mãos com frequência, sobretudo quando vimos da rua. E enquanto na rua, não levem as mãos à cara. Os meus filhos tinham uma brincadeira que era "o chão é lava", nós, na rua, temos que adoptar o meme "as mãos são lava".
Fiquem em casa por mais uns tempos. Isto vai passar, e se tivermos juízo, ficaremos nos registos como um dos países da Europa onde os sistemas de saúde não chegaram a colapsar.
Até amanhã.

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Diário da Quarentena - Dia 15

>> quinta-feira, março 26, 2020


Quinta dos Sete Nomes, Colares, 26 de Março de 2020.

Ontem, entre as 19:00h e as 20:15h estive em directo no Éter, pela mão do Ricardo Mariano, o autor do programa Vidro Azul, da SBSR, do qual sou adepto de longa data. O programa chama-se "Radio Call" e reúne 2 ouvintes habituais da SBSR e um participante surpresa. Curiosamente, ontem mesmo, tropecei num diário que fiz no início da minha estadia na Terceira (entre 2010 e 2012), o qual, no dia 16 de Janeiro de 2010 começava com a nota "A ouvir o Vidro Azul na Radar online". Sou, portanto, ouvinte daquele programa há mais de 10 anos.

No momento em que escrevo estas linhas (são 17:17h), tenho a SBSR nos ouvidos e estou a ser servido do fabuloso "Tomorrow Never Knows", um original dos Beatles, aqui interpretado com a energia de um vulcão pelos incríveis Chameleons, uma das minhas escolhas do programa de ontem. Isto anda tudo ligado :-)



Seguindo as coincidências, o meu dia de hoje começou com a leitura de um poema publicado pelo Ricardo Mariano (o mesmo suspeito), no seu Facebook:

FORA DO LUGAR

A dor é uma desordem inimiga
das palavras com o silêncio todo fora
do lugar. Saberemos tomar um caminho
por essa floresta escura? Poderemos
sequer recuperar a pequena bússola partida,
a caneta e o papel, as nossas certezas
de trazer no bolso?

Não nos avisaram contra o medo,
não nos disseram que pode chegar
a qualquer hora, deslealmente,
enquanto o sol dorme na paisagem e as ervas
se levantam para receber o Verão. E agora
que quase nos perdemos, sem mapa ou sentido
que nos sirva, o nosso único guia é o amor
dos que nos esperam numa sala branca
onde o chão nos falta e não há estações.

Rui Pires Cabral, Periférica, n.º 6, Vila Pouca de Aguiar, 2003

Bem a propósito do que escrevi na entrada anterior, vem esta crónica de Fernando Alves, nos habituais "Sinais", da TSF.
Nem sempre conhecemos a história toda. Talvez devêssemos evitar ser Calígulas de Varanda.

Finalmente, deixo aqui uma série de fotos que fizémos num passeio ao Monte Rodel há uns dias, quando ainda se podia "apanhar ar".















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Festival Aura 2017

>> sábado, agosto 12, 2017

O Festival Aura está a decorrer em Sintra até ao dia 13. Ontem fizemos-lhe uma visita, mas não vimos tudo. Está espectacular. Aqui ficam algumas fotos das interacções dos meus cachopos nos diversos momentos do festival. Ainda vão a tempo, não percam.











































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