Aniversário do Lourenço

>> sexta-feira, maio 29, 2020

No dia do aniversário do Lourenço fiz umas fotos cá por casa com a Nikon D40 e com a lente Nikon 35mm AF-S DX 1.8 G. É um conjunto fabuloso. Adoro o bokeh desta lente. Aproveito para publicar igualmente mais uma vez a minha vista favorita, feita há umas semanas.










Castelo de Vide:


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Diário da Quarentena - Dia 52

>> domingo, maio 03, 2020

Acabou (pelo menos por agora) o Estado de Emergência. Talvez devesse agora parar esta série, mas como ainda estou à espera que seja possível trabalhar, vou continuar a dar conta do que faz um pobre pai de família, quando é impedido pelas circunstâncias de a sustentar.

Hoje fui correr para o lado das praias. Notava-se bem a diferença na atitude de muita gente, provavelmente potenciada pelo dia magnífico que esteve. Foi o primeiro dia deste ano em que saí para correr só com a T-shirt, sem mais nada por cima.


A Praia das Maçãs vista do Alto da Vigia.


A sombra e os pés do atleta, no mesmo local.

Tal como eu ontem vaticinava, algo de grave se teria passado no Cabo da Roca. Pouco depois de publicar o meu Diário da Quarentena de ontem, fui informado pelo Pedro Macieira, do blog Rio das Maçãs, sobre o que teria ocorrido. Infelizmente, foi mesmo mais um suicídio.
Aqui fica a notícia no Jornal de Sintra.


Isto são as tais favas que fizemos ontem para o jantar e que foram também servidas para o almoço de hoje, muito mais apuradinhas. Já agora, o prato, por acaso é um dos que há tempos foram aqui referidos como recuperados do lixo.



Como o dia estava realmente excepcional, fomos tentar a nossa sorte nalguma praia deserta. Os caganitos já estavam pálidos de falta de Sol, pelo que rumámos à Aguda, que tipicamente não tem mais do que uma dúzia de pessoas na praia toda. Havia, como seria de esperar, barreiras a impedirem os carros de chegar ao estacionamento, mas havia igualmente algumas pessoas a chegarem à praia a pé.





Como se pode ver, não estava propriamente uma multidão.







Bem sei que não era suposto irmos à praia hoje, e já sei que há muito quem ache que se houve quem não pudesse participar num funeral de alguém querido e se o Papa celebrou a Páscoa sozinho, nós não devíamos de forma nenhuma sair de casa, mas saímos.
No local da praia onde estivemos não havia mais do que 10 pessoas, distanciadas mais de 20 metros cada grupo. Honestamente, não havia forma de nos contagiarmos com coisa nenhuma nem que quiséssemos, mas OK, era proibido.
A páginas tantas, chegou a polícia, cumprindo o seu papel, e lá foi toda a gente em fila de pirilau pela escada acima, com um muito maior grau de proximidade do que até ali. Nada de alarmante, em todo o caso.
Já tinha falado antes deste jogo do gato e do rato que se vai fazendo por aqui com as autoridades. Felizmente, sem agressividade ou má-criação de qualquer das partes.

Cá em casa somos pouco disciplinadores, sempre fomos. A nossa teoria é a de que os putos devem fazer o que está certo porque está certo e não porque caso contrário serão penalizados ou porque o pai ou a mãe estão a ver. Tivemos diversas vezes questões com as escolas da Madalena por termos esta visão de que é mais importante a responsabilidade do que a obediência. Educamos os miúdos neste paradigma porque é também assim que gostamos de ser tratados. É por isso que aceito com alguma naturalidade as excepções às regras que foram aplicadas no 25 de Abril ou no 1º de Maio, sem achar que isso dá o direito a toda a gente de entrar em roda livre. Se todos fizermos isso, as coisas correrão melhor do que se quisermos que sejam as regras apertadas a regular tudo, incluindo o que não será possível regular, como é o caso dos acessos às praias. A única forma possível de as pessoas poderem ir às praias sem estarem ao colo umas das outras é cada uma decidir se tem ou não espaço seguro para estar na praia, e se não tiver terá que dar meia-volta. Isso vai exigir de todos nós um grau de civismo e de humildade que não são fáceis (e que muitos Portugueses não querem sequer cultivar, a julgar pela forma mesquinha como têm julgado os demais).
Não acho que isto vá funcionar melhor com a atitude de padreco de província do Rodrigo Guedes de Carvalho, que infantiliza as pessoas e acirra as invejas e os ódios. Se formos adultos, crescidos e educados, tudo vai funcionar sem serem precisas regras muito apertadas. Será que conseguimos todos ser isso, ou só sabemos funcionar no modo "command and control" que tantos parecem apreciar?

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Diário da Quarentena - Dia 51

>> sábado, maio 02, 2020

Hoje não tenho mais do que uma foto para apresentar. Andei preguiçoso.

Os dois irmãos às riscas, parecem os Dalton.

A corrida de hoje foi um bocado mais longa do que tem sido habitual. Foi o "treino longo" da semana. Fui dar a volta das falésias, passando pelo Cabo da Roca e Praia da Ursa. Quando ia passar no monumento do Cabo da Roca, comecei a ouvir uns apitos da polícia e fizeram-me sinal para mudar de direcção. Só então reparei que estavam várias pessoas com fatos completos, destes de agora anti-covid, junto ao monumento. Não sei bem o que se terá passado por ali, mas lembrei-me que antes de sair para correr tinha ouvido os bombeiros daqui da aldeia a saírem em emergência. Estou desconfiado que houve cocó no Cabo da Roca esta manhã.
Depois veio um polícia na minha direcção, mas apenas para perguntar se eu estava sozinho, ao que eu anuí. Mandaram-me seguir em paz e pude assim concluír um treino de um pouco mais de hora a meia, embora sem muita distância.

Entretanto, logo de manhã, foi-me sugerido pelo Youtube o filme "Finding Joe", sobre a jornada do herói e a forma como podemos tentar encontrar o nosso propósito na vida.



É um filme muito inspirador, que me tocou profundamente. Há já muitos anos que sabia que este filme existia, mas só recentemente foi tornado acessível no Youtube. Comecei a vê-lo ainda com o pequeno-almoço e terminei depois da corrida. Recomendo vivamente a quem acredite que está ainda por revelar-se a melhor versão possível de si próprio.

Depois do almoço fomos ao Aldi, como acontece todas as semanas. Estava tudo calmo e descontraído. Continua a haver muita gente sem máscara, mas a verdade é que toda a gente está afastada e a distância é respeitada.

Finalmente, para o jantar, fiz as tais favas que descascámos ontem. Demoraram mais a cozinha do que eu antecipava, por isso comemo-las um bocado rijas. Como ficaram a apurar durante o jantar, voltei a prová-las mais tarde e já estavam óptimas. Já temos almoço para amanhã.

Nas redes sociais voltámos a ver surgir os "Calígulas de varanda" a propósito da manifestação do 1º de Maio. Já sabíamos que havia muita gente amargada com a vida, invejosa, mesquinha, medrosa, raivosa, sei lá que mais, mas estes episódios têm-lhes dado sentido de corpo e dão-lhes coragem para se exporem mais à luz do dia. Por um lado é triste constatar a quantidade de gente que funciona neste comprimento de onda, por outro é bom sabermos com o que contaremos se as coisas se complicarem no futuro, ou se tivermos que enfrentar em Portugal outro tipo de colapsos ou calamidades. Pessoalmente, faz-me mal aperceber-me da quantidade imensa de gente que funciona socialmente como os meus filhos mais novos a gerir conflitos. Estava infelizmente equivocado quanto à maturidade do povo Português.

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Diário da Quarentena - Dia 50

>> sexta-feira, maio 01, 2020

Hoje acordei um pouco mais cedo do que o habitual, aviei o pequeno-almoço e fui correr.
Foi uma boa corrida, senti-me com energia.
À hora do almoço, falávamos sobre as selfies (que eu raramente faço) e de como a maioria das pessoas as fazem em espelho da realidade, enquanto eu, embora raramente use esse recurso, tenho o telemóvel configurado para registar a imagem real e não o reflexo.
Para exemplificar, fiz esta que aqui vos deixo. Como é raro eu aparecer por aqui, sempre vos deixo o meu aspecto ao fim de 50 dias de confinamento, apesar de me ter sempre mantido a correr quase diariamente.


Estou com um ar sisudo, mas foi só mesmo por acaso.

Depois estive aqui a tratar de vários assuntos que estavam pendentes, entre os quais o pagamento do IMI da nossa única casa, a qual sendo um palácio numa zona muito valorizada, faz o dito imposto orçar em 15€ por ano. Já vêem o luxo que é o nosso "Castelo Andante". Procurem no Google Maps, que ele anda por lá.

Depois dessas tarefas, fui lavar a casa de banho. Aspirei o chão, lavei as loiças todas, aspirei e encerei uma "caixa métrica" que temos como armário de casa de banho e finalmente lavei o chão. Ficou um brinco.

Depois fui ali comprar umas pizzas para o jantar, para despachar serviço, e trouxe favas para o almoço ou o jantar de amanhã. A tarefa seguinte foi descascar um saco de favas daqui da zona. Dizem que são uma classe. Se for caso disso, publicarei foto das favas cozinhadas.



E pronto, por hoje, dia do trabalhador, ficamos por aqui.

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Diário da Quarentena - Dia 49

>> quinta-feira, abril 30, 2020

Logo de manhã, enquanto a mãe lhe preparava o pequeno-almoço, o Matias fez esta performance, a contar-me uma história que eu na verdade não percebi porque ele fala Espanhol Andaluz e não tinha legendas.









Depois fui correr à Serra, passando pelo Cabo da Roca e Praia da Ursa.


Esta foi aqui à saída da aldeia.


Este painel de azulejos está num restaurante que já estava fechado antes desta trapalhada, chamado Adega do Torcatinho. Como iria passar pelo local onde este quadro terá sido tomado, fotografei o painel.


Esta é a minha interpretação fotográfica da mesma vista.


Esta é uma vista comum da Praia da Ursa. A bolinha amarela assinala um pescador no lado mais remoto do calhau a que chamamos Ursa. Impressionante, não?


Esta foi tomada já na subida de volta a casa.



O almoço foi "sopa e coisas". Depois fui distribuir Kombucha da "Kombucha With Love" no habitual esquema Uber Kombucha. Dei uma bela volta de mota outra vez com este pretexto.

O jantar foi arroz com couve e salsichas vegetarianas.

Agora vou ali assistir a um Webinar da Treino de Mar.

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Diário da Quarentena - Dia 48

>> quarta-feira, abril 29, 2020

Hoje de manhã começou a chover e estava frio. Como tenho andado um bocado fatigado, decidi dar descanso às pernas.
Aproveitei para ir fazer umas compras à mercearia e vim para casa fazer uma experiência para o almoço: pudins de bróculos.
Funcionou, tendo até dado para o jantar também, mas não é receita que me apeteça repetir.



Antes disso, ainda fotografei o Lourenço nas suas actividades académicas.





À tarde decidi ir dar uma volta com a mota, para lhe carregar a bateria. Pus óleo na corrente, ar nos pneus e aqui vai disto. Fui até Cascais, ver os barcos. Soube-me bem. Não me tenho afastado de casa mais do que a distância do super mercado e apenas uma vez por semana. Acabei por carregar as minhas próprias baterias.

Para o jantar, para acompanhar os pudins de bróculos que tinham sobrado do almoço, fiz uma experiência de batatas bravas. Inventei um bocado, mas as batatas ficaram bastante boas. O molho fiz com maionese temperada com limão, pimentão, pimenta, mostarda e um bocadinho de piri-piri moído. É uma coisa de que gosto muito e hei-de repetir com mais calma, para fazer o molho como manda a sapatilha.

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Diário da Quarentena - Dia 47

>> terça-feira, abril 28, 2020

Hoje de manhã tive companhia para a corrida. Bom, tive companhia em pouco mais de metade do percurso, eu segui ainda mais uns kms e ele regressou. Mas aproveitei para fazer uma selfie, eu que sou tão avesso a mostrar-me.


Estamos sobre a Praia da Adraga.



Depois, mais para o final da tarde, fomos outra vez os dois à rua para fotografar. Desta vez fomos até às Azenhas do Mar.








Estasa quatro primeiras fotos foram feitas com o telemóvel.



As seguintes foram com a adorável Nikon D40, com a velhinha 20mm 2.8, que tenho que focar manualmente (a provar que 6MP é mais do que suficiente para fazer óptimas fotos quando temos um vidro decente).











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Diário da Quarentena - Dia 46

>> segunda-feira, abril 27, 2020

Hoje não me apeteceu correr logo de manhã. Fiz umas compras para o almoço, fiz uma sopa e ajudei os caganitos nas suas tarefas "escolares".
Entretanto aproveitei também a manhã para me dedicar um bocadinho à costura. Aqui o Dudú tinha perdido uma perna (a direita) há já uns tempos e nunca mais ninguém tinha tido paciência para o "operar". Tive que descoser os calções para poder chegar ao encaixe da perna, cosi a perna no sítio e voltei a coser também os calções.


Como podem verificar, ficou magnífico. Como costumo dizer: eu valho muito dinheirinho (a porra é que não há quem queira pagar...).
O Dudú tem provavelmente uns 16 anos ou coisa que o valha. Foi comprado numa loja que havia em S. Pedro de Sintra na altura, onde agora é o café Fortuna, da "Era Uma Vez Um Sonho". Se fosse hoje, pelo que vejo, era coisa para custar mais de 70€. Valeu a reparação.



Acabei por ir correr já mais para o final da tarde.


Deu para registar umas vistas que não tenho encontrado com esta luz. Aqui estou ainda muito perto aqui da aldeia.


Esta é no bosque de Cedros que existe na área a Norte da Peninha.


Aqui estou mesmo a descer a escada do santuário da Peninha. Vou sempre lá acima para picar o ponto. Hoje viam-se claramente as ilhas todas das Berlengas.

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Diário da Quarentena - Dia 45

>> domingo, abril 26, 2020

Hoje fui correr de manhã, como tem sido hábito. Tinha ficado de contar a um amigo em que estado estava a Praia da Adraga, pelo que fiz mais esta foto.



Soube depois que a polícia o tinha barrado algures a caminho daqui. Actualmente há claramente um jogo do gato e do rato entre as autoridades e quem já não aguenta mais estar em casa sem arejar um bocado. Vi ciclistas a combinarem estratégias para fugir à polícia, vi um surfista isolado na Adraga, por outro lado vi banhistas na Praia Grande, com a toalha estendida e tudo, só faltava o guarda-sol, e vi um conhecido presidente da junta aqui da zona a passear no areal das Maçãs com a mulher. Enfim, não vi nada que me parecesse ameaçar a propagação do vírus, mas claramente há muita gente a ultrapassar as limitações impostas pelas autoridades. Até agora, a polícia tem sabido cumprir o seu papel sem entrar em exageros, diria eu.


À tarde estive a assistir a um workshop da Rebel Wisdom, designado "Clarity and Connection", com o Charles Eisenstein, Stephen Porges e conduzido pelo David Fuller e Alexander Beiner. Chegaram a estar 443 participantes numa sessão Zoom. Foi muito interessante.


Aqui apanhei a Raquel a tricotar com a Xica ao lado.



Depois fui com o Lourenço passear aqui na aldeia e falarmos um bocado sobre fotografia. Parece-me sentir por ali o despertar de um interesse forte. Vamos ver se pega. Fiz as fotos abaixo como exercício didático. Acho que merecem a exposição.











Foi um Domingo em cheio. Tomara que venham aí tempos melhores.

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