Um caso sério

>> terça-feira, janeiro 30, 2007

Eu acho que o referendo de dia 11 é um caso sério, mas este retrato está genial e parece-me que de alguma forma contribui para agitar a consciência de quem se sinta pouco inclinado a deslocar-se às urnas.


Aproveito para trazer aqui a voz de Pacheco Pereira, que no seu abrupto escreve um outro texto com o qual me identifico, apesar de ser crítico ao autor do outro:

É verdade que, como em todas coisas, há irresponsabilidades, há mulheres irresponsáveis nos abortos que fazem, como nos filhos que fazem, mas duvido muito que sejam a regra. A regra é que aborto é sofrimento, físico e psicológico, e é sobre esse sofrimento que vamos votar. Eu vou votar sim, mas admito que, exactamente com a mesma consciência do mesmo problema, haverá quem vote não. Mas os moderados, estranha palavra rara no meio desta estridência, não podem deixar de recusar este folclore que infelizmente nalguns casos torna príncipes da Igreja iguaizinhos ao Bloco de Esquerda e vice-versa. Se percebêssemos esse silêncio interior da maternidade, mesmo quando dilacerada pelo aborto, seríamos menos arrogantes, menos estridentes, menos obscenos nas campanhas.

4 comments:

Álex 1/31/2007 9:01 da manhã  

é mesmo má a atitude que muitos têm, de ambas as trincheiras onde se metem, acabam por perder alguma razão que poderiam ter, penso até acabam por ajudar a abstenção.
exemplo do descrito no testemunho da Ana no meu post de ontem: pelo menos, entristecedor

luís 1/31/2007 1:45 da tarde  

Estamos juntos neste percurso que finda no voto da população portuguesa, (não gosto da palavra povo), pela vida ou pela decisão de quem decide pela mesma... confuso, sim a própria pergunta é confusa e não esclarece toda a gente.

É confusa e contraditória o que me leva a pensar que foi criada ou idealizada por um excelente publicitário, sim daqueles que nos convencem a comprar isto em vez de aquilo, dos mesmos que mandaram colocar num maço de tabaco as palavras, (entre outras) "FUMAR MATA", mas conseguem que no mesmo maço esteja escrito, "SABOR AUTÊNTICO".

Posso estar enganado, pode não ter sido um Técnico de Publicidade a cria a frase que vai a referendo, o que me leva a ter a certeza que está NA PROFISSÃO ERRADA.

Exacto na profissão errada, tal como 80% da população portuguesa, porque aquela frase é feita para confundir ou ludibriar.

Actualmente a legislação Portuguesa, bem ou mal, já permite que o nascimento seja interrompido até 12, 14, e até 24 semanas se não me engano dependendo das razões e isso muita gente não sabe.

Quando disse que 80% da população está na profissão errada, não sei, pode ser mais ou menos, mas de certeza que foi por falta de possibilidades ou aconselhamento, tal como acontece com a causa que vai a voto, no entanto ambas vivem (e de certeza que são felizes), as pessoas que estão na profissão errada e a causa pela qual estamos juntos, o não à despenalização do aborto até às 10 semanas, seja porque razão for.

E sim eu também estarei na profissão errada, devia ter seguido a vontade do meu avô:


NÃO HAVIA DE TER NASCIDO...

luís 1/31/2007 1:48 da tarde  

hã contrariei-o e hoje sou Arquitecto, vejam lá...

FC 2/02/2007 7:47 da tarde  

ESTUPENDO MESMO.MAGNIFICO.Enfim tantos adjectivos q podia chamar a este sketch q nem sei.E dos melhores deles sem duvida.Adorei!!!

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Sobre este blog

Somos Sintrenses por adopção, daí o frequente interesse por temas relacionados com Sintra. Actualmente, vivemos na ilha Terceira, nos Açores, mais propriamente na cidade de Angra do Heroísmo, o que transformou este blog, de alguma forma, num canal privilegiado para ir dando a conhecer como é a vida no meio do Atlântico.

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