Mais duas do Lourenço

>> quarta-feira, junho 16, 2010

DSC_2492
Na Prainha, em Angra.

DSC_2498
No fim-de-semana grelhámos peixe "normal". Uma dourada de cultura e uma posta de salmão igualmente de cultura. Já vêm como fiquei impressionado com o estado dos Oceanos. O nosso creativo Lourenço, encontrou uma forma de se defender do Sol inclemente, enquanto não temos um suporte para o guarda-sol.

5 comments:

RS 6/17/2010 5:43 da manhã  

E que bem sabe uma Green a acompanhar os peixinhos em causa (de cultura, pois claro! - tou a aderir...). O Lourenço... é o maior!

Ana 6/17/2010 10:36 da manhã  

Sabia que 1/3 do produto da pesca é usado para produzir alimento para peixes carnívoros de aquicultura, como o salmão?

http://www.worldwildlife.org/what/globalmarkets/aquaculture/dialogues-salmon.html

Ana Sampaio

Zé Maria 6/17/2010 10:47 da manhã  

Ana,
De facto, isso não me tinha ocorrido, mas não me parece que seja bem assim.
A frase "Fish caught to make fishmeal and oil currently represent one-third of the global fish harvest." não significa que todo o fishmeal e oil seja utilizado para as culturas de salmão, por isso será exagero dizer que 1/3 do produto da pesca seja destinado a esse fim (o salmão). De resto, voltamos à mesma questão de sempre: a cultura do salmão deveria ser feita de acordo com o princípio da suficiência e não com o da eficiência (sobretudo económica).
Estou convencido de que a pesca é uma indústria insustentável e nociva para os oceanos. Para já, suponho que deixar de comer peixe pescado seja já um bom passo, depois será preciso garantir que as culturas se fazem de forma a minimizar os impactos. Caso contrário, não nos resta outra solução senão o feijão e a soja.
Espero não termos que chegar a isso.
Obrigado pelo seu contributo.

Ana 6/17/2010 11:45 da manhã  

Olá
Claro que a pesca não é só para o salmão, mas para vários peixes carnívoros de aquicultura, incluindo o salmão - mas talvez ainda seja menos predatório comer salmão selvagem do que de aquicultura -
(http://www.seafoodchoices.com/resources/afishianado_pdfs/Salmon_Spring05.pdf)

Já a dourada é uma espécie mais abaixo na cadeia alimentar (alimenta-se de crustáceos, e outros invertebrados), pelo que é possível que o impacto seja menor.
Em termos de impacto ambiental, acho que somos presos por ter cão e presos por não ter. As decisões são difíceis, mas eu optei por produtos biológicos (se possível) e reduzir as proteínas (1 refeição com proteínas animal por dia), e variar bastante. E também, quando há opção, escolher produtos locais.
um abraço
Ana

Álex 6/17/2010 12:05 da tarde  

ainda não vi o filme aqui postado, mas fiquei a pensar nisso e, a forma como os peixes são alimentados nas aquaculturas faz-me lembrar os frangos nos aviários e os porcos com rações; faz-me pensar no pouco ricas que são as carnes destes animais não nos proporcionando tudo o que deveriam pela sua "cultura intensiva" destes; e assim vejo a necessidade dos suplementos alimentares. Por ex. o Omega 3, que o nosso corpo não produz e só obtemos dos alimentos (peixe entre outros)
Se o peixe e outros "animais de viveiro" fossem equilibradamente alimentados e os deixassem crescer num tempo q não record visando o lucro...poderiam ser uma opção ao peixe apanhado - por enquanto é como vejo a questão

Enviar um comentário

Sobre este blog

Somos Sintrenses por adopção, daí o frequente interesse por temas relacionados com Sintra. Actualmente, vivemos na ilha Terceira, nos Açores, mais propriamente na cidade de Angra do Heroísmo, o que transformou este blog, de alguma forma, num canal privilegiado para ir dando a conhecer como é a vida no meio do Atlântico.

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP