Edward Hopper em Alcobaça
>> domingo, julho 24, 2016

Para quem não conheça, a imagem que eu tinha na ideia quando fiz esta foto era esta:
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Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Para quem não conheça, a imagem que eu tinha na ideia quando fiz esta foto era esta:
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Há já uma boa resma de anos, quase no tempo em que os animais falavam, conheci a cidade de Cuenca, em Espanha, a uns 180km a Sudeste de Madrid, por causa da escalada. De resto, é uma cidade que vale por si só uma demorada visita, eventualmente durante a semana santa, em que fica efervescente.
Uma das coisas que me marcaram nas várias visitas que fiz a Cuenca foi o Museo de Arte Abstracto Español, uma das famosas "casas colgadas". Podem fazer aqui uma fantástica visita virtual ao museu.
De entre os artistas que tive o prazer de conhecer neste museu, ficaram-me para sempre na memória o Antonio Saura e o Antoni Tàpies. Este último deixou-nos ontem.
Numa das viagens inesquecíveis que fiz com a mulher com quem viria a casar, ainda nos tempos em que corríamos Espanha de lés a lés sempre que tínhamos oportunidade, visitámos este museu e trouxemos uma impressão de uma pintura de Antonio Saura que havia de velar pelos nossos sonhos, sobre a cabeceira da cama, durante mais de uma década.
No Sábado passado, além de andarmos a fotografar a nova colecção do Museu de Angra do Heroísmo, fomos logo depois à Hora do Conto, a nossa hora de culto aos Sábados, na biblioteca do Centro Cultural de Angra do Heroísmo.
Desta vez, as histórias eram sobre artes, por isso os ouvintes acabaram a desenhar um fantástico quadro colectivo.
Aqui ficam os registos fotográficos desse breve momento de magia.
No início custava romper o branco, deixar as cores aparecer...
Talvez contagiados pela cores do dia lá fora, os pintores de palmo e meio lá foram, à vez, explorando o traço, a mancha, as várias cores, as texturas.
E o desenho foi-se construindo como um lego de 2 dimensões.
Já só faltava assinar. Cada um fez o que quis, desta vez directamente com os dedos.
Aqui temos a obra acabada.
Resta-nos deixar um agradecimento especial ao animador Paulo Freitas, que consegue sempre surpreender-nos e gerar uma energia tão pacífica e criativa.
Obrigado.

"When I was a younger man, art was a lonely thing. No galleries, no collectors, no critics, no money. Yet, it was a golden age, for we all had nothing to lose and a vision to gain. Today it is not quite the same. It is a time of tonnes of verbiage, activity, consumption. Which condition is better for the world at large I shall not venture to discuss. But I do know, that many of those who are driven to this life are desperately searching for those pockets of silence where we can root and grow. We must all hope we find them." Mark Rothko
Via You Inspire Me

Sonhei que a casa do avô e da avó ficava perto da casa dos 40 ladrões.
Quando eu fui passear com o avô passámos perto da casa dos 40 ladrões.
Estavam muitos ladrões lá dentro e também estavam uns cá fora, a arranjar um prego.
Eles ficaram a olhar para nós porque pensavam que nós também éramos ladrões.
Depois começaram a correr atrás de nós e o prego ficou em pé [este pormenor é algo que me escapa].
Eu e o avô separámo-nos e começaram a vir mais ladrões e mais ladrões sempre atrás de mim e depois eu parei e disse-lhes que era uma princesa.
Disse-lhes esta mentira para eles não me fazerem mal, mas eles não tinham pena de ninguém e seguraram-me na mão.
Depois eu comecei a fugir e fui a gritar AVÔ até chegar a casa.
A Madalena, ontem, teve um sonho mau. Descreveu-me este sonho sem hesitações, sem se engasgar, de uma forma quase catártica. Senti-me dentro do universo da infância e próximo de algum do terror infantil que encontramos na pintura de Paula Rego e que me agita tanto o dentro.
A imagem que escolhi para ilustrar este post é justamente da Paula Rego e chama-se Little Miss Muffet.
Há uns tempos tropecei no blog da Natacha e chamou-me a atenção esta visão da Pena:
Fugindo claramente ao lugar comum da aguarela da Pena, consegue contudo manter o ambiente do palácio e dos seus jardins.
Agora a Natacha tem uma exposição patente no Hotel Monte Prado, em Melgaço, até ao final do mês de Dezembro. A exposição chama-se "Telas da Natacha" e é apenas isso.
Deixo-vos aqui mais 2 exemplos de uma forma de ver e de pintar que me parecem muito interessantes e particulares.
A cidade de Toledo imaginada (talvez porque foi pintada noutro lugar qualquer, sem que a pintora a tenha sequer visitado), onde passei dias felizes durante a minha lua de mel, no agradável parque de campismo El Greco, com um calor que me ia derretendo a mulher.
Um abstrato que me agrada particularmente.
Não sei se conseguirei visitar esta exposição, mas aos meus leitores, como sempre, recomendo: se for caso disso, passem por lá.
Parabéns Natacha e obrigado pela informação.
ZM
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