Thiago Braddell

>> sexta-feira, janeiro 04, 2008

Thiago Braddell é o nome de um arquitecto bastante conhecido (pelo menos no meio em que tem mais clientes), com uma quantidade invejável de obra construida (quase totalmente moradias), mas que por um estranho fenómeno é totalmente ignorado pelos seus pares e pelos meios de divulgação da disciplina.

Braddell utiliza uma linguagem absolutamente inconfundível, tão própria que eu arrisquei publicar aqui fotografias de obras que suponho que sejam suas, mas sobre cuja autoria não tenho de facto nenhuma certeza.











Acredito que seja justamente por utilizar uma linguagem "antiga" e sem qualquer inovação ao longo das diversas obras (e são inúmeras) que este arquitecto é desconsiderado pela sua classe. Pessoalmente, nem como arquitecto desenharia este tipo de construção no século XXI, nem como cliente adquiriria uma casa destas feita de raiz nos dias de hoje. Contudo, tenho que admitir, observando com atenção, que estas são casas muito bem desenhadas, tendo distribuições de espaços interiores muito bem elaboradas.
Não conheço nenhuma por dentro depois de habitada, já que o meu passatempo é explorá-las enquanto em obra, até apanhar uma pazada de um capataz mais desconfiado, mas do que vi até hoje, achei-as sempre casas muito agradáveis e bem pensadas. Terão vãos demasiado contidos ou sombreados para o meu gosto, mas no geral são surpreendentemente bem projectadas.
Não se pode dizer que Braddell utilize esta linguagem por saber que há uma classe de tias (da Quinta da Marinha e do Patiño até à Beloura) que procura este tipo de estética e não a encontra facilmente noutro arquitecto. A verdade é que ele próprio habita uma casa Braddell tão igual às outras como qualquer uma.

Para que ninguém diga que este arquitecto só faz moradias, aqui fica o monumento da Senhora do Cabo, construido bem perto da sua própria casa:



A mais notável das suas obras, no entanto, foi a recuperação do velho Hotel da Lawrence, em Sintra. Talvez só por esta valha a pena todas as outras em que ganhou experiência.

Não sou muito adepto do saudosismo estético ou artístico. Jamais compraria um desses Minis actuais ou o Beettle, mas se no mercado automóvel isso não parece gerar grande prurido, porque há-de ser diferente na arquitectura?

Embora de uma forma mais variada, com uma linguagem menos monótona e mais actual, José Baganha tem um tipo de produção semelhante, sendo embora muito mais considerado entre arquitectos.

Não sei se é por as casas Braddell serem tão facilmente identificáveis ou se este arquitecto é um verdadeiro caso de sucesso, mas o facto é que não conheço nenhum outro com tanto projecto construido. Só na zona onde moro há cerca de 10 casas Braddell construidas (incluindo aquela onde habita). Como já referi, tem obra nos solos mais caros do país, nomeadamente na Quinta da Marinha e julgo que também do Patiño.
É tão ignorado pela "critica" quanto procurado pelos clientes. Como já disse, eu não lhe compraria um projecto, mas tenho a certeza que, sentado no seu terraço, com a serra de Sintra à frente, ao final do dia, esse facto deve diverti-lo bastante.

ZM

27 comments:

Anónimo,  1/06/2008 6:40 da tarde  

Muito bom "post". Até que enfim que encontro alguém que expõe os edifícos deste arquitecto com quem eu tenho o grande prazer de colaborar. Também sou arquitecto e sei bem como o arq. Thiago Braddell é olhado pelos nossos pares.
Continuo a pensar que é uma questão de pouca cultura de quem olha e diz logo mal só porque parece antigo, e erradamente confunde com o chamado "Português Suave).
Não sei o que querem dizer com arquitectura contemporânea, para mim é aquela que é feita no nosso tempo e esta é também feita agora.
Para mim a arquitectura é muito mais que só parecer "moderno"
Um abraço
Pedro C.

igor Costa,  1/09/2008 3:48 da tarde  

sendo eu igualmente um grande apreciador deste arquitecto, acho que podia tido escolhido melhores fotografias da obra deste arquitecto, sendo algumas tiradas de mau anglo. Por exemplo, o tao falado (por si) o hotel lawrence, ou outras enumeras casas espalhas na zona de cascais, não percebo porque nao aparecem. Mas realmente discordo fortemente quando diz ..."linguagem antiga sem qualquer inovaçao..." essas palavras mostram uma total ausencia do que eu chamo de conceito na arquitectura, e precebe-se claramente quando diz "vaos demasiados contidos", o facto de surgirem esses enumeros vaos de varios feitios e formas e que conferem ao alçado um maior dinamismo e versitalidade mostrando o dominio e controle sobre a luz, o que poucos arquitectos conseguem. E de destacar o trabalho deste arquitecto Sintrense na luta contra varios atentados a zona saloia de sintra(cm por exemplo aquele aglomerado de casas brancas que se encontram em nafarros ... para que fique registado, sou apenas um sintrense, e estudande de arquitectura....

Tenho dito...
Igor Costa 20anos

zm 1/09/2008 4:38 da tarde  

Igor,
Quanto às fotos, são apenas exemplos de obras perto de onde moro. Estive várias vezes a olhar para a Lawrence com essa intenção, mas nunca estavam as condições de luz que permitissem fotos aceitáveis.
Quanto ao facto de a Quinta Verde ser um atentado à zona saloia de Sintra, discordo em absoluto. Julgo mesmo que é das coisas mais interessantes que se têm feito a Norte da serra. Seria menos atentado se as casas fossem vermelhas, ocre ou qualquer outra cor? O problema é o branco? A densidade?
Atentado é a casa de um conhecido ex-apresentador de TV no alto de Nafarros ou a casa do comendador Justino na subida para o Penedo ou aquele monstro amarelo entre Nafarros e Morelinho, que está à venda há anos, porque é demasiado grande para alguém o habitar.
A Quinta Verde é um aglomerado urbano, integrado numa povoação. A estética pode ser discutível (embora eu goste), mas atentado não me parece que seja.

Se quiseres discutir este assunto, preferia que o fizesses por mail. O meu endereço está disponível lá em cima.
Cumprimentos.
ZM

igor,  1/09/2008 5:28 da tarde  

zm...

eu tenho mail da faculdade mas nao seu a pass, mas vou tratar quanto antes... realmente masi grave que a quinta verde e sem duvida a casa do artur a. e a do justino, sem duvida,e aquela amarela nao consigo memso perceber nada!!! ou ate mesmo aquela cs ao lado do museu do brinquedo... mas depois decutimos a quinta verde... a cor e aseguir a luz a"coisa" mais tramada na arquitectura, é mais dificil do que parece, dai provavelmente todos os arquitectos dos dias de hj usarem o branco... ou ate mm o preto...porque!?irrita-me... eu acho que è medo... é uma moda parva... mas tambem nao tou a dizer para agora se fazerem casas em arco iris(era so o que faltava)em termos urbanisticos a quinta verde ate esta mt bem conseguida mas os telhados curvos, as tentativas de beirados, os vaos a bterem quase no tecto!?pareceme a mim que existe uma ausencia de escala e de porporção... e se reparar ag a quinta verde parece bem melhor...pq?os verdes ja cresceram e assim disfarçam muitos erros que ali estao!... nao sei se sabe, mas quando apareceu a quinta verde, ela era apelidado por todos(velhose nao so, e pessoas de morelinho) como o "bairro" das marmitas ou das lancheiras...nunca percebia logo mas hj em dia percebo...eu cm estudante e cm pessoa nao gosto. Mas tambem tenho que dizer que realmente não é de todo lixo como fiz parecer anteriormente.(desculpe)mas ag acho que podia ser farancamente melhor... o verde muda muita... ja dizia a mh professara, e que neste caso aplica-se... "... em muitos casos o arquitectura paigajistica muda muita cs!"numa palavra... camuflagem!!!bem um forte abraço e vou abrir um mail para falarmos! ja ag, gosto muito de ftg! tou a pensar comprar uma canon a nova 40d... a ver vams!! abraço...

Igor Costa....

Brooney 1/09/2008 11:13 da tarde  

ZM, sou eu de novo, depois de ter repensado o que disse realmente foi um bocado falar de cor, e quando tava a chegar a sintra hj a tarde , vindo da porcaria da ic19... dicidi ir passar ai na quinta verde... e realmente é indiscritivél a minha sensãção de figura de parvo, porque tava a falar de cor, sem ter noçao do que criticava(dclp a mh falta de respeito) errei igualmente quando disse aquela cs da camuflagem... porque observando bem e um espaço urbanistico onde os verdes sao o prolongamennto da casa, logo é o projecto cm um todo... se bem que nao era a ideia que tinha, mas depois de la passar e parar e ver mudei a mh maneira de ver... ja que gosta de arq. sabia que ai bem perto a uns 20 mtrs ha uma casa do manuel aires mateus... por detras dos ecopontos ao pe das ruinas dos porcos...e realmente tambem nao percebo la mt bem a casa da ines lobo...mas sou fa de uma casa de souto moura na arrabida.

abraco e boa nt....

vams ver se sintar nao ganha mais cancros arquitectonicos , anteriormente citados...

zm 1/10/2008 6:07 da manhã  

Igor,
Ainda bem que passaste na Quinta Verde para veres com os teus olhos. Há muita gente a emprenhar pelos ouvidos e dizer mal da Quinta Verde sem nunca ter lá entrado.
Uma das razões porque, visto de fora (até de longe), esse bairro parece uma imensa mancha branca é porque os arruamentos são em calçada branca. Essa calçada é mais ecológica do que o alcatrão e reflecte mais o Sol do que o piso escuro, e aquelas casas vivem muito do Sol.
Conheço a Casa do Corredor dos Aires Mateus, mas ainda não ganhei coragem para a ir fotografar.
Aqui na zona há muita coisa interessante e algumas desconhecidas. Há em Nafarros uma obra fantástica do Manuel Graça Dias e na zona do Banzão há várias muito interessantes do Valssassina.
Arranja um mail (gmail, por exemplo), porque isto não é lá muito prático.
Cumprimentos.
ZM

Nana 1/10/2008 9:21 da manhã  

So para dizer que como "migroncia" que sou, se fizesse construir qualquer coisa em Portugal, nessa zona, seria com certeza uma casa de "traça portuguesa", e esse arquitecto parece ter coisas do meu gosto (talvez um pouco grandes, para mim ...)
Beijocas da mana "vacanças" !

jmac 1/10/2008 5:09 da tarde  

obrigado zm pela reportagem.
lanço a minha humilde crítica aqui http://hardblog.blogspot.com/2008/01/revivalismo-ansioso.html#links

tomei a liberdade de lhe roubar uma fotografia, devidamente creditada, naturalmente.

Zepa,  1/10/2008 5:25 da tarde  

Conheço bem o Bradell, desde há muitos anos e também posso dizer que o admiro muito.
Eu até era homem para lhe comprar um projecto...dependia da zona onde fosse construir.
Sabes que ele faz aguarelas dos seu projectos para apresentar aos clientes? Em vez de maquetas virtuais e outras coisas que tais, usa a velha aguarela... e eu sou um tolo por aguarelas...
Abraços,

Carlos Portugal,  1/11/2008 4:46 da tarde  

Caro ZM:
Não sou arquitecto, mas apenas engenheiro (do IST, não da Indy), e embora aceite plenamente os seus pontos de vista, penso que - se tivesse meios para tal - encomendaria de muito bom grado o projecto de uma moradia ao Arq. Thiago Bradell.

Por várias razões.

A primeira, prende-se realmente com o excelente profissionalismo deste arquitecto. As casas são muito bem desenhadas e pensadas. Para serem habitadas - como casas, e não como qualquer descaracterizada empresa ou lobby de hotel.

A segunda, é realmente o apelo de um passado ainda recente que conheci bem. A época presente, tenho-a como das mais tristes na História do nosso País.

As «tendências» actuais na arquitectura não têm para mim qualquer encanto - muitas vezes provocam-me viva repulsa. Não é só a questão de gosto, mas também a banalização de tudo o que se faz, querendo fundir conceptual e estilisticamente open-spaces de empresas com habitações. O empregado, terminado o horário de trabalho, quer é ver-se livre do ambiente da empresa, não o vai querer ver reflectido em casa. Ainda mais, com uma total descaracterização das zonas e envolvências em que estas são construídas.

Tudo isto leva a que, em certas zonas do País, as casas usadas de cariz mais conservador estejam mais cotadas do que as novas, planeadas segundo as ditas «tendências».

Depois, a «abertura aos (poucos) espaços verdes envolventes» implica a perda de uma coisa que valorizo cada vez mais: a intimidade do lar. E, com um clima como temos, a existência de grandes vãos ou superfícies vidradas é um absurdo em termos de poupança energética.

As casas de Thiago Bradell inserem-se muito bem nesta zona da Estremadura onde vivo, pois estão em linha com as últimas edificações características do local. Para além de serem esteticamente agradáveis e nada agressivas. Uma verdadeira lufada de ar fresco.

Por outro lado, concordo também consigo no que respeita aos projectos e realizações do Arqº José Baganha. Considero-as excelentes.

Agora, os «cubos e paralelipípedos» que proliferam pela paisagem como embalagens de fast-food descartadas e atiradas a esmo, perdoe-me, mas dão-me um nó no estômago e um aperto na alma. Gostos...

Mas, enfim, se calhar são condizentes com a tristíssima época que atravessamos.

Cumprimentos e parabéns pelo excelente postal.

zm 1/11/2008 4:55 da tarde  

Carlos,
Tenho pena que não me tenha deixado um contacto de mail, porque teria muito gosto em demonstrar-lhe que "a existência de grandes vãos ou superfícies vidradas" não "é um absurdo em termos de poupança energética".
A minha casa tem grandes vãos de vidro (criteriosamente dimensionados) que me poupam muita energia em aquecimento e em luz eléctrica.
Já agora, também sou engenheiro do IST :-)
Se quiser saber mais, maile.
ZM

Anónimo,  1/11/2008 5:07 da tarde  

antonio manuel maria soares costa

gostei... aliás gosto muito da arquitectura do Thiago...

Zepa, sff mais atençao... Braddell e comm dois dd e dois ll... abraço e gostava de ver mais sobre este arq de portugal!

A.M.M.S.C.

Carlos Portugal,  1/11/2008 10:28 da tarde  

Caro ZM:
É claro que grandes vãos vidrados permitem - no Inverno - grandes poupanças de energia, especialmente se os vidros forem duplos e estiverem montados em caixilhos de ruptura térmica. O efeito de estufa (o verdadeiro, não o «Goreano») é, nesse caso, uma ajuda preciosa.

Contudo, no Verão, o caso é bem diferente. Poder-se-à argumentar que uma pala bem orientada e dimensionada sobre o vão limitará grandemente o excesso de aquecimento pela radiação solar. Sem dúvida. A utilização de um vidro espelhado ou com filtro também - embora tenha um efeito negativo no Inverno. Mas acontece que sou tremendamente encalorado, e vivo em Cascais, já por si muito mais solarenga e sujeita a canículas do que a fresca Sintra ou toda a vertente norte da Serra. E os grandes vãos vidrados, nos dias de calor, mesmo com palas e vidros com filtros exigem um gasto absurdo de electricidade em ar-condicionado para manter uma temperatura minimamente aceitável no interior (para um encalorado como eu).

Sei do que estou a falar, pois tenho exactamente esse problema em minha casa.

Por outro lado, um grande vão vidrado só é agradável quando se tem um belo horizonte pela frente, ou um bosque, e ausência de rua ou de vizinhos - o que é cada vez mais difícil. Caso contrário, é a intimidade constantemente devassada (e ter a janela sempre coberta com cortinas não faz muito sentido).

Enfim, caro amigo, talvez estejamos a discutir uma questão de gostos e de vivências, que são diferentes para cada um de nós. Pessoalmente, também gosto de algumas obras modernistas das décadas de 50 e 60, especialmente as de linhas mais elegantes, mas prefiro decididamente as construções mais clássicas e próprias do nosso País e clima. E, numa casa minimalista, nunca me sentiria «em casa», seria para mim verdadeiramente inabitável.

Assim, gosto muito dos projectos de Thiago Braddell, e admiro a sua coragem em os realizar numa época destas. Mas, como lhe disse, são gostos. E estes não se podem impor.

Cumprimentos e uma boa noite.

P.S. : o endereço de e-mail vai por essa via.

JVS 1/12/2008 6:19 da tarde  

Conheci a filha dele no primeiro ano do curso e fui anos mais tarde colega dela no estagio profissional.

E conheci-o numa exposicao de desenhos... e finalmente conheco a obra dele. Dentro do estilo parece ser bastante bom o trabalho.

Zepa,  1/24/2008 10:43 da tarde  

pois...qd reparei já não pude editar. paciência, ele tb não se zanga.

Anónimo,  3/26/2008 3:45 da tarde  

Olha o Raul Lino ainda está vivo. e lá foram cinco anos de curso e 90 anos de arquitectura para o maneta. Que arrojo... E já vi aquela porcaria lá por dentro que grande bimbalhice. Isto é o apanágio do novo-riquismo e da não evolução da cultura portuguesa ainda presa à arquitectura salazarenta. Que mediocridade, tantas boas "conections" e recursos desperdiçados em modelos que de inovador não trazem nada. Pelo contrário estéreotipam vivências que pouco têm a ver a socio-cultura de hoje em dia. Apesar de ainda não termos vincado a nossa arquitectura a uma realidade cultural específica (a nossa) andamos a voltar para trás.

A fascização da arquitectura Estado-novo afinal produz os seus resultados nos seus mais directos herdeiros e na pior qualidade arquitectónica possível. Desta vez o antro de virtude esconde-se atrás de muralhas de medo em guetos sociais que em nada contribuem para fazer a cidade de todos (quinta da Beloura etc etc etc...). Que pato bravismo, que bimbalhice, que pastiche tão presunçoso em copiar a memória, que cópia tão obsecena (e tão orientada para o gosto de gente básica e completamente alheada de cultura arquitectónica contemporânia). Isto é muita Casa Cláudia e imprensa cor-de-rosa à mistura. É o perfeito exemplo da prostituição em troca de dinheiro.

Havia de recambiar esse tipo lá pa Inglaterra, a ver se o deixavam fazer "english cottages" no meio de Londres...

O rei vai nu (mas vai muito bem engraxado).

João Garcia,  11/18/2008 1:09 da manhã  

Devo-lhe dizer, senhor "anónimo", que os gostos não se discutem...educam-se. E pelo que li do seu comentário, não é só o seu gosto que precisaria de ser educado (agora presumo que já seja tarde para isso). A sua falta de educação geral também se manifesta ao insultar gratuitamente uma pessoa que nem sequer conhece, atribuíndo mesmo nomes depreciativos.
Para sua informação, o Arquitecto Thiago Braddell é muito bem casado com D. Eugénia de Carvalho de Sousa Coutinho, filha do 6º Marquês de Valença, casamento esse que contou com a mais distinta nobreza europeia (bem, parece-me que podemos retirar o novo-riquismo do seu discurso, visto que falamos da mais fina raça portuguesa, daquela que de nova não tem nada (se calhar devia olhar para os seus antepassados antes de criticar com certos adjectivos...)).
Também queria apontar que a realidade sócio-cultural de hoje em dia, também não é a melhor, daí talvez por vezes a arquitectura supostamente "contemporânea". Penso que se perderam muitos dos valores morais e mesmo a nível da própria família. Mas nem sequer quero entrar por aí, porque daria "pano para mangas". Bem graças a Deus, que existe o Siza, que existe o Taveira, que existe o Richard Mayer, que existe o Souto Moura, que existe o Braddell!
Mas espero que deixem de existir anónimos que se escondem atrás de máscaras e falam do que infelizmente, parecem não saber (repare que ainda nem sequer o insultei, acabando de referir que você, caro anónimo escondido atrás de um "comentário-de-computador", parece não saber do que fala.
Não confunda também, caro anónimo (não há pior que não atribuir uma identidade a alguém, adorava mesmo estar a tratá-lo pelo nome) a Quinta da Beloura e a obra de patos-bravos, com este tipo de arquitectura.
Por último, queria deixar-lhe uma sugestão. E que tal criticar a socialista sacana e oportunista da edite estrela, coisa essa que arrasou completamente com a área de sintra, que destruíu uma parte do aqueduto das águas livres para construir uma autoestrada. Que matou zonas belíssimas, onde havia quintas e campo, com construções e mais construções "à lá cacém" de prédios nojentos de especulação imobiliária, todos encavalitados uns nos outros, esses sim, feitos por patos bravos (se calhar é isto a sua arquitectura que reflecte o socialismo ordinário e corrupto de hoje), para não falar da autoestrada que esta víbora construíu a passar mesmo por cima de um obelisco de El Rei Dom Carlos I. Podia dar mais exemplos, como os terrenos na Praia Grande legalizados, onde temos grandes mansões (essas então lindas, muito modernas) de vários nomes da política socialista. Enfim, e podia continuar a dar exemplose mais exemplos...atiraram com a edite para o parlamento europeu, mas pelos crimes que ela fez, deviam era tê-la atirado para a prisão.
Ainda bem, que há alguém que mantenha valores arquitectónicos diferentes e que vá contra a maré do seu contemporâneo, caro anónimo!

zm 11/18/2008 6:52 da manhã  

João Garcia,
Como calcula, o tal anónimo que ali deixou aquele comentário excessivo, não vai ler esta sua resposta.
De resto, para lhe dizer com franqueza considero-a igualmente exagerada. Não concordo com a forma nem com grande parte do conteúdo.
Só uma nota: a Beloura, se não me engano, também tem obras de Braddell.
Se quiser, contacte-me por e-mail.
ZM

Anónimo,  1/11/2009 11:50 da manhã  

tenho apenas 19 anos e a obra de Braddell fascina-me. em relação a certos comentarios que tenho visto, Braddell nao constroi em plena Avenida da Liberdade, assim como nao se constroiem English Cotagges no centro de Londres, mas nos seus arredores, pensei que tivesse reparado nesse pormenor. Braddell tem um estilo tao proprio que é bastante facil de identificar, um exemplo claro é na beloura, existem duas casas, ao lado uma da outra, uma braddell e outra anónima. O projecto parece identico, quase copiado. Reparem na diferença entre uma e outra. Braddell é unico, e dentro do seu estilo, é o que se faz de melhor no país. Outros exemplos que descobri sao duas casas na Quinta da Marinha, tambem ao lado uma da outra, ambas dele, uma na Quinta Patino, uma junto à Regaleira...

Cumprimentos,
joao pedro 19 anos

Ps: gostaria de saber onde fica a casa da primeira foto deste post, se me puder informar. obrigado

zm 1/11/2009 1:58 da tarde  

A casa da primeira foto fica em Nafarros. Se me deixares um endereço de e-mail, posso-te enviar placemarks do Google Earth de todas elas.
ZM

Anónimo,  1/12/2009 5:05 da tarde  

joao.pedro@live.com.pt

VinStir 6/16/2009 9:38 da tarde  

The brand of architecture in which Thiago Braddell specializes is quite in demand in Miami as classic antiquated villa styles reminiscent of another time makes residents nostalgic for the colonial period. Of course I am prejudiced as Thiago is my cousin, couzinho, primo!
Vincent Casademont

5,  8/25/2009 9:45 da tarde  

Apesar de, pessoalmente, não gostar da arquitectura do arquitecto Bradell, percebo-a e respeito-a, considerando-a perfeitamente admissível pela zona que ocupa. Gostava, no entanto, de deixar claro para muitas das pessoas que comentaram este post que a arquitectura moderna pode, também, ser tradicional. Informem-se, antes de insultar a arquitectura contemporânea, acerca de arquitectos como fernando távora, siza e, como exemplo estrangeiro, alvar aalto, e percebam a importância da tradição na obra destes arquitectos. No meio de tantos comentários há, sem dúvida, uma enorme falta de conhecimento. A arquitectura feita nos nossos dias não precisa de copiar o antigo, mesmo que a cópia pareça bem conseguida, para respeitar um local, mesmo que ele contenha características tão próprias como a zona de sintra.

carmen 1/13/2010 5:35 da tarde  

Achei muita graça ao nome do blogue porque tenho uma filha,hoje com 40 anos,que ainda diz «arrumário» e quando alguem lhe chama a atenção dá a mesma justificação : - ARRUMARIO porque serve para ARRUMAR.

Anónimo,  6/09/2010 1:10 da tarde  

Meus Srs.

A prova de que vivemos num Portugal, apesar de todos os pesares, melhor é o facto de podermos trocar impressões desta forma livre e, deseja-se, responsável.
O arquitecto Thiago Braddell, casado com Domingas Empis e não com a mãe desta, tem tido uma produção extensiva e muito discutível. Como arquitecto que sou poderia dissertar longamente acerca da extemporeneidade desta obra, do ponto de vista da teoria e historia da arquitectura. Mas o contrário também seria possível, de resto como aqui se tem observado. Sobretudo nao me parece razoável extremar posições acerca de uma obra que em qualquer dos casos foi fruto de uma reflexão profunda. O que mais me impressiona no arq. Braddell é a sua resistência ao modelo e arquétipo contemporâneo, tanto no processo conceptual como na sua materialização. Digo "impressionar" sem fazer qualquer juízo de valor, até porque este não me seria possível. Em todo o caso, e apesar da admiração pessoal que tenho por este arquitecto, sou obrigado a dar razão aos meus pares que o excluem da vanguarda de arquitectos portugueses. O Thiago Braddell não pretende ser um arquitecto de vanguarda, pretende ser um bom arquitecto, simplesmente. E ele considera-se bom, dentro do que são as suas ambições conceptuais. O resto do mundo considera-o bom? Não sabemos, mas a quantidade de obra construida dirá alguma coisa a este respeito.
Sou amigo pessoal da familia e nao me sinto de forma alguma inibido em falar da sua produção arquitectónica, nem da sua qualidade, que todos sabemos ser uma avaliação subjectiva.
Obrigado por este fórum de discussão, mesmo com os seus exageros, que nos dá um espaço de discussão acerca de um arquitecto que é mais falado do que se pode supôr.
Cumprimentos
JMR

Anónimo,  10/18/2011 6:29 da tarde  

Para mais informações:

http://thiagobraddell.blogspot.com/

Zé Maria 10/18/2011 8:08 da tarde  

Obrigado pela informação sobre o blog de Braddell.
Cumprimentos.
ZM

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Sobre este blog

Somos Sintrenses por adopção, daí o frequente interesse por temas relacionados com Sintra. Actualmente, vivemos na ilha Terceira, nos Açores, mais propriamente na cidade de Angra do Heroísmo, o que transformou este blog, de alguma forma, num canal privilegiado para ir dando a conhecer como é a vida no meio do Atlântico.

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