A Fada Solária
>> quarta-feira, março 28, 2012
Fotos da peça "A Fada Solária", do grupo de teatro Galáxia, do qual faz parte a Madalena e as suas amigas Íris e Maria.
ZM
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Fotos da peça "A Fada Solária", do grupo de teatro Galáxia, do qual faz parte a Madalena e as suas amigas Íris e Maria.
ZM
Ontem assisti a uma performance baseada no livro Morreste-me, do escritor José Luís Peixoto, no Teatro Angrense, seguida de uma conversa da audiência com o autor, que se veio a revelar muito, muito interessante.
Eu já tinha lido vários livros de José Luís Peixoto (5, para ser mais concreto), e talvez também por isso, bebi as suas palavras com muito agrado e emoção.
José Luís Peixoto fala da morte, da vida, do amor, da família, com uma clarividência, com uma desenvoltura, uma profundidade tocantes. Apetece reler algumas obras.
Parece que está uma nova para saír.
O blog de José Luís Peixoto aqui.
Aqui ficam as restantes imagens tomadas durante a peça O Nome da Rosa, no Convento de Cristo, em Tomar.
Foram todas feitas com a Nikon D80, com ISO800, a maior parte na mão (sempre sem flash). Dadas as condições, estou bastante satisfeito com o resultado.
Porque é que gostei menos desta peça do que do T. de Lempika? No T. de Lempika a audiência escolhe um caminho, ou seja, escolhe o personagem que vai seguir. Sabemos que fora da nossa vista há coisas a passarem-se que não vamos presenciar. Isso para mim foi o grande click dessa peça. Senti-me verdadeiramente a espreitar sobre o ombro de um personagem, vivendo o que ele vivia, sabendo que perdia outros momentos da peça. Isso dá-nos uma sensação vertiginosa de viver uma experiência real. Dei comigo no final da peça a chorar uma morte. Fui completamente agarrado por aquela forma de narrar. Nunca me tinha sentido tão mergulhado na ilusão.
No Nome da Rosa, pelo contrário, o público segue o Guilherme de Baskervile (?) em grupo, durante toda a peça. Ora, acontece que neste dia (talvez particularmente) havia muita gente com pouco entusiasmo e provavelmente com falta de forma física e de energia. Eu, que tinha corrido a corrida do Monge (aqui em Sintra) de manhã, andei sempre colado ao personagem que tinhamos que seguir, mas esperava sempre longos minutos até que se juntasse a nós o último da fila, calmamente. Isso quebrou muito o ritmo da peça. Fora isso, acho que o Carlos Carvalheiro encarnava muito melhor o papel que fez no T. de Lempika do que encarnou este Guilherme. Quem continuou em grande forma foi o representante da Inquisição, que no T. de Lempika era o camisa negra.
Eu gostei do que vi, de qualquer forma, mas para quem não tenha ainda assistido a uma peça deste grupo naquele local, aconselho em primeiro lugar o T. de Lempika. Estou desconfiado que serei repetente nessa peça brevemente.
ZM
No Domingo passado fomos finalmente ver a peça O Nome da Rosa, do grupo Fatias de Cá, no Convento de Cristo.
Para já, por falta de tempo, fica aqui esta foto ilustrativa. Assim que conseguir colocarei as restantes.
Gostei da peça, mas preferi de longe o T. de Lempika. O que não gostei n'O Nome da Rosa foi o facto de andar toda a gente junta atrás do Guilherme. Como neste caso, o pessoal andava todo a dormir, era sempre preciso muito tempo para voltar a reunir o rebanho. Acho mais dinâmico e divertido separar as pessoas em grupos como sucede com a outra peça. De qualquer forma, valeu bem a pena.
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