Eis a razão porque uma escola que era boa há 30 anos pode ser hoje um atraso de vida, se não perceber que o mundo mudou entretanto.
(por muito que as elites continuem cegamente a mandar para lá a sua descendência)
Destaco:
"Ask them what they can do with it [information], ask them to go to places, see things for themselves, play"
"Then main point is that if we continue to look at education as if it's about coming to school to get the information and not about experiential learning, empowering students voice and embracing failure, we're missing the mark. And everything that everybody is talking about today isn't possible if we keep having an educational system that does not value these qualities, because we won't get there with a standardized test and we won't get there with a culture of one right answer. We know how to do this better. And it's time to do better."
Aproveito para deixar aqui uma sincera homenagem ao excelente trabalho desenvolvido pelas educadoras do Pré escolar da Tomás de Borba, que felizmente já seguem este caminho.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
quarta-feira, dezembro 15, 2010
segunda-feira, dezembro 13, 2010
A Hora do Conto (2)
Poema que a Madalena leu na última edição de "A Hora do Conto", na Biblioteca do CCAH:
"História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças."
Miguel Torga
Coimbra, 12/10/1937
"História Antiga
Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.
E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.
Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças."
Miguel Torga
Coimbra, 12/10/1937
sexta-feira, dezembro 10, 2010
Fotos atrasadas
Fotos feitas no final da minha viagem a Samsö, em Copenhaga e em Lisboa.




(Pardais ao banho - Copenhaga)

(Pardais ao banho - Copenhaga)

(Lisboa, estação de comboios do Areeiro)
(Pardais ao banho - Copenhaga)
(Pardais ao banho - Copenhaga)
(Lisboa, estação de comboios do Areeiro)
quinta-feira, dezembro 09, 2010
Five minutes about "food system"
Vocês sabem que eu sou "TED fanatic". Vejam esta que vale a pena. São só 5 minutos, mas valem por muito mais.
terça-feira, dezembro 07, 2010
Adenda à entrada anterior
Casa Ocupada, o último álbum dos Linda Martini (baratinho aqui), é absolutamente fora de série.
Desde a capa, num registo a lembrar os ambientes onde Francesca Woodman se desfazia em imagens fotográficas, até à sucessão de poderosos hinos intrigantes e misteriosos, tudo parece construido com uma sólida coerência e uma fortíssima carga emocional.
Destaco mais duas cantigas:
Juventude Sónica
Uma estranha cantiga com o curioso título "Cem metros sereia" e cuja letra é apenas "Foder é perto de te amar, se eu não ficar perto". Escrito aqui, preto no branco, sem a moldura das guitarras, pode parecer cru e até estúpido, mas no contexto do álbum é uma cantiga poderosíssima e que, por estranho que pareça, no meu entender exalta a paixão.
Uma obra prima da música Portuguesa, daquela que já considerei mais que uma vez a melhor banda nacional no activo.
(Os Ölga e os Erro! que me perdoem)
Desde a capa, num registo a lembrar os ambientes onde Francesca Woodman se desfazia em imagens fotográficas, até à sucessão de poderosos hinos intrigantes e misteriosos, tudo parece construido com uma sólida coerência e uma fortíssima carga emocional.
Destaco mais duas cantigas:
Juventude Sónica
Uma estranha cantiga com o curioso título "Cem metros sereia" e cuja letra é apenas "Foder é perto de te amar, se eu não ficar perto". Escrito aqui, preto no branco, sem a moldura das guitarras, pode parecer cru e até estúpido, mas no contexto do álbum é uma cantiga poderosíssima e que, por estranho que pareça, no meu entender exalta a paixão.
Uma obra prima da música Portuguesa, daquela que já considerei mais que uma vez a melhor banda nacional no activo.
(Os Ölga e os Erro! que me perdoem)
segunda-feira, dezembro 06, 2010
Amigos Mortais
Ando sem vontade nenhuma de bloggar, mas esta cantiga merece bem o pequeno esforço da sua divulgação.