segunda-feira, janeiro 27, 2014

De novo as praxes



Eu gostava que os Henriques Monteiros dessa vida me dissessem onde é que estão a diversão e o carnaval nas cenas que se mostram neste documentário. Como é possível que alguém defenda a continuidade desta barbaridade? Conseguem ver, como eu vejo, alunos adultos a chorar por efeito dos maus tratos e do autoritarismo gratuito? Isso não vos incomoda?

4 comentários:

  1. Vi este filme na 6ª feira no telejornal da RTP1. Incomoda-me, sim.
    Estou como o Daniel Oliveira, não sei se a praxe está na origem do que aconteceu no Meco. Mas uma coisa é certa: este caso está a servir para despertar a consciência da sociedade relativamente à imbecilidade que são as praxes. Que não se perca esta oportunidade, já que, infelizmente, aquelas seis vidas não podem ser recuperadas.
    Abraço

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  2. Inteiramente de acordo.
    Talvez o fascínio pelas praxes desaparecesse com uns meses de tropa...
    Entretanto custa-me o linchamento do sobrevivente que, com ou sem razão, já tem um pesadíssimo fardo para a vida.

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  3. Pedro, respondi-te por e-mail, mas por alguma razão, o e-mail não seguiu. O que te tinha dito era o seguinte:
    Olá,
    A mim também me custa essa espécie de julgamento primário que estão a fazer ao moço, mas começa a parecer cada vez mais claro que ele foi de alguma forma responsável. Viste esta reportagem: https://www.youtube.com/watch?v=PHt31NNV0k0?
    Eu tenho um problema com este tipo de reportagem, é que sinto a perda daqueles pais quase como se fosse eu a sofrê-la. Eu vejo isto e choro pela cara abaixo, não consigo evitar.
    Se é verdade o que aqui se conta, o sobrevivente é provavelmente responsável pelo que se passou (embora não o tenha feito com dolo, seguramente).
    Eu nunca usei aquela roupa tenebrosa de escravelho (como diz o Bruno Nogueira), mas depois do que tenho visto nestes dias, e que eu nem sonhava que existia, teria nojo de alguma vez a usar e penso que não autorizarei nenhum dos meus três filhos a vestirem tal coisa.
    Não percebo como foi possível chegar-se a isto.
    Abraço.
    ZM

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  4. Ena Zé, nunca vi o filme e fica já nos favoritos, para ver no fim-de-semana. Obrigado!

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