De acordo com esta notícia do ionline (disponível, de resto, noutros jornais), o salário mínimo em França subirá para 1 425€ mensais.
Ora, se não estou enganado (e tomando como correcta esta fonte), o actual valor do salário mínimo em Portugal é 485€ mensais, ou seja, 34% do anunciado para França.
Gostaria de poder aqui acrescentar qual é a percentagem de trabalhadores nacionais que auferem aquele vencimento, comparando-a com a equivalente em França, mas não tenho esses dados.
Aqui fica um gráfico comparativo dos valores dos salários mínimos de diversos países da Europa e também dos EUA.
Aqui temos o gráfico dos custos laborais médios em diversos países da Europa:
Agora, importam-se de me explicar por que temos que reduzir os nossos salários para nos tornarmos competitivos? Estamos a competir com quem, já agora?
Ou será que, em Portugal, há um desequilíbrio brutal entre quem ganha muito e quem ganha pouco que é a verdadeira origem da nossa eventual falta de competitividade?
Estou desconfiado de que nos andam a vender gato por lebre.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
quarta-feira, junho 27, 2012
13 anos e siga :-)
Ontem fizemos 13 anos de casados. Os nossos amigos Ross ofereceram-se para nos ficar com os quatro filhos (incluindo a emprestada Íris), enquanto nós fomos comer às tascas das Sanjoaninas.
Entretanto, já após o repasto, reparei no som de uma banda filarmónica que estava por lá a animar as hostes, que me pareceu tocar de forma diferente do habitual.
Eu não costumo ligar a bandas filarmónicas, confesso, mas esta tem várias coisas que me prenderam a atenção: o reportório, para começar, num registo muito além do habitual tum cha tum cha; e depois a qualidade da sua interpretação que ultrapassa largamente o que é normal ouvirmos neste tipo de bandas.
Aqui ficam com um exemplo de uma das suas actuações, disponíveis na internet.
Espero daqui a outros 13 anos, com mais rugas e menos cabelo, estar de novo a celebrar esta data, na mesma companhia.
Entretanto, já após o repasto, reparei no som de uma banda filarmónica que estava por lá a animar as hostes, que me pareceu tocar de forma diferente do habitual.
Eu não costumo ligar a bandas filarmónicas, confesso, mas esta tem várias coisas que me prenderam a atenção: o reportório, para começar, num registo muito além do habitual tum cha tum cha; e depois a qualidade da sua interpretação que ultrapassa largamente o que é normal ouvirmos neste tipo de bandas.
Aqui ficam com um exemplo de uma das suas actuações, disponíveis na internet.
Espero daqui a outros 13 anos, com mais rugas e menos cabelo, estar de novo a celebrar esta data, na mesma companhia.
terça-feira, junho 26, 2012
Atenção - Pára tudo!
segunda-feira, junho 25, 2012
Sanjoaninas 2012 - marcha das crianças
A Madalena, a já conhecida Íris e a amiga Maria participaram na marcha da Associação Galáxia, nas Sanjoaninas de 2012. Aqui fica a reportagem completa.


Aqui ainda estamos na fase dos retoques na maquilhagem, em nossa casa, porque é pertinho do Alto das Covas, onde se iniciam as marchas.

Aqui temos as 3 amigas a caminho do local de encontro, com o Lourenço excitadíssimo e com as mães lá atrás. O Simão também vai, às costas da mãe Raquel.

A Madalena e a Íris, já prontas para partir.


Detalhes da banda filarmónica que as acompanharia ao longo do percurso.

O grupo da marcha a organizar-se

Idem.

O entusiasmo da estreia.

"Ai, a vizinha não sabia que......"

As três princesas.

Afinando os instrumentos.

Partida, largada, fugida.

"A mana nunca mais aqui chega."

Ora aí está ela.


Ao contrário do que eu previa, as bancadas estavam cheias.

Ambiente geral da festa, frente à Sé.



E foi assim.
Aqui ainda estamos na fase dos retoques na maquilhagem, em nossa casa, porque é pertinho do Alto das Covas, onde se iniciam as marchas.
Aqui temos as 3 amigas a caminho do local de encontro, com o Lourenço excitadíssimo e com as mães lá atrás. O Simão também vai, às costas da mãe Raquel.
A Madalena e a Íris, já prontas para partir.
Detalhes da banda filarmónica que as acompanharia ao longo do percurso.
O grupo da marcha a organizar-se
Idem.
O entusiasmo da estreia.
"Ai, a vizinha não sabia que......"
As três princesas.
Afinando os instrumentos.
Partida, largada, fugida.
"A mana nunca mais aqui chega."
Ora aí está ela.
Ao contrário do que eu previa, as bancadas estavam cheias.
Ambiente geral da festa, frente à Sé.
E foi assim.
Vão de carrinho
Este post reúne fotos de dois acontecimentos que têm em comum o facto de envolverem carros de rolamentos e afins.

Esta primeira foto é do Lourenço, armado em Fangio no Relvão. Durante as Sanjoaninas, na cidade de Angra do Heroísmo, há muitas actividades lúdicas para os miúdos, esta foi uma delas.
No dia seguinte, decorreu uma daquelas corridas malucas, de carros "Do It Yourself", alguns bastante divertidos. Fomos lá ver e recolhi as fotos que seguem.




Estas são as terceiras Sanjoaninas que vivemos na Terceira. Em cada ano vimos e fizémos coisas diferentes. Este ano, por andar com o Simão às costas, não tenho fotografado grande coisa, mas ainda terei outros posts sobre o assunto.
Esta primeira foto é do Lourenço, armado em Fangio no Relvão. Durante as Sanjoaninas, na cidade de Angra do Heroísmo, há muitas actividades lúdicas para os miúdos, esta foi uma delas.
No dia seguinte, decorreu uma daquelas corridas malucas, de carros "Do It Yourself", alguns bastante divertidos. Fomos lá ver e recolhi as fotos que seguem.
Estas são as terceiras Sanjoaninas que vivemos na Terceira. Em cada ano vimos e fizémos coisas diferentes. Este ano, por andar com o Simão às costas, não tenho fotografado grande coisa, mas ainda terei outros posts sobre o assunto.
quinta-feira, junho 21, 2012
Educação industrial, mais uma vez...
Podia só publicar o link para o post do Arrastão onde li este texto, mas estou tão de acordo com ele, que faço minhas as palavras do seu autor:
"Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os exames.
Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade de memorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.
Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.
Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.
Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.
O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burucrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.
Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.
A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina."
Quem fala (escreve) assim não é gago.
"Num país com baixos índices de escolarização e altos níveis de iliteracia, os pais tendem a confundir a preparação, a cultura e o conhecimento dos seus filhos com as notas que eles têm em exames. Este "conhecidómetro" instantâneo transformou-se no alfa e no ómega do nosso sistema educativo. Pouco interessa o que realmente se aprende na escola e qual a utilidade do que se aprende para o desenvolvimento intelectual, cultural, técnico e emocional (desculpem, "emocional" não, que é "eduquês") da criança (desculpem, "criança" não, que é "piegas") e do adolescente. A escola tem apenas uma função: preparar para os exames.
Um pai um pouco mais exigente, que tente acompanhar os estudos do seu filho, depara-se sempre com a mesma avassaladora e pragmática resposta: "pai, isso não me interessa, não sai no teste"; "mãe, não é assim que está no livro". A nossa escola promove duas coisas: a completa ausência de sentido crítico e a capacidade de memorização. Não desprezo a segunda, muitíssimo longe disso. Mas, se não me levarem a mal, não chega.
Na escola portuguesa também se despreza cada vez mais a capacidade de desenvolver projetos, em grupo ou individualmente, promove-se pouco o desejo de ir mais longe do que é debitado nas aulas e dá-se muito pouco valor à expressão oral. Depois de centenas de exames, um aluno com excelentes notas pode acabar a escola sem saber desenvolver oralmente uma ideia e sem conseguir argumentar num debate. Porque o essencial da avaliação é feita através de provas escritas, sem consulta, e iguais para todos.
Compreende-se esta opção: é aquela que melhor serve o raciocínio do burocrata. E para o burocrata a exigência não se mede por o gosto por aprender (ui, o que eu fui escrever!) e pelo desenvolvimento de capacidades que são forçosamente diferentes, de pessoa para pessoa. O burocrata abomina, pela sua natureza, as variações que lhe estragam os gráficos.
Os testes e exames não servem para avaliar o que se aprendeu nas aulas e fora delas, as aulas é que servem para os alunos se prepararem para os testes e exames. E avaliados de uma forma que, com raríssimas exceções, nunca mais vão voltar a experimentar na sua vida. Nunca mais, em toda a minha vida, me tive de sentar numa secretária e despejar por escrito o que, como a esmagadora maioria dos alunos, tinha decorado uns dias antes.
O ministro Nuno Crato passa por um reformador. Porque alguém meteu na cabeça das pessoas que há uma qualquer relação entre a "escola moderna" (um movimento pedagógico considerado libertário) e as práticas e teorias em vigor nas escolas públicas e no Ministério da Educação. Na realidade, a escola sonhada por Nuno Crato é muito próxima da escola que realmente temos. Ele apenas decidiu agravar todos os seus vícios: a "examinite" aguda, o domínio absoluto do que a gíria estudantil chama de "encornanço" e o predomínio burocrático da avaliação como princípio e fim das funções do ensino. Lamentavelmente, como poderemos ver comparando o nosso sistema educativo com os melhores da Europa - o finlandês, por exemplo, que tem os melhores resultados no mundo apenas tem, que eu saiba, um exame no fim do ensino secundário -, este sistema não prepara profissionais competentes, pessoas interessadas e cidadãos conscientes. Este sistema burucrático, pensado por burocratas, apenas forma excelentes burocratas.
Nuno Crato já tinha criado os exames no final do 2º ciclo e, absoluta originalidade em toda a Europa, no final do 1º ciclo. Promete agora a introdução de mais exames nacionais, no final de cada ciclo, em mais disciplinas. Não tenho a menor dúvida que a medida é popular. Popular entre muitos pais, que podem ver as capacidades dos seus filhos traduzidas em números, sem terem de acompanhar o que eles realmente sabem. Popular entre muitos professores com menos imaginação que têm assim metas bem definidas, sem a maçada de trabalhar com a singularidade de cada aluno.
A escola, como uma fábrica de salsichas, é o sonho do ministro contabilista, do professor sem vocação e do pai sem paciência. Não vale a pena é enganar as pessoas: não se traduz em qualquer tipo de "exigência" (uma palavra com poderes mágicos, capaz de, só por ser dita, transformar a EB 2 3 de Alguidares de Baixo no Winchester College) nem em mais qualificação profissional e humana dos jovens portugueses. Os países que conseguiram dar à Escola Pública essa capacidade seguiram o caminho oposto. Aquele que Nuno Crato abomina."
Quem fala (escreve) assim não é gago.
Solstício
Celebro este Solstício com um álbum de Erik Wollo, chamado precisamente Solstice.
Está cada vez mais na hora de apelarmos à defesa da Terra. Somos parasitas desenfreados, que acabaremos por matar o hospedeiro, extinguindo-nos igualmente.
Estamos perante a famosa Tragédia dos Comuns, mas desta vez à escala global. Cada um de nós tem que fazer aquilo que pode não parecer o mais racional, que é reduzir o seu peso no consumo global. Só que, a menos que este seja um movimento global, não surtirá efeito. A Terra é finita.
sexta-feira, junho 15, 2012
Aniversário da Gê-Questa
No aniversário da associação Gê-Questa, estivémos em S. Mateus, onde comprámos os verdes biológicos para os nosso primeiros Green Smoothies. Os putos, como habitualmente, divertiram-se.

Lourenço e Josiah a "combaterem" com ossos de cavalo :-)

O dia não estava fantástico. O céu era de chumbo.

Um hábito dos pescadores de S. Mateus, abrem estes rasgos nas pedras para as usarem como lastro nas redes.

O acelerado Simão numa das suas curtas pausas.

Os nossos amigos Ross e os meus filhos mais velhos, todos a olhar para o mar.

A sereia de Copenhaga, em S. Mateus (versão masculina)
Lourenço e Josiah a "combaterem" com ossos de cavalo :-)
O dia não estava fantástico. O céu era de chumbo.
Um hábito dos pescadores de S. Mateus, abrem estes rasgos nas pedras para as usarem como lastro nas redes.
O acelerado Simão numa das suas curtas pausas.
Os nossos amigos Ross e os meus filhos mais velhos, todos a olhar para o mar.
A sereia de Copenhaga, em S. Mateus (versão masculina)
sexta-feira, junho 08, 2012
Limpeza subaquática
Há dias, a escolinha do mergulho aqui da terra, fez uma limpeza subaquática na marina.
As fotos que se seguem são dessa actividade, com a Madalena disfarçada de mergulhadora.





Esta última imagem é uma "instalação" com uma parte do lixo que saiu de dentro de água.
Um dos objectos curiosos que foram resgatados da água foi uma pequena pedra, com um papel amarrado, como documentam as duas imagens abaixo.
Espero que a remoção não traga consequências negativas para quem o tenha lá colocado. Alguém sabe decifrar o conteúdo da mensagem?


Bom fim-de-semana.
As fotos que se seguem são dessa actividade, com a Madalena disfarçada de mergulhadora.





Esta última imagem é uma "instalação" com uma parte do lixo que saiu de dentro de água.
Um dos objectos curiosos que foram resgatados da água foi uma pequena pedra, com um papel amarrado, como documentam as duas imagens abaixo.
Espero que a remoção não traga consequências negativas para quem o tenha lá colocado. Alguém sabe decifrar o conteúdo da mensagem?


Bom fim-de-semana.
segunda-feira, junho 04, 2012
A propósito do que se avizinha...

Não podia deixar de divulgar esta entrada do "Things We Forget".
Como diria o Tintin: "Allez, mon vieux Milou, en avant vers de nouvelles aventures !"