Encontrei um exemplo de uma casa cuja recuperação me agrada muito, mas não tenho a certeza se o arquitecto cumpriu as normas todas. Se as cumpriu, então este é um excelente exemplo de como se pode inovar e renovar sem comprometer a carácter arquitectónico da cidade e sobretudo sem comprometer o conforto térmico e a factura energética de quem lá mora. Se desobedeceu às regras, então as regras deveriam ser repensadas.
Adoro a estética desta casa. Poderei estar enganado, mas parece-me que os vãos que se mantiveram com guilhotina e quadradinhos seriam os existentes no edifício anterior e os que têm vidraça inteira foram acrescentados aos novos alçados. Isso leva a crer que o corpo à esquerda da porta de entrada terá sido acrescentado num andar (reparem na fabulosa chaminé, a lembrar a de um navio).
Esta parte, eventualmente, terá sido totalmente acrescentada. Gosto desta sugestão de madeira, que foi igualmente utilizada neste outro edifício (talvez por ter tido o mesmo arquitecto no projecto de renovação):
Penso que Angra precisa de intervenções deste tipo. Melhorava em muito o aspecto geral do seu centro e promoveria a habitação na zona histórica. Penso que é um caminho interessante para a evolução da arquitectura da área classificada.
Realmente parece muito bem conseguida. Onde fica?
ResponderEliminarA rua do Salinas é uma transversal à rua da Rocha (por cima da Casa do Sal). Esta casa fica na esquina, não há como não a ver.
ResponderEliminarUm abraço.
ZM
Agora que explicaste sei perfeitamente onde é. :)
ResponderEliminarAbraço!
Parabens pelas fotografias das casas reconstruidas no centro histórico de Angra, no entanto esclareço que não é facil reconstruir em Angra, pois os tecnicos da DRAC nunca sabem bem o que querem, o que exigem hoje ROSA, amanha já pode ser LARANJA, o que dificulta o promotor de qualquer reconstrução.
ResponderEliminarUm Angrense
Se estes problemas de constante interrogação do que os técnicos querem fossem só em Angra do Heroísmo seria muito bom , mas infelizmente está espalhado por todo o país e por todas as instituições.
ResponderEliminarComo Arquitecto às vezes é desesperante e desencorajador.
Um abraço
Pedro Caldeira
Acrescento que a moradia em causa pertence ao empresário local Avelino Luís Gonçalves, presidente do Sport Clube Angrense. Também o seu interior merece rasgados elogios, posso garantir.
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