A primeira visita é um ritual iniciático, só sendo franqueada a entrada a quem se fizer acompanhar de um veterano, coisa que eu próprio ainda não sou, pelo que não posso revelar o local exacto deste paraíso. Aqui ficam algumas imagens, que dão bem conta da beleza do local, particularmente naquela hora mágica em que o Sol mergulha no mar, mesmo em frente dos nosso olhos.
Quem esperasse uma decoração tipo "Aqui há peixe", vai ficar desiludido. Aqui impera o barato, do aspecto à conta, passando pela mobília. O Lourenço não se importou de aviar o seu biberão das 20:00h à mesa da tasca.
Comemos diversas carnes grelhadas, porque à segunda-feira não há peixe (ao contrário do outro). Tudo acompanhado das tais batatas fritas que não podem ser deste mundo. Vêm para a mesa bem quentes, mas secas e apenas ligeiramente estaladiças, no grau de compromisso ideal entre aquelas que parecem cozidas (e encharcadas em óleo) e as outras que nos cortam o céu-da-boca quando as mordemos. Têm aquele gosto a sal que só tinham as batatas da minha avó, embora o sal propriamente dito não se veja. Quem lá vá e coma apenas batatas fritas, empurradas com sagres geladinhas já não dará a diáspora por perdida.
O ambiente é o que as imagens documentam. Não há electricidade, por isso a embirrante e omnipresente televisão não tem lugar. Quando o Sol se deita, aparecem os candeeiros a gás, que dão uma luz quente e agradável. Dá vontade de ficar ali muito tempo.
Mesmo antes de vir embora, tivemos a última surpresa da noite. Tínhamos comido e bebido até fartar, desde pão e azeitonas até ao arroz doce e café (neste caso solúvel por falta de corrente eléctrica), passando pelas grelhadas de todo o tipo e pelas batatas fritas do Olimpo, tudo isto com o mar à frente. Quando a conta aterrou na mesa, julguei que se tinha enganado no aeroporto, mas não, aquela era a nossa conta. Nada mais, nada menos que 8.50€ por pessoa.
Ficam sem saber ao certo onde é esta maravilha, mas pelo menos já sabem que existe. Se procurarem bem, certamente merecerão encontrá-la.
Se for caso disso, passem por lá, mas não digam a ninguém onde fica…
Se não tem decoração tipo "Aqui há peixe" as tias não vão gostar :), mas se é assim tão bom, como é que passaste o tempo a tirar fotos? :)
ResponderEliminarA mim ninguém me arrancava da cadeira! :)
Tem que ser!
ResponderEliminarHei-de lá passar.
Afinal ainda existem pequenos paraísos na terra... Tenho que descobrir este sítio porque o acho absolutamente delicioso, e tem tudo a ver comigo. Dicas?
ResponderEliminarObrigada pela dica, ZM. Bom fim-de-semana.
ResponderEliminarPassar por este local de culto e ter o prazer de trincar as batatas fritas é um ritual iniciático.
ResponderEliminarÉ o começo de um vício que tem que ser alimentado com alguma frequência mas sobre o qual não podemos falar nem divulgar para que seja só nosso.
A família arrumário já caiu na armadilha...
Pena que não tenhas aproveitado para là ir com a tua mana ...
ResponderEliminarEu prometo que não divulgava !...
O segreddo dessas fritas salgadas sem sal, como fazia a nossa avò, é que são postas em alguidar com agua salgada e depois fritas jà salgadinhas !
Agora vou ter que esperar pelo proximo verão ...
já estou com ganas de lá voltar :)
ResponderEliminarUma bela maneira de relaxar, espero ser capaz de fazer algo parecido com isso alguns dias, porque relaxar é muito importante para que eu sempre alimentar os restaurantes em itu
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