Hoje é 25 de Abril.
Apeteceu-me várias vezes desenvolver sobre o tema da polémica da celebração ou não desta data na Assembleia da República, mas percebi que as pessoas não estão disponíveis para debater, estão mais interessadas em impor aos outros o seu ponto de vista, talvez para se "vingarem" das imposições a que estão sujeitas. Por isso, deixo cair.
Curiosamente, quando saí de casa para correr dou com este "cartaz", muito PCP de 74, que me fez sentir uma certa dose de nostalgia romântica do que foram aqueles tempos da revolução. Terá faltado a mesma capacidade que falta hoje de aceitar visões diferentes da nossa e verdadeiramente dar oportunidade a que estejam certas. É difícil fazer isso, sentimos que perdemos a nossa identidade.
Hoje fomos fazer umas compras ao Aldi. Pela primeira vez, levámos máscara, mas curiosamente quase mais ninguém a tinha. As próximas semanas têm um potencial de surpresa, quer para um lado quer para o outro que me entusiasma. Veremos para onde se movem as coisas.
Gostei muito de ver este filme Francês sobre a história do 25 de Abril contada pelo Otelo. Já à noite, vimos a história filmada pela SIC, num filme já com muitos anos, mas que coincide perfeitamente com a versão Francesa em todos os detalhes. Foi uma revolução mesmo à Portuguesa.
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Hoje senti-me um pouco menos desanimado. Fui correr para o lado das praias novamente. Estava frio com fartura. Já era tempo de voltarmos a ver o Sol por estes lados, raio de mês de Abril mais feio.
Esta é uma vista da Adraga que eu vi hoje pela primeira vez. A maré estava muito vazia, pelo que decidi espreitar o aspecto da praia a partir de um perigoso cabo que nunca tinha visitado antes. Dá para ver daqui o restaurante da Adraga, um dos melhores lugares aqui de toda a costa para comer peixe na brasa. Fica a sugestão para quando acabar o já cansativo confinamento.
No alto da escada das pegadas de dinossauro alguém deixou este coração feito de pedras. Soube-me bem encontrá-lo. Aqui o deixo para os meus leitores como um gesto de carinho.
Uma das coisas mais curiosas que alguma vez vi arrojadas na praia: sacos de água potável que terão caído de uma balsa de uma embarcação Russa. Era um saco com 5 sacos iguais a estes da foto, cada um com 100ml de água potável. Dois deles estavam rebentados, mas os restantes estavam imaculados, com o conteúdo pronto a ser bebido e salvar a vida de algum náufrago.
Não deixa de ser curioso que um conjunto de sacos com água dentro tenha arrojado na areia da praia, uma vez que provavelmente não flutuavam. Teria a balsa toda arrojado aqui perto? Onde estariam os restantes despojos, nesse caso?
Antes do almoço ainda estive a ajudar o Lourenço com a "geologia", deu para aprender mais alguma coisa.
O almoço foi restos do jantar de ontem e uma sopa que eu fiz entretanto.
Durante a tarde estive a terminar um filme que o meu amigo Rui Vasco me recomendou e que me deixou verdadeiramente impressionado. Dir-se-ia que os USA não têm solução, e com eles, dificilmente o mundo.
Aqui fica, para quem tenha 2 horas para investir a perceber de que forma uma sociedade tão estranha como a Americana acaba por escolher o imbecil que hoje todos sabemos que é para seu Presidente:
O jantar foi pernas e coxas de frango do campo assadas no forno, com alho, azeite, limão e sal, acompanhadas de batata frita da boa, feita em casa. As batatas foram compradas aqui no Dias, são das velhas, que dão umas batatas fritas fantásticas, sequinhas e estaladiças como deve ser.
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Hoje estou num dia mauzito. Fui correr de manhã, mas depois fui-me abaixo. Não me apetece escrever nada. Deixo-vos só com as imagens do dia.
Esta merda nunca mais acaba...
O Triciclo do Senhor Venâncio (lembram-se, manos?).
A solidão dos caminhos por onde tenho corrido. Não se pode dizer que haja por aqui muita virose à solta.
Esta série é de uma volta que demos com os mais novos e a cadela ao final da tarde.
O pequeno almoço foi um smoothie de grande nível, com uma banana, uma laranja, uma pera, espinafres, sementes de chia, sementes de linhaça e duas ameixas secas, mais um pouco de água e canela qb. Uma delícia. Fica o registo.
Hoje estava frio e vento quando saí para correr, por isso fui novamente pelo percurso aqui das praias.
A Adraga tem estado maravilhosa, mas nunca vou lá abaixo à areia, vejo-a só cá de cima da falésia. Nem sei se está acessível, e está a dois passos de casa.
Aqui estou um pouco mais a Norte, na mesma falésia. Esta praia é linda.
Já de regresso à aldeia fotografei esta fachada com a roupa estendida e agitada pelo vento de que falei acima. Nem parece Sintra.
O almoço foi salmão grelhado. Eu comi a sopa que sobrou de ontem. Fui aviando a sopa enquanto grelhava o peixe.
Esta é a mesa do almoço. Salmão com batata doce no forno e bróculos a acompanhar. Depois deste lauto almoço não foi preciso cozinhar para o jantar. Fiz só sopa.
Agora vou tratar umas fotos que o Lourenço fez aqui na aldeia. E tenho não sei quantos vídeos do YouTube para ver. Isto está a chegar a um ritmo a que não consigo dar vazão.
40 dias é muito tempo. O nome "Quarentena" mantém-se, mas já não é disso que se trata.
Hoje fui correr para o lado da Praia das Maçãs. É uma volta tranquila, por um percurso onde não tenho visto ninguém. Em nenhuma das praias vejo mais do que 1 ou 2 pessoas quando muito. Já no supermercado onde depois fui buscar pão, havia uma rapariga com uma boa quantidade de anos mais do que eu, assim já a cair da tripeça, que combinava grande almoçarada ao telemóvel com alguém que estava a caminho: "já cá estamos todos". Pareceu-me que não seria das coisas mais seguras para fazer neste momento. De certeza que se a coisa correr mal, a culpa foi do Ferro Rodrigues.
Confusão na mesa da sala. Notas de "escola", máquinas fotográficas, computador, sei lá que mais. Temos tido uma ponta da mesa permanentemente no caos.
Confusão também na cozinha, mas isso tem sido uma constante. Passamos horas na cozinha, a cozinhar, a arrumar compras, a lavar loiça, a secar e arrumar, a tratar da roupa, enfim, horas e horas. Hoje fiz uma quiche. Ficou tão boa que nem conseguir fotografar o resultado final, a canalha aspirou tudo ao jantar.
Fiz também uma sopa de couve-flor, com um toque de caril e aipo que ficou fora de série, modéstia à parte. Os putos também gostaram bastante.
Isto era o início da quiche. A ideia era fotografar mais passos, mas acabei por saltar. Quando me lembrei de fotografar o resultado, há só havia migalhas na tarteira.
O dia de hoje não teve grande novidade. Choveu copiosamente durante boa parte da manhã. Eu senti-me cansado e acabei por não ir correr.
À tarde estive a aprender física. Não percebi ainda porquê, mas dá-me gozo.
Depois do almoço o Simão e a mãe fizeram uma tarte de Lemon Curd. Aqui fica o registo do que sobrou:
Depois fomos dar um giro com a canalha, aproveitando uma aberta, para eles terem vitamina D.
Pouco depois de "ligar o rádio" de manhã (na verdade, oiço "telefonia" online no telemóvel), foi-me oferecida esta cantiga dos Snow Patrol que havia tanto tempo não ouvia. Curiosamente, quando mais tarde o locutor anunciou o que tinha tocado, não falou desta cantiga. Terei sonhado? Não sei, mas soube-me bem ouvi-la.
Hoje fui até lá acima, a Adrenunes e à Peninha. A Serra estava cheia de gente por todo o lado, nalguns casos grupos numerosos, que certamente não estão em confinamento todos juntos. Desconfio que o pessoal está mesmo farto de estar em casa. Veremos daqui a 2 semanas se há alteração nos números.
A Peninha está a ser alvo de alterações que não auguram nada de bom. Boa parte dos trabalhos têm sido feitos nesta altura em que está toda a gente em casa. Não gosto do que vejo.
O nosso forno andava parvo, não aquecia por baixo, apenas no "grill". Desmanchei-o com a ajuda do Lourenço e estive a testar o que se passava. Finalmente, acho que ficou a funcionar, mas na verdade não cheguei a reparar nada. Devia ser um MCDC.
A propósito da discussão do momento nas redes sociais - se o Parlamento deve ou não ter uma sessão solene de comemoração do 25 de Abril - encontrei esta troca de "testemunhos" na página do jornalista Daniel Oliveira, que me parece resumir na sua essência as diferenças de abordagem.
Luis Xavier Olá Daniel! E por isto que eu tenho uma tendência a não levar a Esquerda muito a sério! Num momento em que EU (um exemplo que, com certeza, serve para milhares de Portugueses) estou a 500 kms da minha família que não posso ver há mais de 3 meses, fiz 26 anos sozinho em casa, celebrei a Páscoa sozinho em casa e não faço ideia de quando posso voltar a abraçar os Meus, ver-te bater com o cravo no peito desta forma deixa-me mesmo triste! Não faço ideia dos teus sacrifícios nesta quarentena mas eu estou a sentir e bem! Celebrar Abril de uma forma simbólica, sim claro! Fazer um ato público não faz uma ponta de sentido! Não se pode tornar esta altura de exceção em guerrilha! Não se pode dar este exemplo! Não assim! Humberto Silva Luis Xavier lamento a sua situação isto não tem a ver consigo. Tem a ver com um símbolo de liberdade e resistência. A sua história não é nem mais nem menos importante que a minha mas se estamos a trocar galhardetes de histórias pessoais fique com a minha. O meu pai adoeceu com doença oncológica no início do ano. No último mês de vida só pude vê-lo por Skype antes de morrer. No seu enterro só estive eu e a minha mãe e só mais 6 pessoas. Não houve velório. Foi da UCCI directo para debaixo da terra. Vejo todos os dias a minha mãe chorar porque não pode ir colocar flores na campa. Mas o meu pai viveu e morreu a lutar para que eu e vocês e todos estes justiceiros de rede social pudessem mandar bitaites no Facebook sem consequências. E puta que pariu se o meu pai fez o 25 de Abril para que o medo, o julgamento, a denuncia, o egoísmo e o ódio agora fizessem com que a casa da democracia não assinalasse o momento em que um dia permitiu que todos possam ter a liberdade que hoje todos têm como garantido. No dia em que os símbolos morrerem morremos nós. E esta é a minha posição.
Encontro nesta discussão alguns dos ingredientes que tenho visto serem utilizados no julgamento dos comportamentos "dos outros".
Muita gente sente conforto na noção de sacrifício, de castigo, como forma de sair desta crise. Esse meme incomoda-me.
Neste caso particular da celebração do 25 de Abril no Parlamento, as comparações são:
"Ah, mas na Páscoa ficámos todos em casa e agora estes tipos (uns malandros, certamente) vão fazer "uma festa" com 150 pessoas".
Ora, esta comparação é totalmente desonesta. Se tivéssemos todos celebrado a Páscoa como é habitual, teria havido uns largos milhares de Portugueses (arrisco uns milhões) a deslocarem-se para zonas distantes da sua residência habitual, para almoçarem ou jantarem em grupos de nalguns casos 10 ou 15 pessoas, com bastantes idosos pelo meio. Comparar isso com uma celebração no Parlamento que, envolvendo 150 pessoas, é feita com distanciamento social (numa casa que alberga 700) é de uma desonestidade intelectual que eu nem quero classificar.
O outro argumento que está sempre a vir para a discussão é o "respeito pelos mortos" ou "o respeito pelos guerreiros que estão na linha da frente". Ora, o cú não tem nada a ver com as calças. Para começar, celebrar a data fundadora da nossa democracia não é de nenhuma forma desrespeitar os mortos pela Covid-19, talvez até seja uma forma de os homenagear, por outro lado, o facto de haver quem esteja a trabalhar arduamente e a sofrer horrores nos hospitais e nas forças de segurança não invalida que se celebre dignamente o 25 de Abril, pelo contrário. Há muita gente que tem gravado desde a infância a noção de que temos que nos castigar para que a crise passe e isso deve ser combatido. É verdade que há muita gente que está a fazer sacrifícios terríveis para lidar com esta crise, mas bastam esses, não temos que acrescentar toda a gente se isso não tiver nenhuma utilidade. Já tinha falado disso noutro post, mas volto a lembrar as pessoas que vão a Fátima arrastar-se de joelhos para sofrerem à força. Isso é totalmente inútil. E neste caso, deixarmos de celebrar o 25 de Abril no Parlamento por haver muitas pessoas (a quem tiro o meu chapéu) que estão a sacrificar-se para lidar com esta crise global, não tem qualquer utilidade, não acrescenta nada a quem se sacrifica nem a quem morreu entretanto ou às suas famílias. Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa.
Se o Parlamento não foi bombardeado por tropas invasoras e se os intervenientes nas celebrações estão felizmente vivos e com saúde, que se faça o que tem que ser feito, da forma mais segura possível, para que o regime em que vivemos continue a ser celebrado.
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Cá em casa já vamos com 37 dias de confinamento. Felizmente, vivemos numa zona em que é possível ir apanhando algum ar sem colidirmos com outras pessoas. Para quem esteja na cidade a coisa será certamente mais complicada. Há pouco vi imagens do que se está a passar nos paredões da marginal onde é possível "passear" e fiquei impressionado. Claramente, as pessoas já não estão a aguentar mais. Será preciso ter alguma compreensão a partir de agora, e confiar na responsabilidade de cada um. Receio que a costela de polícia que há nalguns Portugueses vá começar a entrar em conflito com a necessidade de alguma liberdade dos restantes. As coisas poderão ficar pesadas se não tivermos uma dose especial de empatia daqui para a frente.
Hoje fui correr de manhã, por um caminho que tenho feito com frequência onde não encontro vivalma, felizmente.
Isto é no carreiro que leva da minha aldeia à estrada de alcatrão que leva ao cruzamento do Cabo da Roca (eu atravesso essa estrada, mas não corro nela mais do que 150m).
Aqui estou no estradão que me leva até ao cruzamento do Cabo da Roca. É um local que tem sido desmatado nos últimos tempos, mas ao Sábado não se vê aqui ninguém. Tem imensos carvalhos, sobreiros, castanheiros, azinheiras. É um pedaço de floresta muito agradável.
Na Azóia propriamente dita.
Igualmente.
Aqui já estou de volta a Almoçageme, na estrada de terra que liga a Ulgueira com a estrada da Adraga.
Esta é a Xica. É uma cadela simpática a quem saíu a sorte grande. Nunca terá tido tanto mimo na sua vida, garantidamente. Numa família com 6 pessoas, há sempre um colo disponível, sempre alguém que lhe dá festas ou comida.
Hoje fomos fazer mais umas compras ao Aldi. Pelo menos nesse supermercado não nos chateiam se entrarmos os dois ao mesmo tempo. Fica a dica: o Aldi é mais "couple friendly" do que o Lidl.
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Ontem à noite caí para o lado antes de editar o Diário da Quarentena.
Aqui fica agora.
Foi um dia sem grande história. Continuo a seguir a série de aulas de física do MIT com muito interesse. Começo a desconfiar que quem matou o vector foi o binário, mas também não estou muito convencido com o comportamento daquele Newton. Veremos onde aquilo nos leva.
Uma visão da minha aldeia que eu nunca tinha visto antes. Foi tomada a partir do caminho que leva ao topo das falésias da Adraga, o qual estava fechado por canas que agora foram removidas. Ficou arejado.
A piscina da Praia Grande continua vazia. O mar estava a querer enchê-la.
Vedação junto ao templo do Sol e da Lua, na Praia das Maçãs.
Para o jantar fiz outra vez bacalhau com natas vegetarianas. Terá porventura ficado a melhor edição de sempre desta receita. Uma das coisas que gosto na cozinha é que não é difícil melhorar quanto mais cozinhamos. São bons momentos os que passo na cozinha.
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Hoje foi um dos dias mais intensos do confinamento até agora.
Fui correr, como tem acontecido quase todos os dias, embora de manhã estivesse a chover.
Almoçámos restos de ontem.
Depois fui com a Raquel fazer umas pequenas compras para o jantar. Aproveitámos umas favas que ela tinha trazido dos Sete Nomes, juntámos outras que ela tinha cultivado e comprámos mais algumas no Sr. Dias. Deu um belíssimo jantar. Eu fiz a sopa.
A miúda a ouvir música no seu quarto.
A esfregona sob uma curiosa luz.
As favas do jantar, ainda cruas.
Hoje encontrei 4 pratos no lixo, com a loiça em bom estado, mas sujos com qualquer coisa estranha que cheirava a cera, mas parecia outra coisa qualquer. Lavámos com Super Gel e já estão no armário da cozinha. Eu sei, somos chanfrados.
Não temos visto muitos filmes juntos, porque os que interessam a uns não interessam a outros. Os mais crescidos (eu, a mãe e a Madalena) tentamos ver coisas mais maduras, mas nem sempre conseguimos. Eu próprio, hoje, sugeri, vá lá saber-se porquê, um filme que vi há muitos anos, mas que me apetecia rever: Cinema Paradiso.
Na verdade, já não me lembrava de boa parte da história. Não sei como foi que o vi da primeira vez, mas desta foi quase sempre através de uma cortina de lágrimas. Caramba! Não me lembrava de ter chorado tanto num filme. Ou estou particularmente sensível nesta fase da minha vida ou este filme me mexeu directamente com cada uma das caixinhas das emoções. Foi directo para o meu top 5, com toda a certeza.
Deixo aqui uma das histórias que fazem parte deste magnífico filme, da qual eu tiro uma conclusão diferente da que tira o Salvatore, uma mais dentro do que defendia o Agostinho da Silva:
"Só por costume social deveremos desejar a alguém que seja feliz; às vezes por aquela piedade da fraqueza que leva a tomar crianças ao colo; só se deve desejar a alguém que se cumpra: e o cumprir-se inclui a desgraça e a sua superação."
Se me permitem a sugestão, mesmo que já tenham visto o Cinema Paradiso, aproveitem este confinamento para o reverem. Pela minha parte, foi de longe o melhor filme que vi em anos.
(Houve ainda um outro episódio que acrescentou intensidade ao dia, mas que não vou detalhar aqui porque não foram boas notícias do ponto de vista profissional. Isto está complicado. Foi um dia verdadeiramente emocionante).
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Hoje decidi dar descanso às pernas e ao corpo. Não fui correr.
Como habitualmente, de manhã a Raquel esteve a ajudar os caganitos mais novos a fazerem umas tarefas "académicas".
Fica sempre a dúvida sobre quem gosta realmente de pintar as gravuras, se a mãe se o filho. Pela cara de enjoado, dá para ter um palpite.
Entretanto, fomos buscar umas comprinhas de última hora ao Jumbo. Estava muita gente.
Depois do almoço fomos dar aqui uma volta na aldeia, para aproveitarmos o Sol que tem sido escasso ultimamente.
Talvez não devesse publicar esta foto, mas aqui fica.
Parte da família a curtir o "soleil".
Com o telemóvel com temporizador, finalmente a família toda numa foto (incluíndo a Xica). A ver se arranjo mais em breve.
Hoje tropecei nesta curta conversa do (polémico, eu sei) Jordan Peterson sobre Hitler e sobre como esse tenebroso personagem da história cavalgou as inquietações da populaça para ganhar carisma e poder e chegar onde chegou. Depois, por acaso, ouvi parte do "Fórum TSF", onde se discutia se o Parlamento devia ou não comemorar o 25 de Abril no contexto em que vivemos: mais de 80% dos que responderam à "sondagem" online achavam que não, que não devemos celebrar a data fundadora da democracia em que vivemos. Há pouco, no noticiário da SIC vejo o inenarrável Ventura, com uma bela gravata amarela, a defender exactamente a posição que ficou maioritária na "sondagem" da TSF. Isto tudo junto faz-me um perigoso sentido. Tenho-me apercebido de que as pessoas andam a dar folga ao cérebro e a engolirem doses maciças de desinformação e populismo. Essa indigestão vai-nos fazer mal a todos, mesmo aos que consomem informação de forma consciente, alertada e parcimoniosa. Eu sei que quem lê aqui os meus escritos é muito mais inteligente e informado do que a média (perdoem a imodéstia do autor e o elogio aos leitores), mas lanço daqui esse apelo a que sejam críticos do que aparece nas redes sociais e mesmo nos jornais e televisões. Não podemos comer o que nos estão a dar sem mastigar ou acabaremos completamente envenenados pela ignorância e pela preguiça.
Já agora, deixo-vos aqui umas fotos da deliciosa "Tortilla de Patata" à Espanhola que fiz hoje para o jantar. Tenho vindo a aperfeiçoar a forma de a fazer e penso que esta ficou de longe a melhor de todas as que fiz até hoje. Soube-me mesmo bem.
O confinamento continua, já vamos com 33 dias.
Na verdade, começa a tornar-se uma situação normal. No meu caso à espera que o trabalho arranque, sem poder fazer grande coisa para acelerar o processo.
Há que ter paciência.
O dia hoje acordou solarengo e acabou com trovoada, ao contrário do dia de ontem. Felizmente, não tivemos muito barulho das obras e também não fez frio. Hoje nem acendemos a lareira.
A corrida foi por um percurso totalmente diferente do que tenho feito habitualmente. Fui para os lados de Colares, Banzão e regressei pela Praia Grande. A ideia era não meter muito desnível, para poder incrementar a velocidade. Fiz 12km.
O mar estava maravilhoso. Esta vista do alto da Praia Grande não é muito conhecida.
Depois do almoço aproveitámos o Sol e fomos dar vitamina D aos caganitos mais novos. Fomos passear a cadela e ficámos algum tempo num terreno aqui perto de onde também se vê bem o Atlântico. Estava super agradável.
Nada faria prever que umas horas depois desabaria uma trovoada das boas.
Ainda fui ali ao Sr. Dias fazer umas compritas, mas a chuva estava forte.
À noite também fomos dar uma volta à cadela, mas acabámos por encurtar o passeio por causa da chuva.