Diário da Quarentena - Dia 34

>> quarta-feira, abril 15, 2020

Hoje decidi dar descanso às pernas e ao corpo. Não fui correr.
Como habitualmente, de manhã a Raquel esteve a ajudar os caganitos mais novos a fazerem umas tarefas "académicas".


Fica sempre a dúvida sobre quem gosta realmente de pintar as gravuras, se a mãe se o filho. Pela cara de enjoado, dá para ter um palpite.



Entretanto, fomos buscar umas comprinhas de última hora ao Jumbo. Estava muita gente.


Depois do almoço fomos dar aqui uma volta na aldeia, para aproveitarmos o Sol que tem sido escasso ultimamente.


Talvez não devesse publicar esta foto, mas aqui fica.


Parte da família a curtir o "soleil".


Com o telemóvel com temporizador, finalmente a família toda numa foto (incluíndo a Xica). A ver se arranjo mais em breve.




Hoje tropecei nesta curta conversa do (polémico, eu sei) Jordan Peterson sobre Hitler e sobre como esse tenebroso personagem da história cavalgou as inquietações da populaça para ganhar carisma e poder e chegar onde chegou. Depois, por acaso, ouvi parte do "Fórum TSF", onde se discutia se o Parlamento devia ou não comemorar o 25 de Abril no contexto em que vivemos: mais de 80% dos que responderam à "sondagem" online achavam que não, que não devemos celebrar a data fundadora da democracia em que vivemos. Há pouco, no noticiário da SIC vejo o inenarrável Ventura, com uma bela gravata amarela, a defender exactamente a posição que ficou maioritária na "sondagem" da TSF. Isto tudo junto faz-me um perigoso sentido. Tenho-me apercebido de que as pessoas andam a dar folga ao cérebro e a engolirem doses maciças de desinformação e populismo. Essa indigestão vai-nos fazer mal a todos, mesmo aos que consomem informação de forma consciente, alertada e parcimoniosa. Eu sei que quem lê aqui os meus escritos é muito mais inteligente e informado do que a média (perdoem a imodéstia do autor e o elogio aos leitores), mas lanço daqui esse apelo a que sejam críticos do que aparece nas redes sociais e mesmo nos jornais e televisões. Não podemos comer o que nos estão a dar sem mastigar ou acabaremos completamente envenenados pela ignorância e pela preguiça.



Já agora, deixo-vos aqui umas fotos da deliciosa "Tortilla de Patata" à Espanhola que fiz hoje para o jantar. Tenho vindo a aperfeiçoar a forma de a fazer e penso que esta ficou de longe a melhor de todas as que fiz até hoje. Soube-me mesmo bem.



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Diário da Quarentena - Dia 33

>> terça-feira, abril 14, 2020

O confinamento continua, já vamos com 33 dias.
Na verdade, começa a tornar-se uma situação normal. No meu caso à espera que o trabalho arranque, sem poder fazer grande coisa para acelerar o processo.
Há que ter paciência.

O dia hoje acordou solarengo e acabou com trovoada, ao contrário do dia de ontem. Felizmente, não tivemos muito barulho das obras e também não fez frio. Hoje nem acendemos a lareira.
A corrida foi por um percurso totalmente diferente do que tenho feito habitualmente. Fui para os lados de Colares, Banzão e regressei pela Praia Grande. A ideia era não meter muito desnível, para poder incrementar a velocidade. Fiz 12km.


O mar estava maravilhoso. Esta vista do alto da Praia Grande não é muito conhecida.


Depois do almoço aproveitámos o Sol e fomos dar vitamina D aos caganitos mais novos. Fomos passear a cadela e ficámos algum tempo num terreno aqui perto de onde também se vê bem o Atlântico. Estava super agradável.


Nada faria prever que umas horas depois desabaria uma trovoada das boas.


Ainda fui ali ao Sr. Dias fazer umas compritas, mas a chuva estava forte.

À noite também fomos dar uma volta à cadela, mas acabámos por encurtar o passeio por causa da chuva.

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Diário da Quarentena - Dia 32

>> segunda-feira, abril 13, 2020

Quando acordei chovia que Deus a dava. Estava um dia mesmo feio aqui na aldeia.

Pouco depois de acordarmos começou a orquestra das obras no andar de baixo. Nas coisas essenciais da vida sou uma pessoa afortunada. Acertei no casamento à primeira (não sei se ela acha o mesmo...), tenho 4 filhos formidáveis (no caso do último, começo a equacionar accionar a garantia), todos temos uma saúde invejável, não nos tem faltado nada de essencial. Contudo, nas pequenas coisas sou do mais azarado que existe. Sempre que há um cocó de cão num raio de 50 metros em meu redor, um dos meus pés - ou os dois - vai lá parar como a luz para um buraco negro; já fui alvo de cagadas de pombos por diversas vezes - uma coisa absolutamente improvável -; despedi-me do meu emprego anterior no final de Fevereiro para abraçar um novo e desafiante projecto profissional que, como imaginam, ficou suspenso de uma realidade que não controlo; desde o início desta quarentena (já lá vai mais de um mês), temos obras de reabilitação do andar de baixo, nas quais o martelo pneumático parece ser a ferramenta imprescindível para qualquer das tarefas.

Assim, passámos toda a manhã com os pés a vibrar e os ouvidos a doer, mas lá chegámos ao almoço.
Comemos os restos do jantar da Páscoa, mas parece que ainda estava melhor que ontem: borrego assado em forno avariado. Queria ver o Avilez a fazer melhor.
Depois do almoço estive a estudar o Universo com o Lourenço. Cá em casa a tele-escola é há muito tempo o padrão. Nesse particular, temos pena das famílias para quem isso é um drama. Há já uma boa quantidade de anos que a escola não nos faz grande falta. E os cachopos não parecem estar mais burros que os que lá costumam passar o seu tempo. Neste novo normal levamos anos de avanço.

O site Americano da Nikon está a oferecer umas pequenas formações em fotografia, desde o mais básico ao mais avançado. Se tiverem tempo e interesse, não deixem de assistir a algumas delas. Eu estive hoje a ver todo o curso "Beyond the Fundamentals of Photography". Não houve nada de verdadeiramente novo, mas foi interessante relembrar alguns dos conceitos. É particularmente interessante para quem tenha Nikon. E cá em casa é proibido ter qualquer outra coisa. Há pessoal doente do Benfica, eu sou doente da Nikon. Se tivesse mais dinheiro tinha um armário cheio de máquinas e de lentes. Assim, tenho só 2 corpos analógicos e 2 digitais mais as respectivas lentes e um estupendo flash. A única lente não Nikon que há cá em casa é a excepção que confirma a regra: a Tokina 11-16 AF-S DX.

Depois (ou antes, já não me lembro) estive a ver mais uma aula de física do extraordinário Walter Lewin, do MIT. Não foi esta, mas esta é fora de série:



Tenho-me divertido bastante a ver aulas destas em "binge watching".

Mais tarde, fomos ali comprar umas coisitas para a sopa, um pão, uns morangos e natas para o chantilly.


A mãe cá de casa, por excesso de zelo, por maluquice ou por assertividade, lava tudo o que compra com sabão ou detergente, excepto se for alguma coisa que se desfaça. Os morangos ficaram no alguidar com detergente durante algum tempo, para quebrar a parede do vírus e o desfazer. Achei a imagem divertida.



O jantar foram douradinhos no forno. Para acompanhar fiz arroz normalíssimo. Ninguém se queixou de mau gosto nos morangos.

Hoje, como terão percebido, não corri. O tempo não me puxou para a rua. A ver se amanhã já vos trago outra vez umas imagens do exterior.

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Diário da Quarentena - Dia 32

>> domingo, abril 12, 2020

Hoje só fiz fotografias quando fui correr. Não tive grande disposição para mais nada.

Estes montes de "lenha" estão por todo o lado na Serra. Acho-os fotogénicos.


Na zona de Adrenunes a natureza está viçosa.


Tentei apanhar o zangão, mas não resultou grandemente.


Este já é o trilho de volta ao Penedo, numa zona em que esta azinheira está pendurada por cima do caminho.

Os caminhos aqui da Serra estão, pouco a pouco, a fecharem-se. Este confinamento prolongado (já vamos com um mês) está a deixar as plantas colonizarem os carreiros. Daqui a pouco deixo de conseguir passar. É estranho.



Hoje fiz pela primeira vez borrego assado. A ideia era ser para o almoço, mas como à hora de comermos ainda o borrego não estava cozinhado, tivemos que almoçar ovos estrelados e o borrego ficou só para o jantar. Tal como tinha dito, era difícil chegar à categoria do borrego da minha sogra, mas pronto, deu para comer e de sabor até estava aceitável. O nosso forno também não ajuda muito. Talvez para a próxima fique melhor. Não fotografei. Temos pena.



A minha mãe faria hoje 95 anos. Tinha 92 quando foi lá para o outro lado. Não sei se foi por isso (suponho que não), hoje senti-me vazio. Até o tempo que investi na cozinha me foi pesado, o que é de estranhar porque em geral gosto muito de estar na cozinha. Há dias mais cinzentos do que outros (figurativamente falando). Hoje esteve de chuva cá dentro (de mim, não da casa). Tinha pensado desenvolver o tema de qual a roupa e o calçado que me parecem adequados para os tempos de confinamento, mas vou deixar isso para um dia em que esteja mais animado. Vão para dentro. Amanhã há mais.

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Diário da Quarentena - Dia 31

>> sábado, abril 11, 2020

Hoje voltei a fazer o smoothie da manhã com folhas de beterraba. Fica estupendo. No de hoje coloquei nozes (acabaram-se as amêndoas). Foram uma mais valia. Ficou mesmo saboroso.


Quem tem seguido esta série de posts já terá percebido que os dois caganitos mais novos se levantam mais cedo do que os dois mais velhos. É por isso que faço com frequência fotos destes antes de ir correr.


As mãos do Matias são tão fotogénicas como os pés :-)


O meu percurso de corrida de hoje passou pelas falésias junto do Cabo da Roca. Neste caso é a Baía de Assentiz. O mar estava lindíssimo, a maré estava super vazia, as praias todas estavam de encher a vista.


Esta é a Malhada do Louriçal, a praia imediatamente a Sul do Cabo da Roca. Por estes lados, como tem sido hábito, não se via vivalma. Já mais perto da minha aldeia havia algumas pessoas a apanhar um bocado de ar. Na verdade, tudo com bastante precaução, pelo que julgo que não será por isto que o gato vai às filhoses.

Depois fui comprar borrego. Será a primeira vez que cozinho tal coisa na minha vida, mas quem faz ovos estrelados, faz borrego no forno. O meu standard, na verdade, é demasiado elevado (o borrego que teria comido na casa da minha sogra, não fosse o cabrão do bicho da coroa a dar cabo da Páscoa à malta), veremos se consigo fazer alguma coisa que se aproxime. Lá estive na fila do talho "Atlântico", em Colares, onde comprei um quarto de borrego para comermos amanhã ao jantar. Eventualmente, iremos "jantar com" os meus sogros, via skype, mas o raio da aplicação ainda não deixa passar pratos cozinhados de um lado para o outro, pelo que terei que me contentar com o que cozinhe eu próprio.

Hoje acabei de ver a série "Sara", que não tinha ainda conseguido ver até ao fim. É das melhores coisas que se fizeram em Portugal. Tanto quanto sei, o Bruno Nogueira escreveu esta série para a sua mulher (Beatriz Batarda). Parte dos episódios é gravada em Sintra, nas Pedras Irmãs, junto à Peninha. Os decors são extraordinários, a história é impressionante, os recursos narrativos são complexos e desconcertantes, a banda sonora é magnífica. Pessoalmente, como já estive várias vezes em filmagens de novelas, esta série diz-me bastante. Recomendo vivamente. Agora que estamos todos obrigados a estar em casa, é uma óptima oportunidade para verem estes 8 episódios.

Agora vou ali preparar um rolo de carne que vou fazer para o jantar. Comprei já feito, no mesmo sítio onde comprei o Borrego, mas esse está a absorver os temperos para ir amanhã para o forno.



Já agora, uma adenda:
No dia 18 do meu Diário da Quarentena referi um artigo do que deu que falar entretanto.
Eis aqui , no Rebel Wisdom, uma interessantíssima conversa com o autor a propósito do tal artigo. Vale bem a pena "investir" esta horita:



Hoje fico por aqui. Boa Páscoa para todos.

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Diário da Quarentena - Dia 30

>> sexta-feira, abril 10, 2020

Bom, já vamos com um mês inteiro de recolhimento. Isto está difícil.


A primeira foto de hoje é dos pés do Matias, na cozinha, logo de manhã. São uns pés amorosos. A ver se os fotografo mais umas vezes.


O meu pequeno-almoço de hoje foi com folhas de beterraba, em lugar dos habituais espinafres. Os espinafres acabaram e tive que ir ali à mercearia comprar uma beterraba carregada de folhas para aproveitar para o pequeno-almoço. Claro que a beterraba propriamente dita deu para uma "sopa de morango", como costumamos designá-la. Aqui fica o aspecto. Estava óptima.


Depois do almoço e antes de irmos fazer umas compras ao supermercado, a mãe esteve a ler uma história ao Simão.


O jantar foi outra vez filetes de pescada com arroz de tomate malandrinho. Estava uma delícia (a foto está com algum grão porque a luz era pouca). É um prato que tenho vindo a aperfeiçoar. Desta vez ficou estupendo.

A minha corrida de hoje passou junto à fronteira do concelho, mas não vi ninguém a regular a passagem entre concelhos. Já quando fomos ao supermercado, fomos fiscalizados pela GNR, mas sem novidade.

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Diário da Quarentena - Dia 29

>> quinta-feira, abril 09, 2020

O dia hoje acordou muito chuvoso. Cheguei a pensar que não iria correr. E se a chuva não tivesse abrandado, honestamente, não teria ido.


Este é um caminho por onde tenho passado com bastante frequência. Permite-me ir daqui da aldeia até perto do cruzamento para o Cabo da Roca sem jamais encontrar gente. Nos últimos tempos encontrei vestígios do pessoal que andou por aqui a roçar o mato no meio das árvores, tarefa da qual resultaram estes molhos de paus.
É um sossego correr nestes caminhos.


Não sei que insecto é este, mas atravessava tranquilamente a estrada do Cabo da Roca depois da chuva. Na nossa vida anterior, quando esta estrada estava sempre com trânsito, este bicho não teria tido o desplante de a atravessar. Teria uns 5 ou 6 cm de comprimento. O que é isto?


O Cabo da Roca propriamente dito está todo vedado, nem os autocarros lá entram. Aliás, tenho-me interrogado porque é que o 403 continua a ir lá abaixo. Vejo-o sempre passar vazio e há semanas que não vejo ninguém por estas paragens.



Eu sei que não sou uma pessoa propriamente convencional, quando as pessoas normais vêem séries na Netflix, eu vejo episódios desta série:


Acho que sofro de engenheirite aguda, desculpem. Estas apresentações do Walter Lewin são do melhor que me podem dar.

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Diário da Quarentena - Dia 28

>> quarta-feira, abril 08, 2020

Hoje, logo pela manhã, fui brindado com uma estupenda performance do Matias, que me contava uma história difícil de perceber, com muita linguagem corporal a ilustrar o que dizia.
Aqui ficam os registos que guardei dessa actividade matinal:











Na corrida de hoje voltei a passar na ermida que fotografei no outro dia e cujo nome descrevi erradamente. Esta é a Ermida do Senhor do Rio Velho, e aproveitei para "espreitar" o seu interior. Suponho que onde vemos o lugar de um Cristo crucificado tenha havido uma imagem do dito, a qual estará certamente guardada algures. É caso para dizer: "com pregos Garcia, Cristo não caía", como diz a anedota.





Hoje ajudei os meus sogros a utilizar o Skype pela primeira vez. Tive que recorrer ao AnyDesk para "entrar" no PC deles e verificar como estavam as coisas. Agora já podemos fazer o jantar da Páscoa "juntos". Só lamento não ser possível à minha sogra enviar-nos o seu fabuloso borrego via Internet. É já só o que falta.



O jantar foi couve flor gratinada, sopa e salada de alface. Os caganitos não comeram grande coisa.



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Diário da Quarentena - Dia 27

>> terça-feira, abril 07, 2020

Hoje não tenho grande coisa a contar. Vou só colocar as fotos que fiz durante o dia.


Esta é uma das marcas de percurso que encontro nos caminhos por onde corro habitualmente. Aqui estou perto de casa.


Achei divertido que num tempo em que as escolas estão fechadas e se fala tanto na "tele escola" esteja no meio do bosque um quadro como este.


As praias aqui da zona estão interditas. Ver a Praia Grande assim deserta em Abril é muito estranho. Não está mesmo lá ninguém. Faz confusão.


Até as piscinas da Praia Grande estão vazias, de gente e de água.


Isto é mesmo na entrada das piscinas. É curioso porque é justamente o ano em que nasci.


Esta "instalação" fui eu que a fiz e fotografei. Não havia ninguém na Praia das Maçãs, absolutamente ninguém. Impressionante.


A Madalena tem andado a aprender a tocar guitarra em modo auto didacta. Já se começam a notar os resultados. O Youtube é incrível.

Os números continuam a mostrar uma interessante tendência de "aplanamento". Está a custar-nos a todos, mas está a dar resultado. Vamos manter o juizinho, pessoal.

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Diário da Quarentena - Dia 26

>> segunda-feira, abril 06, 2020


O dia começou com o pequeno almoço dos dois mais caganitos: iogurte com granola de chocolate. Aqui temos o Matias


E aqui o Simão.


Hoje fiz um percurso diferente do que tenho feito com mais frequência, quando fui correr. Fiz o Caminho da Boca da Mata, onde se encontra esta Ermida do Senhor do Rio Velho ou Ermida da Boca da Mata, que estava belíssima sob a chuva. Neste lugar "canta" um ribeiro, que passa numa ponte sob a estrada. É um lugar mágico.


Passei também junto ao Convento de Santa Ana do Carmo, entre Gigarós e a aldeia do Penedo. É impressionante pensar que tudo isto é uma propriedade privada.


Esta é uma vista possível da igrejinha da Eugaria.


Também na Eugaria temos a "Casa dos Olhos", de Pancho Guedes, que já não está entre nós. Curiosamente, Pancho Guedes nasceu no mesmo ano que a minha mãe: 1925.


Este é o formidável Leão que está nas escadinhas por detrás da Casa de Pancho Guedes.


Esta casa é bastante interessante. Gostava de a ter podido conhecer por dentro. Não será das casas mais soalheiras que já se fizeram, mas dentro do constrangimento do lugar é muito bem concebida e com espaços intrigantes.



Ontem esqueci-me de mencionar que vimos o "When Marnie Was There", um filme do Estúdio Ghibli, Japonês, de animação. Está na Netflix. Recomendo vivamente.

Hoje seguimos no mesmo registo e vimos pela enésima vez o "Castelo Andante", que é o filme que deu nome à nossa casa de Castelo de Vide, precisamente ao pé do Castelo. Este já o conhecia, mas recomendo na mesma.

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Diário da Quarentena - Dia 25

>> domingo, abril 05, 2020


Hoje comecei por registar esta imagem logo de manhã, quando os dois mais novos se juntavam em torno da mãe para ouvirem e verem uma história num livro.
Depois, como precisávamos de repor víveres na despensa e no frigorífico, fomos ao supermercado. Desta vez, como já tinha dito que faríamos, entrámos à vez, como se estivéssemos separados e siga. Lá dentro andámos juntos e ninguém nos chateou. Tem-me incomodado esta coisa de se querer separar os casais neste tipo de tarefas. Pessoalmente, sinto-me muito mais tranquilo em ir junto com a minha mulher às compras do que se fosse ela sozinha ou apenas eu. Honestamente, não vejo em que é que isso aumente o grau de risco. Já bem chegam os casais que por um ter que trabalhar nalguma função crítica e o outro estar em casa têm que viver separados. Ao menos os que podem estar juntos, deixem-nos estar juntos em tudo.


Cá em casa lava-se tudo o que chega do supermercado desde que seja lavável. Eu sei que parece maluquice, mas é assim. Temos tempo, de qualquer maneira.
Com as compras, acabei por não correr hoje. Já é o segundo dia em que falho. Amanhã, nem que chovam crocodilos de boca aberta, hei-de ir correr.


Tal como tinha anunciado, hoje fiz o tal arroz de pato, a pedido do Simão. Esta é a travessa pequena, antes de ir ao forno.



Esta é a travessa grande, já pronta a comer.

Hoje não há muito mais a dizer. Os números continuam a dar sinais de que a quarentena contribui decisivamente para não levar os hospitais para lá do limite do possível. Temos que nos manter corajosamente em casa por mais uns tempos.

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