Três de dois
>> terça-feira, janeiro 24, 2017
Duas do Matias e uma do Simão.



Tenho andado um bocado na balda. A ver se retomo o hábito de bloggar.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Duas do Matias e uma do Simão.



Tenho andado um bocado na balda. A ver se retomo o hábito de bloggar.
Conheço o trabalho do Tiago Figueiredo há já bastante tempo. Já tinha visto vários workshops anunciados, mas quando vi o de fotografia de rua, decidi atirar-me de cabeça sem mais contemplações. Ainda bem que o fiz.
O Tiago, como diria o Shrek, tem várias camadas, como as cebolas. Tenho a convicção de que apenas afloramos as primeiras, mas fiquei com muita curiosidade em acompanhar e perceber em maior profundidade o que tem dentro.
O Workshop obrigou-me a percorrer territórios que me são tão atraentes quanto desconfortáveis. Foi tremendamente excitante ir para a rua "imitar" os mestres, sobretudo na atitude, não tanto, evidentemente, nos resultados.
Para se ter sucesso a fotografar na rua tem que se ter uma postura simultaneamente bold e transparente. É uma espécie de caça, sem concessões, onde custa muito entrar mas que dá um gozo intenso em viver.
Estas fotos que aqui deixo hoje, foram inspiradas no modus operandi do Bruce Gilden. Não tenho pretensões de me comparar com o referido mestre, mas entrei a fundo na receita. Foi muito emocionante.













Matias

Simão - new look I

Simão - new look II
Há muito que o Alto Alentejo me atrai de uma forma que não consigo explicar. Não sou de lá, não tenho (infelizmente) qualquer ligação ancestral a essa zona do país, mas o Tejo, os blocos de granito, as oliveiras, os nossos "pueblos blancos", o montado, os velhos sentados à soleira ou nos largos das aldeias, os trilhos, as aves de grande porte, os outros animais, os sinos das igrejas, as cegonhas, as chaminés, o pó dos caminhos, o silêncio, o silêncio, o silêncio, tudo me atrai como se no meu sangue corresse azeite e vinho.
Tenho andado por lá à procura dessa ligação de que me sinto órfão. Tenho andado à procura de poiso, para poder ir lá mais amiúde. Tenho andado a tentar pertencer à força a uma terra que me apaixona, por enquanto sem ser correspondido.
Aqui ficam algumas impressões que trouxe para casa além das muitas que trago na retina e guardo apenas na memória. Gostava de poder fotografar e partilhar o som (já falei do silêncio?) e o cheiro. Não posso. Ficam as imagens.

Amieira do Tejo

Estando na aldeia de Salavessa, no Alto Alentejo, fomos fazer um pequeno pic-nic à Beira Baixa. O Tejo, por aquelas paragens, é um encanto.

De volta ao Alto Alentejo

Julgo que esta aldeia se chama S. Simão, perto do Pé da Serra.

Castelo de Vide.









Fotos diversas da canalha durante estas férias. Estão cada vez mais fotogénicos. Ou serei eu que estou mais apaixonado?

Não conheço a moça que ilustra esta imagem. O que me prendeu a atenção foi a diferença entre a magreza do poste da bandeira e a formosura da dita moça. Deus me perdoe.

Esta é uma prima direita, que esteve cá por casa 2 semanas.

Madalena com a prima.

Lourenço em modo Andanças.

O Coreto de Almoçageme é o centro da aldeia. É normal que apareça em muitas fotos. Neste caso foi no "Cortejo das Oferendas".

Marinheiros de água doce. Espero que isto seja o início de outras aventura no mar propriamente dito.

A praia vista cá de cima. Adoro esta imagem.

O Simão a andar de cão com as asas da imaginação.

O Matias a conduzir um eléctrico chamado desejo.
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