Uma estupenda tarde de Sábado nos Sete Nomes

>> quinta-feira, março 17, 2016

No Sábado passado, passámos uma bela tarde na Quinta dos Sete Nomes, perto da Praia Grande. A nossa família tem lá uma horta biológica e fomos convidados para o aniversário de uma pessoa que também frequenta o espaço.

Entretanto, houve sessão de panificação, com o famoso António. Os pães são feitos sem trigo. Têm uma digestão muito mais fácil e são muito mais saudáveis. No caso em apreço, o que vemos são pães feitos com milho e espelta e com batata doce e espelta. Têm glúten na mesma, mas é muito menos agressivo do que o do trigo.

Depois de contemplarmos o fogo do forno do pão, fez-se uma fogueira e os putos lá andaram de roda dela.

















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O ensino doméstico, visto pelos "doutores".

>> segunda-feira, março 14, 2016

O Expresso publicou online (não sei se também em papel, porque a edição em papel desta semana, que eu por acaso comprei, não a tem) uma reportagem sobre o ensino doméstico, muito centrada na abordagem do que chamamos “unschooling”. Podem lê-la na integra aqui.
Curiosamente, muitas das fotografias que ilustram o texto incluem a minha mulher e os meus filhos, bem como vários amigos nossos. Isso deveu-se a uma coincidência que foi a de eles estarem de visita à Agnes, na Lousã, no dia em que foram feitas as fotografias naquela área.
No nosso caso, para quem possa não saber, temos uma filha de 13 anos numa escola pública, na região de Sintra, e os restantes 3 em ensino doméstico (apenas um no 4º ano, os outros dois, de 5 anos e de 8 meses, ainda fora do percurso escolar propriamente dito).
Cá em casa, o ensino doméstico surgiu na sequência de algumas experiências muito negativas em escolas públicas nos Açores, mas, depois de muita leitura e investigação, tornamo-nos adeptos da não frequência da escola até uma determinada idade. Não vou estar aqui a elencar as inúmeras vantagens de manter as crianças na família em lugar de as enviar diariamente para a escola porque não é esse o objectivo deste post. Esse debate poderá ficar para um post futuro, caso se levante a famosa “vaga de fundo”.
No artigo do Expresso, que eu pretendo analisar aqui, é dito ainda muito no início que “Os especialistas parecem estar de acordo: ir à escola é (quase) sempre o melhor.” Vá lá que sempre puseram o quase, embora entre parêntesis. Nós, que temos já uma longa experiência de ensino doméstico e que temos sobre o assunto lido e discutido bastante, temos o descaramento de dizer que os especialistas sabem pouco (ou nada) sobre o assunto. Viram, também usei os parêntesis.
O Mário Cordeiro ainda diz que “os resultados até podem ser bons”. Até podem ser. Já o Eduardo Sá, que demonstra aqui uma estupenda capacidade de opinar sobre o que não conhece senão dos manuais académicos, opina que “tenho a noção da preciosidade que significa ter aulas e professores”.
Pelo menos valoriza “a necessidade de repensar a escola como hoje se conhece.” Já é alguma coisa.
Não será certamente por acaso que o número de crianças em ensino doméstico parece estar com um crescimento constante e – dir-se-ia – explosivo.  Essa tendência poderá começar a revelar-se assustadora para quem defende o modelo de educação escolar vigente, que é para muitos totalmente arcaico e desajustado.
Segundo o artigo, “Proteger as crianças sim. Protegê-las demais, nunca, afirma Eduardo Sá. O psicólogo teme que o crescimento da tendência do ensino doméstico possa criar uma geração com alguma imunodeficiência adquirida.” Para mim, este é o momento em que entro em total desacordo com o famoso psicólogo. Como é que se pode dizer que ter as crianças a viver no seio da comunidade, convivendo diariamente com toda a gente, de todos os tipos e idades é estar protegido e estar todo o dia enfiado num recinto vedado em que não se convive com mais ninguém além dos funcionários, professores e pares é estar mais imunoestimulado, se me permitem a expressão? Imunodeficiência, na minha leitura, é manter presas as crianças dentro de um recinto vedado, não lhes permitindo a saída nem com a autorização dos pais durante o horário lectivo. Sei do que falo porque, como referi, temos uma filha numa escola pública da qual não está autorizada a sair excepto no final do seu horário, mesmo que nós desejemos outra coisa.
Ambos os “especialistas” referem que os estabelecimentos de ensino são um meio plural e de socialização. A mim, dá-me vontade de rir. Os estabelecimentos de ensino (pelo menos os que conheço) são apenas lugares onde a convivência converge exclusivamente para os pares, com tudo o que isso acarreta de distorção na formação das crianças. Já para não falar do afastamento em relação aos adultos de referência (em princípio, os pais), deixando-os perdidos e inseguros.
Finalmente, o argumento de sempre, neste caso proferido por Mário Cordeiro: “tem de pensar que vive num sistema que, errado ou certo, é onde a criança vai viver.” Ora, como o sistema social que temos violenta em muitos aspectos aquilo que consideramos que deveria ser o óptimo, vamos todos submeter as crianças àquilo com que não concordamos, para que não fiquem com “problemas de integração”. Se, por hipótese, houvesse o estranho hábito de enfiar pontapés na boca das pessoas a partir de certa idade, começávamos logo de pequeninos a partir-lhes os dentes à biqueirada para não terem problemas de integração. Não será mais útil e interessante discutir e combater aquilo que achamos que não está correcto?
Tal como em muitos aspectos me parece que os profissionais da medicina, hoje, se baseiam exclusivamente nos manuais, passando ao lado de muitas coisas que podiam ser positivas para a saúde das pessoas, apenas porque a “ciência” não as estudou e documentou, encontro nos supostos especialistas em educação exactamente o mesmo defeito: se não está no manual, não é válido. Com a agravante de muitas das vantagens do ensino doméstico e – pior – das desvantagens do ensino escolar estarem actualmente muito bem documentadas em inúmeras obras de autores reconhecidos e credíveis.
Se os nossos “especialistas” as continuam a ignorar, para além dos testemunhos de quem pratica formas de ensino “alternativas”, isso só pode dever-se a uma de duas coisas: ou ignorância ou preconceito.

PS: perdoar-me-ão que acrescente à minha reacção ao artigo do Expresso um texto de um conhecido cronista da concorrência: O miúdo do momento. Parece-vos a descrição de uma criança "imunodeficiente" em termos de "socialização"? Será este o retrato isento de uma criança insegura e com sérios problemas de relacionamento com os demais? Ou será que os "especialistas" estão a precisar de sair do gabinete, para variar?

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Lunchtime Photography IX

>> quinta-feira, março 10, 2016





Duas fotos feitas, mais uma vez, com a fantástica D40, com uma antiga lente que nesta máquina é de focagem manual e agora editadas no Lightroom. A luz estava magnífica.

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Santa Maria - Columbus Marathon Trail

>> segunda-feira, fevereiro 29, 2016

No fim-de-semana passado fui à ilha de Santa Maria (uma estreia total), nos Açores, para correr uma maratona de Trail. Tinha sido convidado por um amigo Terceirense pouco mais de um mês antes, pelo que não arrisquei ir correr a prova raínha deste evento, que tinha 77kms de trilhos.
No dia seguinte à corrida propriamente dita, fomos registar e conhecer toda a ilha (parte dela tínhamos visto no dia anterior, mas apenas com o telemóvel por perto). Aqui vos deixo algumas fotos e o link para a galeria completa.
Santa Maria é uma ilha da qual se fala pouco, mas que merece bem uma visita atenta. Tivesse eu dinheiro para isso e ia lá passar um mês de férias no Verão. Os putos haviam de se consolar (como diria um Terceirense).


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Ainda muito perto da Vila do Porto, à procura da Calçada do Gigante.

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A luz de Inverno dos Açores, única no mundo.

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Praia Formosa, onde decorre a Maré de Agosto, um festival muito animado de música do mundo.

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Já muito perto da Calçada do Gigante.

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A Calçada do Gigante propriamente dita.

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Uma foto que me agradou particularmente registar.

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A linha de água da Calçada do Gigante termina no mar de forma relativamente abrupta.

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Quem fotografe nos Açores e não traga vacas para casa, andou de olhos fechados.

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Farol de Gonçalo Velho, na Ponta do Castelo.

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Baía da Maia, vista do Farol de Gonçalo Velho.

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Este farol faz-me lembrar Machu Pichu, não sei porquê. É dos mais belos locais que alguma vez visitei. Absolutamente encantador.

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A fábrica da "baleação", junto ao farol de Gonçalo Velho. Ainda um dia hei-de ir lá abaixo com os putos. Este local é de tirar a respiração.

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Na Baía da Maia. A foto não é a preto e branco, é mesmo a cores.

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A paisagem improvável e surpreendente do Barreiro da Faneca.

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Barreiro da Faneca. Uma paisagem Australiana no meio do verde Açoriano.

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Pedreira do Poço, entre Santa Bárbara e o Pico Alto. Um spot fora do mundo.

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A mesma pedreira.

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Stop. (em Santa Bárbara)

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Café em Santa Bárbara.

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Pico Alto, o ponto mais alto da ilha de Santa Maria.

Álbum completo aqui.

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Matias - 6 meses e uns dias.

>> terça-feira, fevereiro 09, 2016


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Lunchtime Photography VIII

>> quarta-feira, janeiro 27, 2016



Lisboa é uma beleza.

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Lunchtime photography VII

>> sábado, janeiro 23, 2016




Há dias fui conhecer o restaurante vegetariano Tau. Gostei tanto que já lá voltei outra vez. No regresso ao trabalho parei no Cais do Sodré para bater umas chapas.

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Visita ao Oceanário de LX.

>> sexta-feira, janeiro 22, 2016

Fotografar no Oceanário é bastante complicado, mas lá fiz um par de fotos de jeito em 20 ou 30 que tirei.










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Matias. Update.

>> sexta-feira, janeiro 08, 2016

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Lisboa. Feira Popular de Alcântara. Inverno.





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Flores na casa de banho

>> sábado, janeiro 02, 2016

Segundo dia do ano.
O Simão pediu para ir fazer cocó, desculpem começar assim, mas ele nunca vai à casa de banho sozinho e a história decorre daí. Entretanto, sentado na borda da banheira, eu lia o Afonso Cruz.

“...queremos o conforto da banalidade, daquilo que conhecemos, sentarmo-nos num restaurante e pedir sempre o mesmo bitoque, olhar para a corrupção quotidiana como quem olha uma montra de pronto-a-vestir, fazer sempre as mesmas maldades, dobrar as camisolas da mesma maneira, votar nos mesmos criminosos, saber que as meias estão na gaveta certa, ignorar a miséria e ter a certeza absoluta de que os chapéus não serão jamais pousados em cima da cama.”

“...viver não tem nada a ver com isso que as pessoas fazem todos os dias, viver é precisamente o oposto, aquilo que não fazemos todos os dias.”

Entretanto, o Simão acabou a sua função metabólica. Fui-lhe lavando o traseiro enquanto comentava que também gostaria de evacuar assim: sentava-me na retrete e o resto alguém faria por mim, acabando sempre com a peidola lavadinha.
O Simão disse: “Não, porque tu és pai”, e eu: “Sou pai, mas também sou filho”. Pausa breve. “És filho, mas é de um pai que é avô, tu já sabes”.
É assim a ordem das coisas, se somos filhos de um pai que já é avô, já sabemos o que temos que saber, já ninguém cuida de nós.
Adoro a filosofia dos putos, mesmo na casa de banho.
Sobretudo com as palavras do “Flores” a ecoarem-me nas ideias, talvez perfumando aquele lugar àquela hora da manhã.

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Alcobaça - Natal 2015

>> domingo, dezembro 27, 2015





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