Passeio à Peninha
>> quarta-feira, dezembro 31, 2014
Há dias fui testar um passeio que hei-de guiar no dia 11 de Janeiro, desde o Penedo à Peninha e volta.
Aqui ficam algumas fotos que tirei durante esse teste.





Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Há dias fui testar um passeio que hei-de guiar no dia 11 de Janeiro, desde o Penedo à Peninha e volta.
Aqui ficam algumas fotos que tirei durante esse teste.





Umas curtas férias de fim-de-ano, permitiram-nos entregar as crianças (todas!) aos avós, dando-nos uns preciosos dias a dois, que é coisa que nos sabe a mel (literalmente) nas raríssimas ocasiões em que acontece.
Tentamos sempre aproveitar para fazer os nossos jantares românticos e para umas incursões (anuais) ao cinema.
Ontem foi um desses dias: comprámos os bilhetes para o Interstellar (que filme fabuloso, o melhor do ano, a dois dias deste terminar) e fomos depois ao nosso culto de Cascais - o Manolo dos frangos, onde já vamos desde namorados, há quase 2 décadas -, meio frango para cada um, empurrado por uma imperial, uma salada mista à la Manolo, eis um pequeno e ainda acessível prazer que qualquer um pode gozar.
Regressados ao ambiente plástico dos cinemas Nos do Cascais Shopping, entregámos os bilhetes e disseram-nos que teríamos que aguardar porque estavam a efectuar a limpeza da sala. A primeira ideia que surge é a de que alguém se sentiu mal no cinema e vomitou a cadeira ou teve um ataque agudo de caspa grossa, obrigando à intervenção da brigada do aspirador. Faltavam ainda umas horas para que percebêssemos a necessidade da tal limpeza...
Enquanto esperávamos, e depois de termos pago com alguma resistência os 13€ que custam as duas entradas no cinema actualmente, reparámos que para a generalidade das pessoas esse custo não será muito elevado, pois que o majoram com o custo dos "pacotes" de pipocas e Pepsi que TODOS adquirem, como se não fosse possível ver um filme sem tal acessório.
Já na sala, comentávamos impressionados (coisas de quem, com 3 filhos pequenos, raramente vai ao cinema propriamente dito) a quantidade de gente (a quase totalidade) que entrava com baldes de 3L de pipocas e dois gigantescos copos (baldes) de Pepsi. Pergunto-me se em casa farão a mesma coisa e deixo de me espantar com a publicidade à Nutribalance.
Entretanto, chega a hora do início do filme e, para nossa surpresa, começa um festival de publicidade que levaria quase meia-hora a terminar. Ir ao cinema nos dias que correm é um exercício de paciência.
Finalmente, bastante tempo depois da hora marcada, começa um dos melhores filmes que vi na vida e seguramente o melhor do ano: Interstelar. É um filme com muitas leituras, mas que me tocou em diversos pontos particularmente sensíveis: desde a questão do que estamos a fazer ao planeta e a previsão de como acabaremos todos inevitavelmente por deixar de ter com que nos alimentar, até à questão do amor como força única que atravessa qualquer dimensão, incluíndo o tempo e o espaço, passando pela ideia de que nós podemos, afinal, ser mesmo aqueles de quem temos estado à espera, considerando que podemos estar a tentar consertar coisas a partir de um futuro onde poderemos já estar simultaneamente. É um filme que vale a pena ver com muita atenção e que, para variar, me emocionou a um ponto que me deixou embaraçado quando subitamente se acenderam as luzes para um intervalo que me pareceu desajustado e fora do tempo. Mas ainda não acabaram com isso?
Não, não acabaram, principalmente porque a horda de animais que ocupava a restante plateia saltou como se tivessem carregado no "Eject" para irem adquirir mais pipocas e mais Pepsi. Eu comentei com a Raquel que deviam ir buscar sacos de enjoo, porque despachar um balde de 3L de pipocas em meio filme não pode ter outro resultado.
Afinal, quando a segunda parte começou, eles regressaram apenas com mais pipocas, como se tivessem estômagos tão vorazes como o buraco negro que aparece em destaque no filme.
Entretanto, ainda no início do filme, mas quando já tudo estava a rolar em velocidade de cruzeiro, tinha-nos aparecido uma família de brasileiros perguntando qual era a nossa fila e quais os nossos lugares, para concluírem que a sua fila (vinham atrasadíssimos) era a mesma, mas na ponta oposta. Felizmente optaram por ir dar a volta, chateando outros espectadores.
Resta-me dizer que, assim que o filme termina, ainda antes mesmo de surgirem as primeiras letras da ficha técnica, acendem-se as luzes e, mais uma vez, parece que alguém disparou alfinetes nos traseiros da generalidade da plateia: toda a gente se levanta de um salto e começam a despejar a sala, dando a entender que o que acabaram de presenciar não lhes disse mais do que qualquer episódio da Casa dos Segredos. Eu fiquei a questionar-me sobre o que os faz irem ao cinema.
Ficámos na sala até entrar de novo a brigada da limpeza e só nessa altura demos verdadeiramente conta da necessidade de tal equipa. Havia pipocas por todo o lado, cobrindo o chão e as cadeiras e havia também alguns copos de Pepsi derramados na alcatifa.
Saímos relativamente envergonhados, desejando uma boa noite aos pobres funcionários que teriam que repor a sala como estava antes.
Acho que percebi que, afinal, as pipocas e a Pepsi têm uma função social importante: manter pelo menos 4 postos de trabalho, a pessoa que as vende ao balcão e as 3 pessoas que têm que limpar a javardice que delas resulta.
Desculpem-me este longo desabafo, mas foi uma experiência que me tocou intensamente. Não me agrada a sensação de presunção que daí de corre, mas senti-me verdadeiramente a partilhar o cinema com uma vara de porcos. Uma vara de porcos que, além do mais, não me pareceu perceber metade (um décimo?) do que passou pelo ecrã.
Foi estranho...
Com o pretexto de ir preparar uma visita que irei guiar para um grupo no final do ano, fui percorrer a quase totalidade do Parque da Pena. Aqui ficam algumas das fotografias que fiz.





A Gruta da Serpente, um dos segredos escondidos do Parque. Não consta dos mapas oficiais e poucos a conhecem.

Outro dos segredos do Parque da Pena. Onde ficará este pequeno tesouro?










O nosso ritmo de mudança de casa continua bastante acelerado. Ao final de pouco mais de 2 anos em Fontanelas, eis que encontrámos novo poiso bem no centro da aldeia de Almoçageme. Até agora estamos a adorar. Vamos ver se ficamos por aqui mais do que os 2 ou 3 anos da média dos últimos tempos.
Para ilustrar a recente mudança, aqui ficam as últimas fotos de Fontanelas (neste caso, da formidável igreja de S. Mamede) e as primeiras da aldeia de Almoçageme (por enquanto, debaixo da inclemente invernia que nos tem baptizado a chegada).




Agora, Almoçageme:


A feira das quintas-feiras, vista da nossa janela (sob o efeito de um Outono molhado):

Há muito tempo que pretendia ir conhecer esta curiosa formação geológica, não apenas pelo fenómeno em si (que, finalmente, não tem nada de muito impressionante), mas principalmente pelo passeio a uma das mais belas zonas da nossa costa Atlântica. Toda a zona entre o Abano e o Cabo da Roca é um santuário das mais belas paisagens que a costa Portuguesa tem para oferecer. É sempre duro percorrer aqueles caminhos, mas é sobretudo por isso que aquela área está mais preservada do que muitas outras. A vista que o corajoso caminhante poderá observar é absolutamente monumental. Desta vez fomos à hora certa. Foi muito, muito, muito bom. Enchi os olhos de luz e mar. Desci até à Marmita propriamente dita com os das pontas, o do meio ficou à luta com as plantas algures a meio do caminho. Foi uma aventura e pêras. É um local a revisitar.

Todos menos eu, a páginas tantas.

Os granitos rosa daquela zona da costa. Fabulosos.

A "Marmita do Gigante". Uma formação rochosa muito curiosa, num cenário de rara beleza.

No reino das gaivotas e dos pescadores.

Novamente a "Marmita".

Ponta do Rebolo a preto e prata.

Os dois intrépidos montanheiros, que me acompanharam até ao objectivo.

Nem tenho palavras. Uau!



Ponta do Rebolo.

Vale bem a pena descer aqueles carreiros só para ser brindado com esta vista.

Vista para o lado do Guincho.

Os líquenes.

Mãe e filha.


Quem sai aos seus não é de Genebra...

Idem...

Mais uma...

Vitória, vitória, acabou-se a história.
Sopro Divino

Almoçageme - Sintra
Duas Pernas

Praia Grande - Sintra
Ontem participámos, como convidados, no encontro do MEL (habitualmente, as pessoas dizem "da MEL", mas não sei porquê), o Movimento Educação Livre. O MEL pretende associar as pessoas que, como nós, não se revêem no actual sistema educativo e foi muito, muito motivante e tranquilizador conhecer tanta, tanta gente que está no mesmo barco que nós. Nem todos têm filhos em ensino doméstico e, dentro dos que têm, há abordagens muito diferentes, mas todos sentimos (ou sabemos) que a escola "tradicional" não está a dar resposta às inquietações do século XXI.
No final de um longo dia de trabalho (e diversão), assistimos ao filme que aqui vos deixo. Para quem esteja "a Leste" do que pode ser a educação do futuro, vale a pena abrir o coração e assistir a este tremendo testemunho de como um novo paradigma pode estar aí à espreita.
É sempre muito difícil convencer as pessoas de que o que fazemos há mais de 100 anos não é a melhor coisa nos dias de hoje, mas vale a pena tentar. Se há causas que me motivam, que me mobilizam, esta é seguramente uma delas. Adorava participar num destes fantásticos projectos que estão a emergir como cogumelos por todos os cantos do mundo. Está uma revolução em curso. E eu estou mesmo convencido de que o ensino será irreconhecível dentro de umas décadas. Quem me dera conseguir participar mais nesse movimento imparável!
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