Visita aos avós
>> domingo, janeiro 11, 2015

Simão, na horta, com o avô.

Calças no estendal.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Simão, na horta, com o avô.

Calças no estendal.
Esta apresentação é fabulosa. Vale a pena o investimento de tempo.
Hoje, às primeiras horas do dia, enquanto saboreava o meu "green smoothie" matinal, comecei a ler o 1Q84, do Haruki Murakami.
A cena inicial, magistralmente escrita, tem como banda sonora esta épica sinfonia que aqui vos deixo. Convido-vos a ouvirem-na até ao fim, porque ela parece fazer sentido como um todo. A forma como Murakami ajusta a narrativa da cena à musica que a personagem ouvia no táxi onde seguia é absolutamente magnífica. A menos de 30 páginas do início do livro, estou desde já capturado para o seu universo e em pulgas para seguir adiante.
Este blog está animado :-)
Que 2015 vos (nos) corra tão épico como a música que Murakami me ofereceu nesta abertura de livro e de ano.
Nas derradeiras horas de luz do último dia do ano 2014, ainda consegui fazer 3 fotografias na zona de Adrenunes, junto à Peninha, em Sintra.
Depois vi o último pôr-do-sol do ano e fui para casa aquecer-me na lareira.
Aqui ficam os 3 registos:



Aqui, mesmo por cima do pequeno bosque de carvalhos, temos a aldeia de Almoçageme, que hoje nos alberga. Mais ao fundo, temos a Praia das Maçãs. Não é visível na foto, mas viam-se perfeitamente as Berlengas. Foi um estupendo fim de dia e fim de ano.
Diria que a coisa promete...
Na preparação de um percurso guiado para um grupo de turistas, andei pelo Parque da Pena a reconhecer o que iria fazer. Eis algumas fotografias que por lá fiz nesse entretanto:












Há dias fui testar um passeio que hei-de guiar no dia 11 de Janeiro, desde o Penedo à Peninha e volta.
Aqui ficam algumas fotos que tirei durante esse teste.





Umas curtas férias de fim-de-ano, permitiram-nos entregar as crianças (todas!) aos avós, dando-nos uns preciosos dias a dois, que é coisa que nos sabe a mel (literalmente) nas raríssimas ocasiões em que acontece.
Tentamos sempre aproveitar para fazer os nossos jantares românticos e para umas incursões (anuais) ao cinema.
Ontem foi um desses dias: comprámos os bilhetes para o Interstellar (que filme fabuloso, o melhor do ano, a dois dias deste terminar) e fomos depois ao nosso culto de Cascais - o Manolo dos frangos, onde já vamos desde namorados, há quase 2 décadas -, meio frango para cada um, empurrado por uma imperial, uma salada mista à la Manolo, eis um pequeno e ainda acessível prazer que qualquer um pode gozar.
Regressados ao ambiente plástico dos cinemas Nos do Cascais Shopping, entregámos os bilhetes e disseram-nos que teríamos que aguardar porque estavam a efectuar a limpeza da sala. A primeira ideia que surge é a de que alguém se sentiu mal no cinema e vomitou a cadeira ou teve um ataque agudo de caspa grossa, obrigando à intervenção da brigada do aspirador. Faltavam ainda umas horas para que percebêssemos a necessidade da tal limpeza...
Enquanto esperávamos, e depois de termos pago com alguma resistência os 13€ que custam as duas entradas no cinema actualmente, reparámos que para a generalidade das pessoas esse custo não será muito elevado, pois que o majoram com o custo dos "pacotes" de pipocas e Pepsi que TODOS adquirem, como se não fosse possível ver um filme sem tal acessório.
Já na sala, comentávamos impressionados (coisas de quem, com 3 filhos pequenos, raramente vai ao cinema propriamente dito) a quantidade de gente (a quase totalidade) que entrava com baldes de 3L de pipocas e dois gigantescos copos (baldes) de Pepsi. Pergunto-me se em casa farão a mesma coisa e deixo de me espantar com a publicidade à Nutribalance.
Entretanto, chega a hora do início do filme e, para nossa surpresa, começa um festival de publicidade que levaria quase meia-hora a terminar. Ir ao cinema nos dias que correm é um exercício de paciência.
Finalmente, bastante tempo depois da hora marcada, começa um dos melhores filmes que vi na vida e seguramente o melhor do ano: Interstelar. É um filme com muitas leituras, mas que me tocou em diversos pontos particularmente sensíveis: desde a questão do que estamos a fazer ao planeta e a previsão de como acabaremos todos inevitavelmente por deixar de ter com que nos alimentar, até à questão do amor como força única que atravessa qualquer dimensão, incluíndo o tempo e o espaço, passando pela ideia de que nós podemos, afinal, ser mesmo aqueles de quem temos estado à espera, considerando que podemos estar a tentar consertar coisas a partir de um futuro onde poderemos já estar simultaneamente. É um filme que vale a pena ver com muita atenção e que, para variar, me emocionou a um ponto que me deixou embaraçado quando subitamente se acenderam as luzes para um intervalo que me pareceu desajustado e fora do tempo. Mas ainda não acabaram com isso?
Não, não acabaram, principalmente porque a horda de animais que ocupava a restante plateia saltou como se tivessem carregado no "Eject" para irem adquirir mais pipocas e mais Pepsi. Eu comentei com a Raquel que deviam ir buscar sacos de enjoo, porque despachar um balde de 3L de pipocas em meio filme não pode ter outro resultado.
Afinal, quando a segunda parte começou, eles regressaram apenas com mais pipocas, como se tivessem estômagos tão vorazes como o buraco negro que aparece em destaque no filme.
Entretanto, ainda no início do filme, mas quando já tudo estava a rolar em velocidade de cruzeiro, tinha-nos aparecido uma família de brasileiros perguntando qual era a nossa fila e quais os nossos lugares, para concluírem que a sua fila (vinham atrasadíssimos) era a mesma, mas na ponta oposta. Felizmente optaram por ir dar a volta, chateando outros espectadores.
Resta-me dizer que, assim que o filme termina, ainda antes mesmo de surgirem as primeiras letras da ficha técnica, acendem-se as luzes e, mais uma vez, parece que alguém disparou alfinetes nos traseiros da generalidade da plateia: toda a gente se levanta de um salto e começam a despejar a sala, dando a entender que o que acabaram de presenciar não lhes disse mais do que qualquer episódio da Casa dos Segredos. Eu fiquei a questionar-me sobre o que os faz irem ao cinema.
Ficámos na sala até entrar de novo a brigada da limpeza e só nessa altura demos verdadeiramente conta da necessidade de tal equipa. Havia pipocas por todo o lado, cobrindo o chão e as cadeiras e havia também alguns copos de Pepsi derramados na alcatifa.
Saímos relativamente envergonhados, desejando uma boa noite aos pobres funcionários que teriam que repor a sala como estava antes.
Acho que percebi que, afinal, as pipocas e a Pepsi têm uma função social importante: manter pelo menos 4 postos de trabalho, a pessoa que as vende ao balcão e as 3 pessoas que têm que limpar a javardice que delas resulta.
Desculpem-me este longo desabafo, mas foi uma experiência que me tocou intensamente. Não me agrada a sensação de presunção que daí de corre, mas senti-me verdadeiramente a partilhar o cinema com uma vara de porcos. Uma vara de porcos que, além do mais, não me pareceu perceber metade (um décimo?) do que passou pelo ecrã.
Foi estranho...
Com o pretexto de ir preparar uma visita que irei guiar para um grupo no final do ano, fui percorrer a quase totalidade do Parque da Pena. Aqui ficam algumas das fotografias que fiz.





A Gruta da Serpente, um dos segredos escondidos do Parque. Não consta dos mapas oficiais e poucos a conhecem.

Outro dos segredos do Parque da Pena. Onde ficará este pequeno tesouro?










O nosso ritmo de mudança de casa continua bastante acelerado. Ao final de pouco mais de 2 anos em Fontanelas, eis que encontrámos novo poiso bem no centro da aldeia de Almoçageme. Até agora estamos a adorar. Vamos ver se ficamos por aqui mais do que os 2 ou 3 anos da média dos últimos tempos.
Para ilustrar a recente mudança, aqui ficam as últimas fotos de Fontanelas (neste caso, da formidável igreja de S. Mamede) e as primeiras da aldeia de Almoçageme (por enquanto, debaixo da inclemente invernia que nos tem baptizado a chegada).




Agora, Almoçageme:


A feira das quintas-feiras, vista da nossa janela (sob o efeito de um Outono molhado):

Há muito tempo que pretendia ir conhecer esta curiosa formação geológica, não apenas pelo fenómeno em si (que, finalmente, não tem nada de muito impressionante), mas principalmente pelo passeio a uma das mais belas zonas da nossa costa Atlântica. Toda a zona entre o Abano e o Cabo da Roca é um santuário das mais belas paisagens que a costa Portuguesa tem para oferecer. É sempre duro percorrer aqueles caminhos, mas é sobretudo por isso que aquela área está mais preservada do que muitas outras. A vista que o corajoso caminhante poderá observar é absolutamente monumental. Desta vez fomos à hora certa. Foi muito, muito, muito bom. Enchi os olhos de luz e mar. Desci até à Marmita propriamente dita com os das pontas, o do meio ficou à luta com as plantas algures a meio do caminho. Foi uma aventura e pêras. É um local a revisitar.

Todos menos eu, a páginas tantas.

Os granitos rosa daquela zona da costa. Fabulosos.

A "Marmita do Gigante". Uma formação rochosa muito curiosa, num cenário de rara beleza.

No reino das gaivotas e dos pescadores.

Novamente a "Marmita".

Ponta do Rebolo a preto e prata.

Os dois intrépidos montanheiros, que me acompanharam até ao objectivo.

Nem tenho palavras. Uau!



Ponta do Rebolo.

Vale bem a pena descer aqueles carreiros só para ser brindado com esta vista.

Vista para o lado do Guincho.

Os líquenes.

Mãe e filha.


Quem sai aos seus não é de Genebra...

Idem...

Mais uma...

Vitória, vitória, acabou-se a história.
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