Procurando livrar-me do Bill

>> domingo, agosto 03, 2014

Um dos objectivos que persigo há já uns anos é o de me livrar da Microsoft. Num contexto em que cada dia há mais software Open Source disponível, e cada vez com mais qualidade, tenho tentado insistentemente substituir o Windows e o Office por qualquer coisa que não tenha que pagar (ou usar pirata, que vem a dar no mesmo). Tenho em casa uma máquina (esta em que escrevo este post) que já uso para muitas coisas, que tem o Ubuntu 14.04 instalado. Tem sido este o meu laboratório de testes na tentativa de chegar a um ponto em que me sinta confortável a prescindir do Windows da outra, a "principal".
Quanto ao Windows propriamente dito, já não me faz falta nenhuma, excepto para poder utilizar softwares que ainda não consegui substituir e que só correm em Windows ou MAC. É disso um incontornável exemplo o Lightroom da Adobe que é de longe o melhor software de edição de fotografia e que não tem ainda um concorrente à altura ou sequer próximo. Há outros softwares que utilizo também no Windows, mas que já consegui instalar "sobre" o Wine (uma camada que mascara o Ubuntu de base, permitindo instalar softwares simples como se fosse sobre o Windows). Neste caso, um bom exemplo é o Sketchup 8, que uso de vez em quando e que já consegui pôr a funcionar no Linux. Há mais dois programas que uso muito e que terei muita dificuldade em substituir: Outlook 2010 e Excel 2010. O Outlook, embora excelente e com funcionalidades que nenhum outro tem, poderei viver sem ele (estou já a usar em "produção" o Thunderbird, com plugin de sincronização com o calendário da Google, que é uma malha), já o Excel, apesar de ter substituto nos Offices Open Source (por exemplo no Libre Office), tem inúmeras funcionalidade que não serão fáceis de igualar.
Então, qual é a solução? Bom, quanto ao Excel, provavelmente terei que manter sempre uma máquina virtual com Windows 7 e com essa ferramenta lá instalada, para os casos raros em que tenho mesmo que o usar. Quanto ao Lightroom, existem ainda duas hipóteses em cima da mesa: ou instalá-lo igualmente numa máquina virtual (já tenho o VMWare instalado e a funcionar no Linux, bem como a Virtual Box da Oracle, ambos bastante bons, ainda não decidi qual usarei no futuro) ou encontrar um software que corra em Linux e que consiga, melhor ou pior, fazer o que faz o Lightroom.
É nesse problema particular que tenho investido tempo nos últimos dias. Tenho neste momento instalados no meu Ubuntu:
1 - Darktable;
2 - Corel After Shot Pro (este em versão demo, uma vez que a definitiva será a pagar);
3 - Lightzone;

É evidente que não conseguirei tirar de qualquer um destes 3 programas, com 3 penadas, uma foto com a qualidade que produzo no Lightroom porque, à partida, precisarei de percorrer a "learning curve", mas esperava conseguir algo razoável com pouco esforço e isso tem-se revelado uma quimera.
Para já, deixo aqui um exemplo de uma foto produzida directamente pelo brinquedo que tenho andado a utilizar (uma fantástica Nikon D40, com lentes do tempo da Maria Cachucha, que me tem dado um gozo do caraças), na versão jpg. E deixo também uma versão que produzi no Lightzone (até agora aquele em que obtive melhores resultados).



A de cima é o jpg directo da máquina, a de baixo é produzida no Lightzone (embora nesta última versão tenha feito um ligeiro crop e endireitado a foto). O que vos parece?
Hei-de voltar ao assunto, eventualmente com as 5 versões possíveis para uma dada foto: o jpg da máquina (no caso da D40, difícil de melhorar no PC), seguido dos resultados no Darktable, Aftershot Pro, Lightzone e Lightroom (na versão 5.5 a correr numa VM).

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LX Factory in Black and White

>> sábado, julho 26, 2014

Estive recentemente na LX Factory por razões que não vêm ao caso. É um espaço cuja informalidade me encanta. Percebe-se bem como os regulamentos legais, nos locais onde são respeitados, espartilham a criatividade e impedem a (des)organização orgânica dos espaços. Até as pessoas que por lá andam parecem ajustadas ao informal do espaço.
Dei por lá uma volta, de máquina em riste, e saiu isto. Poderia ter feito muitas mais e melhores fotos. Todo o cenário da LX Factory é fotogénico e inspirador.
Tomara que houvesse mais ilhas destas por essa cidade fora.



















ZM.2014

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Madalena



Há umas semanas atrás, nas Salinas de Rio Maior.

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A nova era (e a consequente ameaça ao estado)

>> terça-feira, junho 24, 2014

Há dias discutimos cá em casa a notícia sobre a resistência que os taxistas estão a levantar à aplicação Uber. Para quem não saiba do que se trata, podem ler uma boa descrição aqui.
Este é apenas mais um episódio numa lógica que tem vindo a crescer e que é a de os cidadãos se organizarem e partilharem serviços que anteriormente apenas eram disponibilizados por profissionais. Isso acontece em inúmeras áreas, como as boleias partilhadas, o arrendamento de casas para férias, os passeios turísticos guiados, etc.
Andemos um pouco para trás. Antes do nosso actual funcionamento ligados em nuvem todos nós já tínhamos beneficiado de uma casa de férias de alguém amigo, a quem pagámos essencialmente as despesas, ou de uma boleia organizada, normalmente com amigos ou conhecidos que se dirigiam ao mesmo local ou evento do que nós, na qual também partilhávamos despesas de deslocação. Os taxistas nunca se manifestaram contra isso. O "problema" é que agora passámos a fazê-lo com desconhecidos, entrando na esfera de concorrência do serviço profissional por eles prestado.
Pergunto-me em primeiro lugar se haverá forma legal de impedir que cidadãos anónimos se organizem, através de redes sociais ou sites dedicados, para partilharem despesas, porque é disso que se trata. Por exemplo, no site Bla Bla Car (no qual eu próprio estou já registado), o preço de uma viagem de Lisboa para o Porto de automóvel, pela autoestrada, é de 15 a 20€ por pessoa. Se fizermos as contas, um carro que leve 3 passageiros (além do condutor e proprietário do carro), não dá lucro a quem fornece o serviço, por isso isto não é propriamente um negócio, é de facto um sistema organizado de partilha de despesas. Suponho que não seja possível o estado meter aqui prego nem estopa.
No caso do Uber, estaremos mais próximo de uma concorrência real ao serviço de taxis, mas ainda assim ninguém ficará rico a disponibilizar boleias dentro das cidades através desta aplicação. O reverso da medalha é que, de facto, o estado poderá vir a perder receita fiscal caso o mercado dos táxis venha a encolher como consequência do aparecimento deste serviço online. E eu acredito que vem por aí muito mais do que o Uber, o Bla Bla Car, os inúmeros sites de arrendamento de casa, e por aí fora.
Nem de propósito, tropecei hoje nesta apresentação de Clay Shirky, que nos fala de como as comunidades cooperativas estão a ganhar força e eficácia, podendo vir a influenciar até a forma como fazemos leis e governamos um país.



Dir-se-ia que os cidadãos se estão a organizar, substituindo funções que estavam anteriormente atribuídas a grupos profissionais ou a departamentos do estado de uma forma menos centrada no lucro ou mais democrática. Isto faz emergir problemas que são novos e que ameaçam de alguma forma a sustentabilidade do próprio estado. Suponho que, pelo menos num curto prazo, ninguém esteja à espera que as grandes infraestruturas estatais possam ser substituídas por cidadãos organizados sobre plataformas de comunicação electrónica. No entanto, a tendência parece ser a de o estado perder realmente receita por via dessa organização informal, embora também possa vir a perder despesa se de facto houver funções hoje estatais que passem a ser disponibilizadas por cidadãos. Acredito que a balança se equilibrará naturalmente, mas temos pela frente um período de ameaça ao status quo.
O que é que eu faria se fosse taxista? Se calhar começava já por aderir ao Uber. Mas reconheço-lhes o direito a recearem o futuro do seu negócio.

Eu acho, sinceramente, que o futuro vai ser francamente divertido.

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Duas soltas

>> sexta-feira, junho 06, 2014

Tenho andado com a cabeça (e com o coração) num alvoroço. Não é que ande necessariamente agitado, mas estou num período de profunda indefinição, onde (quase) tudo parece estar em convolução. Por essa razão não tenho produzido conteúdos aqui na tasca. Aqui ficam agora duas imagens muito simples que fiz nas últimas semanas.


Este é um barco construído por mim, com canas encontradas na praia, para navegar no Rio das Maçãs, já mesmo na foz. Foi uma brincadeira com o Lourenço, mas que me fez lembrar as primeiras embarcações deste tipo que construí, em Gerri de la Sal, nos idos de 1975, ainda os animais falavam.


Este é o tecto de um dos templos menos conhecidos de Sintra: capela de S. Lázaro, em S. Pedro. Vale a pena passar por lá a conhecer o local.

Por agora ficamos assim. A ver se volto a trazer mais animação aqui à barraca. Bom fim-de-semana.

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Mais uma curta visita a um pedaço do paraíso

>> sábado, maio 10, 2014

Estou cada dia mais convencido de que um dos melhores lugares do mundo para se viver é justamente Portugal. Sinto-me absolutamente privilegiado por ter cá nascido. Na sequência de outros posts (designadamente este) sobre a fabulosa aldeia de Salavessa, junto ao Tejo (do lado Sul, encostada a Espanha), aqui ficam mais 3 imagens que fiz um dia desses naquele pequeno pedaço do paraíso. Se eu pudesse viver em mais do que um sítio, viveria uma parte do tempo aqui, seguramente (o resto do tempo viveria em Sintra, onde vivo habitualmente, claro).





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Três de Sintra

>> sexta-feira, abril 18, 2014

Uma breve passagem pela Vila Velha, na Sexta-feira Santa rendeu-me esta tripla colheita.







Desejo a todos umas óptimas férias da Páscoa.
ZM

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Para ir à Lua pelos ouvidos!

>> quarta-feira, abril 02, 2014

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Lourenço em modo despenteado

>> segunda-feira, março 24, 2014

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Love

>> quinta-feira, março 06, 2014



Obrigado, meu amor.
Beijo.
ZM

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Six Pianos

>> segunda-feira, fevereiro 24, 2014



Continuo apanhado pela música de Steve Reich. Embalo nisto e parece que entro noutra dimensão. Adorava ver tocar isto ao vivo.

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Ainda as praxes, desculpem...

>> quinta-feira, janeiro 30, 2014

Ouvindo o deputado Duarte Marques, do PSD, a defender as praxes, designando não-praxe tudo aquilo que nos ofende, faço-lhe directamente uma pergunta: quando, em Coimbra, um caloiro é proibido de andar na rua depois da meia-noite, isso é praxe ou não? É simpático ou não?
Com que legitimidade é que aceitamos rituais de "integração", dos tais eventualmente "engraçados", que são heranças do mais tenebroso fascismo?
Para mim, o simples código das praxes, dando direitos em escada à medida que se sobe na hierarquia, dando poder aos de "cima" sobre os de "baixo", proibindo inúmeras coisas aos caloiros é inaceitável, não devia jamais ter o aval das direcções das Universidades. Já nem falo de tudo o mais, que é o que vemos de facto nas ruas e vimos no documentário Praxis.


Dou toda a razão ao Daniel Oliveira (mais uma vez): as universidades devem proibir todo e qualquer ritual humilhante dentro das suas instalações. Fora delas, tenho a certeza que os caloiros saberão defender-se. Isso é o que defendo há muito. Pelo menos dentro da escola as pessoas devem sentir-se protegidas, para se poderem dedicar àquilo que os fez para lá irem.

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De novo as praxes

>> segunda-feira, janeiro 27, 2014



Eu gostava que os Henriques Monteiros dessa vida me dissessem onde é que estão a diversão e o carnaval nas cenas que se mostram neste documentário. Como é possível que alguém defenda a continuidade desta barbaridade? Conseguem ver, como eu vejo, alunos adultos a chorar por efeito dos maus tratos e do autoritarismo gratuito? Isso não vos incomoda?

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Nils Frahm + Anne Müller

>> terça-feira, janeiro 14, 2014

Descobri mais uma estrela.



Via Vidro Azul, evidentemente.

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A revolução começa a dar frutos.

>> quarta-feira, janeiro 08, 2014

Esta tinha que vir para o blog.



É evidente que ser homeschooler americano tem vantagens, sobretudo por causa de conteúdos (como este) que são maioritariamente em inglês, mas parece evidente que o resultado do ensino doméstico pode ser muito interessante. A revolução está em curso.
Quererá alguma vez a escola pública apanhar este comboio?
Mais informação aqui.
Obrigado, Marisa.

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