Viver no Campo IV
>> sábado, março 23, 2013

Adoro os pés do Lourenço, não sei bem porquê. Acho-os fotogénicos.

Visita ao horto de Alfaquiques.

Idem

Mais uma.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Adoro os pés do Lourenço, não sei bem porquê. Acho-os fotogénicos.

Visita ao horto de Alfaquiques.

Idem

Mais uma.
História de Cão
(Uma sugestão do Nicolau Santos, no Expresso desta semana.)
Eu tinha um velho tormento
Eu tinha um sorriso triste
Eu tinha um pressentimento
Tu tinhas os olhos puros
Os teus olhos rasos de água
Como dois mundos futuros
Entre parada e parada
Havia um cão de permeio
No meio ficava a estrada
Depois tudo se abarcou
Fomos iguais um momento
Esse momento parou
Ainda existe a extensa praia
E a grande casa amarela
Aonde a rua desmaia
Estão ainda a noite e o ar
Da mesma maneira aquela
Com que te viam passar
E os carreiros sem fundo
Azul e branca janela
Onde pusemos o mundo
O cão atesta esta história
Sentado no meio da estrada
Mas de nós não há memória
Dos lados não ficou nada
Mário Cesariny
É a isto que me refiro quando digo que a solução para os problemas do mundo não passará pelos partidos políticos.
A economia dos cidadãos está finalmente a surgir, apoiada em ferramentas de colaboração e redes sociais.
Eu quero acreditar que este poder do colectivo será o driver mais importante da próxima transição.
Queres fazer parte?
Via Despertutor. (Obrigado).
Dedicado ao meu amigo José Soutelinho, cujas palavras encontro em parte nesta cantiga. "Would you step back from the line of fire?"
What would you do
if it all came back to you?
Each crest of each wave
bright as lightning.
What would you say
if you had to leave today?
leave everything behind
even though for once, you're shining.
Standing on higher ground
when you hear the sounds
you realize it's just the wind.
And you notice it matters
who and what you let under your skin.
Put to the test
would you step back from the line of fire?
Hold everything back
all emotions set aside it.
Convince yourself
someone else
and fight from the world
your lack of confidence.
What you choose to believe in
takes you much too far
takes you much too far.
No one else around you
no one to understand you
Find More lyrics at www.sweetslyrics.com
no one to hear your calls.
Look through all your dark corners
you're backed up against the wall
step back from the line of fire.
What would you do
if it all came back to you?
each crest of each wave
bright as the lightning
do the same as you do
do the same as you do
do the same as you,
do the same as you.
I do the same as you,
Do the same as you
do the same as you do
What you choose to believe in
takes you much too far
No one else around you
no one to understand you
no one to hear your calls.
Look through all your dark corners
you're backed up against the wall
Step back from the line of fire x 8
Step back
Step back
Step back
Eis como um texto sobre a fotografia pode revelar-se uma excelente lição para a vida.
Vamos por partes.
Encontro entre estas duas imagens uma semelhança que me agrada e que suspeito que possa não ser fruto do acaso:
![]()

A primeira é uma das imagens que ilustram este artigo de Arno Rafael Minkkinen, a segunda é de uma fotógrafa de que já aqui falei inúmeras vezes e que é provavelmente a fotógrafa em cujo autocarro mais me apetece seguir, aproveitando a metáfora de Minkkinen. Curiosamente, a de Minkkinen foi feita em Rhode Island. Isto anda tudo ligado.
Agora, alguns destaques desse fantástico artigo:
"What to do? It’s simple: Stay on the bus. Stay on the f**king bus.
Why? Because if you do, in time you will begin to see a difference. The buses that move out of Helsinki stay on the same line but only for a while, maybe a kilometer or two. Then they begin to separate, each number heading off to its own unique destination. Bus 33 suddenly goes north, bus 19 southwest. For a time maybe 21 and 71 dovetail each other for a spell, but soon they split off as well. Irving Penn is headed elsewhere.
It’s the separation that makes all the difference, and once you start to see that difference in your work from the work you so admire (that’s why you chose that platform after all), it’s time to look for your breakthrough."
"We do not have to be number one in this world. We only have to be number one to ourselves. There is a special peace that comes with such humility. When you reach this peak in life, you’ve reached the highest mountain peak of them all."
"It’s a lesson we are learning back in the classrooms of America I think. I hope. When I see bumper stickers that read: “My child is on the honor roll,” I see all the sons and daughters that didn’t make the list. Tracey Moffatt has a poignant series of works dedicated to athletes who’ve come in fourth place: no gold, no silver, not even bronze. Being numero uno? Stardom is no dream to chase. We just need to be good. And make good work."
Ultimamente ando de novo com uma pulsão na ponta dos dedos que me pede para regressar à rocha. Passou muito tempo, estou de volta a um nível muito básico e isso desmotiva totalmente o regresso, mas há uma energia que cresce e à qual darei espaço um dia desses.
Este vídeo do Adam Ondra, que acaba de empurrar a fasquia da dificuldade mais um degrau para cima, é muito excitante, para além de belíssimo do ponto de vista do ambiente e da paisagem. Vale a pena ver.
Saúdo o facto de o autor ter chamado "Change" a esta via tão à frente.
Mudança é hoje uma palavra de ordem. Assusta, mas entusiasma.
Aproveito para referir que em Portugal, pelas mãos do escalador Leo, foi também rebentada a escala recentemente. Foi encadeada no Algarve a primeira proposta nacional para 9a.
Será que a escalada vai regressar aos temas deste blog? Não perca as cenas dos próximos episódios.
Este chegou-me pelas mãos do meu amigo José.
Para uma família como a nossa, que decidiu empreender uma nova forma de ensinar, esta apresentação soa a música.
Sabemos bem que muito do que aqui se diz é bem verdade.
A lógica do prazer em lugar do medo ou da tensão ("examinations are seen as threats!") é uma das coisas que temos tentado implementar e que funciona melhor no home schooling do que na escola tradicional.
E tudo isto é tão o oposto do que preconiza o nosso actual ministro Crato. O que anda aquela gente a fazer? Porque continuam a acreditar num modelo obsoleto?
Habitualmente gosto de Sol, mas neste caso, como a garota do final da apresentação, anseio por esta nuvem.
Adoro José González. Junip é uma das suas bandas. Tenho pena que ele tenha tão pouca coisa disponível.
É um som que me faz evadir sem sair do lugar.
Bom fim-de-semana.
A fabulosa "Struggle for Pleasure", da banda sonora do Belly of an Architect, de Peter Greenaway.
Ando mesmo em ressonância com o Wim nestes dias, tenham paciência.
Para quem não conhece esta cantiga, há uma surpresa lá pelo meio.
Acho isto fabuloso.
Evasão.
Ontem li online este texto do Henrique Monteiro e divulguei-o no Facebook com o seguinte comentário:
"Não subscrevo o último parágrafo, mas no geral concordo com este texto. Acho que estamos a viver um tempo de muito populismo e de cada vez mais inveja. O que acho que não está aqui dito é que quanto mais desiguais são as sociedades, mais inflamados ficam esss populismos. Não basta criticá-los, é também necessário combater as suas causas."
O meu amigo Rui, respondeu com este outro comentário:
"O artigo insere-se numa linha de argumentação que parte de um pressuposto errado: aquele que defende que o sistema pode vir a ser atacado por populismos. Ora, o populismo está alapado ao sistema há 36 anos. Francisco Assis lamenta que sectores do PS adoptem um discurso "protofascista do ataque às elite" (que sectores? que discursos?) e considera este elemento caracterizador de uma tendência populista. Não o vejo porém a tirar a mesma conclusão a propósito do discurso constante de ataque aos pobres ("os malandros do RSI"), aos trabalhadores em greve ("os malandros que não querem trabalhar!") e ao comum dos mortais ("esses malandros que andaram a viver acima das suas possibilidades"). Discordo em absoluto quer do cronista, quer do "cronado"."
Mais tarde, ouvi duas notícias que me fizeram pensar melhor no assunto:
Uma, a propósito do pedido obrigatório de facturas, onde se mostrava que os deputados da Nação, quando vão ao bar do Parlamento também não pedem facturas (na generalidade). Ora, um deles dizia que não se justificava pedir a factura do café que acabara de beber porque tinha custado 35 cêntimos.
A outra notícia referia-se à greve da CP que abalou ontem o tráfego ferroviário. Um ferroviário, justamente, reclamava por terem reduzido ou removido os benefícios de transporte gratuito aos ferroviários e família, mantendo contudo esse benefício para as forças da ordem (compreensivel, quanto a mim) e para os deputados (!).
Estas duas notícias juntas fizeram-me pensar na tal questão das elites, de falava Henrique Monteiro no Expresso.
Dir-se-ia que há de facto um sentimento perigoso de afastamento e desrespeito pelas elites que compõem os órgãos do poder, eu acho isso perigoso quando desagua em desagrado pela democracia em si, quando se diz que "são todos iguais" ou "eu não voto para eleger essa corja", etc. Mas a verdade, aqui demonstrada pelas duas pequenas notícias que refiro, é que essas mesmas elites não se fazem respeitar. Alcandoraram-se nas torres do poder e sentem-se verdadeiramente acima dos restantes cidadãos. Por que raio de carga de água é que um deputado bebe café a 35 cêntimos na Assembleia? Estará porventura esse bar aberto ao público em geral? Podemos nós também ir lá beber café a 35 cêntimos? Quem é que paga a diferença para no mínimo os 50 cêntimos que se cobram no mais remoto dos cafés de província? Porque é que um deputado, que tem à partida um vencimento acima da média (coisa que eu não contesto), há-de em cima disso ter privilégios como café abaixo do preço de custo e comboios à borla? Como querem que as pessoas os respeitem se as tratam com tamanha sobranceria?
Afinal não concordo com o Henrique Monteiro. Ponto.
Estou doido com a música desta moça:
Mais aqui e aqui.
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