Na sequência do post anterior...
>> sexta-feira, fevereiro 22, 2013
Para quem não conhece esta cantiga, há uma surpresa lá pelo meio.
Acho isto fabuloso.
Evasão.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Para quem não conhece esta cantiga, há uma surpresa lá pelo meio.
Acho isto fabuloso.
Evasão.
Ontem li online este texto do Henrique Monteiro e divulguei-o no Facebook com o seguinte comentário:
"Não subscrevo o último parágrafo, mas no geral concordo com este texto. Acho que estamos a viver um tempo de muito populismo e de cada vez mais inveja. O que acho que não está aqui dito é que quanto mais desiguais são as sociedades, mais inflamados ficam esss populismos. Não basta criticá-los, é também necessário combater as suas causas."
O meu amigo Rui, respondeu com este outro comentário:
"O artigo insere-se numa linha de argumentação que parte de um pressuposto errado: aquele que defende que o sistema pode vir a ser atacado por populismos. Ora, o populismo está alapado ao sistema há 36 anos. Francisco Assis lamenta que sectores do PS adoptem um discurso "protofascista do ataque às elite" (que sectores? que discursos?) e considera este elemento caracterizador de uma tendência populista. Não o vejo porém a tirar a mesma conclusão a propósito do discurso constante de ataque aos pobres ("os malandros do RSI"), aos trabalhadores em greve ("os malandros que não querem trabalhar!") e ao comum dos mortais ("esses malandros que andaram a viver acima das suas possibilidades"). Discordo em absoluto quer do cronista, quer do "cronado"."
Mais tarde, ouvi duas notícias que me fizeram pensar melhor no assunto:
Uma, a propósito do pedido obrigatório de facturas, onde se mostrava que os deputados da Nação, quando vão ao bar do Parlamento também não pedem facturas (na generalidade). Ora, um deles dizia que não se justificava pedir a factura do café que acabara de beber porque tinha custado 35 cêntimos.
A outra notícia referia-se à greve da CP que abalou ontem o tráfego ferroviário. Um ferroviário, justamente, reclamava por terem reduzido ou removido os benefícios de transporte gratuito aos ferroviários e família, mantendo contudo esse benefício para as forças da ordem (compreensivel, quanto a mim) e para os deputados (!).
Estas duas notícias juntas fizeram-me pensar na tal questão das elites, de falava Henrique Monteiro no Expresso.
Dir-se-ia que há de facto um sentimento perigoso de afastamento e desrespeito pelas elites que compõem os órgãos do poder, eu acho isso perigoso quando desagua em desagrado pela democracia em si, quando se diz que "são todos iguais" ou "eu não voto para eleger essa corja", etc. Mas a verdade, aqui demonstrada pelas duas pequenas notícias que refiro, é que essas mesmas elites não se fazem respeitar. Alcandoraram-se nas torres do poder e sentem-se verdadeiramente acima dos restantes cidadãos. Por que raio de carga de água é que um deputado bebe café a 35 cêntimos na Assembleia? Estará porventura esse bar aberto ao público em geral? Podemos nós também ir lá beber café a 35 cêntimos? Quem é que paga a diferença para no mínimo os 50 cêntimos que se cobram no mais remoto dos cafés de província? Porque é que um deputado, que tem à partida um vencimento acima da média (coisa que eu não contesto), há-de em cima disso ter privilégios como café abaixo do preço de custo e comboios à borla? Como querem que as pessoas os respeitem se as tratam com tamanha sobranceria?
Afinal não concordo com o Henrique Monteiro. Ponto.
Estou doido com a música desta moça:
Mais aqui e aqui.

Castelo dos Mouros visto de um dos seus actuais acessos.

Os percursos de Sintra.

Muralha restaurada recentemente.

Secret trail.

Secret trail.

Secret trail.

Tapada do Couto, já muito perto do Monte Sereno.
Adoro, entre inúmeras outras coisas, as texturas destas imagens. Das mãos, no início, à rocha, ao longo de todo o filme. Tocante.
Soube há pouco que o antigo muro das piscinas de Ouressa foi colocado no Parque das Merendas de Sintra. Não me parece que seja local para granjear muita afluência, mas em todo o caso, um dia destes, fomos lá dar uma saltada. Com o aproximar da Primavera, é bem provável que aumentemos a frequência das nossas visitas familiares a esta estrutura. A Madalena revelou-se uma potencial escaladora.



Este "guerreiro" foi tricotado pela mãe Raquel para o Lourenço. Da primeira vez que saiu de casa, não regressou. Ficou-se algures pelo muro de escalada do Parque das Merendas. Se ouvirem falar dele, a família agradece notícias.
É ou não é uma beleza?






Esta cena não foi encenada. Foi fotografada com uma 70-200 @ 102mm (em DX). Bem distante do objectivo. A criatividade do Lourenço não é muito diferente da de todos nós com a mesma idade. Adoro esta sequência.
Depois do Natal tive uma prenda diferente do habitual. Não é que eu esteja acostumado a receber meias ou pijamas, mas esta prenda foi realmente original. Uma sobrinha minha, que colabora no restaurante Claro!, convidou-me para o almoço.
Almoçar no Claro! é toda uma experiência sensorial. Desde a vista ao festival de pratos e de vinhos, passando pela luz especial da Barra do Tejo, tudo parece ter sido seleccionado para nos dar prazer.
Não sou crítico gastronómico, por isso não me preocupei em recolher detalhes informativos sobre o que me foi passando pelo palato, mas posso garantir que foi seguramente a mais requintada refeição que tive o gosto de saborear em todos os anos que já vivi. Várias entradas, vários pratos, várias sobremesas, tudo foi sendo acompanhado pelo vinho perfeito para o sabor de cada garfada, como se quem colheu as uvas soubesse já qual era o destino do vinho.
Um detalhe curioso: o pão que vai estando presente ao longo de toda a refeição é feito no próprio restaurante e não deixa nada a desejar aos pães gourmet que agora se vendem por todo o lado. A manteiga está também sempre presente, nuns pequenos recipientes que contêm manteiga e flor de sal. Suponho pelo delicioso sabor que a manteiga seja Açoriana.
Felizmente lembrei-me de fazer algumas fotos, caso contrário arriscaria pensar que tudo não tinha passado de um sonho breve.
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