Viver no Campo (III)

>> sexta-feira, setembro 28, 2012

Há dias, saí de casa para ir beber um café ao centro da aldeia, e para-me à frente um daqueles "papa reformas", com um velhote lá dentro que me chuta:
- Quer polvo?
Eu hesitei, mas sabendo que a minha mulher se perde por polvo, bati à janela e perguntei-lhe se ela queria polvo. Comprámos mais de 1 kg de polvo por 7€, acabado de apanhar em Cascais, segundo o vendedor de ocasião.
Os bichos foram arranjados, cozidos e assados, como manda a lei, resultando nesta magnífica travessa que comemos com gosto. Podia ter ficado mais tenro, mas de sabor estava uma delícia.
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Aqui temos a mãe e o caganito mai'novo a caminho do parque infantil (os outros dois iam à frente do fotógrafo, excitadamente).

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Pelo caminho.

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Por alguma razão que me ultrapassa, o parque infantil de Fontanelas está fechado a cadeado. Como somos um bocado desobedientes, temos ultrapassado esse obstáculo e utilizado o espaço. Espero que não me venham prender por isso.

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Simão no "'correga".

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Simão no baloiço, com propulsão da mana.

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Ao final do dia, uma foto que ilustra a força do Sol, tanto na intensidade do vermelho como na silhueta de um painel solar térmico.

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Hans Joachim Roedelius

>> quinta-feira, setembro 27, 2012


Este é um músico cujo trabalho conheço e aprecio há muitos anos, mas que continua a encantar-me, sobretudo quando preciso de trabalhar concentrado e desligar-me do mundo por uns tempos. Esta é uma das minhas cantigas favoritas.
Se seguirem este link, têm uma extensa playlist para descobrir.

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Três soltas - Fontanelas city

>> terça-feira, setembro 25, 2012

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Retrato da minha mulher.

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Inspirada em André Kertész.

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O doce sorriso da minha mais nova cunhada.

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Sintra, está claro!

Um dia desses fomos a Sintra com o objectivo de espreitar a exposição que está patente no Café Saudade, em Sintra, na descida da estação para a antiga Câmara Municipal.
Aproveitámos para dar por lá uma volta maior, deixando-nos encantar pelo ambiente que nos é tão familiar e que tanto ansiámos por voltar a apreciar ao vivo. Aqui ficam umas fotos do passeio.

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Simão no "currega", junto ao Palácio de Valenças.

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No mesmo parque infantil.

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Claro que não faltámos a uma queijadinha da Sapa. A quem não conhece estas queijadas e julga que gosta de queijadas de Sintra, recomendo a visita. São verdadeiramente excepcionais. As "verdadeiras".

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Um detalhe do tal Café Saudade.

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Na exposição. Um espaço muito interessante, muito cénico.

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Idem.

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Na zona do café propriamente dito.

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O ambiente romântico deste café é inspirador. Sintra no seu melhor.

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Mais uma do ensino doméstico e afins.

>> segunda-feira, setembro 24, 2012

Aqui a barraca anda meio parada. Acontece que eu tenho muita ralação e pouca disponibilidade para vir aqui actualizar os meus caríssimos seguidores.
Tenham paciência, que a coisa, não tarda já, volta ao normal.
Por agora, tomem lá mais esta reportagem sobre ensinos alternativos:

Nós estamos a tentar percorrer este caminho. Faltam ainda alguns "pilares" importantes, mas por agora, tanto quanto a experiência permite já avaliar, a coisa está a correr bem.
A transição está aí. Embarcamos?

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C.E.X.O.

>> quarta-feira, setembro 12, 2012

Os rebentos cá de casa aprenderam na escola Açoriana a designarem sexo por c.e.x.o. (cê, é, xis, ó). Vá lá saber-se porquê.
Um dia destes, à hora do jantar, já não sei bem a que propósito, a Madalena perguntou de chofre:
- Vocês fazem c.e.x.o. todos os dias?
Suponho que eu tenha pensado: "era bom,era", mas respondi (respondemos?) com uma questão:
- O que é c.e.x.o.?
Ao que ela respondeu:
- É aquilo dos abraços e dos beijinhos.
- Ah, se é isso, fazemos quase todos os dias, sim.
Então veio a análise mais masculina do Lourenço:
- Não, c.e.x.o. é isso dos abraços e beijinhos, mas sem camisolas!
Gargalhada geral... E ficámos por aí.

Andam saídos da casca.

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Viver no Campo (II)

>> segunda-feira, setembro 10, 2012

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Simão, de pirata, terrorista como sempre.

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Aqui, com o seu sorriso mais genuíno.

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A fada Madalena regando o princípio da nova horta.

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Um Brownie de chocolate com café, em versão vegan. Não tem manteiga nem ovos e a farinha é de espelta. Estamos a pensar começar a vender disto. É uma delícia e é super-saudável.

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A rosa e a borboleta aprisionada.

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Couve nabiça, couve galega, couve penca, espinafres e alfaces. Está tudo a caminho da terra não tarda já.

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Casa bioclimática á venda em Sintra

>> sábado, setembro 08, 2012

Aqui fica mais uma galeria de fotos de arquitectura, desta vez a nossa própria casa, que temos neste momento à venda.
Alguns perguntarão, o que é uma casa bioclimática. Em tempos falei do assunto neste blog, mas também já fiz uma apresentação sobre o tema.
O facto é que são casas com um conforto térmico fora do normal, muito secas por dentro, cheias de luz natural, onde sabe muito bem viver.
Perguntam os meus caríssimos leitores: "porque raio de carga de água estará uma coisa tão boa à venda?" Bom, pela simples razão de que a pobreza que a crise e o nosso Coelho nos impõem tornam o custo desta maravilha incomportável para a carteira deste vosso humilde escriba.
Aqui ficam, então, algumas fotos, com o link da galeria no final.
Se estiverem interessados mandem-me um e-mail: zm.sintra@gmail.com
Obrigado.

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Vista do aldeamento a partir de Sul.

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Aspecto da cozinha, equipada com placa, forno, exaustor e caldeira mural, com um enorme vão para Norte. A cozinha é espaçosa e cheia de luz. Tem uma óptima despensa.

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A sala tem cerca de 26m2, com imensa luz natural, controlável pelos estores exteriores de lâminas, que previnem calor excessivo durante o Verão. Tem também um recuperador de calor, que distribui calor para o piso superior e duas paredes Trombe, que aquecem a casa no final dos dias solarengos de Inverno.

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No rés do chão há uma casa de banho de apoio, apenas com retrete e lavatório.

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No primeiro piso há duas casas de banho. Esta é a que não está na suite, que tem poliban.

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Este é um dos quartos do primeiro piso, com um vão bastante grande e um enorme roupeiro.

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Este é o outro quarto que não é suite, no primeiro piso, com uma estupenda parede Trombe, que aquece esta divisão nos dias solarengos de Inverno.

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Este é um dos aspectos da suite do primeiro piso, que tem duas janelas e um grande roupeiro.

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Esta é a casa de banho da suite, também com duas janelas.

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Aqui temos a zona de circulação do primeiro piso, com uma grande zona de arrumação num dos topos.

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Fachada Norte e parte do jardim.

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Fachadas Sul e nascente.

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Zona colectiva do aldeamento, com campo de ténis, campo de basquetebol, relvado e parque infantil.

Podem ver a galeria completa aqui.

O preço nas imobiliárias é 220.000€, mas aceitamos propostas.

A casa tem uma implantação de 66m2, um logradouro de 340m2 e uma área total de 130m2.
Tem estacionamento.

Agradecemos antecipadamente a divulgação desta notícia.

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Viver no Campo (I)

>> sexta-feira, setembro 07, 2012

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A nossa prateleira de condimentos, que já nos acompanha há 3 casas.

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O recém adquirido carrinho de mão, indispensável a uma família de agricultores maçaricos, e um cesto de vindima repescado de uma ruína.

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À hora do Green Smoothie matinal, tivemos a visita de alguém que se nota que aprecia verdes.

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Madalena, pensativa.

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Idem

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Os dois caganitos mais crescidos (passe o paradoxo), com ar de fastio.

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Erro Crato (no DN)

>> quinta-feira, agosto 30, 2012

Quem me lê regularmente sabe que não me revejo nas opções do actual ministro da educação. Recebi da minha amiga Elsa o link para este texto de André Macedo, no DN. Estou tão de acordo que aqui fica na íntegra, com o respectivo link. Obrigado Elsa.

"O ministro da Educação quer desenvolver o ensino vocacional. Muito bem. Como seria bom que os estudantes pudessem escolher formações técnicas capazes de lhes transmitir (também) um saber profissional. Como seria excelente que estes cursos respondessem (também) às necessidades do mercado de trabalho. Como seria bom que não se desperdiçasse recursos atirando para cursos superiores pessoas que não os querem fazer. Já se pensou no tempo que poderíamos poupar? Na inteligência, energia e talento que um plano assim libertaria? Aposto que seríamos um país mais feliz e competitivo.
Mas se é assim tão evidente, porque nunca se deu este passo como deve ser? Porque será que a concretização se revela tão difícil? Porque será que as famílias e os alunos evitam esta escolha? A resposta está no projeto macabro de Nuno Crato. De acordo com o ministro, quem irá para estes cursos? Ora bem, além dos voluntários - coitadinho, tem 14 anos, mas não dá para mais... -, os que chumbarem duas vezes no ensino secundário também têm o destino traçado. É um castigo: és uma besta, vais já para jardineiro; sim, terás mais uma oportunidade para voltar ao ensino regular, mas para já ficas-te por aqui. Depois, se passares os exames do 9.º ou 12.º anos, logo veremos.
Não há dúvida: se a via profissional é apresentada como uma punição, é lógico que poucos - entre os bons e talentosos - quererão juntar-se a este gueto onde a qualidade será ridiculamente baixa. É lógico que só as famílias mais pobres ou desinformadas aceitarão este afunilamento precoce, cruel e estúpido das perspetivas. Os outros nem por um segundo pensarão em seguir este caminho (a segunda divisão!) que o próprio Governo se encarrega à partida de desvalorizar. O que isto revela de Nuno Crato é apenas um terrível cheiro a naftalina.
Na Alemanha, pátria do ensino vocacional, ninguém é chutado da "escola regular". Não se fecham portas. Não se elevam barreiras aos 14 anos em lado nenhum do mundo civilizado. Avaliam-se competências, oferecem-se alternativas. Não se apressam escolhas à reguada. A ligação às empresas é uma das maneiras de fazer isto com algum êxito: são as associações de empresários que, na Alemanha, ajustam a oferta de cursos profissionais às necessidades do mercado. Não há rigidez, há flexibilidade e oportunidade - a oportunidade de, na idade adequada, estagiar numa empresa. É por isso que 570 mil alunos alemães se inscreveram nestes cursos em 2011, contra os 520 mil que preferiram a universidade. Não foi porque lhes enfiaram orelhas de burro na adolescência.
Nuno Crato vive preocupado em exibir autoridade. Quer chumbar, punir, travar. Vê a escola como um centro de exclusão, não como espaço de desenvolvimento de competências sociais, culturais e técnicas - com regras, competição e exigência. Não tem um plano educativo desempoeirado: sofre de reumatismo ideológico. Engaveta os alunos. Encolhe o País. Reduz a riqueza. É matemático."

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2742304&seccao=Andr%E9%20Macedo

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Update das crianças

>> terça-feira, agosto 28, 2012

Agora, fotos das crianças:

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Lourenço e sua prima, brincando no quintal dos avós.

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Madalena soprando as velas do seu décimo aniversário.

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Os seis primos mais uma que só é prima de 3 deles. Confuso?

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Outra da mesma pandilha.
Os meus filhos têm, do meu lado, mais 9 primos direitos e do lado da mãe mais 3. Pena que ninguém reconheça o esforço das nossas famílias para suportar reformas no futuro :-)

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Ataíja - Alcobaça

Apesar de andar um bocado afastado destas lides, por imperativos do regresso ao continente, sempre vou tirando uma ou outra foto solta. Aqui ficam uns exemplos de imagens tiradas na Ataíja e em Alcobaça.

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As uvas da latada, quase prontas.

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Uma abelha na rosa.

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Rio Alcoa.

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Mosteiro de Alcobaça.

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Algures, no meio de Alcobaça.

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