Andamos a escorregar para esta solução...
>> segunda-feira, maio 14, 2012
É uma ideia que entrou lentamente, mas de forma avassaladora. Estamos mais perto deste passo do que parece à primeira vista. Na verdade estamos ansiosos.
Ver mais aqui.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
É uma ideia que entrou lentamente, mas de forma avassaladora. Estamos mais perto deste passo do que parece à primeira vista. Na verdade estamos ansiosos.
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Uma notícia triste, que soube pelo blog do António Araújo.
Que coisa desconcertante. Lá vai outro que cá fazia falta.
Invejo, para começar, aquela orgia de marisco, regada a Sagres de pressão, com um prego cheio de mostarda por sobremesa.
Tenho saudades de Lisboa :-)
Babem-se...
Uma reportagem muito interessante que mostra como as grandes fortunas, em Portugal, têm seguido uma lógica dinástica, desde há décadas. Arrepiante a promiscuidade com o franquismo e o nazismo, assim como a ligação (mais recentemente) aos membros do poder, sobretudo no arco governativo (como se costuma dizer).
Do lado materno (Oom Moniz Galvão), herdei sangue com mistura de alguns dos nomes que fazem parte do elenco deste filme. Curiosamente acabei pelintra e revolucionário. Alguma coisa comigo não deu certo :-)
Estou a ler o gigantesco "A Queda dos Gigantes", de Ken Follett, o primeiro de uma trilogia que estou ansioso por continuar (embora o próximo volume só esteja agendado para o final deste ano). Hoje, numa das minhas deslocações para o escritório de livro em riste, tropecei neste parágrafo, que achei particularmente adequado aos recentes acontecimentos:
Depois do banquete, os soldados foram convidados para se dirigirem às traseiras e consumirem os restos que a criadagem da casa não quisera: nacos de carne e peixe, vegetais frios, pães já trincados, maçãs e pêras. A comida foi depositada numa mesa de cavalete e misturada de qualquer maneira, fatias de presunto besuntadas de paté de peixe, fruta no molho da carne, pão salpicado com cinza de charuto. Não obstante, visto que tinham comido ainda pior nas trincheiras e o seu pequeno almoço à base de papas de aveia e bacalhau salgado já lá ia havia muito, serviram-se como famintos.
Isto passava-se no Outono de 1916, mais de dois anos decorridos do início da Primeira Grande Guerra. A minha mãe nasceria escassos 9 anos depois destes acontecimentos. Nada disto está assim tão longe. Às vezes parece que nos esquecemos de como chegámos aqui.
Uma apresentação que vale a pena seguir com atenção até ao final, onde se defende, mais uma vez, que a solução energética não passa pelo nuclear e seguramente também não incluirá os combustíveis fósseis por muito mais tempo.
Portugal é referido, a páginas tantas, como um bom exemplo de utilização de electricidade de origem renovável.
Eu continuo a acreditar que este será o caminho. Eficiência e geração renovável, a par com outras soluções de armazenamento que irão entretanto aparecer, tornarão possível viver de forma muito semelhante à que vivemos hoje, sem termos que recorrer a uma gota de petróleo ou derivados.
Só nos falta acreditar nesse futuro...
Mais informação em aqui.
Ontem corri a XXII Meia Maratona dos Bravos, uma prova que já tinha também feito no ano passado, mas que este ano me correu melhor. Esta imagem foi gentilmente cedida pelo Miguel, que andava pela zona da partida e aproveitou para registar este instantâneo. Terminei a corrida em 9º da geral e em 2º lugar do meu escalão. Levei 1:28:17h a percorrer todo o percurso, mas não posso homologar este que seria o meu record pessoal à meia maratona porque o percurso tem 3/4 de descida.
Há dias estive em Lisboa de fugida. O que lá fui fazer correu mal, mas acabei por perceber a razão porque o cosmos me encaminhou para ali. Foram três dias de contacto com o meu amigo, sócio e afilhado de casamento, e respectiva família, que se encarregaram de me provar que a minha viagem não tinha sido em vão.
Cada vez mais acredito que muitas das coisas que nos correm menos bem na vida (ou correm mesmo mal de todo) têm, nalguma perspectiva, um lado positivo. Desta vez, o que poderia ter sido uma viagem à senhora da asneira, revelou-se afinal um curto descanso que me fez regressar à Terceira muito preenchido e enriquecido de boas conversas e memórias.
Esta é uma das imagens que trouxe na máquina, as outras trouxe-as no coração.
Foi feita de encomenda para a minha mulher. Ela gosta de árvores, e eu vejo ainda neste pequeno sobreiro um coração verde no musgo e, se não se incomodarem com a ousadia, vejo também uma sugestão de púbis feminino. Tudo boas razões para recolher a imagem e oferecê-la à minha amada. Tenham paciência, que hoje deu-me para o sentimento :-)
No fim-de-semana tive a sensação de ter um anjo da guarda a olhar por mim.
Numa ocasião, saí de casa, coloquei o telemóvel e a carteira em cima do tejadilho do carro (sim, eu sei que é um erro clássico, a não cometer), para sentar o Simão na cadeira respectiva, perdi-me naquele stress da chucha e das fraldas, arranquei com o carro e siga a briga. Passadas já 3 rotundas, a Raquel, ao meu lado, recebe uma chamada de uma colega minha do escritório. Quando percebi quem era que ligara, dei uma palmada na testa e disse doohh!!! (tipo Homer Simpson), encostei o carro, à espera de encontrar um tejadilho vazio, mas... lá estava a carteira e o telemóvel direitinhos onde os tinha colocado anteriormente. A minha condução "à velho" terá de alguma forma contribuído para que as coisas não tombassem, mas foi obra de um anjo da guarda atento.
Passada uma meia-hora deste fortuito evento, estava a tomar conta do acelerado Simão, que brincava à porta da Feira da Saúde, em Angra. Ele aproximou-se da escada de acesso ao espaço onde decorria a feira e eu vi de repente o filme todo. Deu um salto no primeiro degrau e despenhou-se em direcção aos seguintes, num mergulho que teria tido consequências dramáticas, não fosse eu ter-me atirado à guarda-redes e colocado a minha mão entre o seu rosto e a esquina do degrau onde ele se preparava para deixar os dentes. A queda terminou sem mais consequências, mas fiquei a tremer das pernas.
Finalmente, no dia seguinte, Domingo, tinha no planeamento do treino para o UTSM o meu mais longo treino de todos os tempos: 50km, em cerca de 5 horas. Acordei às 6:30h da manhã e às 7:30h comecei a correr em direcção à Serreta. O dia foi aclarando e fui brindado com um dos mais belos dias de Abril a que se terá assistido na Terceira em toda a história da humanidade. A vista para S. Jorge e Pico era de uma definição que parecia que se poderia lá chegar a nado. Acabei por correr até ao miradouro do Raminho e ainda mais um pouco até à fajã da Serreta, voltando tudo para trás até Angra, com um estranho prazer a vibrar-me nos ossos, e com o olhar cheio de um cenário de mar e verde me foi ficando gravado ao longo das mais de 5 horas de "viagem".
Andei todo o fim-de-semana lado a lado com o meu anjo da guarda. Deve estar cansado.
A noite, via Profblog
(link via InConcreto)
Chegámos a uma situação em que é de mau tom afirmar aquilo que todos conhecem: há crianças muito inteligentes, outras que o são medianamente e outras ainda que são muito lentas a aprender. E há crianças que se esforçam muito, outras que se esforçam pouco. E há algumas que adoram aprender e outras que se cansam facilmente.
Justamente por isso é que o ensino não pode ser o dos exames da quarta classe, iguais para todos. Eu não gosto de falar de ensino, porque a escola deve ser mais do que isso, deve ser educação. E a educação não pretende preparar as pessoas exclusivamente para uma profissão, pretende preparar para uma vida feliz e desenvolver as apetências e potencialidades de cada um, diferentes de pessoa para pessoa.
E, por fim, há crianças que adoram a escola e outras que a detestam.
Porque a escola está direccionada para os primeiros e desajustada para os segundos. Será que a solução é rejeitar estes?
Triste mundo será o nosso quando as escolas só servirem para ensinar pessoas a desempenharem profissões, sobretudo num tempo em que as profissões estão a mudar a um ritmo tão acelerado.
O dia, via Companheiro Vasco
Revejo-me muito mais neste projecto educativo:
Como cada ser humano é único e irrepetível, a experiência de escolarização e o trajecto de
desenvolvimento de cada aluno são também únicos e irrepetíveis.
As necessidades individuais e específicas de cada educando deverão ser atendidas
singularmente, já que as características singulares de cada aluno implicam formas próprias de
apreensão da realidade. Neste sentido, todo o aluno tem necessidades educativas especiais,
manifestando--se em formas de aprendizagem sociais e cognitivas diversas.
O problema é que este modelo dá muito mais trabalho. Não bastará ensinar o que vem nos livros e fazer um exame para saber se empinaram ou não.

A nossa querida amiga (quase filha) Íris, com a Graciosa ao fundo, fotografada num miradouro especial, perto da Estalagem da Serreta.

Fajã da Serreta, com S. Jorge e o Pico no horizonte.

Luz e sombra.

Geocaching nas Doze Ribeiras, com bird watching de bónus.

Raquel, a pensar na vida. Doze Ribeiras.

Luz e sombra.

Já há muito que não conseguíamos fotografar a família toda. Aqui fica o registo.
Aqui diz-se, entre outras coisas, que mais de metade da população mundial vive hoje nas cidades, mas que a área necessária para agricultura, para alimentar toda essa gente, é 60 vezes superior à das próprias cidades.
Diz-se que a agricultura é hoje responsável por 30% do total de emissões de gases com efeito de estufa, uma percentagem superior à do sector dos transportes ou da produção de energia eléctrica.
Nos Açores, onde me encontro, 42.28% do solo estão ocupados com pastagens, 14.14% com uso agrícola, 22.23% são florestas e apenas 12.78% é vegetação natural. Se somarmos a área de pastagem com o solo agrícola, temos 56.42% do total do território. Já para não falar das emissões de gases com efeito de estufa que a mono cultura da vaca origina.
Cada um terá que fazer a sua parte, mas é garantido que, por decisão própria ou à força de consequências disruptivas, todos teremos que comer menos carne e lacticínios no futuro. Eu prefiro ir empreendendo esse caminho pela minha própria vontade. O outro aspecto importante são as hortas caseiras, que hoje muita gente cultiva (nos dois sentidos do termo). Há um planeta para salvar, e há formas simples de contribuir para isso. Estamos a fim?
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