Festa do Tinto

>> quarta-feira, março 28, 2012

Quando regressei das Canárias tive uma noite de escala em Lisboa. Um grande amigo meu, organizou um jantar convívio, em homenagem a este vosso humilde escriba, lá fora a lutar pela vida.
O jantar foi regado com a mais fantástica colecção de tintos do Alto Douro em que alguma vez tive a honra de mergulhar os beiços.
Aqui fica um registo fotográfico do conjunto e um destaque particular àquele que foi provavelmente o melhor vinho que provei até hoje.



Obrigado, amigos.

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A electricidade mais cara do mundo

>> terça-feira, março 13, 2012

A propósito de um post do meu amigo Miguel, que depois de trocarmos umas impressões sobre o assunto decidiu retirá-lo para investigar mais a fundo a questão, no qual era divulgado este filme:



...não posso deixar de expor alguns comentários de clarificação:
Para começar, aqui está o gráfico dos preços da electricidade nos 27 países da UE, hoje

Os preços são tirados daqui, e neste gráfico que tem os preços para o consumidor doméstico com consumos mais baixos, Portugal aparece com 10 países à sua frente (com electricidade mais cara). Agora vejamos esta tabela para a primeira metade do ano 2011 (altura em que o IVA ainda não era de 23%):
(Source)
Aqui, os países não aparecem ordenados, mas verificamos que Portugal, até esta altura não tinha um preço final elevado relativamente ao resto dos países, notando-se contudo que o peso das taxas além do IVA é dos mais elevados, dando alguma razão a quem diz que há um peso excessivo de custos extra no preço final da nossa electricidade.

Agora reparem no que acontece com o preço da gasolina sem chumbo e do gasóleo à data de hoje, retirados do mesmo local:
No caso da gasolina, Portugal tem 6 países à sua frente, no caso do gasóleo tem 9.
O que isto significa é que a situação do preço dos combustíveis é mais grave do que a do preço da electricidade, mas ninguém parece importar-se com isso.
Actualmente está na moda dizer mal das eólicas e das barragens, como se fossem elas o que mais nos custa nas contas de cada mês. Se compararmos o que gastamos em combustíveis e em comunicações, incluindo o MEO, a Internet e os telemóveis, veremos que a conta da electricidade é uma ninharia.

Do mesmo site retirei o custo da Feed-In Tarif para eólicas on-shore, ou seja o preço a que é paga a electricidade eólica em terra ao produtor. Nos países que tinham n/a, apaguei o valor para poder fazer o gráfico. Dentro dos que têm valor atribuído, Portugal aparece a meio da tabela, com um valor que é menos de um terço daquele apontado para a Itália e o Reino Unido.

O que isto mostra é que o discurso de Mira Amaral, Patrick Monteiro de Barros e companhia vai minando a lógica da política de energia que se iniciou no governo de António Guterres (e não nos de Sócrates, como estão sempre a querer vender-nos), onde se pretendia promover a geração renovável de electricidade, reduzindo tanto quanto possível a nossa dependência do exterior.
Eu acredito que haja margem para negociar alguns contratos excessivamente benéficos a alguns produtores, particularmente no que diz respeito às co-gerações a combustíveis fósseis, que hoje já nem utilizam a componente térmica do processo e continuam a ser subsidiadas, mas daí a vir dizer que as eólicas e as barragens são a hidra do orçamento, vai uma grande distância. Até admito que a barragem do Tua, em particular, devesse ser discutida (se ainda formos a tempo), mas para isso não é necessário montar uma data de inverdades, como a de dizer que o benefício liquido da produção das barragens é nulo. Pois se elas permitem armazenar o que foi produzido por eólicas quando essa electricidade não podia ser consumida, têm certamente um papel importante no sistema electro-produtor.

Eu tenho tarifa tri-horária e desligo a totalidade dos aparelhos de audiovisual (sobretudo a box do MEO, que é um sorvedouro de electricidade) durante grande parte do dia. Com a primeira medida poupo entre 4 e 5 euros na factura mensal e com a segunda poupo mais uns 3 a 4 euros por mês. Quantos consumidores se dão a este trabalho? Poucos. Porquê? Justamente porque a electricidade é barata. Dizer o contrário é atirarem-nos areia para os olhos.

O que sinceramente me assusta é que, por um lado, não vejo as pessoas convictamente interessadas em reduzir os seus consumos de electricidade, por outro, só conheço duas formas de se ter electricidade barata nos dias de hoje: carvão e nuclear. Será que os ecologistas que tanto se manifestam contra as barragens estão prontos para travar um eventual projecto de produção de electricidade a partir de energia nuclear? Será que queremos voltar ao carvão, com todas as consequências que isso acarreta para o aquecimento global e para as chuvas ácidas?

Alguns dos que erguem a bandeira dos sobre custos das renováveis, o que têm na agenda é a produção nuclear. É gato escondido com o rabo de fora. Por isso é que tenho tanto medo que as pessoas se deixem enganar por este discurso.


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Leituras

>> segunda-feira, março 12, 2012

Estou há já alguns meses a ler livros excelentes, um atrás do outro, avidamente.
Já não sei onde começou esta fortuita sequência, mas lembro-me do fabuloso Filho de Mil Homens, de Valter Hugo Mãe; do Kafka à Beira Mar, do Haruki Murakami; After Dark, do mesmo autor; O Segredo do Alquimista, de Scott Mariani; El Palacio de La Medianoche, do Carlos Ruiz Zafón; La Playa de los Ahogados, de Domingo Villar (uma história encantadora, à volta da Ria de Vigo, cheia de mar, de tabernas galegas, de memórias do passado); e agora, finalmente, tenho em mãos a História do Rei Transparente, de Rosa Montero.


Neste último, a páginas tantas, lê-se:
"- Correm tempos maus, Leola. Eu não conheci outros, mas dizem que antes, há muito tempo, existiu um mundo diferente, um mundo de honra e de palavra, no qual os cavaleiros se sentavam juntos à mesma mesa e honravam o seu Rei, o grande Artur. Hoje, os reis são uns cobardes e os cavaleiros uns miseráveis. Hoje impera a cobiça e as palavras valem tão pouco como ervilhas podres. (...) Os velhos são considerados animais inúteis e doentes de que é preciso desembaraçar-se. Mas eu sei que isso não é assim. Eu sei que a velhice é a verdadeira etapa épica do Homem, é a idade em que nós, os guerreiros, temos de travar a nossa batalha mais gloriosa. Não há gesta maior, não há proeza maior que saber envelhecer e morrer bem."
Este romance passa-se no século XII, mas penso que este discurso, nove séculos volvidos, continua a fazer sentido. Avançámos muito, mas ainda não chegámos lá.

Boas leituras.


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San Agustin, Gran Canaria, España

>> quarta-feira, março 07, 2012

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Aspecto da vista do hotel para o lado oposto ao mar. Não deve muito à beleza, pois não?

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Já esta é a vista para o lado da praia. Menos mau.

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Fiz várias fotos da brigada do reumático a caminhar na areia, mas esta foi a única de que gostei realmente.

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Duas soltas de Angra e "arredores"

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Não costumo virar-me muito para as flores, mas a luz que iluminava esta, no Parque Municipal do Relvão, em Angra do Heroísmo, ilha Terceira, chamou-me particularmente a atenção. Aqui fica o registo.

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Há coisa de duas semanas houve uns dias com uma visibilidade fora de série. Esta foi tomada bem longe das horas mágicas e mesmo assim resultou. Vemos no primeiro plano a ilha Terceira, onde me encontrava, depois a ilha de S. Jorge e atrás o Pico, com a sua montanha nevada.

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Finalmente, o Rei vai nú

>> domingo, março 04, 2012



The emperor has no clothes! Finalmente, alguém vem dizer, preto no branco, que este caminho não tem futuro. Temos forçosamente que mudar de rumo. As leis da física não mudam a gosto, temos que ser nós a adoptar um rumo sustentável.

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Arcadia

>> sexta-feira, março 02, 2012

Um post da Colher de Mãe, sem mais comentários.
Narsilion, uma banda muito apreciada cá por casa.

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Mais Meredith Monk

>> sábado, fevereiro 11, 2012

Que tal desafiar a Meredith Monk a fazer este show na Regaleira?

Bom fim de semana.

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You're old...

>> terça-feira, fevereiro 07, 2012


Mais uma pérola da sabedoria, do fantástico blog Things We Forget.

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A propósito de Antoni Tàpies

Há já uma boa resma de anos, quase no tempo em que os animais falavam, conheci a cidade de Cuenca, em Espanha, a uns 180km a Sudeste de Madrid, por causa da escalada. De resto, é uma cidade que vale por si só uma demorada visita, eventualmente durante a semana santa, em que fica efervescente.
Uma das coisas que me marcaram nas várias visitas que fiz a Cuenca foi o Museo de Arte Abstracto Español, uma das famosas "casas colgadas". Podem fazer aqui uma fantástica visita virtual ao museu.
De entre os artistas que tive o prazer de conhecer neste museu, ficaram-me para sempre na memória o Antonio Saura e o Antoni Tàpies. Este último deixou-nos ontem.
Numa das viagens inesquecíveis que fiz com a mulher com quem viria a casar, ainda nos tempos em que corríamos Espanha de lés a lés sempre que tínhamos oportunidade, visitámos este museu e trouxemos uma impressão de uma pintura de Antonio Saura que havia de velar pelos nossos sonhos, sobre a cabeceira da cama, durante mais de uma década.

Trata-se da pintura Cocktail Party, de 1960.

Aqui ficam então exemplos de pinturas de Antoni Tàpies, a quem me ligam tão boas memórias.




Se tiverem oportunidade, não deixem de visitar o Museu de Arte Abstrato Español, em Cuenca. Verão que vale bem a viagem.




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Taxação da pirataria

>> quarta-feira, fevereiro 01, 2012

A propósito deste post do Miguel, com o qual estou basicamente de acordo, já assinei esta petição.
Sou pouco de assinar petições, mas neste caso há diversos aspectos absurdos na proposta de projecto de lei que me impelem a fazer o possível por encravá-lo.
1 - Quando se pretende taxar equipamentos que possam armazenar conteúdos com o argumento de que inevitavelmente eles serão usados para armazenar downloads piratas, reconhece-se que não se consegue evitar a pirataria. Ora, isso seria o mesmo que colocar no preço dos automóveis uma taxa para a PSP, correspondente às sanções a que inevitavelmente os condutores serão sujeitos nos momentos em que excedam a velocidade e ninguém os apanhe. É disto que se trata. O governo, com esta medida, atira a toalha ao chão e reconhece que nada consegue fazer para evitar os downloads piratas, então pagamos uma taxa à partida para compensar eventuais perdas dos autores.
2 - A proposta de taxar os equipamentos com um determinado valor fixo por MB é das coisas mais surpreendentes que conseguiria imaginar. Toda a gente sabe que as capacidades dos dispositivos de armazenamento duplicam cada ano, mantendo ou baixando o preço, ou seja, o preço de aquisição por MB tem uma descida exponencial, mas a taxa é aplicada à unidade de armazenamento e não como percentagem do preço. Se isto for avante, são precisos muito poucos anos para que a taxa ultrapasse largamente o preço do equipamento. Isto é totalmente absurdo. A haver uma taxa (coisa de que discordo à partida), no mínimo ela devia ser uma percentagem do preço do equipamento.
3 - Finalmente, apetece reflectir sobre até que ponto os autores verdadeiramente perdem com os downloads piratas. Existe algum estudo credível que demonstre esse prejuízo? Eu diria que, neste momento, quem mais perde com os downloads piratas são os clubes de vídeo, incluindo o do Meo. Suponho que esses não venham a ser compensados pela taxa a cobrar para os autores. No meu caso, como toda a gente, já tive oportunidade de fazer downloads de filmes e, sobretudo, musica. Não é coisa que faça habitualmente, aliás tenho pouco jeito para encontrar esse tipo de conteúdos disponíveis. Não tenho TeraBytes de filmes e música em casa, por isso estou relativamente à vontade para falar do assunto. Posso dizer que ultimamente não compro um CD sem o ouvir integralmente antes. Muitas bandas estão no MySpace, onde é possivel ouvir grande parte das musicas, mas podendo prefiro ouvir o CD na integra e só depois adquiri-lo. Apenas compro uma pequena parte do que oiço, mas não compro menos do que se não apanhasse nada disponível online. Provavelmente compro mais. Certamente não sou a regra, mas eu continuo a comprar CD's, e a possibilidade de os ouvir gratuitamente faz-me comprar mais e não menos. Já quanto a filmes, claro que se encontrar um filme disponível ou me emprestarem um DVD pirata, vejo-o e pronto. Quem perde é o clube de vídeo, porque no meu caso não compro DVD's de filmes.
Parece-me evidente que, quem faz downloads sistematicamente da internet vê muito mais filmes e ouve muito mais música do que se não o fizesse, mas a questão é: e será que compra menos? Ou pelo contrário, acaba por comprar mais ainda? Não estou seguro de qual seja a resposta.
Por tudo isto, acho que o assunto está mal estudado e acho que a solução proposta não tem a menor lógica.
Se estiverem de acordo, ajudem a engrossar o caudal de assinaturas.

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Dead Can Dance

>> terça-feira, janeiro 31, 2012

Já o disse aqui mais do que uma vez, esta era a banda que eu levaria para uma ilha deserta, se só pudesse levar uma.

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Uma tarde do estranho Inverno de 2012

>> terça-feira, janeiro 24, 2012

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N2X - arquitectura

Mais um projecto do gabinete [N2X]Arquitectos, fotografado em Ponta Delgada. Isto é a amostra, as restantes fotos vêm a caminho.


Aproveitámos a oportunidade para ir visitar um restaurante, ali perto, desenhado pela mesma dupla.

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Estranho Inverno

>> segunda-feira, janeiro 23, 2012

Duas imagens (outras virão) de um atípico Domingo de finais de Janeiro, neste estranhíssimo Inverno de 2012.

Aqui, uma vista da polémica biblioteca e arquivo de Angra do Heroísmo, que vai tomando forma. Um projecto de Inês Lobo.

Esta é uma vista dos ilhéus das Cabras, tomada a partir do Relvão. Um mar pouco comum para a data.

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