Mais Meredith Monk

>> sábado, fevereiro 11, 2012

Que tal desafiar a Meredith Monk a fazer este show na Regaleira?

Bom fim de semana.

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You're old...

>> terça-feira, fevereiro 07, 2012


Mais uma pérola da sabedoria, do fantástico blog Things We Forget.

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A propósito de Antoni Tàpies

Há já uma boa resma de anos, quase no tempo em que os animais falavam, conheci a cidade de Cuenca, em Espanha, a uns 180km a Sudeste de Madrid, por causa da escalada. De resto, é uma cidade que vale por si só uma demorada visita, eventualmente durante a semana santa, em que fica efervescente.
Uma das coisas que me marcaram nas várias visitas que fiz a Cuenca foi o Museo de Arte Abstracto Español, uma das famosas "casas colgadas". Podem fazer aqui uma fantástica visita virtual ao museu.
De entre os artistas que tive o prazer de conhecer neste museu, ficaram-me para sempre na memória o Antonio Saura e o Antoni Tàpies. Este último deixou-nos ontem.
Numa das viagens inesquecíveis que fiz com a mulher com quem viria a casar, ainda nos tempos em que corríamos Espanha de lés a lés sempre que tínhamos oportunidade, visitámos este museu e trouxemos uma impressão de uma pintura de Antonio Saura que havia de velar pelos nossos sonhos, sobre a cabeceira da cama, durante mais de uma década.

Trata-se da pintura Cocktail Party, de 1960.

Aqui ficam então exemplos de pinturas de Antoni Tàpies, a quem me ligam tão boas memórias.




Se tiverem oportunidade, não deixem de visitar o Museu de Arte Abstrato Español, em Cuenca. Verão que vale bem a viagem.




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Taxação da pirataria

>> quarta-feira, fevereiro 01, 2012

A propósito deste post do Miguel, com o qual estou basicamente de acordo, já assinei esta petição.
Sou pouco de assinar petições, mas neste caso há diversos aspectos absurdos na proposta de projecto de lei que me impelem a fazer o possível por encravá-lo.
1 - Quando se pretende taxar equipamentos que possam armazenar conteúdos com o argumento de que inevitavelmente eles serão usados para armazenar downloads piratas, reconhece-se que não se consegue evitar a pirataria. Ora, isso seria o mesmo que colocar no preço dos automóveis uma taxa para a PSP, correspondente às sanções a que inevitavelmente os condutores serão sujeitos nos momentos em que excedam a velocidade e ninguém os apanhe. É disto que se trata. O governo, com esta medida, atira a toalha ao chão e reconhece que nada consegue fazer para evitar os downloads piratas, então pagamos uma taxa à partida para compensar eventuais perdas dos autores.
2 - A proposta de taxar os equipamentos com um determinado valor fixo por MB é das coisas mais surpreendentes que conseguiria imaginar. Toda a gente sabe que as capacidades dos dispositivos de armazenamento duplicam cada ano, mantendo ou baixando o preço, ou seja, o preço de aquisição por MB tem uma descida exponencial, mas a taxa é aplicada à unidade de armazenamento e não como percentagem do preço. Se isto for avante, são precisos muito poucos anos para que a taxa ultrapasse largamente o preço do equipamento. Isto é totalmente absurdo. A haver uma taxa (coisa de que discordo à partida), no mínimo ela devia ser uma percentagem do preço do equipamento.
3 - Finalmente, apetece reflectir sobre até que ponto os autores verdadeiramente perdem com os downloads piratas. Existe algum estudo credível que demonstre esse prejuízo? Eu diria que, neste momento, quem mais perde com os downloads piratas são os clubes de vídeo, incluindo o do Meo. Suponho que esses não venham a ser compensados pela taxa a cobrar para os autores. No meu caso, como toda a gente, já tive oportunidade de fazer downloads de filmes e, sobretudo, musica. Não é coisa que faça habitualmente, aliás tenho pouco jeito para encontrar esse tipo de conteúdos disponíveis. Não tenho TeraBytes de filmes e música em casa, por isso estou relativamente à vontade para falar do assunto. Posso dizer que ultimamente não compro um CD sem o ouvir integralmente antes. Muitas bandas estão no MySpace, onde é possivel ouvir grande parte das musicas, mas podendo prefiro ouvir o CD na integra e só depois adquiri-lo. Apenas compro uma pequena parte do que oiço, mas não compro menos do que se não apanhasse nada disponível online. Provavelmente compro mais. Certamente não sou a regra, mas eu continuo a comprar CD's, e a possibilidade de os ouvir gratuitamente faz-me comprar mais e não menos. Já quanto a filmes, claro que se encontrar um filme disponível ou me emprestarem um DVD pirata, vejo-o e pronto. Quem perde é o clube de vídeo, porque no meu caso não compro DVD's de filmes.
Parece-me evidente que, quem faz downloads sistematicamente da internet vê muito mais filmes e ouve muito mais música do que se não o fizesse, mas a questão é: e será que compra menos? Ou pelo contrário, acaba por comprar mais ainda? Não estou seguro de qual seja a resposta.
Por tudo isto, acho que o assunto está mal estudado e acho que a solução proposta não tem a menor lógica.
Se estiverem de acordo, ajudem a engrossar o caudal de assinaturas.

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Dead Can Dance

>> terça-feira, janeiro 31, 2012

Já o disse aqui mais do que uma vez, esta era a banda que eu levaria para uma ilha deserta, se só pudesse levar uma.

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Uma tarde do estranho Inverno de 2012

>> terça-feira, janeiro 24, 2012

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N2X - arquitectura

Mais um projecto do gabinete [N2X]Arquitectos, fotografado em Ponta Delgada. Isto é a amostra, as restantes fotos vêm a caminho.


Aproveitámos a oportunidade para ir visitar um restaurante, ali perto, desenhado pela mesma dupla.

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Estranho Inverno

>> segunda-feira, janeiro 23, 2012

Duas imagens (outras virão) de um atípico Domingo de finais de Janeiro, neste estranhíssimo Inverno de 2012.

Aqui, uma vista da polémica biblioteca e arquivo de Angra do Heroísmo, que vai tomando forma. Um projecto de Inês Lobo.

Esta é uma vista dos ilhéus das Cabras, tomada a partir do Relvão. Um mar pouco comum para a data.

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Doces

>> domingo, janeiro 22, 2012

Três doces.

Bolo de Maçã com iogurte.

Mousse de Chocolate

Madalena fotografada pela mamã.

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Post número 1000 - A "antiga" ortografia

>> quarta-feira, janeiro 18, 2012

No meu milésimo post aqui na barraca, trago o eco de um artigo de Pedro Mexia, na última edição do Expresso, que fui roubar aqui.

"Antiga Ortografia


Fulano escreve “de acordo com a antiga ortografia”, diz o aviso que acompanha estas crónicas. Eu agradeço que o “Expresso” me permita a objecção de consciência face ao chamado Acordo Ortográfico, e percebo que indique quem segue ou não as novas regras, para evitar confusões; mas suspeito que esta fórmula foi inventada por alguém que pretende colar aos dissidentes o vocábulo “antiga”, como se nós escrevêssemos em galaico-português. Como se a língua que a maioria dos portugueses ainda usa se tornasse por simples decreto “antiga”: antiquada, decrépita, morta.
Eu não sou pela “antiga ortografia” por caturrice. Estou contra o “acordo” porque me parece uma decisão meramente política e económica, sem verdadeiro fundamento cultural. Os legisladores impuseram aos falantes uma “ortografia unificada”, que, dizem, garante a “expansão da língua” e o seu “prestígio internacional”. Mas a expansão da língua passa por uma política da língua, que Portugal, por exemplo, não tem tido, ocupados que estamos em fechar leitorados no estrangeiro, em aplicar uma abominável terminologia linguística nas escolas, em publicar um lamentável Dicionário da Academia, em expulsar Camilo dos currículos enquanto o substituímos por diálogos das novelas. Quanto ao prestígio internacional, lamento informar que foi o sucesso económico, e não a “língua de Camões”, que transformou o Brasil numa potência.
Não é este “acordo” que vai trazer expansão e prestígio ao português. Contenta uns “acadêmicos espertos e parlamentares obtusos”, como escreveu um colunista brasileiro, e alguns editores, que têm bom dinheiro a ganhar com esta negociata. Mas é difícil imaginar que alguém acredite que vem aí uma “unificação da língua” só porque se legislou uma “unificação da grafia”. Um brasileiro continuará a falar uma língua muitíssimo diferente do português de Portugal, diferente em termos de léxico, de sintaxe, de fonética. Um português, com um exemplar do Acordo debaixo do braço, bem pode perorar em Iraguaçu, que alguém lhe continuará a perguntar “oi?”, pois não percebeu metade. E isso não tem problema algum, a “lusofonia” não vale pela unidade mas pela diversidade, pelo facto de haver um português europeu, africano, americano e asiático. E ninguém é dono da língua: nem os brasileiros por serem mais, nem os portugueses por andarem cá há mais tempo, muito menos uns académicos pascácios que dicionarizaram “bué” e “guterrismo”.
É significativo que o próprio “acordo” reconheça o fracasso do projecto de “unificação a língua”. Dadas as flagrantes diferenças entre o português e o brasileiro, os sábios são obrigados a admitir a existência de duplas grafias, uma cá, outra lá [África, para estes iluministas, é paisagem]. Pior ainda, introduzem uma “grafia facultativa” que estabelece como termos lícitos tanto “electrónica” como “eletrónica”, “electrônica” ou “eletrónica”. O linguista António Emiliano deu-se ao trabalho de enumerar em livro os erros, contradições, imprecisões e dislates desta lei iníqua. Leiam-no. E não digam que ninguém avisou.
A minha recusa deste “acordo” não é casuísta nem temperamental. Não se trata apenas de não gostar de ver os espectadores transformados em bandarilheiros “espetadores”; de não perceber como é que os habitantes do “Egito” não são “egícios”; de ficar estupefacto com o “cor-de-rosa” com hífen e o “cor de laranja” sem hífen; de prever os imparáveis espalhanços de um “pára” do verbo “parar” que perde o acento e talvez o assento. É isso mas é mais que isso: eu discordo veementemente do critério fundamental do “acordo”: a primazia da fonética sobre a ortografia.
É verdade que todos falamos antes de sabermos ler e escrever, mas quando aprendemos essas competências sofisticadas interiorizamos uma língua diferente da falada, que nalguns casos nem tem exacta correspondência fonética mas que se liga a uma memória histórica e cultural. Quando aprendemos a ler, fixamos a forma gráfica das palavras, uma forma que memorizamos e que nos acompanha a vida toda, de modo que nunca mais lemos letra a letra, mas reconhecemos de imediato uma grafia aprendida há muito, “antiga”, sim, muito antiga. A ortografia não é uma transcrição fonética, nem podia ser, dadas as variantes do português falado. Ou nas pronúncias regionais. Como escreveu Emiliano, não vamos criar uma “ortografia do Alto Minho” só porque a pronúncia de Caminha é diferente da pronúncia de Cascais. Ou de Curitiba.
E não me digam que são pouquíssimas as palavras alteradas: procure quantas vezes neste jornal aparece ação, ator, atual, coleção, coletivo, diretor, fato, letivo, ótimo, e repare que são algumas das mais usadas. É por isso que o cavalo de Tróia das “consoantes mudas” deve ser denunciado. Em primeiro lugar porque não são mudas coisíssima nenhuma: abrem as vogais precedentes, e numa língua danada por fechar vogais. Depois, porque não são inúteis, ajudam a distinguir termos homógrafos e indicam a etimologia de palavras afins. Fazem sentido, ao contrário do “acordo”.
Dizem os acordistas que a nova ortografia “simplifica” e “facilita a aprendizagem”. Toda a gente sabe o que significa “facilitar a aprendizagem”, e os resultados que isso deu no ensino. E se a intenção é “simplificar”, que tal escrevermos todos em linguagem de telemóvel? Por mim, continuarei antigo.


[ Pedro Mexia ]"

De hoje em diante, aparecerá ali ao lado uma nota que remete para este texto, uma vez que, no meu entender, resume em larga medida tudo o que me irrita na trapalhada do acordo que não tenciono respeitar.
ZM

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Kafka à Beira Mar

>> terça-feira, janeiro 17, 2012

"-Maricas,lésbicas, heterossexuais, feministas, porcos fascistas, comunistas, seguidores de Hare Krishna - esses não me preocupam. Cada um com a sua bandeira, é-me indiferente. Mas o que não suporto são pessoas ocas. A simples presença delas torna-se insuportável (...)
Mentes limitadas, desprovidas de imaginação, intolerância, teorias desfasadas da realidade, terminologia barata, ideias dogmáticas, sistemas rígidos, essas é que são as coisas que realmente me assustam. É isso que eu mais temo e mais detesto nesta vida. Claro que a questão de saber o que está certo e o que está errado é muito importante. Todos nós cometemos erros de julgamento que podem eventualmente ser corrigidos. Desde que tenhamos a coragem para reconhecer que errámos, as coisas podem compor-se. Agora, espíritos tacanhos e intolerantes, sem imaginação, sobrevivem e vingam. São uma causa perdida, e eu não quero vê-los aqui por perto."

Kafka à Beira Mar - Haruki Murakami (2002)

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Havia um homem que corria pelo orvalho dentro

>> domingo, janeiro 15, 2012



Havia um homem que corria pelo orvalho dentro.
O orvalho da muita manhã.
Corria de noite, como no meio da alegria,
pelo orvalho parado da noite.
Luzia no orvalho. Levava uma flecha
pelo orvalho dentro, como se estivesse a ser caçado
loucamente
por um caçador de que nada se sabia.
E era pelo orvalho dentro.
Brilhava.


Não havia animal que no seu pêlo brilhasse
assim na morte,
batendo nas ervas extasiadas por uma morte
tão bela.
Porque as ervas têm pálpebras abertas
sobre estas imagens tremendamente puras.


Pelo orvalho dentro.
De dia. De noite.
A sua cara batia nas candeias.
Batia nas coisas gerais da manhã.
Havia um homem que ia admiravelmente perseguido.
Tomava alegria no pensamento
do orvalho. Corria.


Ouvi dizer que os mortos respiram com luzes transformadas.
Que têm os olhos cegos como sangue.
Este corria, assombrado.
Os mortos devem ser puros.
Ouvi dizer que respiram.
Correm pelo orvalho dentro, e depois
estendem-se. Ajudam os vivos.
São doces equivalências, luzes, ideias puras.
Vejo que a morte é como romper uma palavra e passar


— a morte é passar, como rompendo uma palavra,
através da porta,
para uma nova palavra. E vejo
o mesmo ritmo geral. Como morte e ressurreição
através das portas de outros corpos.
Como uma qualidade ardente de uma coisa para
outra coisa, como os dedos passam fogo
à criação inteira, e o pensamento
pára e escurece


— como no meio do orvalho o amor é total.
Havia um homem que ficou deitado
com uma flecha na fantasia.
A sua água era antiga. Estava
tão morto que vivia unicamente.
Dentro dele batiam as portas, e ele corria
pelas portas dentro, de dia, de noite.
Passava para todos os corpos.
Como em alegria, batia nos olhos das ervas
que fixam estas coisas puras.
Renascia.


Herberto Helder, in "A faca não corta o fogo" assírio & alvim, 2008

Vídeo de Cinepovero2009, poema daqui.

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Surf e Schubert

>> sexta-feira, janeiro 13, 2012



"Praticas surf?
- Nunca experimentei - faço-lhe saber.
- Se alguma vez tiveres oportunidade, pede ao meu irmão que te ensine. Ele é muito bom - afirma Oshima. - Caso o venhas a conhecer, vais ver que é muito diferente de mim. É alto, queimado do sol, calado, não muito sociável. É adepto da cerveja. E não saberia distinguir Schubert de Wagner. Mas damo-nos lindamente."

Haruki Murakami - Kafka à beira-mar.

(acho que estou apaixonado por este livro)

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Educação, mais uma vez...

O tema da educação escolar continua a interessar-me. Embora não conheça ainda os detalhes das alterações propostas por Nuno Crato, concordo na generalidade com o que diz Daniel Oliveira neste post.
Aliás, encontro na sua visão da educação muitos pontos de contacto com o que partilhei neste outro post, há tempos.
O mínimo que se pode dizer deste governo é que têm alguma coerência na questão da emigração. Se um diz mata, o outro diz esfola. Se o Secretário da Juventude aconselha os jovens a partir e o Primeiro manda os professores para África, o da Educação empurra as famílias para qualquer outro país onde a educação seja levada a sério.
Está na altura de intensificar o envio de postais.

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Livros

>> quinta-feira, janeiro 12, 2012

Principalmente por curiosidade, mais do que à procura de encontrar um grande livro, acabei há pouco de ler o Último Segredo, do José Rodrigues dos Santos.

Tal como previa, é um livro muito fraquinho, com uma história ligeira, muitas vezes previsível, com personagens coladas com cuspo, onde apenas destaco o trabalho de investigação sobre o qual se monta o romance. A ler na praia, quando não houver mesmo mais nada para fazer.

Acabado aquele, peguei no Kafka à Beira-Mar, do Haruki Murakami, o primeiro livro que leio deste autor. Estou talvez a 20% da leitura, mas já me sinto preenchido.

No final, se for caso disso, voltarei a falar deste livro tão inebriante.

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