Born to run

>> quinta-feira, fevereiro 03, 2011



Uma teoria curiosa sobre o facto de o Homem ser o melhor animal da terra a correr longas distâncias, razão pela qual sobrevivemos como sociedade durante 2 milhões de anos.
É o que eu sempre disse: correr é um prazer. Agora já sei porquê, está-me nos genes há 2 milhões de anos.
A única coisa com que eu não concordo é com a secção contra os ténis. Adoro os meus Asics, não me apetece nada correr sem eles.

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Chifres, cornos e afins

>> quarta-feira, fevereiro 02, 2011


A propósito deste monumento ao toiro bravo, relativamente ao qual me abstenho de tecer qualquer consideração, vem hoje publicado no União um texto que ilustra bem o que algumas pessoas pensam que é o papel das mulheres (e também dos homens) na sociedade Açoriana. Claramente, não sou deste filme...

Os toiros da Carreirinha, por Caetano Tomaz:
"Calma! Não os vou criticar. Muito pelo contrário. Embora eles tenham umas dimensões de que algumas pessoas discordam, penso que têm imenso valor e significado.

Quanto ao valor, concordo com os que dizem que este monumento se tornará um centro de interesse público e de turismo. Imagino que, de futuro, quem vier à Terceira, não deixará de ir ver os “toiros da Carreirinha”. Na verdade, eles são imponentes e significativos.

Há quem diga que são desproporcionais. Mas não concordo. Em questões de monumentos, as dimensões são algo muito relativo. Em grande medida elas dependem da importância da realidade significada. E deve reconhecer-se que a tauromaquia é uma realidade muito importante na população e na vida terceirenses. Isto não quer dizer que todos a vivam sistematicamente. Mas, no seu funcionar, deve reconhecer-se que ela tem uma intensa centralidade.

Mais, o monumento revela grande entusiasmo e capacidades por parte daqueles que fizeram com que ele existisse. É justo realçar o Dr. Arlindo Teles. Nota-se que é um líder de proporções únicas.

Como valor podemos admirar a grandiosidade e a imponência dos toiros, bem como a sua magnífica impressão de movimento. Na realidade, a meu ver, qualquer daqueles “bichos” traduz admiravelmente a cinestesia (movimento) da sua função no conjunto e… na vida daqueles animais…Penso que o artista, e os artistas, foram mesmo felizes.

Bem, importa não menosprezar os “aficionados” que estiveram e estão por detrás da atmosfera que ficará a marcar o psiquismo e a arte duma Terceira, e a sua paixão pela “festa brava”.

Já não sei o que dizer acerca das futuras gerações “amorfas” que vêm aí, mesmo atrás de nós. São “outra” gente que tende a ser “contra” as gerações adultas de agora. E não capta os seus valores.

Sob o ponto de vista psicológico, o significado daqueles toiros pode ser apreciado em sentidos muito profundos. É que há mulheres (não sei se algum homem também) que têm medo deles, em especial do touro que está levantado. E, já agora, dos seus testículos. Enquanto que há outras que vibram perante a força desses animais…

Tolice?... Não, não é….Trata-se de realidades psicológicas muito significativas.
Desde a altíssima antiguidade, o toiro era símbolo perfeito da masculinidade: a sua “virilidade” a sua força, o seu impulso, o seu “machismo”…A partir daí, os cornos tornaram-se símbolo da força masculina. Até eram usados por certos chefes, como símbolo de força e poder.

A partir daí é interessante notar o significado “tremendo” da expressão, “meter os cornos ao homem”. Por que será? Porque ele não os tem. Isto quer dizer que é fraco. Sim, fraco sob o ponto de vista psicológico. As mulheres não apreciam esses homens. E desiludem-se deles. Pois são normalmente essas que lhos põem…E o caso é hoje muito mais frequente porque elas promoveram-se, enquanto eles são uns “coitadinhos” que não vencem os desafios normais da escola, do trabalho e da vida. São crianças grandes… que brincam…

Quem não percebe estes dinamismos diz: ah, coitadinho, ele era tão bonzinho, e “aquela”…meteu-lhos… Pois é mesmo isso. Elas não os metem a um que seja verdadeiramente homem no seu trabalho, na sua energia, na sua segurança. E até na sua independência equilibrada.


Mais, aqui na Terceira, há muitas mulheres novas que sonham com toiros. Nos outros sítios não é assim. Essas mulheres têm dois tipos de sonhos. Umas correm diante do toiro, fogem, mas ele não lhes mete medo. Às vezes até ri para elas. Estes são sonhos de mulheres que, na infância, tiveram uma figura masculina válida. Normalmente um pai. Já agora pense-se no que significa na Terceira,“o toiro das mulheres…”

Outras têm muito medo dele, que nunca as atinge; elas fogem por cima de paredes, sebes, casas, sempre com medo. São as que, na infância, não tiveram o tal homem.

Seria interessante pesquisar acerca dos sonhos de mulheres relativamente aos toiros da Carreirinha. Pode até dar-se o caso de eles não acontecerem. Mas penso que acabarão por acontecer.

Sei que haverá quem julgue que isto são imaginações minhas. Porém, reparem a sério, e talvez consigam ver realidades que estão aí, diante dos nossos olhos, mas nunca notámos…

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Fotos fresquinhas

>> segunda-feira, janeiro 24, 2011

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Esta série é toda da "Hora do Conto", de que já falei anteriormente.

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Esta foi feita no claustro do Museu de Angra, aquando do recente encontro de fotógrafos amadores, a propósito da apresentação do trabalho sobre o monumento ao toiro, na Carreirinha.

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Alguns dos ditos fotógrafos e não só.

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Raid fotográfico da AFAA - Angra

>> segunda-feira, janeiro 17, 2011

Ontem decorreu em Angra do Heroísmo um Raid fotográfico, organizado pela Associação de Fotógrafos Amadores dos Açores, no qual participei.
Aqui ficam algumas das fotos que fiz.

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A moça fez-me a foto. Agradeço-lhe por isso.

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A luz de Inverno de Angra é maravilhosa, sobretudo quando temos bom tempo, que vai sendo raro ultimamente. O S. Pedro é sócio da AFAA, de certeza absoluta.

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Isto é um anúncio para depois das eleições de domingo que vem. Para o alívio da azia.

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Aqui, estamos mesmo por cima da Prainha. Ao fundo pode-se ver a futura biblioteca de Angra, um projecto polémico da Inês Lobo, em construção.

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Uma das vantagens de andar em grupo é ficarmos mais descarados. Deu para explorar este tipo de fotografia, que me interessa tanto e que me sinto tão pouco à vontade a fazer.

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Idem.

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Mais uma com gente dentro.

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Este apareceu lá pelo meio e virou modelo fotográfico. É o meu filho Simão, mas foi apanhado no meio do Raid, por isso vale.

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Esta é em honra da Ana Ventura, que tem um fascínio por fotografar os pés.

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A Praça Velha, com o seu habitual vazio domingueiro.

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O lago do Jardim Duque da Terceira.

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O Relvão e os ilhéus das Cabras.

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Na minha modesta opinião, a melhor foto da série. Pelo menos é a que mais gosto e a que me deu mais prazer conseguir.

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Acabámos nas Cruzinhas, um dos picos do Monte Brasil.

Foi um evento muito divertido, com um vasto conjunto de fotógrafos amadores, sem peneiras nem vaidades, onde acima de tudo se conversou bastante, sobre fotografia e não só. Um ambiente muito agradável. Um evento a repetir.

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Várias

>> domingo, janeiro 16, 2011

Ontem fomos ouvir Hang Drum, um belíssimo tambor de aço, tocado dentro do Algar do Carvão. Um momento mágico. Talvez com gente a mais, mas ainda assim, memorável.
Estas são as duas fotos possíveis, no meio de tanta gente e sem espaço para melhor do que isto:

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Aqui temos o músico, fotografado com flash "slow". Podia estar melhor.

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O ambiente do concerto. Este lugar é verdadeiramente impressionante.

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Esta é do Simão e não tem nada a ver com o evento das fotos anteriores.

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Visita ao Paço

>> sexta-feira, janeiro 07, 2011

A propósito da busca de um tesouro cujas pistas se encontra numa visita ao Paço da Vila de Sintra, fomos até lá no penúltimo dia do ano.

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Esta foi antes de entrarmos, para registar a equipa de buscas para a posteridade.

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Esta é da capela do Espírito Santo, um espaço intrigante dentro daquele labirinto de arquitecturas e épocas distintas.

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Uns dias em Alcobaça

>> quarta-feira, janeiro 05, 2011

Durante estas férias, estivemos uns dias em Alcobaça.
Os garotos estavam radiantes com os avós e com os primos. Não haja dúvida de que a família nos faz muita falta.

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Madalena, junto ao Poço Medieval da Ataíja, com um figurino meio "de Leste".

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Esta podia ter saído de um filme do Emir Kusturica, ou lá como se escreve.

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Os 4 primos mais velhos (falta só o Simão), na casa dos avós.

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Vendo um filme em 3D. Divertidos, não?

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Em busca da nascente do Alcoa (onde estava uma cache).

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A jeitosa da mãe no mesmo local.

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A Madalena em plena aventura "geocachica".

Amanhã há mais.
ZM

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Colégio Catarina de Bragança, mais uma vez.

>> terça-feira, janeiro 04, 2011

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O adorável Simão, divertido ao colo da adorável mãe, dentro do fantástico Catarina de Bragança, que nos continua a receber como se fossemos "da casa".

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A mesma cena mas num registo mais sério.

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O Lourenço, verdadeiramente em casa, com o seu velho amigo Fred. Está nesta escola, mesmo de empréstimo, como peixe na água. Este local é mágico.

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Aqui aprende-se a voar. Como dizia o outro, "nós nascemos para ter asas".

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Aqui ficam mais umas

>> segunda-feira, janeiro 03, 2011

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Teatro Micaelense, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores.

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Igreja do Colégio, Ponta Delgada, S. Miguel, Açores.

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Recanto de Ponta Delgada, S. Miguel, Açores.

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Ruela de Alcobaça, com vista para o Mosteiro.

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Alcobaça, junto ao rio Alcoa. A figura apareceu depois de já ter composto o quadro, mas penso que até lhe acrescenta alguma coisa.

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Algumas fotos que ficaram por publicar

Tendo ido passar duas semanas ao continente ("lá fora", como se diz aqui), não tive disponibilidade para estas lides. Faziam-me muita falta o calor dos amigos, os inúmeros jantares, o cheiro dos pinheiros de Colares, a animação da Quinta Verde.
Só faltou aquele frio seco dos Natais habituais e os céus intensamente azuis. O tempo encarregou-se de me dar o mesmo que me tem dado nos Açores: chuva.
Vou então recuperar alguns eventos e imagens das semanas anteriores ao Natal, que não tinha chegado a editar.

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O Algar do Carvão, já aqui o disse, é dos locais mais belos e impressionantes que vi na vida. A minha primeira entrada naquele espaço emocionou-me verdadeiramente.
No dia 1 de Dezembro, dia do aniversário da associação Os Montanheiros, faz-se tradicionalmente uma corrida que é a subida dos mais de duzentos degraus desde a lagoa até à porta. Eu fiz essa prova, demorei cerca de 1:40 min e fiquei em 4º da geral. O vencedor refez o tempo anterior de 1:07 min. Estas duas imagens ilustram a maluquice que é este evento.

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Esta imagem não tem qualquer relação com as anteriores. É a Madalena a aplicar-se nos trabalhos de casa.

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Aqui vemos parte da animação de rua de Angra do Heroísmo, na Praça Velha.
O Natal por aqui, tanto quanto sei, foi demasiado molhado. Esta foto foi feita num dos poucos dias em que o céu se apresentava relativamente limpo.

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Education: It's time to do better

>> quarta-feira, dezembro 15, 2010

Eis a razão porque uma escola que era boa há 30 anos pode ser hoje um atraso de vida, se não perceber que o mundo mudou entretanto.
(por muito que as elites continuem cegamente a mandar para lá a sua descendência)



Destaco:
"Ask them what they can do with it [information], ask them to go to places, see things for themselves, play"

"Then main point is that if we continue to look at education as if it's about coming to school to get the information and not about experiential learning, empowering students voice and embracing failure, we're missing the mark. And everything that everybody is talking about today isn't possible if we keep having an educational system that does not value these qualities, because we won't get there with a standardized test and we won't get there with a culture of one right answer. We know how to do this better. And it's time to do better."

Aproveito para deixar aqui uma sincera homenagem ao excelente trabalho desenvolvido pelas educadoras do Pré escolar da Tomás de Borba, que felizmente já seguem este caminho.

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A Hora do Conto (2)

>> segunda-feira, dezembro 13, 2010

Poema que a Madalena leu na última edição de "A Hora do Conto", na Biblioteca do CCAH:

"História Antiga

Era uma vez, lá na Judeia, um rei.
Feio bicho, de resto:
Uma cara de burro sem cabresto
E duas grandes tranças.
A gente olhava, reparava, e via
Que naquela figura não havia
Olhos de quem gosta de crianças.

E, na verdade, assim acontecia.
Porque um dia,
O malvado,
Só por ter o poder de quem é rei
Por não ter coração,
Sem mais nem menos,
Mandou matar quantos eram pequenos
Nas cidades e aldeias da Nação.

Mas,
Por acaso ou milagre, aconteceu
Que, num burrinho pela areia fora,
Fugiu
Daquelas mãos de sangue um pequenito
Que o vivo sol da vida acarinhou;
E bastou
Esse palmo de sonho
Para encher este mundo de alegria;
Para crescer, ser Deus;
E meter no inferno o tal das tranças,
Só porque ele não gostava de crianças."

Miguel Torga
Coimbra, 12/10/1937

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Fotos atrasadas

>> sexta-feira, dezembro 10, 2010

Fotos feitas no final da minha viagem a Samsö, em Copenhaga e em Lisboa.

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(Pardais ao banho - Copenhaga)

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(Pardais ao banho - Copenhaga)

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(Lisboa, estação de comboios do Areeiro)

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