Mais fotos do Negrito
>> quarta-feira, agosto 11, 2010

Lourenço em pose "dread".
Madalena em modo "rainha de inglaterra", como o procurador.
De novo.
Armada em macaca.
Mais uma do Lourenço suburbano.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Lourenço em pose "dread".
Madalena em modo "rainha de inglaterra", como o procurador.
De novo.
Armada em macaca.
Mais uma do Lourenço suburbano.
"Suponho que o movimento que vai sacudir Portugal virá de fora, não de dentro. Temos sedimentações tão fortes que, enquanto não forem quebradas, nada vai mexer, e isso só pode vir de um acontecimento exterior, que venha encontrar as nossas forças e acordá-las."
José Gil
Caderno Atual, do Expresso, 7 de Agosto de 2010
Esta afirmação, aqui onde resido, vem mesmo a propósito.

Zona balnear do Negrito, S. Mateus, Terceira, Açores.



Ainda nos cruzámos com alguns golfinhos, mas eles não quiseram dar-nos muita confiança. O que se vê à esquerda, em baixo, é o ferro da embarcação.
Já na marina, tinhamos à nossa espera o "Quero quero", um conhecido Swan 48, do Funchal.
A belíssima proa desta embarcação.
Uma obra de arte.



Os dois mais velhos e "moi même".

Eu adoro música. Esta era da digitalização trouxe aos ouvintes o infinito na ponta do rato, mas às bandas uma grande dor de cabeça, porque praticamente não devem vender CD's. Eu compro aquilo que me apaixona, mas oiço muita coisa que não compro. Sempre que um determinado CD me desperta a atenção, vou "buscá-lo" e oiço-o. Se me apaixona, acabo por comprar, mas 95% do que oiço, não compro. Vivemos um tempo em que podemos ouvir tudo o que quisermos, tornando-se quase um vício ir saltando de referência em referência, em busca de algo que nos volte a encantar, porque muita coisa é superficial e (pelo menos para mim) não tem qualquer efeito em profundidade.
Quando digo que uma determinada banda ou CD me apaixona é mesmo isso que quero dizer. Em determinados momentos, ouvir algumas músicas tem em mim um efeito que eu prefiro não descrever. Mas isso vai sendo cada vez mais raro, pelo menos com novas bandas. Deve ser isso que se chama envelhecer :-)
Contudo, há duas bandas às quais me mantenho fiel e às quais retorno sempre, ciclicamente, e que nunca pararam de me fazer erupções dentro da caixinha dos humores: Dead Can Dance e Swans.
Os primeiros são o feminino, a criação, a luz, o mistério, a salvação, o vento, a magia (se é que isto faz sentido tudo junto); os segundos são as trevas, o masculino, o interior escuro e húmido da terra, as caldeiras do inferno, a força feroz da natureza, o rugir dos vulcões e das trovoadas. E eu preciso de ambas, como do ar que respiro.
Hoje estou Swans e nem sempre é fácil manter a convivência com as pessoas comuns quando nos apetece ser atropelado por esta torrente sonora.
Uns fazem-me voar como os pássaros, sob o efeito de uma misteriosa magia, os outros fazem-me fundear na baía do medo e revolvem-me as entranhas. Preciso dos dois para me equilibrar.
Uma sugestão para a fase Swans: o duplo CD Various Failures, cuja referência encontram por exemplo aqui.
Há um aspecto em que me sinto sozinho no mundo: nunca conheci ninguém cujo referencial fosse este. É a minha impressão digital musical e já perdi a esperança de encontrar quem oiça o mundo com os mesmos ouvidos que eu.
Desculpem a seca, mas hoje deu-me para aqui.
ZM
Mais uma apresentação sobre o tema recorrente do que andamos a fazer aos mares.
Se todos falarmos muito nisto, eventualmente alguma coisa começará a mover-se.
Quem mora nos Açores, seguramente recebe visitantes frequentes do continente. Quando se é imigrante no arquipélago, como é o nosso caso, a coisa torna-se ainda mais animada. Receber visitas de fora é uma festa para todos, para quem visita e para quem é visitado. A nossa primeira visitante (fora os que dormiram em hoteis, que já os houve) foi a Marta e a sua filha Mariana. As próximas fotos registam passeios com os nossos actuais convidados.
Esta é a amorosa Mariana.
Claro que um dos locais a não perder são as Furnas do Enxofre.

A Mariana de novo, justamente nas Furnas do Enxofre.
Ainda as Furnas do Enxofre.
Desconhecidos na zona balnear dos Biscoitos.
Os Biscoitos, mais uma vez.
Equilibrismo, no Monte Brasil.



As duas mães e três filhos. Só falta a Madalena. A mãe lá de trás é a nossa visitante Marta.

Acesso particular ao mar, na zona da Chanoca, na fronteira entre S. Mateus e S. Bartolomeu.
O mesmo acesso.
Sporting-Benfica, na Praia da Vitória.

Andava há tempos com esta ideia na cabeça: ver o The Village, por recomendação do Fluir de Espumas.
Foi hoje.
O filme é fabuloso. Trata-se de uma alegoria impressionante sobre a forma como somos empurrados (e empurramos) a seguir aquilo que os outros consideram certo. É um desafio à nossa coragem de desafiar os medos e as normas.
Corram ao clube de vídeo e deliciem-se com esta fantástica história.
ZM
PS: de alguma forma, vem na sequência do post anterior. Atrevam-se.
Ultimamente tenho tido menos tempo, mas ando sempre de máquina às costas e lá vou registando uma ou outra imagem. Esta terra é um cenário inesgotável para boas fotos. Não que estas o sejam, necessariamente.
Aqui ficam, em todo o caso.
Largo do Santo Cristo, mesmo ao pé de onde trabalho.
Prainha, numa manhã pouco solarenga. Uma beleza, uma inspiração.
Tourada, na freguesia de S. Pedro, que é a nossa. Ao contrário do que aconteceu na "espera de gado", neste caso a garantia de que o touro não vai a correr pela cidade fora é responsabilidade dos homens de branco, que seguram a corda. Há uns riscos no chão e a poucos metros dos riscos há carrinhas a vender minis. Eles confiam plenamente que os homens do chapéu preto não deixam o touro passar o risco. Isto é de loucos.


Cá estão os homens que seguram o touro. Eu estou em cima de um muro, suficientemente alto para garantir que o bicho não chega lá. Não se esqueçam que pratico escalada.
Desta vez fui um bocado mais destemido. A lente é uma 18-70 e esta imagem teve apenas um ligeiro crop. Já vêem a distância a que estive do bicho. De repente, ele começou a correr para cá e eu dei uso às minhas pernas treinadas em longas corridas por aqui. Alguém me disse, entretanto: "já foi embora", mas eu só parei alguns metros depois do risco, do tal risco que supostamente não será ultrapassado pelo bicho.
Hoje, de manhã, fui escalar à Chanoca. Aproveitei para ir fotografar um dos locais mais inspiradores aqui da zona: o porto de pesca de S. Mateus.
Há quem me considere isto mesmo.
Esta fez-me lembrar o professor Marcelo.
"(...) pelo que vou aprendendo os mortos ainda são piores que os velhos, se lhes dá para falar perdem o tento na língua, Tem razão, se calhar é o desespero de não terem dito o que queriam enquanto foi tempo de lhes aproveitar, Fico prevenido, Não adianta estar prevenido, por mais que você fale, por mais que todos falemos, ficará sempre uma palavrinha por dizer, Nem lhe pergunto que palavra é essa, Faz muito bem, enquanto calamos as perguntas mantemos a ilusão de que poderemos vir a saber as respostas."
Mais um excerto d'"O Ano da Morte de Ricardo Reis" - José Saramago
Duas paixões de longa data: Philip Glass e Saramago. Ando nestes dias a "consumi-los" sem moderação.
Um blog delicioso, que vale a pena seguir em RSS: Things We Forget


O autor coloca mesmo estes Post-it algures. Como diriam por cá: consola.
As sociedades mais pobres e atrasadas são as que menosprezam as mulheres.
Via Speakers Corner
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