Praia da Vitória
>> domingo, maio 23, 2010

Largo da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
Isto tem andado fraquinho, mas é por falta de tempo, não é por preguiça.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Largo da Câmara Municipal da Praia da Vitória.
Isto tem andado fraquinho, mas é por falta de tempo, não é por preguiça.
Uma das coisas que mais me preocupa (neste momento) com as crianças é a forma como irão ser ensinadas na escola. Infelizmente, a experiência que temos tido não é brilhante, bem pelo contrário. Interessa-me muito encontrar formas de os fazer pensar, mais do que obter deles a solução para os problemas.
Quando estudo matemática com a Madalena digo-lhe sempre: a matemática não é onde se chega, é o caminho que fizemos para lá chegar; não me interessa o resultado, interessa-me a forma de o achar. Ela fica sempre meio acabrunhada com este "lema", mas aos poucos vai percebendo o que quero dizer.
Gostei do discurso de Dan Meyer, ali em cima, no TED.
Se o tema vos interessa, espreitem o blog do senhor.
Na semana passada passaram por cá alguns barcos de encher o olho. Aqui ficam algumas imagens desses e de outros residentes.
Este é o Exocet, residente, que apanhei a sair da marina.



Estas 4 são de um barco que cá esteve apenas alguns dias, que era absolutamente magnífico. Trata-se de um Jeanneau Sun Odyssey 54DS, que podem ver melhor aqui e que se chamava "Instant Decision", o que se pensarmos no preço de uma máquina destas, parece um nome acertado.

Nestas duas vemos as duas estrelas residentes da marina: o Talismã (Dufour 40) e o Açor que é um Beneteau First 44.7 (fabuloso!). Ao lado (do lado esquerdo dos outros dois) está um qualquer coisa que eu não sei o que é (tinha escrito antes que era um Super Maramú da Amel, mas não tem nada a ver), com mais de 50 pés de comprido. Não era barco que eu escolhesse, mas é uma embarcação impressionante.
A Madalena anda a aprender vela, finalmente. Eu vou com ela sempre que posso e ando radiante. Faço mais perguntas do que os miúdos. Um dia destes expulsam-me.

Estou desconfiado que um dia destes me verão num Optimist a tentar aprender alguma coisa...
Desde que ando mais ocupado, não tenho conseguido alimentar esta janelinha ao ritmo a que estava a habituar os meus leitores. Têm que ter paciência e ir passando por cá.

Estas duas foram junto à baía de Angra.
Esta foi feita no Relvão, junto ao Monte Brasil
Lourenço, em casa.
Para não deixar no ar a ideia de que Ponta Delgada não tem "ponta" por onde se lhe pegue, aqui ficam algumas fotos que lá fiz durante a última visita. Continuo a não a trocar pela romântica beleza de Angra, que é a mais bela cidade do Altântico (mesmo sem ter visto as outras todas).

Esta foto deu-me muito gosto fazer. Gosto do indivíduo do chapéu, tem ar cinematográfico. Parece-me contar uma história e estabelece uma relação divertida entre o barco ao fundo e as figuras do primeiro plano. Estava com uma lente 11-16, por isso imaginem a distância a que estava das pessoas.
O largo da Câmara Municipal.
As fotos todas aqui.
Esta semana voltei a estar dois dias no campus de Ponta Delgada da Universidade dos Açores. Para já, ficam aqui algumas fotos dos edifícios desse campus, com particular destaque para a biblioteca, que é um dos edifícios mais extraordinários que tenho visto por aqui. Além da parte estética do projecto, que a mim pessoalmente me apaixona, há toda a parte funcional que me parece muito bem conseguida. A luz dentro daquele espaço é perfeita e muito bem controlada.
O projecto, como disse há dias, é do Atelier de Santos.
As fotos não estão grande coisa, porque eu não tinha tripé e tive que utilizar velocidades baixas (imagem pouco nítida) ou grandes aberturas (menor profundidade de campo, logo menos zonas focadas).
O edifício é todo composto por diversos blocos, bem separados entre si. Mesmo no interior, vemos corpos separados, suspensos, assentes em colunas inclinadas, muito dinâmicas.
Aqui podemos ver a textura que as cofragens conferiram ao betão. É uma coisa muito bonita e bem conseguida.

Estas rampas que ligam os diversos espaços conferem um carácter especial ao espaço e condicionam os fluxos de gente de uma forma muito elegante e bem sucedida.
Como já disse, o controlo da luz é uma das principais características deste projecto.
A forma como esta biblioteca é utilizada é uma prova evidente do sucesso deste projecto.

Esta cobertura em dente de serra, com as entradas de luz viradas a Norte é muito bela e muito funcional.
A mesma zona, fotografada no outro sentido.
Vazios entre andares. Uma solução muito prática e muito eficaz em termos de circulação de ar. Poderão reparar igualmente nas entradas do ar condicionado que são no chão. É uma solução frequentemente questionada, mas que funciona muito bem. O ar "sujo" sobe e é extraído pela parte superior do espaço. Assim, a parte "fresca" do ar está apenas onde é precisa: na camada onde estão as pessoas.

Aqui podem ver a "pele" de ferro com que os arquitectos cobriram os vãos virados a nascente. É uma rede de ferro com um padrão direccional, que está colocada em rectângulos ora virados numa direcção ora noutra. Vistos do exterior, esses rectângulos parecem escuros ou claros, dependendo da direcção do Sol. É uma solução muito eficaz na filtragem da luz do dia e igualmente muito bonita de ver.
Vista de mais longe, a biblioteca é o edifício mais marcante do campus.

Estes edifícios são já noutra parte da Universidade, mas também me agradaram bastante.
Um edifício mais antigo, mas que acho igualmente muito interessante.
Esta Universidade tem aqui juntas três belas peças de arquitectura, mas a biblioteca é algo que, só por si, justifica um salto a Ponta Delgada. Quanto a mim é uma das mais belas bibliotecas que alguma vez vi. Talvez mesmo a mais bela de todas.
Se fosse construído no MIT ou em NY, sería seguramente um projecto conhecido mundialmente. É das coisas mais bem feitas que tenho visto. Tiro o meu chapéu ao Atelier de Santos e aos arquitectos que conceberam esta obra de arte.
A totalidade das fotos aqui.
As fotos do Fernando Guerra deste mesmo equipamento aqui.
As minhas fotos não se comparam às do Fernando, como será fácil perceber, mas há uma grande diferença que as torna "complementares": as minhas têm livros e gente.
Se forem a Ponta Delgada, não deixem de fazer uma visita a este monumento.

Neste caso, temos a Madalena, que é de Sintra (emprestada à Terceira), escalando alegremente no muro de escalada da escola Tomás de Borba.
Começam os dois a parecer-me interessados nesta apaixonante actividade, coisa que me vai trazendo contente.
Repararam na posição dos pés e na colocação do centro de gravidade junto da parede?
Comecei a interessar-me por música muito cedo. Fui um daqueles adolescentes apaixonados por diversas bandas, capaz de chorar ao ouvir determinado tema. Essa forma apaixonada de ouvir música ficou para sempre, mas as bandas foram mudando ao longo dos anos.
Uma das poucas bandas que fizeram parte dessa minha adolescência emocionada foram os Genesis. Quase todas as outras ficaram pelo caminho na minha lista de bandas que oiço, mas esta ficou sempre como um "prego". É um "prego" que assumo e que não devia cá estar mas está e não há nada a fazer.
Esta cantiga que hoje vos deixo foi sugerida pelo Rui, mas eu concordo absolutamente e aqui fica.
ZM
Após um longo período sem posts, aqui fica uma foto do Porto das Cinco. Tenho andado completamente ocupado e não me sobra tempo para turismo nem para blogs.
Para já, para quem já tinha saudades de imagens da Terceira, aqui fica esta foto. Voltarei brevemente com mais notícias e fotos.
A segunda parte desta aventura não tem imagens, excepto as que ficaram marcadas na minha memória, mas essas só posso tentar partilhá-las por intermédio da escrita.
Penso que foram 11 os barcos que fizeram a primeira perna da regata (Angra-Praia). Desses, por motivos diversos, apenas 4 alinharam à partida da segunda perna (Praia-Angra). Tive a sorte de ser tripulante num deles, o mesmo de ontem, o Tamarin. Os outros 3 participantes desta perna foram o Vouga, o Milhafre e o Pollux. Desta vez, como o tempo estava mais complicado do que ontem (muito mais complicado, como veremos adiante), partimos calmamente e teremos sido os últimos a cruzar a linha de partida. Enquanto nos íamos afastando da marina da Praia, o mar ia ficando mais grosso e o vento mais intenso. Fizemos boa parte do percurso à bolina, com ondas muito grandes e chapada de água por todo o deck com frequência. Pessoalmente, nunca me tinha visto num assado daqueles, mas posso dizer que fiz parte da metade da tripulação que não virou a marmita, embora neste momento ainda sinta a cadeira onde estou sentado a navegar sobre mar picado. Quando já tínhamos percorrido cerca de 10 milhas das 12 da regata, a genoa não aguentou mais a porrada e cedeu de cima a baixo. Entretanto já havia 2 tripulantes em relativo mau estado de enjoo, pelo que deitámos a toalha ao chão e metemos "vento do porão" (motor). Nessa altura, apesar de estarmos em último lugar, já tínhamos o terceiro garantido porque entretanto um dos barcos (penso que terá sido o Pollux) já tinha igualmente rasgado pano e tinha saído da regata.
O mar açoriano deu um ar da sua graça e para mim, que sou marinheiro de água doce, estava verdadeiramente impressionante.
Segundo as previsões, as ondas estavam de 3 metros, eu não sei avaliar se acertaram ou não. O que posso garantir é que quando o barco saltava do alto de uma daquelas ondas para o vale que fica entre elas e entrava na seguinte, molhando todo o deck, era uma verdadeira emoção. O mar e o céu carregados de cinzento, muito vento, o barco aos saltos. Foi fabuloso.
Felizmente decidi não embarcar com a máquina fotográfica, porque ela não tinha chegado viva ao final da viagem.
Agora vou tomar banho porque estou salgado dos pés à cabeça.
Nesta terra, Inter Cidades não significa um comboio de Lisboa para o Porto, significa uma regata de cruzeiros de Angra para a Praia da Vitória e volta.
Como isto é pequeno, tive a sorte de ser convidado para participar como tripulante do Tamarin.
Aqui ficam algumas fotos:
Antes da partida, mas quando já só faltavam 2 minutos. Estamos a dirigir-nos para a linha de partida, mas no sentido oposto.
O Pollux, com quem disputámos o último lugar. Nós acabámos por conseguir conquistá-lo.
O mesmo barco.
Segundos depois da partida.
Partimos bem, mas mesmo assim lá vão eles...
Este é aquele Milhafre do qual já falei aqui. Ficou pouco à nossa frente, mas é um Dufour 36.
O mesmo barco.
Este é o Tamarin já na marina de Praia da Vitória. É verdade que chegámos em último lugar, mas não foi por perguiça nem por falta de vontade. É mesmo o bicho que não anda muito com pouco vento.
Amanhã vou tentar registar como corre o regresso. Parece que o tempo não vai estar tão fácil como hoje, mas veremos.
Estive fora por uns dias, como puderam ver pela ausência de actividade.
Fui a Ponta Delgada, mas não tive tempo de ver absolutamente nada. De resto, tenho que confessar que o pouco que vi me fez ter pouca vontade de lá voltar, mas acredito que possa estar enganado. Depois do que vi de Ponta Delgada, penso que Angra é a Évora do Atlântico e que Ponta Delgada é a Reboleira do Atlântico. Sei que tive uma visão parcial, mas foi essa a sensação.
Ainda assim, descobri lá um projecto interessantíssimo de arquitectura que é a Biblioteca de Ponta Delgada, no campus da Universidade dos Açores.

Se querem ficar de boca aberta com este projecto, vão ao site do Fernando Guerra e vejam o projecto que tem o número 54.
Trata-se de um projecto do gabinete Arquitectos Santos, mais especificamente de Pedro Machado Costa e Célia Gomes. Teria muito para dizer sobre o que me encantou neste edifício, mas prefiro deixar isso para uma próxima visita.
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