Mata da Serreta

>> quinta-feira, fevereiro 25, 2010

Junto à Estalagem da Serreta, de que falei aqui ontem, existe uma mata cuja vegetação faz lembrar muito as partes mais húmidas da serra de Sintra, como o Parque da Pena e o jardim de Monserrate. Aqui, vi os fetos arbóreos mais altos de sempre, alguns com cerca de 7 metros de altura. Aqui ficam algumas imagens desse belíssimo local.

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Um local a visitar.

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Estalagem da Serreta

>> quarta-feira, fevereiro 24, 2010

Descobri, um bocado por acaso, um ícone do modernismo nesta ilha. Trata-se da Estalagem da Serreta, um projecto de João Correia Rebelo, de 1965 (o ano em que nasci eu próprio), pelo qual me apaixonei à primeira vista. Depois da alguma investigação, fui visitá-lo. Tinha receio de encontrar um edifício onde não conseguisse entrar, mas afinal o problema é que além de entrar eu, já lá entrou todo o mundo. Desde saqueadores de tudo e mais alguma coisa até aos praticantes de paint ball, toda a gente já lá andou.
É um edifício absolutamente apaixonante, onde se sente, apesar da destruição, a energia dos muitos hóspedes que ali terão passado momentos inesquecíveis. O desenho é magnífico, absolutamente invisível, colado ao solo, camuflado na intensa vegetação, aberto ao Atlântico e às outras ilhas. As áreas sociais são iluminadas por gigantescos vãos, de onde se pode avistar S. Jorge, o Pico e a Graciosa. O mar é uma presença impressionante, sempre enquadrado por vãos criteriosamente colocados.
Ver um edifício destes no estado em que este se encontra dá vontade de chorar. Se tivesse forma de o fazer, teria todo o gosto em resgatá-lo do abandono a que foi votado.
Já me tinha dado conta, antes de descobrir esta maravilha, que a zona da ilha que tem (para mim) uma energia mais atraente é exactamente a zona onde ela se encontra. Provavelmente, para os dias de hoje, é um mau local para um negócio de hotelaria. É distante do aeroporto (se se pode considerar distante algo como 25 minutos de carro), e afastado dos centros urbanos que são sedes de concelho. Para mim, são ambas mais valias, mas é verdade que para o negócio poderá não ser a melhor escolha.

Aqui ficam algumas das imagens que fiz deste extraordinário edifício.

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Podem ver a totalidade das fotos aqui.

Entretanto, parece que há alguém interessado em recuperar este edifício. Espero que aconteça, embora eu não pertença à fatia de mercado que irá usufruir dele. Desejo ainda que não subvertam demasiado o projecto original.

Encontrei um álbum no Picassa com o projecto de arquitectura, que por um acaso impressionante, terminou exactamente quando eu nasci (Novembro de 1965). Uma outra curiosidade é que a pessoa que divulgou este álbum chama-se Raquel. Ele há coisas...

Já agora, aqui fica uma imagem desta Estalagem, em 2007, há apenas 3 anos:

Impressionante, como um edifício de 1965 pode ter chegado até 2003 no estado que documenta a imagem anterior e estar agora no estado que documentam as minhas (3 anos depois).
É caso para pedir: por favor, acudam!

Finalmente, alguns dados históricos interessantes sobre este edifício.

Sinto na concepção deste edifício (e naquilo que imagino que tenha sido o seu usufruto, enquanto activo) a mesma paixão que senti na arquitectura de Peter Harnden e Lanfrando Bombelli, de que falei aqui. Percebe-se claramente que o arquitecto João Correia Rebelo entendeu a pré existência, que no caso suponho que fosse apenas o terreno, e construiu um edifício que se derrete na paisagem, de onde se pode contemplar o que os Açores e o Atlântico têm de mais intenso, canalizando o nosso olhar para os locais que escolheu e deixando caminhos para explorarmos o paraíso natural em que se enquadrou de forma sublime. Ver este projecto prestes a ruir, como se encontra hoje, é um profundo desgosto para quem se interessa por arquitectura. Tomara que estas imagens cheguem a alguém que tenha meios para impedir esta morte.
ZM

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Corrida com telemóvel

>> terça-feira, fevereiro 23, 2010

Tenho andado um bocado constipado, pelo que fiz uma pausa nas minhas corridas.
Hoje, fui ao centro da ilha, a uma zona que me parece muito interessante, para juntar o prazer da corrida com o prazer da descoberta. Para não vir para casa sem nada para mostrar, decidi levar comigo o telemóvel. Além do mais, tinha ainda a possibilidade de telefonar para alguém caso fosse interceptado por um touro bravo.
Aqui ficam os registos fotográficos dessa curta corrida.

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Optei por praticamente não editar estas fotos. Ficam tal e qual. Apenas as redimensionei, aumentei ligeiramente o contraste e fiz Unsharp Mask. Fora isso, estão tal e qual. O que está aqui foi o que eu vi, apenas interpretado pelo processador de imagem do telemóvel.

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Nascemos para ter asas, meus amigos.

>> segunda-feira, fevereiro 22, 2010



O José Fanha, antes de se tornar famoso na Cornélia, foi meu professor de Desenho, no liceu. Este recorte é do Expresso desta semana, da secção de Economia. Curioso, não é?
Tiro o meu chapéu a ambos, ao José Fanha, e ao Nicolau Santos que foi quem publicou esta pérola.
Aqui, onde estou, fazia falta a muita gente escrever isso dentro do peito: "Nascemos para ter asas, meus amigos".
ZM

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Arqueologia Industrial

Tal como prometido, aqui ficam algumas fotos tiradas ontem nas instalações abandonadas da Pronicol, em Angra do Heroísmo.
Quando o tempo não está do nosso lado, o melhor é escolher objectivos que não dependam dele.
Não gosto muito da cor destas imagens, está tudo meio pálido, mas era a luz que havia.

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Mais aqui.

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Mais duas fresquinhas

>> domingo, fevereiro 21, 2010

Aqui ficam estas duas imagens, para poderem ter fotos fresquinhas para o pequeno almoço da Segunda-feira.

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Aqui temos os desfiles das tunas académicas, descendo a avenida da Sé. Confirma-se que a Terceira está sempre em festa.

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Este é um dos muitos navios escola que vão fundeando aqui pela baía. Como foto, tem elementos a mais e o raio do navio virou-me a proa, mas serve como registo.

Não percam, amanhã, a série de fotos de arqueologia industrial.

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Saudades da névoa Sintrense


Para não dizerem que as cores dos Açores são únicas, aqui fica uma imagem, na qual tropecei por acaso hoje, tirada em 28 de Julho de 2008, em Sintra. Era na época em que andava de mota e subia a calçada junto ao museu da ciência. Nesta manhã, parei e registei esta imagem. Acho que nunca a tinha publicado.
São saudades de Sintra.

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Uma recuperação exemplar


Várias coisas interessantes, neste projecto de recuperação de uma casa em ruínas, em La Coruña:
1 - O muro de betão aparente, dentro de casa, em lugar de ser uma parede para a rua. Beneficia-se do efeito de massa térmica, sem pagar na equivalente falta de isolamento térmico.
2 - As "janelas" nesse muro, a ligarem a sala de estar ao fluxo de quem sobe para a mezzanine.
3 - A casa de banho com janela, embora já tivesse luz natural zenital.
4 - Os vãos de vidro no chão do primeiro piso, iluminando o térreo.
5 - A varanda, belíssima.

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Os manifestantes



Ontem, observei com atenção as pessoas que se passearam na avenida em defesa do referendo ao casamento entre pessoas do mesmo sexo, que o mesmo é dizer – pareceu-me –, contra o casamento entre pessoas do mesmo sexo.
Há dois aspectos que me preocupam, para não dizer chocam, na atitude de algumas daquelas pessoas. Em primeiro lugar, a desonestidade dos argumentos, em segundo o pretenderem manter proibido um direito reclamado por outrem cujo prejuízo próprio, por mais que me esforce, não consigo entrever.
Quanto à argumentação, falam frequentemente na defesa da família. Supondo que as pessoas pretendem casar-se justamente para constituírem família, não alcanço onde é que qualquer tipo de casamento pode ser uma ameaça à família. Ninguém está a pedir o direito ao divórcio, mas sim ao casamento; o outro argumento estafado, que me põe os cabelos em pé, é a comparação com os animais. Nem vejo como podem ser tão ingénuos para se deixarem armadilhar na ideia de que a homossexualidade não deve ser considerada "normal" porque os animais não a praticam. Nesse caso, tão pouco seria "normal" haver casais monogâmicos. Estou em crer que a generalidade dos bichos acasala com quem consegue e não com quem ama ou promete amar por toda a vida. Os animais não se casam, assim como não cumprem uma data de outras regras que consideramos inabaláveis, por isso essa ideia não pode justificar absolutamente nada relacionado com direitos de pessoas. As pessoas, até aqui, quero crer, casavam-se porque se amavam. Quero igualmente crer que as pessoas que reclamam o direito de se casarem, sendo do mesmo sexo, será pelo mesmo motivo: amarem-se. E contra isto, digam-me o que disserem, não me parece aceitável que se marche na avenida.
Ontem, nas notícias, vi mais que um manifestante de terço em punho (aliás numa saudação de muito má memória) ou erguendo a bíblia. Já percebemos de onde vem parte desta turba. Vão-me perdoar a heresia, mas não estou seguro de que esse Deus que defendeis, se sinta orgulhosamente representado por essa atitude.
Em mim, pessoalmente, este tipo de manifestações tem apenas um efeito: o de reforçar a minha convicção de que estou melhor do lado oposto da barricada. Se houve momentos em que tive dúvidas, quanto mais vejo quem são os que estão contra e porquê, mais consolido a certeza de que as pessoas homossexuais deverão poder casar-se sossegadamente, e viverem tranquilos as suas vidas. Virá um dia em que teremos todos vergonha de alguma vez ter sido diferente.
ZM

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Alcobaça

>> sábado, fevereiro 20, 2010


Quando ainda estava no continente, um pouco antes do Natal, fui ao centro de Alcobaça descarregar e-mail no lobby de um hotel. À saída encontrei este cenário e não tive outra forma de o registar senão com o telemóvel.
Parece uma foto HDR, mas é simplesmente uma foto feita com um Nokia E51.
Dadas as contingências, gosto bastante do resultado.
ZM

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Swans

>> sexta-feira, fevereiro 19, 2010


Hoje estou com isto nos ouvidos. Provavelmente o melhor álbum dos Swans.
Uma review exagerada, aqui.

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Bill Gates: Innovating to zero


Por muito que os cépticos do aquecimento global continuem a querer fazer crer que não há problema, agrada-me saber que uma das pessoas mais ricas do planeta está empenhada em participar na sua resolução.

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Torres


Esta, hoje, aparece em honra do Pedro Cabral, dos Bonecos de Bolso, que gostou muito destas torres no post anterior.
Um abraço.

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