Fotos - Terceira
>> quarta-feira, fevereiro 10, 2010







Hoje conhecemos um anjo. Um anjo em forma de médico. É preciso escavar um bocado, mas o que é bom vai aparecendo. Estamos mais positivos.
Obrigado por estarem desse lado.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.







Hoje conhecemos um anjo. Um anjo em forma de médico. É preciso escavar um bocado, mas o que é bom vai aparecendo. Estamos mais positivos.
Obrigado por estarem desse lado.
Esta terra cobra caro os prazeres que proporciona.
Quem se preste a gozá-los tem que estar disponível para viver numa comunidade caótica, em que certas coisas que nos habituámos a ter como garantidas, pura e simplesmente não funcionam.
Se vos disser que o Hospital Amadora Sintra, aqui, seria o equivalente ao Hospital da Luz aí? Não estou a exagerar. Uma consulta de rotina, no centro de saúde, pode ser marcada sem problemas, mas para 12 de Abril, se o médico não for de férias ou adoecer entretanto.
Dizem que acabaremos por nos habituar, mas eu digo que, com o que temos estrebuchado por cá, das duas uma: ou nos põem, mais os trastes, no avião para Lisboa à força, ou acabaremos por conseguir mudar algumas coisas.
Passemos então aos prazeres, que foi isso que me trouxe aqui hoje.
Já aqui falei anteriormente dum local chamado Mistérios Negros. No Domingo passado fui lá dar uma passeata e recolhi as imagens seguintes.



É um local cheio de magia, onde se sente de forma muito intensa a origem vulcânica deste território. O contraste entre a vegetação, cheia de amarelos e verdes muito intensos, e o negro das rochas, que parecem lixo vulcânico acabado de arrefecer, é absolutamente impressionante. A juntar a isto, existem diversas lagoas, escondidas no meio de bosques muito densos, que atravessamos em caminhos de pé posto. Atravessam-se igualmente alguns pastos e montes desta rocha negra.
Um local a explorar dedicadamente.
ZM
Retratos da família, feitos à hora do jantar, em Angra do Heroísmo.



Não percam a próxima série de fotos sobre os mistérios negros e a zona de S. Bartolomeu e Santa Bárbara. Uma beleza.
Hoje estamos um bocado de orelhas murchas. Estamos profundamente desiludidos com a educação na ilha Terceira. Temos batalhado para tentar garantir um ensino com o qual nos identifiquemos, pelo menos para o próximo ano, mas não conseguimos vaga para o pouco que consideramos aceitável. Se o panorama da educação a nível nacional é o que todos conhecemos, sentimos que aqui vale mais dar-lhes aulas em casa.
Esta imagem não tem nada a ver com o assunto, mas ilustra o clima de "cada um faz o que calha", que grassa nas escolas da Terceira (e que, de resto, caracteriza o que de pior se encontra aqui).
Este é, portanto, o dia em que concluímos que aqui não temos condições consideradas mínimas para educarmos as crianças.
Talvez estivesse na altura de investir os cheques de 200€ dos futuros bebés em escolas para as crianças actuais. Não sei por que ponta se deveria pegar nisto, mas o modelo de educação que temos visto em acção nestas escolas é profundamente anacrónico e não me parece que seja por aí além eficaz.
Estou desconfiado que será essa a razão que nos empurrará de volta para o continente, mais cedo do que prevíamos.
A ver vamos...
ou
A visão prosaico-infantil da Madalena, com a Nikon Coolpix 5400 nas unhas.
Sem grande edição, nem comentários.
Praia da Vitória
Baltazar
Lagoa do Negro
Simão, dento da barriga
Lourenço, disfarçado, na rua de S. Pedro.
Hoje o céu estava "farrusco". Saí à rua com o olhar em modo preto e branco.
Aqui fica o resultado.
Rua da Sé, onde está o café mais "ocidentalizado" de Angra (na minha modesta opinião): Athanasio. Ir lá regularmente é bastante terapêutico, para quem se sente um pouco desfasado do tempo em que se vive aqui.
Nas traseiras da Sé de Angra.
Idem.
Palácio Bettencourt, biblioteca municipal.
Baía de Angra do Heroísmo.
Idem.
Igreja da Misericórdia.
Castelo de S. Sebastião - junto à marina.
ZM
Estas são algumas das fotos que fiz como projecto fotográfico, supondo que iriam promover a venda ou arrendamento da casa numa imobiliária. Quem sabe não arranjo um biscate nesta área?









Galeria total da Terceira 2010
No Sábado, fomos comprar fruta ao mercado, a pé, coisa que não conseguiamos fazer anteriormente. Levei uma mochila da escalada e vim de lá com ela cheia como quando vou para as montanhas.
Aqui ficam 3 fotos que fiz pelo caminho. Não fotografei no mercado, mas a Madalena sim. Pode ser que um dia destes aqui apareçam as fotos que ela fez.
Esta é a escola do Alto das Covas. É um edifício bonito, dentro do género. Este grande alçado é virado praticamente a Sul, o que contribui de forma muito intensa para a luz desta praça.
O senhor a quem temos comprado a fruta (a primeira banca de fruta para quem entra no mercado pelo lado de baixo, passe a publicidade) é de uma simpatia surpreendente. Já nos deu várias peças de fruta a provar e ficámos sempre convencidos. Neste dia ofereceu uma bananinha a cada garoto. Eu aprecio pouco (ou nada) bananas, mas para quem gosta, estas de cá são uma delícia. São mais pequenas do que as do super mercado, mas - diz quem sabe - muitíssimo mais saborosas e consistentes.
Esta é a rua de S. Pedro, vista de nascente para poente.
"(...) there were times when he shocked me by his willingness to jump into dangerous situations.(...) Fanshawe would talk to me about the importance of 'tasting life'. Making things hard for yourself, he said, searching out the unknown - this is what he wanted, and more and more as he got older."
"(...) the circumstances under which lives shift course are so various that it would seem impossible to say anything about a man until he is dead. Not only is death the one true arbiter of happiness (Solon's remark), it is the only measurement by which we can judge life itself."
Paul Auster in "The New York Trilogy" (acabei ontem).


Estas duas são do jardim público, no centro de Angra do Heroísmo. Um jardim belíssimo, muito cuidado e com um tipo de vegetação que me lembra a minha terra adoptiva: Sintra. Nomeadamente, os fetos arbóreos, que nunca tinha visto tão grandes, excepto nos jardins de Monserrate.
Ontem saí da casa para correr. Como estava um vendaval de fazer voar telhados, peguei no carro e fui procurar um local abrigado do vento. Fui andando...
... e acabei por ir para ao Raminho.
Resultado: não corri nada. Como já andava por ali, aproveitei para explorar um bocado e aqui ficam as imagens.


Estas 3 são de uma zona, no Raminho, que tem um "parque de campismo" e uma vigia da baleia. A vista é impressionante.
Um prado, algures entre Raminho e Serreta.
Ponta da Serreta. Um local improvável, surpreendente, impressionante. A visitar frequentemente no Inverno (suponho que no Verão esteja cheio de gente).

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