A propósito do tema do Espirito Santo
>> segunda-feira, janeiro 25, 2010
http://www.triplov.com/espirito/fiore/luis_fagundes_duarte/
Fica aqui a referência.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
http://www.triplov.com/espirito/fiore/luis_fagundes_duarte/
Fica aqui a referência.

Ontem, quando deambulava por aqui, encontrei este conjunto de vacas num prado junto à estrada. Já me tinha dado conta de que elas são tipo peixinhos de aquário: quando nos aproximamos, acham que lhes vamos dar comida. Daí este divertido ar de pose.
Pouco depois, vi um bezerro acabado de nascer, com o "parteiro" ainda a acabar a sua tarefa e a mãe prostrada e sangrando das partes.
O "parteiro" foi-se embora e deixou o bezerro deitado na terra. Perguntei-lhe se estava vivo e ele disse que sim, que se levantaria daqui a um bocado. Esperei, mas nada aconteceu. Entretanto voltei para casa e, quando contei aos putos o que tinha visto, fizeram-me lá voltar.
Acontece que, apesar de a mãe já estar de pé e a começar a tratar do bezerro, ele continuou a não se pôr de pé.
As próximas fotos são do Lourenço e da Madalena a olharem para o recém-nascido, deitado na terra.



Já vai sendo tempo de mudar um bocado o aspecto desta coisa, vai daí, arregacei as mangas e pumba.
Agora estou um bocado aflito para fazer o que pretendia, mas sempre ficou melhor do que estava. Perdi a quase totalidade dos links, mas isso é coisa que vou recuperando com o tempo.
Quem não gostar, leia-me no Google reader, que o template não se nota.
Obrigado por continuarem desse lado (ao fim de tanto tempo!).
ZM
PS: reparei que, no passado dia 10, fez já 5 anos que o Arrumário existe. Vou tentar lembrar-me de comemorar a meia-dúzia, se lá chegar.
Tal como anunciei, isto transformou-se quase exclusivamente no nosso diário da nova vida. Hoje é Domingo e o tempo esteve de feição. Assim, seguem algumas das fotos que fiz hoje. As restantes aparecerão em próximos posts.
Império da Guarita, em Angra do Heroísmo. Os impérios são estes edifícios muito fotogénicos, que têm uma função qualquer nas festas das freguesias, que eu ainda não sei descrever.
Porto das Cinco Ribeiras. Há quem diga que os Açores são só verde. Posso-vos dizer que se encontram por cá muitas outras cores intensas.
No mesmo local da foto anterior. A "distorção" destas barracas não é um defeito da lente, é consequência do intenso vento desta zona.

Outras vistas do mesmo local.
Amanhã há mais.
ZM
Ontem fomos à Praia da Vitória, fazer a ecografia morfológica. Continuamos a sentir-nos viver numa época diferente da que estavamos habituados, mas já vamos entrando mais na onda. O exame não revelou nada de estranho e confirmou que será um Simão.
No regresso da consulta, que estava marcada para as 19:00h, mas deve ter acontecido às 20:00h, já não nos apeteceu fazer jantar e fomos comer um hamburguer aqui mesmo do outro lado da rua.
Para quem ande por cá e não saiba onde comer uns excelentes hamburguers saborosos, do mais barato que há, num ambiente tranquilo (quase sempre), com internet à borla, recomendamos vivamente o bar Infinito, no final da rua de S. Pedro, do lado direito. Não se enganem, porque o bar vizinho não tem nada a ver. Eu disse Infinito.
É um local onde temos ido regularmente (ou não fosse aqui mesmo ao pé da porta) e onde temos sido sempre muito bem tratados e alimentados. A não perder.
ZM
Como não temos por cá Ikea, nem coisa que se pareça, quando a necessidade aperta não temos outro remédio senão deitar mãos à obra. Aqui ficam alguns registos das novas prateleiras que fiz para a cozinha. Duas são para os condimentos e a outra irá ser para o micro-ondas. Quando estiver colocada, volto a mostrar como ficou.



Foram completamente idealizadas e executadas por mim. Madeiras compradas na CotaAçor, a caminho de S. Mateus, poleias compradas nas ferragens frente à Sé e o verniz, nas ferragens Tomás de Borba, na rua de S. João.
O que é bom é para se divulgar:
MySpace
YouTube
Página oficial
Adoro este som.
Daqui a nada, mais notícias de Angra.
ZM
Este fim de semana foi surpreendentemente solarengo. Desde sexta-feira que não cai aqui uma gota de água, está calor durante o dia e há apenas uma ou outra nuvem no céu.
Hoje fui escalar na rocha, numa escola chamada Chanoca. A rocha é completamente preta (como toda a restante rocha por aqui), mas extremamente aderente. A única coisa que falta àquelas vias é altura, e o que têm a mais é equipamento. Enfim, não se pode ter tudo.
Aqui ficam 3 fotos, sendo que apenas uma é de escalada.


A primeira foto é do caminho para a Chanoca, mais precisamente, em S. Mateus. Parei o carro e pumba.
A segunda foto é do Paulo Vaz, ensaiando a via Wave Rock (7b), no sector Miradouro da Chanoca.
A terceira é uma imagem da vista de S. Jorge e do Pico, a partir da Chanoca. S. Jorge vê-se na totalidade, o Pico vê-se apenas uma pontinha, do lado esquerdo de S. Jorge, lá por trás. Com os olhos, via-se mesmo a montanha do Pico, por entre as nuvens, mas não consegui captá-lo com esta lente.
ZM



Três fotos que tirei ontem no Clube de Golfe da Terceira, por ocasião de uma festa de aniversário de um amigo da Madalena. Achei um sítio muito fotogénico. Nunca me tinha ocorrido que o golfe pudesse ser tão divertido de fotografar.
Hoje acordámos com o mais belo dia que tivemos desde que cá estamos. Abrimos as janelas todas, para secar a casa da invernia dos últimos dias, fui dar a minha primeira corridinha desde que cá cheguei (a ver se isto agora entra nos eixos) e fomos espreitar a zona dos Mistérios Negros.

Estas são da Lagoa das Patas (acho eu), que é uma lagoa junto da famosa gruta do Natal (que por enquanto não está aberta). É um local muito bonito, aonde iremos mais vezes, sobretudo porque tem um dos 5 percursos balizados desta ilha. As consequências geológicas dos vulcões são aqui claramente visíveis.

Estas são da Madalena, no mesmo local, começando a trilhar os passos do pai, em matéria de fotografia, com a velha Coolpix 5400.
O Lourenço, um bocado aborrecido por causa de uma grande constipação que o afecta nestes dias.
Ainda mais uma foto da Lagoa das Patas.
Depois aproveitámos para dar um salto ao ponto mais alto desta ilha: a Serra de Santa Bárbara. Via-se de lá claramente a ilha de S. Jorge toda e parte da ilha do Pico, incluindo a montanha do Pico, entre as nuvens.



Todas estas últimas 4 fotos foram tomadas do ponto mais alto da ilha. Nas 2 primeiras, vê-se S. Jorge e o Pico. Nas restantes, Angra, o Monte Brasil e ao fundo os ilhéus das Cabras.


Estas duas ilustram o pequeno almoço, na nossa cozinha de Angra, neste caso na companhia do Dudu, que é um dos bonecos do "era uma vez", comprado há muitos anos, no tempo em que tinham atelier em S. Pedro de Sintra. Foi uma prenda para a Madalena numa ocasião em que esteve doente. Veio agora connosco para a Terceira e neste dia estava á mesa do pequeno almoço.
Em frente a já não sei que loja de Angra, perto do Teatro Angrense, está esta formidável vaca feita em pedra da calçada.
Rua Direita, ao final de um dia. Ao fundo vemos a Igreja da Misericórdia. Estas ruas paralelas à rua direita (rua da Palha e rua de S. João) são belíssimas, porque todas elas acabam visualmente no mar. É uma das mais belas zonas da cidade, cheia de comércio e movimento.
Por hoje é tudo. Amanhã há mais.
Aqui ficam 3 imagens do muro de escalada da escola Tomás de Borba, em Angra do Heroísmo. Do melhor que alguma vez vi em escolas.
Conto vir a participar na organização de uma competição nesta estrutura lá para Junho.


Aqui ficam hoje algumas fotos das poucas partes da casa onde já não se vêem caixotes pelo chão. Quando arrumarmos o resto, farei uma reportagem mais completa.
Casa de banho do andar de baixo. Inventámos esta ideia da cortina do duche a "esconder" a máquina de secar, um instrumento sem o qual dificilmente se consegue viver em Angra nesta altura do ano.
Uma parte da cozinha, com a filha a fazer os trabalhos de casa e a mãe com o seu habitual ar carrancudo (é só fumaça, ela na verdade é um doce).

Dois ângulos do nosso quarto, onde se pode ver uns quadrinhos da Ana Ventura, que colocámos aqui para aproveitar os pregos que já lá estavam.
Casa de banho do andar de cima, relativamente Ikeaizada.

Duas fotos da mesma vaca, na zona da Agualva, a zona assolada pela tromba de água no final do ano.
Hoje fomos a uma festa de anos de uma colega da Madalena. Felizmente, decidimos ir, apesar de não conhecermos ninguém nem ninguém nos conhecer. Foi muito bom contactar com pessoas "normais", incluindo uma simpatiquíssima espanhola de Maiorca que veio para cá, como nós, há 7 anos e ainda não se arrependeu. Conhecer pessoas interessantes é uma das actividades mais motivantes para quem vive numa ilha, sobretudo numa ilha como esta (não desfazendo).
Beijinhos e abraços.
ZM
Primeiras impressões da Terceira
Ao fim de quase duas semanas a morar em Angra do Heroísmo, aqui ficam breves notas sobre esta ilha.
Para lhe dar totalmente a volta, junto ao mar, apenas é necessário percorrer cerca de 82 km. A paisagem é sobretudo verde, quadriculada pelos muros de pedra vulcânica que cercam conjuntos de vacas preguiçosamente espojadas na erva.
Apesar de pequena, a Terceira tem uma variedade de ambientes surpreendente, tanto do ponto de vista da paisagem natural como do ponto de vista humano, arquitectónico, social, etc. Numa ilha tão pequena, há locais no interior com mais de 1000m de altitude. É impressionante.
A Terceira parece estar relativamente polarizada entre a capital – Angra do Heroísmo – e a Praia da Vitória, perto do aeroporto (e base aérea militar) das Lages, cidades unidas pela única via rápida da ilha, que tem o nome de Via Vitorino Nemésio. Talvez por isso, nota-se um grande investimento em actividades culturais, desportivas e recreativas.
São conhecidas as “touradas”, que aqui são no meio da rua, à corda, e com o pessoal todo aos pinotes nos cornos do bicho, mas nesta altura do ano (felizmente) ainda não tivemos oportunidade de ser confrontados com esta realidade. Posso dizer que no chão do passeio à nossa porta há uns encaixes para uma barreira (tipo borladero) que deverá ser utilizada durante o período de “touradas” da nossa freguesia (lá para Junho). Parece que durante algumas horas não poderemos sair de casa sem a jaqueta e a capa.
Coisas que não há por aqui:
Pressa
Stress
Filas de trânsito
Restaurantes a preços acessíveis
Centros comerciais
Leroy Merlin, Zara, Decathlon, Ikea, Toys’R’Us, Continente, etc, etc, etc
Auto-estradas, portagens, Via Verde
Fruta de jeito nos supermercados
Um dia inteiro sem chuva
O comércio por aqui é quase exclusivamente comércio tradicional. Quando digo tradicional, podia dizer antiquado. A sensação que tenho a tentar comprar alguma coisa aqui em Angra é a de que aterrei na Amadora (onde nasci) há mais de 30 anos. Sempre que procuro alguma coisa, a resposta é sempre do tipo: tem que ir à livraria do Adriano ou às ferragens Tomás de Borba ou à loja do senhor Matos em Cinco Ribeiras. De resto, por vezes é desesperante. Tentei comprar um pedaço de fio eléctrico branco de 2 condutores multifilares para fazer uma trafulhice lá em casa, levando o fio de terra de uma caixa eléctrica para outra. Corri a cidade inteira e não consegui encontrar o dito fio. Tive que inventar um remendo com dois pedaços de fio que tinha levado de Sintra para resolver o problema. Tentei comprar umas poleias rústicas com um determinado tamanho e acabaram por me dizer: “Não vai encontrar isso aqui na terra” e eu (ingenuamente) perguntei: “então em que terra encontro?”. O homem, rindo, disse: “isso só no continente”. É um exercício divertido, ter que viver com o que há, mas lá nos vamos habituando.
Tentei desbloquear um telefone Vodafone para poder usar o meu número, migrado para a TMN, mas para isso teria que comprar um cartão Vodafone para carregar o respectivo custo. Ora, a loja Vodafone de Angra (sim, A loja – só há uma) não tinha cartões disponíveis, só daqui a 3 ou 4 dias. Será do mau tempo no mar?
Entretanto, tivemos também oportunidade de frequentar uma escola “normal” na Terceira profunda. Foi aquela para onde nos mandaram por não haver vaga na que pretendíamos. Se as instalações pareciam excelentes, o recheio fez-nos fugir para um colégio ao final de 3 dias de “aulas”. Um horror. A sopa do almoço chega de outra escola numa geladeira Camping Gás, daquelas da Costa da Caparica. Não, não é numa panela dentro da geladeira, é mesmo a sopa directamente dentro da geladeira. Depois é servida para os pratos utilizando um jarro de plástico que já deve ter sido branco. Um nojo.
No colégio as coisas são francamente melhores, mas sai-nos do bolso.
Dois dias de aulas depois, já temos um convite para um aniversário de uma colega da Madalena. Dir-se-ia que a diversidade geográfica se estende à cultural e educativa.
Começo francamente a gostar muito desta terra.
Uma nota final: O Expresso chega cá, embora apenas ao final da tarde de Sábado. Já me sinto mais em casa.
Hoje não temos fotos.
Na segunda-feira já teremos internet em casa.
Beijinhos e abraços.
ZM
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