Mesmo ao bater do final de 2009, eis que a família Arrumário se muda de armas e bagagens para o meio do Atlântico. Já cá estamos, incluindo os gatos, e prometo que investirei mais no aspecto e na regularidade do blog de agora em diante, até porque isso me fará sentir mais "ligado". A fome dos últimos tempos (causada pela imensa carga de trabalhos que tem sido esta mudança radical) dará seguramente em fartura, assim que conseguirmos organizar a casa um pouco mais. Para quem andasse distraído, este blog será agora editado a partir de Angra do Heroísmo, na ilha Terceira. Desejo a todos um excelente 2010. ZM
Está à venda, pela melhor oferta (mesmo que seja baixinha), uma prancha de Snowboard Rossignol, com as respectivas fixações originais, no estado que as imagens acima documentam. As dimensões são: Comprimento - 155cm Largura na parte mais larga - 30cm Largura na parte mais estreita - 26.5cm
Estas botas Koflach, de alpinismo, estão igualmente à venda. Só a parte exterior está utilizável, o botim interior está em muito mau estado. Número 9.5 EU
1 - Ontem inscrevi-me no centro de emprego. Não me sinto desempregado, é mais entre empregos, mas tecnicamente tenho que me inscrever. 2 - Quando me preparava para deitar mãos à obra (de preparar a mudança da casa), eis que os garotos apanham gripe A (confirmação chega amanhã). 3 -Tenho um carro (um Fiat Panda a gasóleo) há 4 dias. Hoje fui parado pela Polícia. Depois de ver os documentos temporários, a carta e o BI, pergunta: - Se não é indiscrição, quanto deu pelo carro? Eu: "x. Tem poucos kms e tem menos de 2 anos" - E já agora, quanto é que marca aí o computador de bordo? Eu: "5, mas andei sempre às voltinhas." - E tal, gosto muito, é barato, económico, boa viagem, vá com Deus 4 - Uns kms adiante, a entrar numa rotunda, abrando para deixar passar um carro que circulava na dita. Nesse momento sou ultrapassado por uma carrinha, na bisga, que entra à papo seco, tirando o azimute ao tal outro carro que circulava tranquilamente. PUM, dá-se o acidente. Fui ver, estava tudo bem. Bebé a bordo, mais 3 adultos, tudo em bom estado. Dei o meu contacto para o caso de precisarem de testemunha. Há alturas da vida em que tudo parece suceder em simultâneo. ZM
Esta veio via Fluir de Espumas e deixou-me abananado. Se eu fosse músico, não descansava enquanto não escrevesse uma música para este poema.
Aqui fica a totalidade do poema. A mim, particularmente, impressiona-me o verso: "Se me vagueio, encontro só indícios... Ogivas para o sol - vejo-as cerradas; E mãos de herói, sem fé, acobardadas, Puseram grades sobre os precipícios..." De resto impressiona-me muito a figura de Mário Cesariny, o timbre da sua voz envelhecida, a mão direita, com a peruca em ar de chapéu, a mão esquerda, de cigarro abandonado, a praia meio descontextualizada, o mar.
Quási Um pouco mais de sol - eu era brasa, Um pouco mais de azul - eu era além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse àquem...
Assombro ou paz? Em vão... Tudo esvaído Num baixo mar enganador de espuma; E o grande sonho despertado em bruma, O grande sonho - ó dôr! - quási vivido...
Quási o amor, quási o triunfo e a chama, Quási o princípio e o fim - quási a expansão... Mas na minh'alma tudo se derrama... Entanto nada foi só ilusão!
De tudo houve um começo... e tudo errou... - Ai a dôr de ser-quási, dor sem fim... - Eu falhei-me entre os mais, falhei em mim, Asa que se elançou mas não voou...
Momentos d'alma que desbaratei... Templos aonde nunca pus um altar... Rios que perdi sem os levar ao mar... Ansias que foram mas que não fixei...
Se me vagueio, encontro só indícios... Ogivas para o sol - vejo-as cerradas; E mãos de herói, sem fé, acobardadas, Puseram grades sobre os precipícios...
Num impeto difuso de quebranto, Tudo encetei e nada possuí... Hoje, de mim, só resta o desencanto Das coisas que beijei mas não vivi...
Um pouco mais de sol - e fôra brasa, Um pouco mais de azul - e fôra além. Para atingir, faltou-me um golpe d'asa... Se ao menos eu permanecesse àquem...
Já é oficial. O terceiro está a caminho e tem pila. Provavelmente, a pedido dos manos, irá chamar-se Simão. Que o cosmos o acolha com gosto e que as forças do bem estejam connosco. ZM
O edifício começou já a ser construído. Pelos vistos, nem o autor se revê nele.
Na última edição do Expresso, Ruben de Carvalho lembra a frase de Frank Lloyd Wright (escrevo a citação original, porque sei que os meus leitores são entendidos em "estrageiro"): A doctor can bury his mistakes but an architect can only advise his clients to plant vines.
Parece um caso tipo "Crónica de uma morte anunciada". Ninguém quer que aquilo aconteça (nem o autor), mas também não parece conseguir-se encontrar uma forma de o evitar.
Pessoalmente, não conheço o local, apenas vi estas imagens, não posso dizer que tenha todos os dados necessários a formar uma opinião. De resto, resisto quanto posso a recusar um determinado projecto por me parecer demasiado estranho. Não recuso liminarmente, mas não gosto do que vi e de entre o Troufa Real e o Teotónio Pereira, estou inclinado a dar mais crédito a este do que àquele. ZM
A Casa Godinho é um projecto do arquitecto açoriano Paulo Gouveia, que fica em Fontanelas. É uma das peças de arquitectura que eu colocaria num guia da arquitectura incontornável da região de Sintra. Podem vê-la em mais detalhe no site do Fernando Guerra, procurando o projecto número 42 (Foi ao Fernando que piquei esta foto).
A razão porque a trago hoje aqui, infelizmente, é triste, mas sempre fica a homenagem. ZM
Este é o novo livro do João Garcia, que me foi oferecido pelo próprio, no meu último aniversário, dia em que corri a maratona de NY. Já o li todo e digo-vos que vale bem a pena. O João e o Rui Nabeiro são duas pessoas muito interessantes. Fiquei com vontade de comprar a máquina do Delta Q. Se for caso disso, procurem-no na livraria. João, obrigado pela prenda. Boa sorte para o Anapurna. ZM
O Aracan é um barco que veio da Suécia para as mãos do meu pai, esteve em Lisboa durante alguns anos, e agora foi para França para as mãos da minha mana do meio, a nova proprietária. É uma embarcação com a minha idade e já falei dele aqui e aqui. Antes de viajar para França, foi utilizado para fazer o anúncio do Banif. Vê-se um bocado de raspão, mas é ele.
Vi o ângulo de onde pretendia fazer a foto, coloquei a Tokina 11-16, atarraxei o mini tripé que tinha comigo, dirigi-me ao local. Procurei alguém a quem pedir autorização, mas estava tudo muito ocupado. Avancei. Quando já tinha tudo pronto, só me faltava carregar no botão, oiço atrás de mim: "Excuse me sir, you can't take pictures from this balcony, you're inside the restaurant". Eu disse que ia já embora e carreguei no botão. Teve que passar o tempo do automático e depois o tempo da exposição, mas não arredei pé sem a imagem. Gosto particularmente da figura central da foto, numa mancha de luz. Foi ocasional, mas acho que fez a imagem.
Ontem fomos finalmente ver a casa das histórias da Paula Rego. Comemos por lá, na companhia do Sr. Presidente da Câmara, António Capucho. Gostei do edifício e da colecção. Gostei igualmente do preço (gratuito) e do almoço na cafetaria (têm um prato vegetariano, que no caso era strogonoff de Seitan). Aqui ficam algumas fotos.
Se for caso disso, passem por lá, que vale a pena.