Matar saudades
>> segunda-feira, dezembro 01, 2008






Uma sequência particularmente divertida do Lourenço a morder azedas.
Desejos de boas festas para os poucos leitores que vão passando por cá.
ZM
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.






Uma sequência particularmente divertida do Lourenço a morder azedas.
Desejos de boas festas para os poucos leitores que vão passando por cá.
ZM
Dois amigos de longa data tomaram recentemente uma decisão que muitos de nós gostaríamos de ter a coragem de tomar: compraram uma carrinha-casa, desfizeram-se de tudo o que tinham e soltaram amarras. Andam algures pelo mundo, certamente mais felizes do que se tivessem preferido a segurança de se manterem por cá a maldizer o dia a dia.
Têm, por enquanto, uma única ligação ao porto, que não conseguiram quebrar por força do mau estado do mercado imobiliário: o apartamento onde viviam, em Belém.
Para o caso de haver interessados na aquisição de um apartamento com "muito boa onda", a minutos a pé dos pastéis de Belém, com uma vista invejável sobre o rio Tejo, aqui fica o link com a descrição e fotos. Está à venda, mas não sei ao certo o número.
Apartamento em Belém.
Infelizmente não tenho comissão, mas se o futuro comprador aparecer por via do Arrumário, no mínimo vou exigir uma dúzia de Pastéis de Belém e um calendário de 2009 autografado pelo PR.
A transformação que fizeram neste apartamento foi absolutamente fantástica. Lá dentro respira-se bom ar e uma energia particularmente positiva. É daqueles locais onde apetece ficar muito tempo. Se andasse a procurar um T2 para aqueles lados, considerava seriamente uma visita a este e acho que não saía de lá sem deixar um sinal ao vendedor. Espalhem a notícia, porque é um desgosto ver um apartamento com estas características sem ninguém lá dentro a morar.
ZM
A notícia do carro eléctrico patrocinado pelo governo português é no mínimo curiosa.
Destaco a frase: "...o Governo pretende que 20 por cento da frota automóvel do Estado tenha emissões zero a partir de 2011"
Emissões zero de quê? De gases de escape? Isso talvez, mas se tivermos em conta que a quase totalidade da electricidade produzida em Portugal provém de centrais térmicas, com rendimentos abaixo dos 40%, é fácil perceber que por cada Km andado nestes carros, com base em energia da nossa rede eléctrica, estaremos a emitir mais do dobro do CO2 que emitiríamos se andássemos num carro convencional a gasolina ou a gasóleo.
Onde estes carros circularem, teremos um ar todo "limpinho", à custa de mais do dobro da poluição em Sines, Setúbal ou Abrantes.
Deixo aqui uma referência ao acaso:
"Power plants burn a third of the fuel in the world. They account for a third of the CO2, therefore, released from the burning of fossil fuel. In my own country they release two thirds of the sulphur oxides and a third of the nitrogen oxides. What's more, every unit of electricity you save at the point of use saves typically three or four units of fuel, namely coal at the power plant. And in socialist or developing countries that ratio is more like five or six to one.", retirado de http://www.ccnr.org/amory.html
O carro eléctrico, no panorama actual, é uma fraude. Teremos provavelmente ainda muitos anos pela frente antes de podermos ter electricidade mais limpa do que o combustível fóssil queimado directamente no motor do carro.
Só não percebo se este projecto é fruto de ignorância ou é mesmo um caso grave de venda da banha da cobra.
ZM
Ando com esta banda completamente em repeat.
Vou ter que ir para os Linda Martinómanos Anónimos.
Se houvirem falar de um concerto, avisem que eu já estou a caminho.
Obrigado Sara pelo Olhos de Mongol. Estou em parafuso com estas cantigas!
Apenas 2 muito breves notas positivas:
1 - Congratulo-me com a mudança política nos Estados Unidos da América. Penso que estamos a viver uma época que ficará bem gravada nos livros de história e acredito que o resultado desta eleição, no momento que já estamos a viver, vai trazer para o mundo uma energia de mudança muito positiva.
2 - O curso que estou a fazer - Sustainable Energy Systems - é absolutamente extraordinário e apaixonante. Embora isso não me surpreenda na totalidade, sei agora que Portugal tem gente fantástica nas universidades, desde professores a alunos e esta é também uma nota positiva que deixo aqui relativamente ao nosso país.
Num momento de crise como o que estamos a viver, sinto mais a excitação da oportunidade do que a angustia da mudança. Era só isso o que queria deixar aqui registado.
ZM
Parece-me que não vou conseguir largar isto.
Mas esta eu tinha que deixar aqui:
XDRTB.org
Fiquei triplamente comovido.
Em primeiro lugar, a situação.
Em segundo, as fotos. Reparem nos enquadramentos, nas posições dos olhares dentro do rectângulo, nas linhas que nos conduzem ao objectivo, nas expressões. Impressionante.
Finalmente, a música, banda sonora do Amores Perros, Babel e 21 Gramas. Estou esmagado.
Só uma pequena nota:
Este blog é totalmente anti-praxe!
A forma como os imbecis dos praxantes olham para os caloiros ofende-me e indigna-me.
Se não há outra forma de acabar com aquilo, deixemo-nos de paninhos quentes, proíba-se.
Apoio este.



Ontem participei no meu último compromisso para o ano lectivo 2008/2009, que já estava marcado antes de me meter na aventura da escola. As imagens que aqui vemos foram o resultado de um encontro de fotógrafos na Adraga.
Entretanto, estou a fazer uma pós-graduação que durará um ano lectivo, pelo que tive que encerrar todas as portas para poder dedicar a totalidade do meu tempo e energia a esse projecto.
Por essa razão, tal como já tinha anunciado, o Arrumário vai entrar em ano sabático.
Deixo aqui estas fotos, para tentar alegrar um bocadinho quem cá venha bater com o nariz na porta nos próximos 10 meses ou coisa que o valha.
Se quiserem, assinem ali o RSS. Recomendo o Google Reader, que tenho usado com grande sucesso e satisfação. Assim, se por acaso cair aqui uma foto ou uma linha, sempre serão avisados de forma automática.
Desejem-me força, paciência e coragem, porque com a minha vida, esta vai ser a mais dura de todas as aventuras a que me propus nos últimos tempos (e a mais cara também...)
Hasta la vista, baby...
ZM

Como disse, isto vai abrandar, mas como ainda estou com o balanço, aproveito para partilhar as últimas.




Uma visita à LX Factory, por causa da exposição de Peter Zumthor, deu afinal um conjunto de fotos que não têm nada a ver com a exposição e o seu conteúdo. Prefiro fotografar sozinho, por isso perdi-me no edifício e andei a fotografar arqueologia industrial. Quanto à exposição, vale bem a pena lá passar.
Isto agora anda reduzido a eco do que já está algures na rede.
Este é um pedaço do filme Le Mepris de Jean Luc Godard, filmado numa das mais extraordinárias casas de todos os tempos: a Casa Malaparte, em Capri, do arquitecto Adalberto Libera.
O que é que me atrai no desenho desta casa?
Isto tem estado parado e vai parar ainda mais. Brevemente explico porquê.
Entretanto, encontrei esta pérola, da qual nunca tinha ouvido falar antes e que já tem mais de 60 anos:
Trata-se da Casa del Arroyo ou Casa del Puente, construida emtre 1943 e 1946, projectada pelo arquitecto Amancio Williams para o seu pai, que era o compositor Alberto Williams. A casa-ponte estava sobre o ribeiro Chacras, que se encontra actualmente entubado.
Acho fantástica esta ideia da casa-ponte, com uma entrada para cada margem do ribeiro, cheia de luz e de vista para o bosque. É uma verdadeira escultura habitável, em cujo interior penso que teria sido um grande prazer viver. Acho-a surpreendente e de uma beleza apaixonante.
Mais triste do que isso foi o destino recente da casa, visível nestas imagens:
Podem ver mais informações aqui.
O Arrumário vai entrar em ano sabático. Brevemente darei mais explicações
A propósito da exposição de Peter Zumthor, patente na LX Factory, em Alcântara, aqui fica um filme imperdível, em 3 partes.
Vale a pena assistir com atenção. Uma das mais fascinantes obras de arquitecturas de todos os tempos.
Quem não tem cão, caça com gato.
Como não tenho o talento que o Pedro Cabral apresenta aqui e aqui, apresento a minha interpretação da mesma igreja.
Junto o meu aplauso aos habitantes da Ulgueira, que estão a lutar pela conservação da sua igreja.
Eu não costumo ir à missa, mas se fosse, era a esta igrejinha adorável. A outra era a da Piedade, no alto da Eugaria, mas dessa não tenho ainda fotos.
Se é verdade que Deus está em toda a parte, no caso Dele, eu estaria sobretudo aqui.




Para quem frequenta a missa, é no segundo Sábado de cada mês, às 16:30h (até ao final de Setembro, depois é outro horário, que eu não sei). É caso para dizer: passem por lá.
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