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>> segunda-feira, setembro 22, 2008

Como disse, isto vai abrandar, mas como ainda estou com o balanço, aproveito para partilhar as últimas.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Como disse, isto vai abrandar, mas como ainda estou com o balanço, aproveito para partilhar as últimas.




Uma visita à LX Factory, por causa da exposição de Peter Zumthor, deu afinal um conjunto de fotos que não têm nada a ver com a exposição e o seu conteúdo. Prefiro fotografar sozinho, por isso perdi-me no edifício e andei a fotografar arqueologia industrial. Quanto à exposição, vale bem a pena lá passar.
Isto agora anda reduzido a eco do que já está algures na rede.
Este é um pedaço do filme Le Mepris de Jean Luc Godard, filmado numa das mais extraordinárias casas de todos os tempos: a Casa Malaparte, em Capri, do arquitecto Adalberto Libera.
O que é que me atrai no desenho desta casa?
Isto tem estado parado e vai parar ainda mais. Brevemente explico porquê.
Entretanto, encontrei esta pérola, da qual nunca tinha ouvido falar antes e que já tem mais de 60 anos:
Trata-se da Casa del Arroyo ou Casa del Puente, construida emtre 1943 e 1946, projectada pelo arquitecto Amancio Williams para o seu pai, que era o compositor Alberto Williams. A casa-ponte estava sobre o ribeiro Chacras, que se encontra actualmente entubado.
Acho fantástica esta ideia da casa-ponte, com uma entrada para cada margem do ribeiro, cheia de luz e de vista para o bosque. É uma verdadeira escultura habitável, em cujo interior penso que teria sido um grande prazer viver. Acho-a surpreendente e de uma beleza apaixonante.
Mais triste do que isso foi o destino recente da casa, visível nestas imagens:
Podem ver mais informações aqui.
O Arrumário vai entrar em ano sabático. Brevemente darei mais explicações
A propósito da exposição de Peter Zumthor, patente na LX Factory, em Alcântara, aqui fica um filme imperdível, em 3 partes.
Vale a pena assistir com atenção. Uma das mais fascinantes obras de arquitecturas de todos os tempos.
Quem não tem cão, caça com gato.
Como não tenho o talento que o Pedro Cabral apresenta aqui e aqui, apresento a minha interpretação da mesma igreja.
Junto o meu aplauso aos habitantes da Ulgueira, que estão a lutar pela conservação da sua igreja.
Eu não costumo ir à missa, mas se fosse, era a esta igrejinha adorável. A outra era a da Piedade, no alto da Eugaria, mas dessa não tenho ainda fotos.
Se é verdade que Deus está em toda a parte, no caso Dele, eu estaria sobretudo aqui.




Para quem frequenta a missa, é no segundo Sábado de cada mês, às 16:30h (até ao final de Setembro, depois é outro horário, que eu não sei). É caso para dizer: passem por lá.
Aqui fica mais um conjunto de fotos de um projecto de Manuel Graça Dias, pouco divulgado, mas que acho fenomenal. Adoro a escala, a cor, os vãos criteriosamente recortados (o que dá para a casa principal é um óculo branco, belíssimo, mas não aparece nestas imagens), aquele ar de casa de chocolate, como se fosse um refúgio. Na segunda foto vemos a casa principal (a precisar de uma pintura), cujo autor não sei se será o mesmo. Esta propriedade pertenceu a Julião Sarmento. Penso que foi dele a ideia de fazer esta espécie de estúdio.
Esta é uma das propriedades mais interessantes da minha zona, senão mesmo a mais interessante de todas. A casa principal precisava de uns ajustes para se tornar mais sustentável, mas é igualmente um projecto com muita qualidade (do meu ponto de vista).





Uma banda bastante simpática, que tocou um dia destes nas Festas de Nafarros.
Uma ruína no alto de Nafarros.
Uma mansão de gosto no mínimo discutível, com vista para um monte de lixo.
Sinais do incêndio do ano passado.
Esta foto é do mesmo objectivo que o Pedro publicou, mas já tinha sido feita antes :-)
Uma das melhores bandas Portuguesas de todos os tempos, provavelmente a melhor banda "viva" nacional, os Linda Martini são praticamente ignorados pelas rádios e quase totalmente desconhecidos do público.
Aqui fica o link para o seu MySpace. Passem por lá e oiçam a totalidade do último álbum online.
Para os poucos que os conhecem, estão a tornar-se uma banda de culto. É impossivel encontrar CD's à venda (para além deste último, disponível na editora Rastilho). Já deve haver exemplares do "Olhos de Mongol" à venda no mercado negro.
Não sei de onde saíram, nem onde foram buscar aquela energia que lhes sai das guitarras, mas apetece ouvi-los incessantemente até derreter os ouvidos. As cordas destas guitarras devem ser feitas com urânio enriquecido!
Se ouvirem falar de um concerto, avisem.
Umas fotos perdidas, que fiz no dia de anos da Madalena.
Nesta, gosto particularmente da tensão que congelei na imagem do momento de soprar a vela. Parece que a moça vai premir o detonador de um cartuxo de nitroglicerina. Até o pobre Lourenço, lá atrás, está com cara de quem vai assistir a uma explosão.
Este é o fenomenal animador das noites do Twister Gigante, nas festas de Alcobaça. Pena a foto não ter som...
A luz está um bocado manhosa, mas tudo à volta era neon. Não havia muito a fazer. Gosto da expressão e do bokeh, no fundo.
No Sábado passado, ao final do dia, fui participar no Lisbon Photo Walk.
O objectivo era simples: juntar grupos de até 50 fotógrafos, em inúmeras cidades de todo o mundo, para um passeio de 2 horas a fotografar. Todos os passeios aconteceram no mesmo período, apenas diferindo nos respectivos fusos horários. No final, cada participante publica no Flickr as suas melhores fotos e as melhores de todas serão premiadas com um livro sobre Adobe Lightroom 2.0
Às 18:30h, arrancaram da Praça do Comércio cerca de 40 fotógrafos, em direcção ao miradouro de Santa Luzia. Depois seguimos até à Graça, seguindo sempre a linha do eléctrico 28.
Aqui ficam algumas das imagens que fui fazendo:




Chegados a este ponto do percurso, se repararem nesta foto, verão que encontrámos um eléctrico cuja ligação ao fio eléctrico tinha "descarrilado". A corda que permite colocá-la de volta no lugar estava embrulhada no fio, e já tinham atado à ponta da corda uma massa de malabarismo ou um taco de baseball para irem atirando sobre o fio até desatar o nó. Quando a turba de fotógrafos chegou ao local estavam várias pessoas a tentar resolver a situação. Uma funcionária da Carris (julgo que não era a "guarda-freio") tentou chegar à cobertura do eléctrico para desembrulhar a corda e eis que surge um Neozelandês, muito solícito, que lhe apoia as manápulas em cheio nas nalgas para a ajudar. A moça também não se atrapalhou, mas apesar de terem estado nesta pose tempo suficiente para ficarem registados para a posteridade em diversas máquinas fotográficas, tiveram que encontrar um plano B. Finalmente chega-se outro eléctrico junto do primeiro e o Neozelandês trepa para a cobertura e começa a desembrulhar a corda com a ajuda da tal massa ou taco. Já todos estavamos a prever neozelandês assado para o jantar. Finalmente consegue fazer chegar a corda ao solo, já totalmente liberta do fio eléctrico e desce sob grande ovação. Segundo contou por mail ao Benjamim (a quem pediu um endereço para pedir as fotos), era o seu primeiro dia em Lisboa. O homem ficou enfeitiçado logo nas primeiras horas a deambular naquela cidade. Foi muito emocionante ver Lisboa com olhar de turista, sobretudo depois desta "aventura".



Finalmente chegámos ao miradouro da Senhora do Monte, já perto do pôr do Sol. Toda a gente foi montando os respectivos tripés (seriam provavelmente cerca de 20) ao longo da guarda do miradouro, tudo a apontar para o rio e para a cidade. Passado algum tempo, aparece um indivíduo a perguntar o que se ia passar. Fartámo-nos de rir e dissemos-lhe que não se ia passar nada mais do que o pôr do Sol e o cair da noite, pelos quais todos esperámos para ir fazendo umas fotos. É fácil perceber a preocupação do homem. Ver algumas dezenas de fotógrafos todos a apontar as máquinas para o mesmo lado, faz pensar que alguma coisa se vai ali passar de extraordinário.
Pareciamos um bando de paparazzi que tivesse tido conhecimento de que a Lili Caneças ia aterrar de pára-quedas na Praça da Figueira.
Acabámos a comer um delicioso bitoque numa tasca ali da zona, pelo qual pagámos uns míseros 5€. Lisboa é (ainda) uma cidade que não tem preço nem comparação.
O slideshow com a totalidade das fotos que fiz está aqui.
O slideshow com todas as fotos apresentadas no final está aqui (se tiverem paciência para ver quase duas centenas de fotos).
Foi um evento muito engraçado e inspirador. Gostei de ver as fotos que os outros fizeram no mesmo local e à mesma hora que eu. Cada um teve uma visão particular e há no conjunto fotografias notáveis.
Se tiverem paciência, passem por lá.
ZM

A Ana Ventura submeteu-se à lente do Benjamim. Conheço ambos e congratulo-me com a junção destes dois talentos fenomenais.
Parabéns aos dois.
Aguardamos pela reportagem (que sairá na Visão) e pelos All Star, brevemente, em pés de todo o mundo.
Mais informações em:
Papeis Por Todo o Lado/
Benjamim
DN online

Torre de vigia de prevenção de incêndios. Nafarros.
Céu em chamas após o pôr do Sol. Nafarros.
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