Igreja da Ulgueira
>> quarta-feira, setembro 03, 2008
Quem não tem cão, caça com gato.
Como não tenho o talento que o Pedro Cabral apresenta aqui e aqui, apresento a minha interpretação da mesma igreja.
Junto o meu aplauso aos habitantes da Ulgueira, que estão a lutar pela conservação da sua igreja.
Eu não costumo ir à missa, mas se fosse, era a esta igrejinha adorável. A outra era a da Piedade, no alto da Eugaria, mas dessa não tenho ainda fotos.
Se é verdade que Deus está em toda a parte, no caso Dele, eu estaria sobretudo aqui.




Para quem frequenta a missa, é no segundo Sábado de cada mês, às 16:30h (até ao final de Setembro, depois é outro horário, que eu não sei). É caso para dizer: passem por lá.
A Casa do Guarda
Aqui fica mais um conjunto de fotos de um projecto de Manuel Graça Dias, pouco divulgado, mas que acho fenomenal. Adoro a escala, a cor, os vãos criteriosamente recortados (o que dá para a casa principal é um óculo branco, belíssimo, mas não aparece nestas imagens), aquele ar de casa de chocolate, como se fosse um refúgio. Na segunda foto vemos a casa principal (a precisar de uma pintura), cujo autor não sei se será o mesmo. Esta propriedade pertenceu a Julião Sarmento. Penso que foi dele a ideia de fazer esta espécie de estúdio.
Esta é uma das propriedades mais interessantes da minha zona, senão mesmo a mais interessante de todas. A casa principal precisava de uns ajustes para se tornar mais sustentável, mas é igualmente um projecto com muita qualidade (do meu ponto de vista).




Nafarros - Fotos
>> segunda-feira, setembro 01, 2008

Uma banda bastante simpática, que tocou um dia destes nas Festas de Nafarros.
Uma ruína no alto de Nafarros.
Uma mansão de gosto no mínimo discutível, com vista para um monte de lixo.
Sinais do incêndio do ano passado.
Esta foto é do mesmo objectivo que o Pedro publicou, mas já tinha sido feita antes :-)
Linda Martini
>> sexta-feira, agosto 29, 2008
Uma das melhores bandas Portuguesas de todos os tempos, provavelmente a melhor banda "viva" nacional, os Linda Martini são praticamente ignorados pelas rádios e quase totalmente desconhecidos do público.
Aqui fica o link para o seu MySpace. Passem por lá e oiçam a totalidade do último álbum online.
Para os poucos que os conhecem, estão a tornar-se uma banda de culto. É impossivel encontrar CD's à venda (para além deste último, disponível na editora Rastilho). Já deve haver exemplares do "Olhos de Mongol" à venda no mercado negro.
Não sei de onde saíram, nem onde foram buscar aquela energia que lhes sai das guitarras, mas apetece ouvi-los incessantemente até derreter os ouvidos. As cordas destas guitarras devem ser feitas com urânio enriquecido!
Se ouvirem falar de um concerto, avisem.
Aniversário e festas
>> quinta-feira, agosto 28, 2008
Umas fotos perdidas, que fiz no dia de anos da Madalena.
Nesta, gosto particularmente da tensão que congelei na imagem do momento de soprar a vela. Parece que a moça vai premir o detonador de um cartuxo de nitroglicerina. Até o pobre Lourenço, lá atrás, está com cara de quem vai assistir a uma explosão.
Este é o fenomenal animador das noites do Twister Gigante, nas festas de Alcobaça. Pena a foto não ter som...
A luz está um bocado manhosa, mas tudo à volta era neon. Não havia muito a fazer. Gosto da expressão e do bokeh, no fundo.
Lisbon Photo Walk
>> segunda-feira, agosto 25, 2008
No Sábado passado, ao final do dia, fui participar no Lisbon Photo Walk.
O objectivo era simples: juntar grupos de até 50 fotógrafos, em inúmeras cidades de todo o mundo, para um passeio de 2 horas a fotografar. Todos os passeios aconteceram no mesmo período, apenas diferindo nos respectivos fusos horários. No final, cada participante publica no Flickr as suas melhores fotos e as melhores de todas serão premiadas com um livro sobre Adobe Lightroom 2.0
Às 18:30h, arrancaram da Praça do Comércio cerca de 40 fotógrafos, em direcção ao miradouro de Santa Luzia. Depois seguimos até à Graça, seguindo sempre a linha do eléctrico 28.
Aqui ficam algumas das imagens que fui fazendo:




Chegados a este ponto do percurso, se repararem nesta foto, verão que encontrámos um eléctrico cuja ligação ao fio eléctrico tinha "descarrilado". A corda que permite colocá-la de volta no lugar estava embrulhada no fio, e já tinham atado à ponta da corda uma massa de malabarismo ou um taco de baseball para irem atirando sobre o fio até desatar o nó. Quando a turba de fotógrafos chegou ao local estavam várias pessoas a tentar resolver a situação. Uma funcionária da Carris (julgo que não era a "guarda-freio") tentou chegar à cobertura do eléctrico para desembrulhar a corda e eis que surge um Neozelandês, muito solícito, que lhe apoia as manápulas em cheio nas nalgas para a ajudar. A moça também não se atrapalhou, mas apesar de terem estado nesta pose tempo suficiente para ficarem registados para a posteridade em diversas máquinas fotográficas, tiveram que encontrar um plano B. Finalmente chega-se outro eléctrico junto do primeiro e o Neozelandês trepa para a cobertura e começa a desembrulhar a corda com a ajuda da tal massa ou taco. Já todos estavamos a prever neozelandês assado para o jantar. Finalmente consegue fazer chegar a corda ao solo, já totalmente liberta do fio eléctrico e desce sob grande ovação. Segundo contou por mail ao Benjamim (a quem pediu um endereço para pedir as fotos), era o seu primeiro dia em Lisboa. O homem ficou enfeitiçado logo nas primeiras horas a deambular naquela cidade. Foi muito emocionante ver Lisboa com olhar de turista, sobretudo depois desta "aventura".



Finalmente chegámos ao miradouro da Senhora do Monte, já perto do pôr do Sol. Toda a gente foi montando os respectivos tripés (seriam provavelmente cerca de 20) ao longo da guarda do miradouro, tudo a apontar para o rio e para a cidade. Passado algum tempo, aparece um indivíduo a perguntar o que se ia passar. Fartámo-nos de rir e dissemos-lhe que não se ia passar nada mais do que o pôr do Sol e o cair da noite, pelos quais todos esperámos para ir fazendo umas fotos. É fácil perceber a preocupação do homem. Ver algumas dezenas de fotógrafos todos a apontar as máquinas para o mesmo lado, faz pensar que alguma coisa se vai ali passar de extraordinário.
Pareciamos um bando de paparazzi que tivesse tido conhecimento de que a Lili Caneças ia aterrar de pára-quedas na Praça da Figueira.
Acabámos a comer um delicioso bitoque numa tasca ali da zona, pelo qual pagámos uns míseros 5€. Lisboa é (ainda) uma cidade que não tem preço nem comparação.
O slideshow com a totalidade das fotos que fiz está aqui.
O slideshow com todas as fotos apresentadas no final está aqui (se tiverem paciência para ver quase duas centenas de fotos).
Foi um evento muito engraçado e inspirador. Gostei de ver as fotos que os outros fizeram no mesmo local e à mesma hora que eu. Cada um teve uma visão particular e há no conjunto fotografias notáveis.
Se tiverem paciência, passem por lá.
ZM
Talentos
>> quinta-feira, agosto 21, 2008

A Ana Ventura submeteu-se à lente do Benjamim. Conheço ambos e congratulo-me com a junção destes dois talentos fenomenais.
Parabéns aos dois.
Aguardamos pela reportagem (que sairá na Visão) e pelos All Star, brevemente, em pés de todo o mundo.
Mais informações em:
Papeis Por Todo o Lado/
Benjamim
DN online
Duas fotos fresquinhas
>> quinta-feira, agosto 14, 2008

Torre de vigia de prevenção de incêndios. Nafarros.
Céu em chamas após o pôr do Sol. Nafarros.
Óbidos
>> segunda-feira, agosto 11, 2008
Em período de férias, como seria de esperar, as entradas no blog vão sendo mais raras. Uma curta visita a Óbidos, que os leitores habituais já sabem que é lugar de romaria frequente do Arrumário, resultou neste conjunto de imagens que aqui se mostra.





Aqui o slideshow de todas as imagens, no Flickr.
Boas férias aos que as estão gozando.
Velhos são os trapos
>> domingo, agosto 03, 2008
Por diversas ordens de razões, estive um longo período sem escalar rocha.
Ultimamente o corpo anda-me a pedir para voltar a escalar.
Há uma memória dos movimentos, do tacto da rocha, do sabor do magnésio, do vento perfumado de mar ou de floresta, que nos fica colada à pele e que nos visita regularmente, nem que seja em sonhos. A atracção pela rocha, ao fim de mais de um quarto de século de prática, é algo com que provavelmente viverei o resto dos meus dias.
Numa das minhas recentes incursões a Sintra, numa tentativa de acordar as fibras musculares atrofiadas, fui surpreendido por um casal de "velhotes" no cimo do Penedo. Julguei que fossem turistas em busca do caminho para o castelo, como acontece frequentemente. A minha primeira impressão viria a revelar-se profundamente errada.
O "velhote" saca do guia de escalada de Portugal, da Jingo Wobbly e pede-me, num italiano macarrónico, que lhe indique no croquis onde estamos.
Procurava um sector com vias fáceis, para onde eu próprio pensava dirigir-me, pelo que acabámos por ir juntos até lá. Pelo caminho, disseram-me que tinham 63 anos(!) cada um e que estavam ali para escalar. Eram alemães, mas só arranhavam italiano e francês. Tentámos comunicar em francês, porque o meu italiano é francamente mau, mas o francês deles não era muito melhor.
Fiquei impressionado com a desenvoltura com que aqueles 2 "velhotes", sobretudo a senhora, progrediam pela falésia, melhor do que muitos "jovens" que por lá tenho visto.
A "velhota" escalava à frente da corda, embora nestas fotos, estivesse na única via que a vi fazer em "top rope" (a corda que lhe dá segurança vem de cima e não de baixo).
Eu andava por lá sozinho, e só nesta altura consegui fazer fotos. A luz está uma trampa, mas o documento é impressionante.
Fiquei pensar onde estavam naquele momento as mulheres portuguesas com a mesma idade. A comparação fez-me admirar esta mulher e desejar que eu próprio venha a ter esta coragem.



Que sirva de exemplo aos que se deixam escorregar para a velhice por preguiça. Que nos sirva de exemplo a todos. Velhos são os trapos.
Moinhos do Militão
>> terça-feira, julho 29, 2008
Bem perto da casa de que falei ontem, estão os conhecidos moinhos do Militão. O Militão, se ainda for vivo, mora em Magoito, já foi moleiro (penso que agora já não é) e tem pelo menos um deste moinhos à venda. Sinal dos tempos.

Encostada a estes moinhos está a nascer uma moradia bi-familiar, cujo desenho me parece igualmente interessante.






