Free Tibet
>> quarta-feira, maio 14, 2008

Salão de festas da Ataíja de Baixo - Alcobaça.
Pangea Day
>> sexta-feira, maio 09, 2008
Pangea Day
Acção promovida pelo fantástico Ted, cujo link está ali orgulhosamente dependurado
Sábado, 10 de Maio, entre as 19:00h e as 23:00h, onde houver uma ligação à Internet, com a participação de 180 países. Eu estarei frente ao écran, tanto quanto possível.
Amanhã, teremos mundo?
(Des)acordo Ortográfico
>> quinta-feira, maio 08, 2008

Embora me custe assinar uma petição ao lado de Zita Seabra, já lá consta o meu nome. Não concordo que a nossa escrita se altere à martelada, para satisfazer interesses que não consigo compreender.
António Muñoz Molina
>> terça-feira, maio 06, 2008
Las pasiones ideológicas son peligrosísimas. Uno puede pensar que las tensiones políticas son el reflejo de los conflictos de la realidad, pero en muchos casos son su origen. La política crea conflictos donde no existían y agrava los ya existentes en lugar de resolverlos.
Véase la alarmante actualidad española. La política, en países como España, es echar sal en las heridas y gasolina en el fuego, y encender hogueras donde no las había. El presente inquieta más cuando se piensa en lo que fue el pasado.
António Muñoz Molina
Diario
Um pequeno texto que dá que pensar, por um autor cuja escrita habitualmente me encanta.
Fotos do fim-de-semana
>> segunda-feira, maio 05, 2008

Sintra sob luz matinal
Escaladores desconhecidos, na via Ovomaltine, no Farol da Guia, em Cascais. O facto de estar um céu nublado, mas que deixava passar muita luz, deu um ambiente luminoso original nesta zona da falésia.
Madalena numa pausa do seu novo brinquedo: uma bicicleta com rodinhas.
Vamos lá imaginar...
>> quarta-feira, abril 30, 2008
No Domingo passado, depois da fantástica corrida dos 13Km do Guincho, onde obtive a minha melhor classificação de sempre (mesmo tendo em conta que havia poucos participantes), passei na Azoia, junto ao Cabo da Roca, onde está a crescer uma casa que me andava a intrigar. Aqui ficam as fotos, tipo livro de obra.
Vista de longe tem um aspecto muito apelativo, sobretudo por causa da cobertura ajardinada. Não sei se no final ficará com o betão à vista ou se levará algum revestimento térmico. É integralmente construida em betão.
Esta sala é surpreendente. Tem 3 zonas claramente definidas de projecto e será difícil fazer lá outra coisa, mas apetece muito passar um serão naquele espaço quando estiver concluido. O tecto em forma de túnel, construido também em betão, e os recortes nas paredes, criteriosamente desenhados, irão dar a esta sala um ambiente muito especial. A foto é tomada da rua, através daquilo que será um gigantesco vão, orientado a Sudoeste.
A cobertura "ajardinada", por enquanto um bocado selvagem, será um dos toques especiais desta moradia.
Trata-se igualmente da cobertura. Não fosse a chaminé ali ao fundo e julgaríamos estar perante o jardim.
Recorte na parede da sala, virado para Noroeste.
Grandes vãos dos quartos, virados para Sudoeste, e muro circundante da piscina.
No geral é um projecto que assenta sobre uma lógica muito original. Se outro mérito não tiver, tem pelo menos esse.
O betão aparente vai (infelizmente) fazendo escola, embora não saiba ainda se levará ou não algum acabamento. Esteticamente parece-me magnífica assim, mas do ponto de vista térmico devia levar um bom isolante, talvez com a mesma cor do betão aparente, que fica realmente muito bem nesta construção.
A distribuição da sala, o material do chão (tijoleira rústica), o tecto abobadado, as janelas recortadas, são muito interessantes. Gosto igualmente dos vários pátios interiores, em redor dos quais a casa se enrosca.
Não faço a mais pequena ideia de quem será o autor deste projecto, mas não tenho grandes dúvidas de que haveremos de o ver nas revistas, provavelmente visto pela lente da algum grande fotógrafo.
Bom fim-de-semana.
ZM
Sozinhos em casa III
>> segunda-feira, abril 28, 2008

CCB, antes da Meredith Monk (que concerto!)
Sozinhos em casa II
Uma das várias coisas que aproveitámos para fazer neste estupendo fim-de-semana sem crianças foi plantar alfaces lá na horta. Quando crescerem o suficiente para irem para a saladeira, mostrarei como ficaram. Por agora deixo aqui algumas fotos que fiz no horto de Alfaquiques, onde as fomos comprar.




Sozinhos em casa I
>> domingo, abril 27, 2008
Uma feliz coincidência fez com que estivéssemos ambos em casa, sem as crianças, na data do concerto da Meredith Monk, no CCB.
Para quem não conheça Meredith Monk, é preciso preparar os ouvidos para algo a que não estamos muito habituados. Meredith utiliza a voz como instrumento e leva isso tão "a peito" que toda a primeira parte do concerto foi exclusivamente voz. Primeiro com a cantora sozinha na boca do palco, sem qualquer instrumento na cena, tentando sempre arranhar os títulos das cantigas em Português - segundo ela, a mais bela língua do mundo -, depois com Theo Bleckmann, dono de uma voz extraordinária, com um dos mais largos registos vocais que alguma vez ouvi.
Para a minha mulher, que não conhecia o que ia ouvir, faltava-lhe a música :-)
Na segunda parte os temas foram quase todos com piano, teclas ou violino. O ensemble de Meredith Monk é uma selecção do que há de melhor em termos vocais no mundo.
Foi um concerto memorável, com a sala tão pouco povoada que mandaram toda a gente dos balcões e das galerias para a plateia. Felizmente também ganhámos com o upgrade.
Deixo aqui alguns links para videos sobre o trabalho de Meredith Monk.
Sei que para muita gente é uma música quase inaudível. Deixem-se levar e talvez acabem tão encantados quanto eu.
Obrigado, meu amor, pela companhia.
Casas aqui da zona
>> quinta-feira, abril 24, 2008

Casa de Manuel Graça Dias, no alto do Penedo
Casa de autor (para mim) desconhecido, no alto do Penedo. Julgo que é a casa que Mário Laginha referiu numa entrevista como sendo sua. É uma marca de arquitectura moderna na velha aldeia do Penedo. Acho-a bastante interessante, mas (como é frequente) encontro-lhe alguns erros do ponto de vista energético.
Uma cópia do projecto de Souto Moura junto ao farol da Guia. Esta encontra-se no Banzão e ignoro quem seja o autor.
Gosto sobretudo da secção que se ergue sobre pilotis e talvez gostasse ainda mais se a secção da garagem fosse menor. Acho-a demasiado parecida com a do Souto Moura e também com a do Valsassina, bem perto desta. Arriscaria mais uma autoria de Valsassina, já que Souto Moura agora já não usa esta linguagem. Acho discutivel o facto de ter o interior todo em aço e pladur (sem inercia térmica) e os vãos de vidro do chão ao tecto, sem qualquer respiração ou escape de calor. Estando virada praticamente a poente, eu teria colocado estores de lâminas no exterior destes grandes vãos para evitar os ganhos solares excessivos. Ainda assim, uma casa muito interessante.
ZM
Uma parede branca, nua e lisa

Aires Mateus - Casa no Litoral Alentejano (foto de Fernando Guerra)
Oriana entrou, disse bom-dia às coisas e pôs-se em frente do espelho:
- Espelho - disse ela -, olha-me bem, mostra-me como eu sou: vi o meu reflexo no rio e achei-me linda. Mas tenho medo de que o rio me tenha embelezado e lisonjeado como lisonjeia a paisagem. Mostra-me bem como eu sou para eu ver se o peixe disse a verdade e se eu sou ainda mais bonita do que o meu reflexo no rio.
- Oriana - disse o espelho -, sou, como já sabes, um espelho antiquíssimo. Há séculos que todas as meninas bonitas se põem em frente de mim para ver como são e todas querem saber se haverá no mundo alguém mais bonito do que elas. Vê-te bem. És muito bonita, mas há uma coisa muito mais bonita do que tu.
- O que é? - perguntou Oriana, ansiosamente.
- Uma parede branca, nua e lisa.
Sophia de Mello Breyner Andresen in "a fada oriana"










