Madalena em Alcobaça
>> quarta-feira, março 12, 2008

Madalena olhando o horizonte, do alto do Mosteiro de Alcobaça.
ZM
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.

Madalena olhando o horizonte, do alto do Mosteiro de Alcobaça.
ZM
Gosto de observar as pessoas e frequentemente apetece-me fotografá-las, mas fotografar pessoas é um estádio avançado da fotografia, a que eu porventura ainda não cheguei. Em Barcelona, se há coisa realmente variada, são as pessoas que inundam as ruas. Por isso, coloquei na máquina uma lente mais longa, para me proteger com a distância, e saí para a Rambla em busca de presas para alimentarem o meu exercício.
Aqui ficam algumas delas.






Este não é propriamente uma pessoa. Trata-se de uma das estátuas de cera que estão fora do museu.




Esta última é do mercado de Santa Catarina. Não é de pessoas, mas foi tirada na sequência.
Aqui fica o primeiro conjunto de fotografias que fiz durante a minha estadia em Barcelona para correr a maratona.

As 2 fotos anteriores são de um restaurante muito manhoso, onde almoçámos, que fica na Rambla Raval, um lugar a visitar forçosamente.
Museu de Arte Contemporânea de Barcelona
As famosas bicicletas gratuitas (ou quase), infelizmente só para residentes.






Todas estas fotos de mercado foram tiradas no mercado de St. Joseph, em plena Rambla. Apetece encher um cartão de 2GB só com imagens deste lugar.







Estas são todas do Museu de Arte Contemporânea e suas imediações.
Em Barcelona também há lixo e granel. Gostei da luz e do caos.
PS: acrescentei os comentários, porque ontem não tive tempo nem pachorra.
ZM
Qual é o repto desportivo mais significativo que poderia ter-me lembrado de encontrar para marcar a idade de 42 anos e mais alguns meses? Porque não 42Km mais alguns metros?
Pois é, aos 42 anos de idade decidi correr pela primeira vez na vida uma corrida de 42.195m, a maratona de Barcelona, que aconteceu no dia 2 de Março, Domingo passado.
Para já, podem consultar aqui o resultado.
Podem também ler aqui o relato na primeira pessoa do Fernando Jacto Carmo, o Português mais rápido a Oeste do Mississipi. Havia outro candidato ao título, mas encostou à box para não partir o motor.
Posso acrescentar que foi um resultado difícil de alcançar, que demorou meses a preparar, mas que me deu um prazer quase sexual a conseguir atingir. Tinha-me proposto ultrapassar (para baixo, entenda-se) a barreira das 3:30h e acabei bem dentro do limite definido, com 3:26:33 (tempo real).
Por hoje fico-me por aqui. É que subir as escadas para o quarto com o andar novo que entretanto adquiri vai ser uma empreitada difícil e morosa.
Espero voltar aqui brevemente para postar algumas fotos da belíssima cidade de Barcelona e para tentar contar um pouco mais em profundidade a história desta conquista.
Embora as pernas me digam que preferiam que eu não voltasse nunca a levantar-me desta cadeira, o cérebro já me vai soprando que talvez não fosse má ideia visitar a cidade de Berlim no Outono. Parece que há por lá uma corrida ou lá o que é. Já se ouve aqui dentro (da caixinha dos pirulitos) falar em 3:20h ou algo menos.
Parece um bom pretexto para visitar Berlim.
Boa semana para todos.
ZM
A Madalena anda a "estudar" os vulcões na escola. Como é habitual, anda um bocado obcecada pelo assunto. Este é o melhor vulcão que desenhou até agora. Acho-o fantástico.
ZM

Alcobaça, 23 de Fevereiro de 2008
Uma fantástica galeria de fotos da Casa no Gerês de Graça Correia e Roberto Ragazzi mostra o que até agora não tinha tido oportunidade de conhecer.
Já tinha visto a galeria de fotos do Fernando Guerra (projecto número 154), mas estas fotos de Nelson Garrido, além de surpreendentes revelam mais alguns pormenores da casa.
A Casa no Gerês é uma peça arquitectónica belíssima do ponto de vista formal. Está parcialmente enraizada no terreno, mas igualmente descolada dele, como se fosse uma aeronave prestes a partir. É assim parte âncora, parte pássaro. A zona social paira sobre o vazio, num equilibrio improvável, como se fosse despenhar-se ou, pelo contrário, descolar e sobrevoar a paisagem circundante. Já a parte privada está bem assente na terra, pesada, incapaz de perturbar o mais tranquilo sono.
A porta de entrada (uma delas, pelo menos) está justamente na fronteira desses dois universos, servindo de charneira entre o exterior, o interior aéreo e o interior terreno.
É um objecto apaixonante, cujas fotografias fazem realmente desejar habitar, nem que seja por breves instantes.
A guarda daquela espécie de varanda - proa de navio - é de uma elegância comovente. A forma como todo o volume se pendura na encosta abrupta é magnífica. Os grandes panos de vidro, ora sobre o vale e o rio, ora sobre o pequeno "quintal" e as árvores em redor, criam uma ligação sublime entre o interior e o exterior.
O único defeito que lhe aponto é o facto de ser construída em betão aparente. Julgo que a motivação para este "acabamento" terá sido apenas de ordem estética, mas será porventura um erro grosseiro em termos térmicos.
Em todo o caso, uma obra de arte habitável e apaixonante.
ZM
No carro, a caminho de casa, sob um temporal inclemente:
- A casa é o sítio mais protegido das nossas vidas. Não é, pai?
- (pausa) Acho que sim... (fico sempre meio às voltas, a pensar onde aquilo a vai levar)
- É que a casa tem uma porta que se pode trancar.
[Madalena (5 anos)]
Pode ser que dê em arquitecta :-)
ZM
Por alturas do Natal passado, o blog Serra de Sintra ofereceu um folheto com uma sugestão de passeio no Parque da Pena.
Entretanto andei sempre com o folheto impresso por perto, para ir lá seguir as pistas assim que fosse possível. No Domingo passado, lá fomos os 4 (a família toda), (re)descobrir os cantinhos propostos pelo Rui. O passeio proposto é muito interessante e, embora já conhecesse todos aqueles lugares, foi agradável seguir o fio condutor e ir lendo o texto do pequeno guia. Tomara que brevemente apareçam mais. Parabéns ao editor.
Aqui ficam algumas das fotos que fiz durante o passeio.
Lago de Cascais
Lago do repuxo (sem repuxo)
Madalena na Feteira da Rainha
Feto arbóreo na Feteira da Rainha
Azulejos da Fonte dos Passarinhos
Pateira acastelada no Lago de S. Martinho
O torreão, logo no inicio do percurso
Lago de S. Martinho
Se for caso disso, passem por lá.
Aqui fica o eco de 2 posts do Double Vie de Veronique:
How to paint the portrait of a bird - I
How to paint the portrait of a bird - II
Fantástico.
ZM




As 2 fotos anteriores remeteram-me imediatamente para as Avestruzes Bailarinas da Paula Rego.
Napoleão ou Napoleinho?

Termino como comecei, com um Noddy. Só que este está um bocado deprimido para carnaval, não?
ZM
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