Directório Arco

>> domingo, janeiro 27, 2008

Existe um novo blog que divulga arquitectura: Directório Arco.
Parece-me ser muito interessante.
Obrigado Pedro, pela referência. Já consta nos meus links ali do lado.
ZM

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Tourém - II

>> quinta-feira, janeiro 24, 2008

O nosso fim de semana em Tourém começou, como habitualmente, na casa dos avós, onde fomos entregar as crias para podermos seguir viagem como 2 namorados, livres de amarras, fraldas, chuchas, choros, birras, biberões, noites mal dormidas e alvoradas às 7:00h da manhã.
A "quinta" dos avós é um lugar muito inspirador em termos de imagens. Para já fiquem-se com estas.


As botas do cavador (o avô), a secarem ao sol.


O campino Lourenço, a javardar na terra.


Os futuros pés de salsa, que tanto animam as comezainas cozinhadas pela avó.


Um outro canteiro, já nem sei bem de quê.

Para quem não conhece as fotos anteriores, aqui fica o link para a galeria toda:
Ataíja

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Tourém

>> quarta-feira, janeiro 23, 2008

Este fim-de-semana (mais 2 dias) fomos respirar ares da região do lameiro, do fumeiro e do enchido. Estivémos em Tourém, uma aldeia com uma localização inverosímil, mas muito simpática.
Para já deixo aqui apenas 3 imagens para aguçar o apetite. Quando conseguir ter mais um tempinho voltarei com mais pormenores.


Igreja do Castelo
Pitões das Júnias


Os velhotes
Pitões das Júnias


Outeiro

Se for caso disso, vão passando por cá.
ZM

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Thorsten Hümpel

>> quarta-feira, janeiro 16, 2008

Em Abril de 2005 falei aqui de um fotógrafo que conheço, que tinha tido a sorte de fotografar a Casa do Cipreste. O seu nome é Thorsten Hümpel e, além daquela casa, fotografou inúmeros outros edifícios interessantes da zona de Sintra. Alguns dos trabalhos foram publicados, outros não.
Entretanto a vida em Portugal foi-se tornando cada vez mais difícil, como para todos os que cá continuamos teimosamente a viver, e o apelo do Sol não conseguiu segurar mais tempo um alemão que vivia com namorada e 2 filhos.
Não posso dizer que lhe perdi o rasto, porque sempre fomos mantendo o contacto por telefone ou e-mail, mas não sabia que tinha entretanto feito um site em alemão sobre o seu trabalho fotográfico.



No seu novo site apresenta muitas das fotografias que fez enquanto por cá trabalhou, que se centram sobretudo na zona de Sintra, mostrando-se imagens, que para muitos serão inéditas, de palácios e monumentos desta zona.
Nomeadamente:
+ Obras de Raúl Lino (Casa Branca e Monsalvat)
+ Herdade de Santos, de José Luís Monteiro
+ Palácio Biester (na foto)
+ Ramalhão
+ Quinta de S. Sebastião
+ Regaleira
+ Penha Verde
+ Quinta da Capela

Parece-me um documento importante, que estava até agora totalmente desconhecido.

ZM

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Parabéns

>> sexta-feira, janeiro 11, 2008

Fez ontem 3 anos que o Arrumário nasceu.
Nem dei por isso, mas aqui fica o auto-parabéns a você.
Está na altura de mudar.

Bom fim-de-semana a todos.
ZM

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Sequelas da entrada anterior

>> quinta-feira, janeiro 10, 2008

Escrevi a entrada anterior, sobre Thiago Braddell, em jeito de provocação, mas não esperava gerar tanta animação e sobretudo não contava ser lido por arquitectos de cuja produção bloguista sou leitor e por quem (porquê escondê-lo) nutro respeito intelectual.
Surpreende-me igualmente a forma como os comentários a essa entrada vêm no sentido de "eu também gosto de Thiago Braddell". Caramba, eu não gosto! Alguma falha da minha escrita deu a entender o que não sinto.
Quando digo que acho estas casas "bem desenhadas", "bem projectadas" ou com "distribuições de espaços interiores bem elaboradas" quero dizer apenas isso. Não quero de forma nenhuma dizer que gosto (esteticamente entenda-se) desta arquitectura.
Como recuperação de construções da época que pretende mimetizar, parece-me que este arquitecto faz um trabalho notável, daí a comparação com Baganha, mas partilho a ideia de que procurar esta linguagem no século XXI é uma rendição ao tal saudosismo de que fala João Amaro quando diz que “procuramos o enraizamento em pretéritas memórias. Ou antes, traços de memórias do que não se viveu nunca, numa fuga inquieta para o paraíso artificial e perdido”.
“O desejo de redenção dos nossos medos contemporâneos, a ilusão do passado, em conflito com o presente angustiante, é o tema da arquitectura de Thiago Bradell”. Admito que sim. Não tinha ido tão longe.
Recordo com ironia algumas das casas de Braddell na Quinta da Marinha, que não aparecem fotografadas e cujos donos (bem conhecidos) sei quem são.

“As contradições disciplinares são evidentes. Construir de novo o antigo com a tecnologia do presente é um óbvio paradoxo. O resultado é um postiço. A matéria arquitectónica é manipulada ao sabor da conveniência mesquinha da aparência.
Os vãos, as coberturas, as pérgolas, os pórticos, as chaminés, as cantarias, são a concretização pífia da ordem simbólica de um mundo facilmente reconhecível e apreensível. A escala é a da brutalidade com que se pretende afirmar um paradoxo e proporcional à carteira e desejos do cliente.”
Não teria sabido escrevê-lo desta forma, mas concordo em absoluto.

Também concordo com o António, que diz:
“Por estranho e absurdo que pareça, aquelas coisas do Thiago Bardell (ou lá como é...) são uma das mais justas e pertinentes "criticas" à arquitectura "fashion" das "caixas" mais ou menos "re-vestidas", bem fotografadas e muito a-parecidas (umas com as outras...), publicitadas nas revistas (todas...) e nos "suplementos" da praxe...
Uma crítica ao discurso absolutamente "vazio" dos umbigos e dos académicos”.

Não deixa de ser curioso que, apesar de tudo, tanta gente procure a arquitectura de Braddell, como se não se revisse na arquitectura do seu tempo, nomeadamente o próprio, como referi.
Eu, que sou apenas um consumidor de arquitectura, não me revejo igualmente em alguma da arquitectura do meu tempo, na qual encontro defeitos semelhantes aos apontados a Braddell: o ser por vezes "Um nicho de mercado das aspirações nouveau riche avessas à cidade e à sua diversidade e pluralismo" (como escreve João Amaro) e a mesma "brutalidade" na escala.

Vão lá ler, que vale a pena.

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Thiago Braddell

>> sexta-feira, janeiro 04, 2008

Thiago Braddell é o nome de um arquitecto bastante conhecido (pelo menos no meio em que tem mais clientes), com uma quantidade invejável de obra construida (quase totalmente moradias), mas que por um estranho fenómeno é totalmente ignorado pelos seus pares e pelos meios de divulgação da disciplina.

Braddell utiliza uma linguagem absolutamente inconfundível, tão própria que eu arrisquei publicar aqui fotografias de obras que suponho que sejam suas, mas sobre cuja autoria não tenho de facto nenhuma certeza.











Acredito que seja justamente por utilizar uma linguagem "antiga" e sem qualquer inovação ao longo das diversas obras (e são inúmeras) que este arquitecto é desconsiderado pela sua classe. Pessoalmente, nem como arquitecto desenharia este tipo de construção no século XXI, nem como cliente adquiriria uma casa destas feita de raiz nos dias de hoje. Contudo, tenho que admitir, observando com atenção, que estas são casas muito bem desenhadas, tendo distribuições de espaços interiores muito bem elaboradas.
Não conheço nenhuma por dentro depois de habitada, já que o meu passatempo é explorá-las enquanto em obra, até apanhar uma pazada de um capataz mais desconfiado, mas do que vi até hoje, achei-as sempre casas muito agradáveis e bem pensadas. Terão vãos demasiado contidos ou sombreados para o meu gosto, mas no geral são surpreendentemente bem projectadas.
Não se pode dizer que Braddell utilize esta linguagem por saber que há uma classe de tias (da Quinta da Marinha e do Patiño até à Beloura) que procura este tipo de estética e não a encontra facilmente noutro arquitecto. A verdade é que ele próprio habita uma casa Braddell tão igual às outras como qualquer uma.

Para que ninguém diga que este arquitecto só faz moradias, aqui fica o monumento da Senhora do Cabo, construido bem perto da sua própria casa:



A mais notável das suas obras, no entanto, foi a recuperação do velho Hotel da Lawrence, em Sintra. Talvez só por esta valha a pena todas as outras em que ganhou experiência.

Não sou muito adepto do saudosismo estético ou artístico. Jamais compraria um desses Minis actuais ou o Beettle, mas se no mercado automóvel isso não parece gerar grande prurido, porque há-de ser diferente na arquitectura?

Embora de uma forma mais variada, com uma linguagem menos monótona e mais actual, José Baganha tem um tipo de produção semelhante, sendo embora muito mais considerado entre arquitectos.

Não sei se é por as casas Braddell serem tão facilmente identificáveis ou se este arquitecto é um verdadeiro caso de sucesso, mas o facto é que não conheço nenhum outro com tanto projecto construido. Só na zona onde moro há cerca de 10 casas Braddell construidas (incluindo aquela onde habita). Como já referi, tem obra nos solos mais caros do país, nomeadamente na Quinta da Marinha e julgo que também do Patiño.
É tão ignorado pela "critica" quanto procurado pelos clientes. Como já disse, eu não lhe compraria um projecto, mas tenho a certeza que, sentado no seu terraço, com a serra de Sintra à frente, ao final do dia, esse facto deve diverti-lo bastante.

ZM

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Foto do dia

>> sexta-feira, dezembro 28, 2007


Photo by ZM
Nikon D80
18-70 AF-S DX @ 70mm
1/125 F4.5

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Casa da Moagem do Fundão

>> quinta-feira, dezembro 27, 2007

No post em que falei da Casa da Moagem do Fundão disse que colocaria aqui as outras fotos que tinha feito. Entretanto já me tinha esquecido delas e venho agora corrigir esse erro, na sequência de um pedido da Dora.













Do ponto de vista do projecto, não posso manifestar-me com clareza porquanto não vi quase nada para além do exterior. Além disso não conhecia a pré-existência, pelo que apenas posso dizer que o que lá está me parece muito interessante.

Em todo o caso, aqui vos deixo a apreciação feita pelo arquitecto Miguel Taborda, um fundanense de gema, que parece não ter ficado muito satisfeito com o resultado final:

Identidade perdida I
Identidade perdida II

Como diria qualquer fundanense: bem hajam!

Votos renovados de um estupendo 2008.

ZM

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Lagoas Park

Este é o primeiro prédio do complexo Lagoas Park que me parece interessante. As fachadas em vidro continuo a achar uma aberração, mas neste projecto foram utilizados alguns recursos que podem de alguma forma minimizar o impacto dos ganhos solares excessivos.



Na fachada Sul, da qual vemos uma parte na imagem, irão ser colocadas umas lâminas fixas (pelo que vi da imagem exposta antes da construção) para sombreamento dos vidros. A entrada Sul é recortada da fachada e tem junto ao solo uma cascata de água com uma área considerável. Julgo que a ideia será baixar a temperatura daquela espécie de poço virado a Sul, pelo efeito da evaporação daquela água. As escadas de serviço, ao contrário de todos os outros prédios do empreendimento, são abertas para o exterior. A cobertura é um terraço, aparentemente acessível aos locatários.
Para já ainda não está terminado, mas quando estiver mais avançado fica desde já a promessa de que actualizarei a reportagem.

PS: o lixo que se vê na foto é do vidro que estava entre mim e o prédio, não é do vosso ecrã nem da minha lente.

Bom ano de 2008 para todos.

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Passeios no Parque da Pena

>> sábado, dezembro 22, 2007

O blog Serra de Sintra, que tem desenvolvido um excelente e teimoso trabalho de divulgação do património da zona, bem como denúncia de diversos atentados e abandonos a que esse mesmo património tem estado sujeito, apresenta agora o primeiro dos anunciados folhetos de percursos no Parque da Pena. O Arrumário tira desde já o chapéu a esta iniciativa e recomenda vivamente que os caríssimos leitores imprimam o folheto e aproveitem o fim de semana do Natal para fazerem a primeira incursão guiada ao Parque da Pena.



Apetecia-me dizer, mas não posso, que há formas de poupar o elevado preço do bilhete de entrada, que infelizmente parece cair sempre em saco roto.

Feliz Natal para todos.

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Catarina de Bragança

>> terça-feira, dezembro 18, 2007

Já agora, de fugida, aproveito para publicitar a página oficial do Colégio Catarina de Bragança.

Claramente, o melhor colégio do mundo.

ZM

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2 fotos

Não ando com tempo para nada. Tenho tanto para contar e não consigo passar 10 minutos sentado ao teclado.

Só para não dizerem que isto morreu, aqui ficam os links para as 2 fotos mais recentes da minha galeria Pbase.

Moagem do Fundão

Azenhas do Mar num dia de Inverno

ZM

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L'Echo du Weekend Dernier

>> sexta-feira, dezembro 07, 2007

No fim-de-semana passado fomos de propósito ao Fundão para ver um espectáculo de Carlos Zingaro e de Francis Plisson, este um dançarino (e julgo que coreógrafo), aquele um fabuloso violinista e "maquinista".

Claro que tínhamos mais para ver no Fundão que, diga-se de passagem, é uma cidade muito atraente, com ar de comunidade estruturada, onde parece que as pessoas vivem com alguma qualidade. Tínhamos o edifício da Moagem, onde decorreu o espectáculo e sobre o qual falarei num outro post e tínhamos o Fundão e as suas imediações, onde fizemos uma corridinha matinal, daquelas de gelar um vulcão, armados em José Sócrates da Beira.

Antes de irmos para o Fundão, como já ficou dito, deixámos os garotos com os avós. Para já, aqui ficam mais 2 imagens desse "deixamento". Gosto particularmente da foto em que o avô aponta o caminho. Tomara que o possa fazer por muitos e bons anos. Estes farois, estas referências, são o que sustenta o edifício da pessoa ao longo da vida.


Lourenço, pensando nas couves da consoada.


O avô aponta o horizonte.

Chegados ao Fundão propriamente dito, fomos de corrida jantar "à aldeia", onde comemos um magnífico bacalhau assado, regado com Quinta dos Currais (que recomendo vivamente). Logo depois fomos até à Moagem, onde o espectáculo estava prestes a começar.
Chamava-se L'echo de mon corps répété dans le batement d'une aile murmurante.

No palco estava o Carlos Zingaro, ao comando das máquinas, com o seu ar tranquilo, como se nem lá estivesse, e Francis Plisson, de torso nú, quieto como uma estátua.





O ambiente era quente, vermelho como o sangue. Havia uma cama da qual escorrera um sonho escarlate que se derramara por todo o palco, como um mar sobre o qual pairava a figura de Francis, vestindo apenas umas calças de samurai. Havia ainda 2 espelhos irregulares, como janelas amarrotadas, reflectindo aquele oceano de sumo de sonho.


A figura começa a mover-se, sem qualquer som ou música, gerando ruído, como se todo o corpo fosse um microfone gigante. O movimento gerava sons de marulhar, de restolhar de roupas, que iam sendo gravados pelas máquinas de Zingaro e logo repetidos, re-alimentando o movimento do dançarino.



Zingaro era o tranquilo timoneiro daquela nave alucinante, recolhendo os sons de borboleta gerados pelos movimentos de Francis e logo os disparando de novo, excitando cada vez mais o dançarino.



Fomos assistindo a este distúrbio, por vezes alimentado também com alguns sons de violino, com ritmo e violência crescentes, dando a impressão que Francis se iria engolir a si próprio. Os braços pareciam não lhe pertencer, tal era a energia com que se moviam, como asas em alvoroço. Depois, numa espécie de êxtase, foi-se acalmando, abraçando o próprio corpo, deitando-se finalmente no tal leito, escorrendo ele também até submergir no mesmo mar de sonho.

Tivemos ainda tempo de ouvir um belíssimo poema, em francês:

"Je te flore
tu me faune

Je te peau
je te porte
e te fenêtre
tu m'os
tu m'océan
tu m'audace
tu me météorite

Je te clef d'or [como na Bele et la bête]
je t'extraordinaire
tu me paroxysme

Tu me paroxysme
et me paradoxe
je te clavecin
tu me silencieusement
tu me miroir
je te montre

Tu me mirage
tu m'oasis
tu m'oiseau
tu m'insecte
tu me cataracte

Je te lune
tu me nuage
tu me marée haute
Je te transparente
tu me pénombre
tu me translucide
tu me château vide
et me labyrinthe
Tu me paralaxe
et me parabole

tu me debout
et couché
tu m'oblique

Je t'équinoxe
je te poète
tu me danse
je te particulier
tu me perpendiculaire
et soupente

Tu me visible
tu me silhouette
tu m'infiniment
tu m'indivisible
tu m'ironie

Je te fragile
je t'ardente
je te phonétiquement
tu me hiéroglyphe

Tu m'espace
tu me cascade
je te cascade
à mon tour mais toi

tu me fluide

tu m'étoile filante

tu me volcanique

nous nous pulvérisable

Nous nous scandaleusement
jour et nuit
nous nous aujourd'hui même
tu me tangente
je te concentrique

Tu me soluble
tu m'insoluble
tu m'asphyxiant
et me lebératrice
tu me pulsatrice

Tu me vertige
tu m'extase
tu me passionnément
tu m'absolu
je t'absente
tu m'absurde"


Só achei o espectáculo muito curto. De resto foi surpreendente e muito belo.



No dia seguinte tomei algumas imagens do edifício da Moagem. Conto apresentá-las brevemente.

ZM

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Matt Stuart Shoots People

MATT STUART
SHOOTS PEOPLE

http://www.mattstuart.com/



Isto tem estado complicado. Tenho várias coisas na forja para colocar aqui, mas não tenho tempo. Lá chegaremos. Entretanto aqui fica o eco de uma das mais fabulosas galerias fotográficas que já vi. Prestem atenção aos detalhes.
Como fotógrafo amador, este é um horizonte muito atraente e motivador. Dá vontade de apanhar o primeiro voo para Londres e tentar "ver" como Matt Stuart. Eu arriscaria dizer que este homem é cego de um olho. Parece-me impossível uma pessoa com os 2 olhos a funcionar conseguir ver estas imagens antes de elas estarem esmigalhadas num ecrã.
Bom fim-de-semana.
ZM

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