S. Martinho (freguesia)
>> terça-feira, novembro 13, 2007
Aqui ficam 2 vídeos "particularmente parvos" de Bruno Nogueira, que acertam na mouche relativamente e esta fabulosa intervenção da minha Junta de Freguesia.
Arrumário era o nome que a pequena Madalena dava aos armários. Este blog é o arrumário electrónico das nossas experiências, emoções e ideias.
Aqui ficam 2 vídeos "particularmente parvos" de Bruno Nogueira, que acertam na mouche relativamente e esta fabulosa intervenção da minha Junta de Freguesia.
Cá ficam, finalmente as tais fotos que andei a tirar pela cidade antes de assistir ao concerto da Patti Smith, no Coliseu dos Recreios.
Lisboa, ultimamente, está mais bonita. Parece ter mais turistas e menos "gajos esquisitos". Talvez isso se deva ao Verão atrasado, mas a verdade é que naquela noite, a zona das Portas de Santo Antão apresentava-se menos "chunga" do que me lembrava e com um ar mais turístico e cosmopolita.
Comecei pelo símbolo do Metro, que nesta noite estava fotogénico.
Este é um prédio da Avenida.
O início do elevador do Lavra. Se tivesse mais tempo, teria subido a pé. A zona onde termina, lá no alto da colina, é estranha e também fotogénica.
Ainda o Lavra. Eu sei que está tremida, não precisam de me atirar isso à cara :-)
A luz era pouca e não havia tripé.
Palácio Foz do outro lado da Avenida. Policia do lado de cá.
Átrio de entrada do Coliseu dos Recreios. Esta sala ficou magnífica depois do restauro. Não é um luxo, mas é um belo espaço.
A estação de comboios do Rossio (Restauradores). Também ganhou muito com a recuperação.
Não considero estas imagens umas obras de arte, mas penso que descrevem o ambiente daquela parte da cidade, depois de o Sol se pôr, num fim-de-semana.
ZM
Aqui ficam as restantes imagens tomadas durante a peça O Nome da Rosa, no Convento de Cristo, em Tomar.
Foram todas feitas com a Nikon D80, com ISO800, a maior parte na mão (sempre sem flash). Dadas as condições, estou bastante satisfeito com o resultado.









Porque é que gostei menos desta peça do que do T. de Lempika? No T. de Lempika a audiência escolhe um caminho, ou seja, escolhe o personagem que vai seguir. Sabemos que fora da nossa vista há coisas a passarem-se que não vamos presenciar. Isso para mim foi o grande click dessa peça. Senti-me verdadeiramente a espreitar sobre o ombro de um personagem, vivendo o que ele vivia, sabendo que perdia outros momentos da peça. Isso dá-nos uma sensação vertiginosa de viver uma experiência real. Dei comigo no final da peça a chorar uma morte. Fui completamente agarrado por aquela forma de narrar. Nunca me tinha sentido tão mergulhado na ilusão.
No Nome da Rosa, pelo contrário, o público segue o Guilherme de Baskervile (?) em grupo, durante toda a peça. Ora, acontece que neste dia (talvez particularmente) havia muita gente com pouco entusiasmo e provavelmente com falta de forma física e de energia. Eu, que tinha corrido a corrida do Monge (aqui em Sintra) de manhã, andei sempre colado ao personagem que tinhamos que seguir, mas esperava sempre longos minutos até que se juntasse a nós o último da fila, calmamente. Isso quebrou muito o ritmo da peça. Fora isso, acho que o Carlos Carvalheiro encarnava muito melhor o papel que fez no T. de Lempika do que encarnou este Guilherme. Quem continuou em grande forma foi o representante da Inquisição, que no T. de Lempika era o camisa negra.
Eu gostei do que vi, de qualquer forma, mas para quem não tenha ainda assistido a uma peça deste grupo naquele local, aconselho em primeiro lugar o T. de Lempika. Estou desconfiado que serei repetente nessa peça brevemente.
ZM
No Domingo passado fomos finalmente ver a peça O Nome da Rosa, do grupo Fatias de Cá, no Convento de Cristo.
Para já, por falta de tempo, fica aqui esta foto ilustrativa. Assim que conseguir colocarei as restantes.
Gostei da peça, mas preferi de longe o T. de Lempika. O que não gostei n'O Nome da Rosa foi o facto de andar toda a gente junta atrás do Guilherme. Como neste caso, o pessoal andava todo a dormir, era sempre preciso muito tempo para voltar a reunir o rebanho. Acho mais dinâmico e divertido separar as pessoas em grupos como sucede com a outra peça. De qualquer forma, valeu bem a pena.
Desde o dia 28 de Outubro de 2007 que a humanidade se divide em duas partes. A parte A e a parte B. A parte A assistiu ao concerto da Patti Smith no Coliseu, a parte B não.
Lendo os voos de uma andorinha, blog de uma amiga que pertence à parte A, relembrei o extraordinário concerto daquela cantora.
Já me aconteceu assistir a um concerto que achei fantástico, mas ao ler as críticas percebo que fui tomado pela parte emocional e afinal nem tinha sido assim tão bom. No da Patti Smith, tenho que confessar que os níveis de emoção estiveram muito altos, mas ao ler as críticas e impressões de outras pessoas, percebo o quanto este concerto foi realmente excepcional. O som estava perfeito, pelo menos no lugar que me calhou. A grande Patti cantou com uma energia, uma entrega, uma devoção, que me fez chorar de emoção durante grande parte do evento. É difícil imaginar o Coliseu de Lisboa transformado numa sala intimista com um público rendido e entregue a uma cantora, mas foi isso que aconteceu. Foi por isso que Patti desceu do palco e dançou com a plateia, numa celebração apaixonada, como eu nunca tinha visto.
Patti Smith é dona de um registo vocal invejável, desde o murmúrio com que contou algumas histórias até ao intenso poder vocal com que gritou a plenos pulmões "People have the Power".
Seguindo a sugestão da Andorinha, experimentem procurar no Youtube Patti Smith e coliseu.
Destaco este, porque me fez vibrar intensamente no dia do concerto:
Ainda hoje me parece que sinto nos ossos a vibração desta música e no coração a emoção com que a escutei ao vivo.
No dia do concerto fui para Lisboa mais cedo porque tinha comprado os bilhetes na Ticket Line e tive que os ir levantar ao Coliseu. Andei por ali um bocado, sozinho, a apreciar aquela área da cidade e a tirar algumas fotos. Talvez por isso, senti-me particularmente próximo da banda que tanto gabou a cidade de Lisboa. Também eu tinha estado a vê-la com olhos de turista. Noutro post colocarei as imagens.
Como diria o menino Nelinho, ainda estou em estado de choque.
ZM
No Domingo passado fomos ver a exposição Knojo, no Pavilhão do Conhecimento, na Expo. Tenho que confessar que a exposição não me disse grande coisa.
Como já saimos de lá de noite, aproveitei para registar esta imagem, onde se podem ver a Madalena e um amigo.
Entretanto tenho andado com o PC pifado. Desde o crash, esta é a primeira foto em que pego. Estou a testar o Potoshop CS3 e acho-o um verdadeiro luxo.
ZM
Ontem fui um dos felizes participantes numa cerimónia apaixonante e mágica. Estive com a Patti Smith e a sua banda no Coliseu.
Apetecia-me falar deste concerto sem parar, mas as sensações atropelam-se e não consigo ter um discurso coerente sobre a coisa.
Recomendo para já a reportagem sobre o concerto no Blitz online.
Quando conseguir organizar as ideias, é provável que volte a falar deste evento. Já assisti a concertos impressionantes e memoráveis, mas este foi absolutamente inesquecível. Apaixonante.
Algumas fotos do Blitz -->
ZM
Tenho andado com pouco tempo para grandes truques, mas não posso deixar de destacar aqui o extraordinário update do site Ultimas Reportagens do Fernando Guerra.
Vejam o destaque que é dado n'A Barriga de um Arquitecto.
Subscrevo o que escreve o Daniel, mas acrescento que me parece, tanto quanto conheço, o mais extenso conjunto de reportagens fotográficas de arquitectura reunidas no mesmo site. A juntar a isso, temos a vantagem de ser maioritariamente arquitectura nacional, o que nos facilita o seu conhecimento ao vivo, e fotografada por aquele que é seguramente o mais talentoso fotógrafo de arquitectura a trabalhar em Portugal e provavelmente um dos mais notáveis do mundo. Que outros sites conhecem de um só autor com tamanho volume de reportagens fotográficas sobre arquitectura?
Temos muita sorte em termos por cá um fotógrafo deste calibre e arquitectos com a qualidade por ele apresentada. Já o disse noutras ocasiões, mas nunca será demais lembrar que, pelo menos nesta matéria, temos aqui largos motivos de orgulho.
Obrigado Fernando por continuares a DAR-NOS esta visão extraordinária sobre a arquitectura em Português.
Qual é o outro link?
www.casadavizinha.eu
Trata-se de um site que pretende apresentar projectos de construção sustentável ou onde se aproveitam energias renováveis.
O site tem muita informação, mas não é navegável, pelo que se torna um pouco desinteressante. Já lá andei várias vezes e ainda não vi tudo, mas tenho que confessar alguma desilusão por não ter lá visto um único projecto da arquitecta Livia Tirone.
Até hoje não vi em nenhum outro arquitecto uma coerência nesta matéria como a que demonstra a Livia Tirone, mas parece que os seus projectos não são muito bem vistos pelos restantes arquitectos nacionais. Falar de arquitectura sustentável e deixar de fora a esta arquitecta demonstra no mínimo alguma parcialidade.
Um exemplo: as paredes Trombe são um mecanismo fantástico para aquecer a casa ao final dos dias, sobretudo no Outono e na Primavera, mas não conheço nenhum outro arquitecto que as tenha utilizado em território nacional. Eu habito numa casa com paredes Trombe. Sei do que falo.
Segundo o Expresso, este site terá sido organizado pelo arquitecto João Santa-Rita, autor de um conjunto de 3 moradias em banda, em Janas, aqui bem perto.
Actualmente fala-se muito de arquitectura bioclimática e eu por vezes não consigo evitar um sorriso, porque vejo associar a esse conceito projectos que têm pouquíssimo senão nada de bioclimático. Não se trata apenas de um jargão para vender imóveis, trata-se de facto de uma forma de construir que tem regras descritas na literatura. Posso dizer com conhecimento de causa que os projectos da Tirone Nunes respeitam muito mais regras de arquitectura bioclimática do que a generalidade daqueles que são apresentados como exemplares.
Em todo o caso, não deixem de espreitar o site.
ZM

Madalena na praia de S. Rafael - Albufeira - Algarve.
Nikon D80
Nikkor 18-70 AF-S G ED @ 52mm
1/200 f/10
ISO 100
P&B em PS CS2
Levels, Curves, USM
Photo by ZM

Nikon D80
18-70 AF-S @ 20mm
1/200 f/13
ISO 400
Matrix mettering
Exposure -1/3
by ZM

Nikon D80
Nikkor 50mm AF 1.4
1/100 f/5
ISO 100
WB Cloudy
Photo by ZM
Isto agora anda mais fotoblog do que blog propriamente dito.
Cá fica mais uma imagem, tomada ontem, em Sintra, ao final do dia.
Gosto da forma como o Sol incendeia o candeeiro, "acendendo-o".
Não gosto da composição, mas não tinha tempo para muitas fantasias, porque o Sol iria esconder-se quase de imediato.
Nikon D80
Nikkor 18-70 AF-S @ 70mm
1/200 f/7.1
ISO 400
by ZM

Ponta da Piedade - Lagos - Portugal
Setembro 2007
Nikon D80
Nikkor 18-70 AFs @ 18mm
1/80
F8
100 ASA
Lourenço Marques, na Praia do Camilo, junto à ponta da Piedade - Lagos
Setembro de 2007.
Hoje fui com o Lourenço a Cascais. O objectivo era visitar a Casa de Santa Maria (O'Neill), uma magnífica obra de Raúl Lino, construida em 2 momentos: 1902 e 1918. Por alguma razão que desconheço não estava aberta, pelo que tive que me ficar pelo Farol de Santa Marta, que de qualquer forma vale bem uma visita.
Claro que aproveitei também para registar o Farol Design Hotel, um projecto de Carlos Miguel Dias, muito interessante. Aqui ficam as imagens.



ZM
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