O Nome da Rosa - continuação

>> quarta-feira, novembro 07, 2007

Aqui ficam as restantes imagens tomadas durante a peça O Nome da Rosa, no Convento de Cristo, em Tomar.
Foram todas feitas com a Nikon D80, com ISO800, a maior parte na mão (sempre sem flash). Dadas as condições, estou bastante satisfeito com o resultado.





















Porque é que gostei menos desta peça do que do T. de Lempika? No T. de Lempika a audiência escolhe um caminho, ou seja, escolhe o personagem que vai seguir. Sabemos que fora da nossa vista há coisas a passarem-se que não vamos presenciar. Isso para mim foi o grande click dessa peça. Senti-me verdadeiramente a espreitar sobre o ombro de um personagem, vivendo o que ele vivia, sabendo que perdia outros momentos da peça. Isso dá-nos uma sensação vertiginosa de viver uma experiência real. Dei comigo no final da peça a chorar uma morte. Fui completamente agarrado por aquela forma de narrar. Nunca me tinha sentido tão mergulhado na ilusão.
No Nome da Rosa, pelo contrário, o público segue o Guilherme de Baskervile (?) em grupo, durante toda a peça. Ora, acontece que neste dia (talvez particularmente) havia muita gente com pouco entusiasmo e provavelmente com falta de forma física e de energia. Eu, que tinha corrido a corrida do Monge (aqui em Sintra) de manhã, andei sempre colado ao personagem que tinhamos que seguir, mas esperava sempre longos minutos até que se juntasse a nós o último da fila, calmamente. Isso quebrou muito o ritmo da peça. Fora isso, acho que o Carlos Carvalheiro encarnava muito melhor o papel que fez no T. de Lempika do que encarnou este Guilherme. Quem continuou em grande forma foi o representante da Inquisição, que no T. de Lempika era o camisa negra.
Eu gostei do que vi, de qualquer forma, mas para quem não tenha ainda assistido a uma peça deste grupo naquele local, aconselho em primeiro lugar o T. de Lempika. Estou desconfiado que serei repetente nessa peça brevemente.
ZM

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O Nome da Rosa

No Domingo passado fomos finalmente ver a peça O Nome da Rosa, do grupo Fatias de Cá, no Convento de Cristo.
Para já, por falta de tempo, fica aqui esta foto ilustrativa. Assim que conseguir colocarei as restantes.



Gostei da peça, mas preferi de longe o T. de Lempika. O que não gostei n'O Nome da Rosa foi o facto de andar toda a gente junta atrás do Guilherme. Como neste caso, o pessoal andava todo a dormir, era sempre preciso muito tempo para voltar a reunir o rebanho. Acho mais dinâmico e divertido separar as pessoas em grupos como sucede com a outra peça. De qualquer forma, valeu bem a pena.

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Patti Smith

>> sábado, novembro 03, 2007

Desde o dia 28 de Outubro de 2007 que a humanidade se divide em duas partes. A parte A e a parte B. A parte A assistiu ao concerto da Patti Smith no Coliseu, a parte B não.

Lendo os voos de uma andorinha, blog de uma amiga que pertence à parte A, relembrei o extraordinário concerto daquela cantora.

Já me aconteceu assistir a um concerto que achei fantástico, mas ao ler as críticas percebo que fui tomado pela parte emocional e afinal nem tinha sido assim tão bom. No da Patti Smith, tenho que confessar que os níveis de emoção estiveram muito altos, mas ao ler as críticas e impressões de outras pessoas, percebo o quanto este concerto foi realmente excepcional. O som estava perfeito, pelo menos no lugar que me calhou. A grande Patti cantou com uma energia, uma entrega, uma devoção, que me fez chorar de emoção durante grande parte do evento. É difícil imaginar o Coliseu de Lisboa transformado numa sala intimista com um público rendido e entregue a uma cantora, mas foi isso que aconteceu. Foi por isso que Patti desceu do palco e dançou com a plateia, numa celebração apaixonada, como eu nunca tinha visto.
Patti Smith é dona de um registo vocal invejável, desde o murmúrio com que contou algumas histórias até ao intenso poder vocal com que gritou a plenos pulmões "People have the Power".
Seguindo a sugestão da Andorinha, experimentem procurar no Youtube Patti Smith e coliseu.
Destaco este, porque me fez vibrar intensamente no dia do concerto:



Ainda hoje me parece que sinto nos ossos a vibração desta música e no coração a emoção com que a escutei ao vivo.

No dia do concerto fui para Lisboa mais cedo porque tinha comprado os bilhetes na Ticket Line e tive que os ir levantar ao Coliseu. Andei por ali um bocado, sozinho, a apreciar aquela área da cidade e a tirar algumas fotos. Talvez por isso, senti-me particularmente próximo da banda que tanto gabou a cidade de Lisboa. Também eu tinha estado a vê-la com olhos de turista. Noutro post colocarei as imagens.

Como diria o menino Nelinho, ainda estou em estado de choque.

ZM

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Oceanário by night

>> quarta-feira, outubro 31, 2007

No Domingo passado fomos ver a exposição Knojo, no Pavilhão do Conhecimento, na Expo. Tenho que confessar que a exposição não me disse grande coisa.
Como já saimos de lá de noite, aproveitei para registar esta imagem, onde se podem ver a Madalena e um amigo.



Entretanto tenho andado com o PC pifado. Desde o crash, esta é a primeira foto em que pego. Estou a testar o Potoshop CS3 e acho-o um verdadeiro luxo.

ZM

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Because the night belongs to lovers

>> segunda-feira, outubro 29, 2007

Ontem fui um dos felizes participantes numa cerimónia apaixonante e mágica. Estive com a Patti Smith e a sua banda no Coliseu.
Apetecia-me falar deste concerto sem parar, mas as sensações atropelam-se e não consigo ter um discurso coerente sobre a coisa.
Recomendo para já a reportagem sobre o concerto no Blitz online.
Quando conseguir organizar as ideias, é provável que volte a falar deste evento. Já assisti a concertos impressionantes e memoráveis, mas este foi absolutamente inesquecível. Apaixonante.

Algumas fotos do Blitz -->
ZM

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2 links

>> sábado, outubro 27, 2007

Tenho andado com pouco tempo para grandes truques, mas não posso deixar de destacar aqui o extraordinário update do site Ultimas Reportagens do Fernando Guerra.
Vejam o destaque que é dado n'A Barriga de um Arquitecto.



Subscrevo o que escreve o Daniel, mas acrescento que me parece, tanto quanto conheço, o mais extenso conjunto de reportagens fotográficas de arquitectura reunidas no mesmo site. A juntar a isso, temos a vantagem de ser maioritariamente arquitectura nacional, o que nos facilita o seu conhecimento ao vivo, e fotografada por aquele que é seguramente o mais talentoso fotógrafo de arquitectura a trabalhar em Portugal e provavelmente um dos mais notáveis do mundo. Que outros sites conhecem de um só autor com tamanho volume de reportagens fotográficas sobre arquitectura?

Temos muita sorte em termos por cá um fotógrafo deste calibre e arquitectos com a qualidade por ele apresentada. Já o disse noutras ocasiões, mas nunca será demais lembrar que, pelo menos nesta matéria, temos aqui largos motivos de orgulho.

Obrigado Fernando por continuares a DAR-NOS esta visão extraordinária sobre a arquitectura em Português.



Qual é o outro link?

www.casadavizinha.eu

Trata-se de um site que pretende apresentar projectos de construção sustentável ou onde se aproveitam energias renováveis.
O site tem muita informação, mas não é navegável, pelo que se torna um pouco desinteressante. Já lá andei várias vezes e ainda não vi tudo, mas tenho que confessar alguma desilusão por não ter lá visto um único projecto da arquitecta Livia Tirone.

Até hoje não vi em nenhum outro arquitecto uma coerência nesta matéria como a que demonstra a Livia Tirone, mas parece que os seus projectos não são muito bem vistos pelos restantes arquitectos nacionais. Falar de arquitectura sustentável e deixar de fora a esta arquitecta demonstra no mínimo alguma parcialidade.

Um exemplo: as paredes Trombe são um mecanismo fantástico para aquecer a casa ao final dos dias, sobretudo no Outono e na Primavera, mas não conheço nenhum outro arquitecto que as tenha utilizado em território nacional. Eu habito numa casa com paredes Trombe. Sei do que falo.

Segundo o Expresso, este site terá sido organizado pelo arquitecto João Santa-Rita, autor de um conjunto de 3 moradias em banda, em Janas, aqui bem perto.

Actualmente fala-se muito de arquitectura bioclimática e eu por vezes não consigo evitar um sorriso, porque vejo associar a esse conceito projectos que têm pouquíssimo senão nada de bioclimático. Não se trata apenas de um jargão para vender imóveis, trata-se de facto de uma forma de construir que tem regras descritas na literatura. Posso dizer com conhecimento de causa que os projectos da Tirone Nunes respeitam muito mais regras de arquitectura bioclimática do que a generalidade daqueles que são apresentados como exemplares.

Em todo o caso, não deixem de espreitar o site.

ZM

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Madalena II

>> segunda-feira, outubro 22, 2007



Madalena na praia de S. Rafael - Albufeira - Algarve.

Nikon D80
Nikkor 18-70 AF-S G ED @ 52mm
1/200 f/10
ISO 100
P&B em PS CS2
Levels, Curves, USM
Photo by ZM

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Praia da Marinha - Algarve

>> sexta-feira, outubro 19, 2007



Nikon D80
18-70 AF-S @ 20mm
1/200 f/13
ISO 400
Matrix mettering
Exposure -1/3
by ZM

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Madalena

>> terça-feira, outubro 16, 2007



Nikon D80
Nikkor 50mm AF 1.4
1/100 f/5
ISO 100
WB Cloudy
Photo by ZM

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Diz que é uma espécie de fotoblog

>> domingo, outubro 14, 2007

Isto agora anda mais fotoblog do que blog propriamente dito.
Cá fica mais uma imagem, tomada ontem, em Sintra, ao final do dia.
Gosto da forma como o Sol incendeia o candeeiro, "acendendo-o".
Não gosto da composição, mas não tinha tempo para muitas fantasias, porque o Sol iria esconder-se quase de imediato.



Nikon D80
Nikkor 18-70 AF-S @ 70mm
1/200 f/7.1
ISO 400
by ZM

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Algarve

>> quinta-feira, outubro 11, 2007



Ponta da Piedade - Lagos - Portugal
Setembro 2007
Nikon D80
Nikkor 18-70 AFs @ 18mm
1/80
F8
100 ASA

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Paris Dakar

>> quarta-feira, outubro 10, 2007

Lourenço Marques, na Praia do Camilo, junto à ponta da Piedade - Lagos
Setembro de 2007.

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Cascais

>> sábado, outubro 06, 2007

Hoje fui com o Lourenço a Cascais. O objectivo era visitar a Casa de Santa Maria (O'Neill), uma magnífica obra de Raúl Lino, construida em 2 momentos: 1902 e 1918. Por alguma razão que desconheço não estava aberta, pelo que tive que me ficar pelo Farol de Santa Marta, que de qualquer forma vale bem uma visita.
Claro que aproveitei também para registar o Farol Design Hotel, um projecto de Carlos Miguel Dias, muito interessante. Aqui ficam as imagens.









ZM

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Ulgueira

>> sexta-feira, outubro 05, 2007

A aldeia da Ulgueira, perto do cabo da Roca, sempre me apaixonou. Fica um bocado "fora de mão" e por isso é muito tranquila e resguardada. Há um caminho que deixa a aldeia no lado Norte (de onde se avista uma das maiores aberrações de que há memória no Parque Natural, felizmente embargada mas incompreensivelmente ainda de pé), que leva até à zona da Adraga e também à praia da Ursa. Antes da tal ruína inacreditável há uma casa que me apaixona particularmente.
É uma casa relativamente pequena, que sempre me atraiu o olhar, mesmo antes de saber de quem era o projecto.
No livro Arquitectura em Lisboa e Sul de Portugal desde 1974, de Carsten Land, Klaus J. Hücking e Luiz Trigueiros, da Editorial Blau, aparecem umas pequenas plantas e uma foto da casa pouco depois de construida (em 1995), que aqui apresento, pedindo desde já desculpa aos autores do livro por não ter pedido formalmente autorização.


Foto de Luís Ferreira Alves

Passei várias vezes por ali a pé e sempre perdi um pouco a atenção no caminho, embasbacado que ficava com a simplicidade, beleza e integração deste edifício na paisagem. Em tempos morou lá uma família com uma criança e tenho que confessar que os invejava. O local onde se encontra é simultaneamente muito belo e muito agreste. Avista-se a costa atlântica desde o vale da Ursa até à Ericeira (em dias de bom tempo), no entanto imagino que a nortada típica da costa se faça sentir com intensidade, quando é caso disso.
Aqui fica outra imagem do mesmo livro, onde se pode ver o aspecto da vista que se tem do terraço do piso de cima:


Foto de Luís Ferreira Alves

Só mais tarde soube que os autores do projecto são Paula Santos e Rui Ramos e data de 1991, tendo sido construido em 1995.

A poente da casa principal está colocado um estúdio de pintura que compõe o conjunto de uma forma eventualmente discutível, mas que me parece harmoniosa. As janelas do alçado poente são todas portas: no piso térreo dão para o quintal, no piso superior dão para um terraço que corre todo o alçado. Têm portadas de madeira no interior e nada no exterior. No geral as linhas são muito simples e as áreas interiores relativamente pequenas. A cozinha é aberta para um espaço que deverá ser uma zona de refeições. Todo o interior parece ter muita madeira.

As próximas duas imagens são feitas por mim há dias e infelizmente contam a história de um abandono.





Por uma qualquer razão esta casa está abandonada há alguns anos e chegou a um estado de degradação que é comovente. Começa a ser engolida pela vegetação das vedações, os portões estão à banda e cobertos de ferrugem, o interior está ferido por falta de vida, com marcas de infiltrações e descuido.

Nunca compreenderei porque razão se abandona um edifício com estas características, sendo certo que no lugar onde está facilmente seria alugado por habitantes de ocasião, sendo muito mais fácil mantê-la em bom estado.

Habitar esta casa é seguramente um grande privilégio. No Verão será um prazer ver o por do Sol do terraço, bem como maravilhar-se ao final da tarde com a vista da Adraga, dos penedos da Ursa e de toda a restante costa para Norte. No Inverno será impressionante assistir à força dos elementos, protegido por aquela casa tão à medida, aquecida pelo fogo da sala.

Ver esta obra notável neste estado de degradação e abandono causa uma verdadeira tristeza. Se me saír o Euromilhões desta semana fica já dito que irei adquiri-la, recuperá-la e emprestá-la a quem queira lá ir apaixonar-se pela nossa belíssima costa Atlântica. Sempre que estiver desocupada, estarei lá eu próprio.

ZM

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Uma cadeira chamada desejo...

>> quinta-feira, outubro 04, 2007













Algarve - S. Rafael - Setembro 2007
Nikon D80
70-300 AF G @ 210~250mm
All photos by zm

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