Erro!

>> sábado, outubro 14, 2006

Erro! é o nome de um projecto musical inspiradíssimo sobre o qual poderão encontrar mais informação em:
http://www.myspace.com/erromusic
http://www.cobradiscos.org/
http://erro.planetaclix.pt/
O seu mentor é o meu vizinho João Palma (qualquer semelhança com o outro Palma é mera coincidência) e ontem deu o seu primeiro concerto ao vivo, na Sociedade União Sintrense, em Sintra.
Em palco estavam apenas 2 guitarras electricas e muita electrónica. Só não me encheu as medidas porque durou pouco tempo (na realidade era a primeira parte do concerto dos Spiritual Front, organizado pela Dagaz). Faltaram lá duas cantigas do álbum já editado, que são as minhas favoritas - Vai e Despedida - mas foram tocadas algumas que não conhecia. Adorei os instrumentais, a lembrar "I won't dress funny...", que podem ouvir aqui, com guitarras poderosíssimas, hipnóticas, a fazerem-me vibrar o núcleo dos ossos. Por vezes fez-me lembrar Vini Reilly ou Pat Metheny. Os arranjos "live" para as cantigas já conhecidas tornam-nas menos pop e mais poderosas. Parece que vai haver umas apresentações futuras em FNAC's. Se ouvirem falar dos Erro!, não percam.











As fotos foram as possíveis com a minha fiel Coolpix 5400.

Um imenso atraso no início do concerto tornou impossível assistirmos na integra aos Spiritual Front, mas o pouco que ouvimos deixou-nos entusiamados. Uma banda a descobrir.

Um resto de bom fim-de-semana, se for caso disso.

ZM

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Uma grande vitória lusa.

>> segunda-feira, outubro 09, 2006



Não, não vou falar da formidável Vanessa Fernandes nem do resto dos imparáveis atletas do Triatlo Português que continuam a somar medalhas como nunca se viu em Portugal. Embora me curve perante o vasto conjunto de brilhantes resultados alcançados por aqueles atletas, dessa matéria deverá falar quem sabe.
Eu venho anunciar uma grande vitória individual, que de algum modo é também uma vitória do alpinismo (neste caso himalaismo) nacional: a Daniela Teixeira atingiu o cume do Cho Oyu, um dos catorze cumes com mais de 8.000m de altitude, neste caso com 8.201m.
Foi um feito particularmente surpreendente porque ela o fez em solitário, pagando a expedição inteiramente do seu bolso e foi a primeira mulher Portuguesa a ultrapassar a barreira dos 8.000m de altitude.
Tenho a honra de conhecer a Daniela pessoalmente e daqui lhe tiro com toda a convicção o meu chapéu.
Para mais informações:
http://www.campobase.pt/chooyu2006/index.html
http://rppd.blogspot.com/

Como não há bela sem senão, a Daniela está infelizmente do lado errado da guerra das federações de montanha. É um assunto que não vou aprofundar aqui, mas confesso que me faz muita confusão como pode ela ter a nobreza, o carácter e a determinação para conquistar este cume e simultaneamente dar a mão a uma federação que é em tudo o oposto deste espírito. Enfim, cada um tem as suas idiosincrasias e o que verdadeiramente interessa é o facto de ter posto os pés no cume do Cho Oyu, de uma forma que não foi de todo fácil.

Aqui fica pois um beijinho especial à maior vitória feminina de sempre no alpinismo nacional.

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Feriado e Ponte

>> sexta-feira, outubro 06, 2006

Na quarta-feira, quando saí (tarde) do escritório, deparei-me com este magnífico cenário junto ao Tagus Park. Parei a lambreta e registei a imagem. Parece um véu de núvem, ateado de fogo solar. Fiquei um bocado embasbacado, a contemplar o espectáculo. Durou pouco, mas valeu a pena.


No feriado fui dar um curso de escalada a um simpático grupo de moças, que se têm revelado divertidíssimas. Nesta foto temos a Rute a escalar uma via em Sintra.


Na ponte, além de diversos trabalhos de casa e de ter que me deslocar ao escritório para desencravar uma tape de backup que ia comprometer-me o backup do fim-de-semana, fui finalmente ver a exposição sobre Luigi Manini, que está patente na Regaleira. Ao contrário do que é habitual, nesta exposição pode-se visitar todo o palácio, incluindo os terraços e a torre mais alta.

Este palácio, de cujo estilo pode gostar-se ou não, foi construído com um rigor cénico impressionante. O que se vê de cada uma das janelas dos diversos andares parece ter sido (julgo que foi de facto) criteriosamente escolhido para criar quadros perfeitos em cada compartimento da casa. Talvez hoje as árvores escondam algumas coisas que na altura compunham o quadro, mas espreitar pelas janelas deste magnífico palácio é um exercício de deslumbramento e dá para perceber porque é que Carvalho Monteiro se apaixonou pela quinta. Na imagem vemos a vista a partir do terraço mais elevado. Apatece ficar ali muito tempo.

Aqui vemos o Lourenço a lanchar no terreiro dos deuses.

O Pan achou-lhe imensa graça.


Sintra é o meu mundo. É o local onde vivo e onde não me canso de passear. Mas a Regaleira é talvez o seu coração (inevitavelmente dividido com a Pena). Penso muitas vezes na sorte das pessoas (como alguns dos D'Orey), que lá moraram muitos anos, com a quinta toda só para eles. Deve-lhes ter marcado a memória para sempre. Quanto mais a visito mais me encanta. Felizmente esta não está ao abandono nem teve que ser comprada por americanos ou japoneses.

Até ao final do mês têm uma oportunidade imperdível de conhecer (quase) todo o palácio durante uma visita "normal". Não percam.

ZM

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Convento do Carmo de novo

Em Maio do ano passado coloquei aqui um post sobre o Convento do Carmo, em Gigarós, que veio na sequência da publicação de uma foto de um edifício que eu não sabia o que era.
Várias pessoas, simpaticamente, informaram-me de que se tratava do Convento do Carmo, sobre o qual eu sabia que tinha mais informações e acabei por ganhar muito com este post. Por um lado fui investigar mais sobre o assunto, agora que conhecia o nome do edifício, por outro, conheci pessoas com quem mantenho contacto e que continuam a ser excelentes fontes de informação e bons blogoamigos.


Recentemente passei de novo por lá, com a máquina a jeito. Aqui fica uma imagem do excelente estado em que está este convento.


Parece que se trata de um proprietário americano. Nestes casos, vale mais que o património passe para mãos estrangeiras do que caia redondo no chão, como tem acontecido com tanta coisa aqui na zona (lembro-me de repente do triste exemplo do chalet da Condessa D'Edla, no Parque da Pena ou dos edifícios que continuam embrulhados nas telas do Leonel Moura, bem no meio da Vila Velha de Sintra). É que os tais proprietários não podem fugir com os edifícios e pelo menos tratam deles de uma forma que parece que os nacionais não conseguem fazer.

Prefiro que o património imóvel passe de mãos e sobreviva do que se mantenha em mãos nacionais a cair de podre. É um bocadinho salomónico, mas parece-me melhor.

Se puderem, passem por lá. Só pela vista já vale bem o passeio.

ZM

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O Evaristo em versão de luxo

>> quarta-feira, outubro 04, 2006

Um grande amigo meu seguiu a sugestão e, estando na zona, foi mesmo ao Evaristo. Só tenho pena que ele não me tenha convidado.
Aqui fica a prova. A carteira emagreceu um bocadinho, mas o dono deve ter engordado.



Como se esqueceu de dizer que vinha da minha parte, não lhe fizeram o respectivo preço especial (10% mais caro :-))

ZM

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Casas em Vale de Parra

>> quinta-feira, setembro 28, 2006

Há alguns anos, de passagem pelo Algarve, andámos a espreitar os Salgados (uma coisa absurda, de que talvez um dia volte a falar aqui). Já de saída tivémos este prémio de consolação junto a Vale de Parra.

Na altura eram apenas duas casas, e embora bastante diferentes, utilizavam a mesma linguagem. Achei-as muito interessantes.



Entretanto, no livro "Arquitectura em Lisboa e Sul de Portugal desde 1974" [Carsten Land, Klaus J. Hücking e Luiz Trigueiros - Editora Blau (2005)], encontrei recentemente uma referência a este conjunto de casas.



O projecto é de Jorge Guerreiro, Paulo Simões e Pascoal Santos, data de 1995, embora a construção seja mais recente. Actualmente já são 4 casas e aparentemente há mais para construir. Estão todas na mesma rua, na Urbanização Torre da Morena e são todas diferentes, mas à primeira vista parecem iguais. Acontece que usam exactamente a mesma estética, quase como se a cada morador tivesse sido dada uma caixa de Lego gigante e cada um tivesse construido como entendesse. Todas têm algumas "peças" amarelas, no resto são brancas. Os vãos a Norte, mais facilmente avistáveis da rua, são reduzidos, virando as casas para Sul. A volumetria é muito semelhante.
Parecem realmente fazer parte de um divertido jogo entre os moradores, cujo resultado é francamente positivo. Eu arriscaria dizer que quem lá mora são os seus autores.
Dá vontade de conhecê-las por dentro.
Já sabem, se passarem em Vale de Parra, têm lá com que se entreter. E seguindo a sugestão do Montanhacima, vão depois ao Cabanitas, no cruzamento de Vale de Parra. Parece que se come lá bem.
ZM

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Mourinho

>> domingo, setembro 24, 2006

O famoso José Mourinho comprou casa aqui mesmo ao pé. Parece que vai ser meu vizinho. Como devem ter visto no anúncio, o homem saltou de pára-quedas e aterrou directamente numa enorme moradia, que já se encontra à venda há alguns anos, com quase 1000m2 de área útil e 7.000m2 de terreno. Está à venda no site do BPI por 1.900.000 Euros, ou seja 380 mil contos.

Esta foto é da minha autoria.


Aqui vemos 2 aspectos do filme publicitário.


Este é o aspecto da casa vista do Google Earth.


A mim particularmente não me enche as medidas, mas gosto do arranjo do jardim e da forma como escondeu a casa criteriosamente, mantendo a vista para a serra de Sintra.

Se tiverem a carteira bem recheada, passem por lá, que está à venda.

ZM

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A praia

>> sexta-feira, setembro 22, 2006

Conheci a praia de S. Rafael, perto de Albufeira, nos idos de 1982. Os veteranos dessa praia diziam na altura que ela já tinha sido boa, que entretanto tinha sido descoberta e já estava cheia de gente. Eu achava-a um paraíso na terra. Para começar, adoro praias com rochas doiradas e água quente algarvia. As imediações são o ideal para quem, como eu, não tem pachorra para estar um dia inteiro espojado numa toalha de praia, sem dar umas voltas, de chinelo no pé pelas falésias. Estive mais de 10 anos sem lá voltar e agora acho-a definitivamente cheia de sopeiral. Fora isso, continua a minha prainha de eleição. Lá sinto-me finalmente em casa. Aqui ficam algumas imagens da primeira semana de Setembro, quando apesar de tudo as coisas já vão estando mais sossegadas.


Estas foram tiradas por volta das 07:30h da manhã, aproveitando o facto de ter acordado com o choro do minúsculo.










Estas já foram durante o dia, com um céu particularmente bonito.




Agora que o Verão já se foi, aproveitem os últimos dias quentes e passem por lá. Experimentem um peixinho fresquinho no restaurante da praia, se ainda estiver a funcionar.

ZM

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Evaristo, tens cá...

>> terça-feira, setembro 19, 2006

...um belissimo restaurante de praia.



Os arquitectos Carlos Lemonde de Macedo e Bernardo Daupiás Alves projectaram em 2001 um restaurante para a praia do Evaristo, perto da do Castelo, no Algarve. São vários corpos ligados por 3 águas, que se integram no local de forma exemplar.
Tem um ar muito leve, ligado a terra por um conjunto de vigas de madeira que são o prolongamento do telhado a Norte. Parece estar muito solto do terreno, como se apenas tocasse ligeiramente o solo. Foi construido com madeira branca e muito vidro.
O restaurante não tem propriamente ementa, come-se o peixe que houver. O ambiente é magnífico, como as fotos documentam. É um local longe da estrada, com os pés dentro de água e com muito espaço à volta. Parece-me o sítio ideal para levar crianças irrequietas como as minhas para jantar.
- Mãe, já posso sair da mesa?
- Sim filha, vai fazer castelinhos na areia, mas não te molhes!
É um belíssimo edifício, parece ser um extraordinário restaurante, numa das mais simpáticas prainhas da nossa costa Algarvia. Um local a descobrir.
Eu começaria por um Porto seco antes do por do Sol, seguido de uma sopinha de peixe enquanto o Sol se recolhia ao horizonte e entraria pela noite dentro com um robalo de mar bem grelhado no carvão, acompanhado de um vinho branco Planalto ou Eugénio de Almeida bem fresquinho (mantido num frapé). Terminaria com um Cheese Cake e um quente café (tudo na companhia da minha companheira de aventuras!). Não me sugiram mais nada, que nunca bebo alcool depois do café. Eu não cheguei a jantar lá, mas se tivesse jantado era assim.
Se lá forem, digam que foram da minha parte.
ZM

PS: o apoio de praia da praia da Galé, ali mesmo ao pé, também foi projectado pela mesma dupla de arquitectos. Ambos com a colaboração de Paula Ferreira, Carla Ferreira e Rui Gomes.

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Camaleão de imitação



Este ano, no Algarve, vi camaleões em dois sítios distintos. O primeiro era adulto e vi-o em Tavira, junto ao combóio que leva à praia do Barril. Na verdade foi o meu sobrinho Tomás quem o viu, que eu sou um bocado Magoo para tal feito. O segundo, este que a imagem documenta, vi-o em S. Rafael, perto de Albufeira. Estive com ele na mão, embora a mão que o segura na foto seja da Sra. Maria do Carmo (uma delicia de pessoa, que trata dos espaços ajardinados do aldeamento). Como podem ver o bicho era aínda juvenil.
Será isto um sinal de que o Algarve está saudável em termos ecológicos? Espero que sim.
Brevemente publicarei mais imagens daquela zona, incluindo a praia.

ZM

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Casa Branca pelos Bonecos de Bolso

>> sábado, setembro 16, 2006

O Pedro Cabral, dos Bonecos de Bolso, enviou-me estes 2 desenhos, na sequência da nossa visita à Casa Branca.





Aqui fica o sincero agradecimento do Arrumário ao autor dos desenhos.
Obrigado uma vez mais ao Martinho pela imensa simpatia.

O tempo está de feição, se for caso disso passem por lá.

ZM

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Simpática tertúlia

>> terça-feira, setembro 12, 2006

No Sábado passado, uma curiosa coincidência reuniu em minha casa o Pedro das Azenhas (agora de Nafarros) e a mulher, a minha vizinha Paula e o Martinho Pimentel (bisneto do Raúl Lino, com quem jantámos em Janeiro deste ano). Conversa puxa conversa, acabámos por ir fazer uma visita guiada à Casa Branca, uma casa de 1920, na falésia a Norte das Azenhas do Mar, também da autoria de Raúl Lino.
Aqui ficam algumas imagens que consegui registar apesar da escassa luz.



Como a companhia estava mais agradável que a temperatura, fomos aquecer-nos um bocadinho ao Branco Puro, no largo das Azenhas. Finalmente o Martinho convidou toda a gente para jantar lá em casa (na do Cipreste). O pessoal, pouco habituado a tanta simpatia, ficou tudo a olhar uns para os outros, ao que eu (o descarado do costume) disse que por mim tudo bem. E assim fomos continuar a tertúlia lá em casa até de madrugada.
Voltámos a jantar iluminados por velas, com um cenário magnífico nas janelas, envoltos na magia daquela casa com quase um século de existência. Há uma vibração naquelas paredes que ultrapassa o que estamos habituados a compreender. Ter juntado um grupo de pessoas tão agradável à volta daquela mesa cheia de boa energia foi um privilégio que é difícil de esquecer.
Aqui ficam algumas fotos do evento.





Obrigado Martinho. Obrigado a todos os companheiros de tertúlia, embora a Madalena pudesse ter-se portado melhor :-)

ZM

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Um diamante atlântico

>> segunda-feira, setembro 11, 2006

Deu recentemente à estampa o terceiro livro de arquitectura das edições FG+SG, ou seja Fernando Guerra e Sérgio Guerra. Desta vez o protagonista é o fabuloso e premiadíssimo projecto Centro das Artes | Casa das Mudas, do arquitecto Paulo David, na Calheta, Madeira.
A minha apreciação sobre este projecto, infelizmente assenta exclusivamente nas fotografias do Fernando Guerra, uma vez que não tive ainda a sorte de o visitar ao vivo. Posso-vos dizer que assim que tiver oportunidade voarei para a Madeira com o objectivo prioritário de correr à Calheta e babar-me de contemplação.

Este edifício parece ter estado sempre ali, como se fosse fruto de uma erosão genial que o lapidou no rochedo. Parece ser ele próprio feito em rocha, com uma tal perfeição na harmonia dos volumes que o constituem que me é impossível imaginar o que lá estava antes dele. Uma das obras de arte que faz parte da exposição permanente deste Centro é o horizonte e o mar, servido em diversas molduras/vãos criteriosamente estudadas para se assemelharem a pinturas.
Parece tratar-se de um volumoso bloco de rocha, de onde foram vazados caminhos de circulação e rampas – talvez uma herança das famosas levadas que serpenteiam no interior da ilha – criando recantos simultaneamente acolhedores e abertos para o mar, onde deve apetecer ficar eternamente com os olhos postos no horizonte atlântico.

O livro retrata um dia passado no Centro, do nascer do Sol ao anoitecer. Contém textos de diversos autores, nomeadamente o próprio Fernando Guerra, Alexandre Melo, Ana Vaz Milheiro e José Mateus. É um pequeno livro (cerca de 13 por 18 cm, que é ligeiramente inferior ao A5), de resto exactamente igual aos outros 2 da mesma colecção (Centro de Espiritualidade do Turcifal e Conservatório Regional de Música de Vila Real), desta vez com as fotografias num papel mais baço do que as anteriores, o que lhes dá um aspecto mais real e cores provavelmente mais fieis.
Existe no final um pequeno dossier com a ficha técnica do projecto, plantas e cortes, que permite compreender bastante bem a distribuição dos diversos espaços.

As fotografias do Fernando Guerra têm sempre muito céu e forte presença humana. O céu dá-lhes luz e fá-las respirar. As pessoas conferem escala e vida aos projectos. Muitas vezes movimentam-se enquanto a foto é registada, tornando-se uns borrões humanóides que acrescentam alma às imagens. Neste livro há um novo elemento muito forte: o mar. Vamos passando as folhas e cola-se-nos à pele dos dedos o cheiro da maresia.

Percorrer estas pequenas páginas dá-me vontade de apanhar o primeiro avião para a Madeira, aterrar na Calheta e sentar-me num daqueles bancos, frente ao Oceano até me saciar do horizonte ou até me diluir na poalha das ondas, tornando-me eu próprio uma das sombras que habitam a lente deste talentoso fotógrafo.

Finalmente, o livro poderá ser adquirido no site http://www.ultimasreportagens.com/loja/
O preço é uma agradável surpresa: 12 € com os portes incluídos.

O primeiro livro desta colecção já esgotou, pelo que é melhor apressarem-se.

Se for caso disso passem por lá e depois digam-me qualquer coisa.

ZM

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Pelos ares

>> terça-feira, agosto 29, 2006

O que segurará, na ponta da linha, esta atenta e concentrada controladora?






















Adivinharam, é o seu novo papagaio de papel (actualmente é mais de nylon).

Lembro-me dos primeiros papagaios que fiz, há muitos anos, com finas canas cuidadosamente cortadas a meio, no sentido longitudinal, que faziam a estrutura para um losango de plástico ou papel transparente e que precisavam sempre de uma longa cauda para não andarem às voltas como um pássaro atingido numa asa.

Estes modelos modernos são mais fáceis de pilotar e de lançar. Basta um sopro constante e é só deixá-los ir. Já não é preciso correr pelos campos tentando que o bicho suba nos ares até se fixar nas camadas de ar mais altas e menos turbulentas.

Parece-me contudo que é o tipo de brinquedo que fascina mais os pais do que os garotos. Talvez por ter sentido a dificuldade de pilotar os velhos papagaios pesados de papel e cana, acho fascinante a simplicidade com que conseguimos elevar nos céus uma "máquina" tão bonita e colorida.
Não faltou a pergunta inevitável:
- E se eu fosse lá no papagaio?
Acho que é uma ideia que nos passa a todos pela cabeça.

O Arrumário está de férias, mas talvez vá dando notícias como esta de vez em quando.

ZM

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Ria Formosa II

>> terça-feira, agosto 22, 2006

Mais algumas imagens do aldeamento de Pedras D'El Rei, praia do Barril e Tavira.

Este é o comboiozinho que leva as pessoas até à praia, depois de se ter atravessado a pé uma divertida ponte por cima da ria, que faz lembrar as pontes himalaia.

Esta é a Praia do Barril, num dia em que o céu esteve cinematográfico.


Quem no Algarve não repare nas chaminés, é melhor trocar de óculos.



Não podia deixar de dar alguma atenção à arquitectura local. Esta última foto é em Tavira propriamente dita.

Se ainda tiverem férias, aproveitem as promoções fim de estação dos aldeamentos aqui da zona.

ZM

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