Mercado Medieval de Óbidos

>> quinta-feira, julho 20, 2006

No fim-de-semana passado, voltámos a Óbidos. Desta vez com o pretexto de ir espreitar o Mercado Medieval de Óbidos.

É um evento que tem reunido de ano para ano mais expositores e mais visitantes. Convém estar preparado para um banho de multidão, mas mesmo assim vale a pena o esforço.

Temos a sensação de estar num cenário de filme.

Aqui vemos um espectáculo de rua, bastante divertido.

A Madalena contou a toda a gente o que tinha visto nesta animação.




Um falcoeiro ia perdendo a ave, mas finalmente lá a convenceu a regressar ao seu braço.

A Madalena ainda teve a oportunidade de dar uma voltinha de pónei.

Este evento vai durar até 23 de Julho.
Para mais informações podem consultar http://www.cm-obidos.pt/custom/vpage.aspx?pg=mercado_medieval_2006
Se tiverem tempo e paciência, passem por lá.

ZM

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LX

>> segunda-feira, julho 10, 2006

Devido a obras em casa, há mais de uma semana que andamos aos caídos a acampar onde calha. Depois de uma semana bem passada num minúsculo anexo, no pinhal do Banzão, voltámos à cidade, onde já tinhamos estado no fim-de-semana passado. A vida na cidade é diferente, mas uma vez por outra até se torna divertida. A ideia de descer à rua para comprar pão quando a sopa já está na mesa é impensável para quem mora habitualmente no campo. Eu prefiro o espaço e o sossego, mas esta é uma agradável "feature" dos prédios.
Aproveitando a proximidade, fomos a Lisboa no Sábado.
Começámos por beber o melhor café do Chiado:


Estes que aqui vemos são os famosos quiosques desenhados pelo arquitecto João Santa-Rita, dos quais gosto bastante.



Já em Belém, deparámo-nos com esta mostra de carros antigos. O interior é de um Citroën "arrastadeira".




Lembrámos a primeira ligação aérea da Europa com a América do Sul.


Lisboa em turismo é sempre um local atraente e surpreendente.

"Almolanchámos" na Vela Latina, da qual destaco a qualidade dos produtos, a simpatia dos empregados e o bom ambiente geral. Recomendo vivamente.

Passem por lá.

ZM

PS: a reduzida frequência de posts prende-se com o "campismo" forçado e com o facto de o ADSL lá de casa ter pifado. De resto, o desgaste da paternidade também me tira um pouco a energia para a actividade cibernética. Pode ser que isto volte a entrar nos eixos.

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A Casa do Guarda - Manuel Graça Dias

>> terça-feira, junho 27, 2006



Já uma vez falei do pequeno apartamento que Manuel Graça Dias projectou para Julião Sarmento, numa quinta que entretanto já não pertence ao pintor.
Aqui fica uma foto de um dos ângulos em que este edifício se deixa entrever entre a vegetação. Quando tiver outras fotos, apresento-as aqui.
É um edifício intrigante e apaixonante, que adoraria conhecer em detalhe. Se fosse conhecido, seria um icone da arquitectura de Graça Dias.

ZM

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Aniversário


Ontem fizémos 7 anos de casados. Até agora não me arrependi :-)

As flores estão à janela, a iluminar a cozinha. Foi um aniversário especial, entre choros e biberões, com metade da casa em obras. Comemos pizza congelada, mas soube a lavagante no Porto de Santa Maria.
Um beijo especial à minha cara-metade, que tem uma pachorra de santa para aturar as minhas idiossincrasias.
ZM

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Arquitectura & Vida

>> quinta-feira, junho 22, 2006

O número deste mês da revista Arquitectura e Vida tem 2 momentos notáveis:

Casa no Magoito - estou farto de a procurar e nunca a encontrei - imagino que seja uma coisa fantástica.
Casa no Magoito - estou farto de a procurar e nunca a encontrei - imagino que seja uma coisa fantástica.Maquete de moradia para o resort do Bom Sucesso, em Óbidos (do melhor que por lá vai haver).
Uma entrevista com Inês Lobo, de quem eu já tinha falado aqui. Continuo a achar que esta arquitecta é do melhor que temos por cá. As fotos que apresento são do site http://www.ilobo.pt/. Se alguém se importar, avisem que eu retiro as imagens.


Uma extensa apresentação do fabuloso Cine-Teatro do Cartaxo, agora elevado à categoria de Centro Cultural (do qual também já por cá falei), ilustrado com fotografias de Fernando Guerra, a quem desde já peço desculpa por ter roubado estas duas para colocar aqui. Um projecto magnífico, descrito por boa pena e ilustrado pela melhor lente que conheço.

Só por estes 2 momentos, este número já vale totalmente o preço.

Corram às bancas, que não se arrependem.

ZM

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Regaleira

>> terça-feira, junho 20, 2006

O Lourenço já foi conhecer a Regaleira. Foi com a mana e a prima. Eu diria que adorou.

Os 3 primos.

Um símbolo de fertilidade. Atrás desta fonte há uma saída intermédia do poço iniciático.

A saída para a luz, após a cerimónia de iniciação que é a descida do poço. O Lourenço deu a volta. Fica com a iniciação adiada para quando conseguir andar pelo seu pé.

A vista do Penedo da Amizade e do Castelo dos Mouros a partir da Regaleira.

Eu bem disse há dias que não me consigo cansar desta terra.

ZM

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Chocalhaste, bruto?

>> segunda-feira, junho 19, 2006

Quando eu era pequeno, contava-se lá em casa a história de um determinado aristocrata que tinha, certo dia, convidados de cerimónia em casa e decidiu abrir um daqueles vinhos excepcionais, envelhecido ao longo de muitos anos na cave da sua mansão.
Já depois de ter dado instruções ao mordomo para o ir buscar, lembrou-se que não tinha dado indicação expressa para que a garrafa não fosse agitada, para que o vinho pudesse ser decantado, como manda a etiqueta. Sabendo que o mordomo não era muito certo, esperou que ele regressasse com a garrafa e perguntou-lhe muito aflito, assim que ele entrou na sala:
- Chocalhaste, bruto?
O mordomo, também com alguma aflição, começa a agitar vigorosamente a garrafa e diz:
- Não, mas chocalho agora!

A que propósito vem esta história dos meus tempos de infância?

Por motivos que não vêm ao caso, o Lourenço alimenta-se a biberão. Como muita gente que conheço, temos os biberões prontos, com a dose necessária de água fervida no seu interior e, quando chega a hora, colocamos lá dentro o pó do leite e chocalhamos vigorosamente, como o bruto do mordomo.
Um destes dias, recebemos a visita de uma química, directora de qualidade de uma multinacional do sector farmacêutico, que nos perguntou, já não sei a que propósito como é que dissolvíamos o leite na água dos biberões.
Após termos descrito o processo utilizado (uma espécie de milk shake infantil), ela disse que não devíamos fazer isso de maneira nenhuma porque isso causava imensas cólicas à criança. A espuma gerada por este processo introduz demasiado ar no estômago do bebé, com todos os efeitos negativos que daí advêm.
Recomendou-nos que agitássemos o biberão em movimentos circulares, dissolvendo cada medida de pó, sem provocar espuma. Foi o que passámos a fazer.

A verdade é que o método parece resultar. Notámos de imediato uma grande redução na frequência dos choros provocados por cólicas. Este é provavelmente o ovo de Colombo dos biberões de recém-nascido.
Foi preciso falarmos com uma mulher que, além de mãe, é também química de formação para chegarmos a esta conclusão.

É por isso que eu digo sempre que as mulheres são mais inteligentes que os homens. Provavelmente são igualmente inteligentes, mas têm uma experiência que torna o conhecimento mais útil.

Um grande obrigado a esta mãe tão conhecedora dos meandros da química e da maternidade.

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Mais uma de Jorge Palma

>> segunda-feira, junho 12, 2006

Uma das melhores cantigas do grande Jorge Palma:

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Quando o teu cheiro me leva às esquinas do vislumbre
E toda a verdade em ti é coisa incerta e tão vasta
Quem sou eu para negar que a tua presença me arrasta?
Quem és tu, na imensidão do deslumbre?

As redes são passageiras arquitecturas da fuga
De toda a água que corre, de todo o vento que passa
Quando uma teia se rasga ergo à lua a minha taça
E vejo nascer no espelho mais uma ruga

Quando o tecto se escancara e se confunde com a lua
A apontar-me o caminho melhor do que qualquer estrela
Ninguém me faz duvidar que foste sempre a mais bela
Por favor, diz-me que és alguém, de novo?

Quando a janela se fecha e se transforma num ovo
Ou se desfaz em estilhaços de céu azul e magenta
E o meu olhar tem razões que o coração não frequenta
Por favor diz-me quem és tu, de novo?

Jorge Palma


Para quem se propunha a postar pouco por falta de disponibilidade, ando aceleradíssimo.

Mais uma vez, boa semana.
ZM

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O primeiro passeio

O Lourenço foi ontem dar o primeiro passeio. O dia estava excelente e todos estavamos a precisar de espairecer.
Há alguns lugares em Portugal dos quais não consigo cansar-me por mais que lá vá: Sintra (onde vivo), Castelo de Vide e Óbidos por exemplo. Desta vez, por imperativos de logistica, seleccionamos Óbidos.

Nesta altura do ano é um lugar magnífico. A cor das buganvílias e dos Jacarandás enche o olhar de alegria.

Felizmente o moço é tranquilo, o que nos permitiu almoçar descansadamente numa esplanada, para esquecer de vez o cheiro dos hospitais.


Uma aldraba curiosa.

A Rainha Santa, dentro de uma redoma. São rosas senhor...

Terminámos a volta na Lagoa de Óbidos.


Esta semana só tem sextas-feiras. Para quem não está de férias, uma boa semana de trabalho :-)

ZM

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Escalada

>> domingo, junho 11, 2006

Não tenho escalado muito ultimamente, pelo que os posts sobre essa matéria andam arredados do Arrumário.
Para reconquistar parte da minha audiência, aqui ficam 2 imagens que fiz no último fim-de-semana e ontem, durante um curso de iniciação que temos estado a dar.
Esta foi tirada de dentro da chaminé do Penedo da Amizade e faz-me lembrar uma gárgula, uma gárgula de granito aínda no seu habitat natural, antes de ser capturada para colocar num telhado.


Aqui vemos a Sofia, em Montejunto Novo, a chegar ao topo de uma via.
Este foi um dos melhores cursos que demos desde sempre, com alunos inteligentes, interessados, motivados e bem-dispostos. Pode parecer estranho mas estas características já não são assim tão comuns nos tempos que correm. Ter grupos destes numa formação é muito motivante.


Num periodo conturbado, em que saír de casa é sempre um sacrifício, foi muito importante ter a "obrigação" de estar com um grupo tão divertido. Apanhar ar, para mim é vital e esta desculpa veio mesmo a calhar.

ZM

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Lourenço

>> segunda-feira, junho 05, 2006

O prolongado congelamento do Arrumário, como muitos já desconfiavam, prende-se com o nascimento do Lourenço, mano da Madalena que deu nome ao blog.
Aqui fica uma foto tirada escassas horas após o parto.


Nasceu no dia 26 de Maio de 2006, o que é curioso porque a Madalena nasceu a 22 de Agosto de 2002.

Os dias que se seguiram foram tão intensos, tão plenos de sensações boas e más, que precisava de um blog todo inteiro para falar desse assunto. Hoje sinto que houve aqui um virar de página, não sei como é que isso se vai reflectir no blog. Não esperem posts muito regulares nos próximos tempos.

Se tiverem paciência para virem cá bater com o nariz na porta, vão passando por cá.

ZM

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Kangchenjunga

>> terça-feira, maio 23, 2006



Kangchenjunga

Joao Garcia + Ivan Vallejo: SUMMIT

Portuguese Joao Garcia and Ecuadorian Ivan Vallejo summited Kangchenjunga earlier today. They are currently resting in C4, planning to get back to BC tomorrow. Read more in a previous story on MountEverest.net.


O João Garcia já tem mais um 8.000 no currículo. Podem ver mais pormenores em:
http://www.mounteverest.net
ou no site do Millennium.

PS: Mais um site sobre a expedição do Garcia: http://sic.sapo.pt/online/blogs/joaogarcia/
Pode-se lá ler:
”é por um lado uma grande solidão, mas por outro lado um grande privilégio, quando tentar o Kangchenjunga, estar sozinho na montanha. Tenho algum medo, algum respeito, mas é uma tarefa possível, e se não acreditarmos nos nossos sonhos, não sei o que poderemos fazer na vida!...”

ZM

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A Sombra do Vento

>> sexta-feira, maio 19, 2006

Acabo de ler um livro fabuloso.
Chama-se A Sombra do Vento, fala de livros, e passa-se na Barcelona da primeira metade do século XX, atravessando a guerra civil de Espanha e a Segunda Guerra Mundial.
A páginas tantas (397, na minha edição) diz:

"Bea diz que a arte de ler está a morrer muito lentamente, que é um ritual íntimo, que um livro é um espelho e que só podemos encontrar nele o que já temos dentro, que ao ler aplicamos a mente e a alma, e que estes são bens cada dia mais escassos."

Imperdível.

Bom fim-de-semana.

ZM

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Añisclo

>> segunda-feira, maio 15, 2006

Os dois espanhois com quem partilhámos a estadia no refúgio de Goriz, para ascender ao Monte Perdido não eram propriamente o cúmulo da simpatia, mas sempre conversámos alguma coisa. Falaram-nos numa garganta que se encontra ali "perto", que é a garganta do Añisclo (o nome de um dos vizinhos do Monte Perdido). Quando estive no cume, tirei-lhe uma foto.

No dia seguinte, para descansarmos um pouco as pernas, fomos dar uma vista de olhos a esta garganta.
Existe um percurso que percorre todo o interior da garganta, até um local chamado Fuen Blanca, onde também há um refúgio, mas demora-se cerca de 6 horas a chegar lá! De resto é um caminho possível para chegar ao Collado de Añisclo e daí ao Monte Perdido. Nós fizemos apenas um pequeno percurso circular, que dá para ter uma ideia do aspecto desta garganta. O pouco que vimos deixou-me água na boca para um dia desses ir lá percorrer todo o caminho.

Passam-se inúmeras pontes sobre fundos desfiladeiros e torrentes de água do degelo. O som da água está sempre presente, transmitindo simultaneamente força e serenidade.

Deve ser uma excursão fantástica ligar esta garganta a qualquer um dos outros percursos que levam ao Monte Perdido, coração do Parque Nacional.



Saímos deste pequeno percurso cheios de fome, mas não nos apetecia afastar muito daquele paraíso em busca de alimento, pelo que entrámos numa pequena aldeia vizinha, chamada Nerín. Não encontrámos lá alimento para o corpo, mas encontrámos para o espírito.
Deambulámos um pouco pela aldeia e demos com um atelier de construção de colheres de pau, cujo artesão nos recebeu com grande simpatia e simplicidade. As colheres e os outros objectos são feitos de boj (em inglês boxwood, mas não sei ainda que madeira é esta).

Ambos comprámos um exemplar para trazer de recordação. Depois de termos dito que éramos portugueses, quando já vínhamos a sair, o homem perguntou-nos se conhecíamos Dulce Pontes. Dissemos que sim. Então, com um brilho especial nos olhos pequeninos, estendeu-nos uma mão grossa e calejada, onde se liam num pequeno papel rasgado as palavras Dulce PontesPortugalFado, escritas a lápis. Disse-nos, com um sorriso infantil, que tinha estado a ouvir na rádio que soava dentro da oficina, uma entrevista com ela e que estava encantado com a música e com a cantora.
Me gusta mucho el fado…
Não posso dizer que partilhe os gostos musicais do senhor, mas senti um calor confortável por ver aquele homem, perdido numa aldeia inacessível nos Pirinéus, apaixonado por uma voz portuguesa que o éter fez lá chegar.
ZM

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Steven Holl

Descobri recentemente, no blog Histórias de Casas/, um arquitecto americano absolutamente surpreendente.
Os arquitectos portugueses tendem a seguir-se demasiado. É raro utilizarem materiais diferentes do betão habitual e a esmagadora maioria das casas começa por um paralelepipedo. Por isso me parece importante divulgar estas imagens.
O arquitecto chama-se Steven Holl. Visitem o site, que vale bem a pena.





Passem por lá.
ZM

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