Monte Perdido - II

>> quinta-feira, maio 04, 2006

No dia seguinte, logo pela fresquinha, fomos à loja de desporto de Torla, onde fomos atendidos por uma brasileira(!), para alugar as raquetes. Na saída da loja, fomos brindados pelos deuses com o primeiro sinal de sorte desde que saíramos de casa: um belo cocó de pássaro acertou-me em cheio no forro polar. Eu estou acostumado a pisar cocós de cão por todo o lado, como se os meus sapatos tivessem um magnetismo cósmico, que me atrai inevitavelmente para os resíduos metabólicos canídeos, mas isso não costuma dar-me qualquer tipo de sorte. Agora um cocó de pássaro, isso já tem uma clara ligação ao céu e o cume que eu pretendia atingir é lá que se encontra.
Fomos de carro até à Pradera de Ordesa (coisa que não pode ser feita nos meses de Verão, em que há uma "navete" que nos leva até lá). Pusemos as volumosas mochilas às costas e arrancámos para umas previsíveis 04:30h de caminhada até ao refúgio de Goriz.
Ao contrário do Tiago (meu companheiro de aventura), eu sabia o que significa caminhar mais de 4 horas. Ele arrancou em passo acelerado e rapidamente lhe perdi o rasto. Eu, provavelmente por saber o que me esperava, doseei melhor o esforço, mantive sempre o mesmo ritmo desde o início, e fui fazendo algumas fotos, enquanto percorríamos o indescritível vale de Ordesa, carregados como mulas.


O vale de Ordesa tem origem glaciar, mas também foi escavado pelo rio Arazas, pelo que tem um fundo arredondado em algumas zonas, mas é uma garganta na sua maior parte. Nalgumas zonas, tem mais de 500m de desnível entre o fundo do vale e o topo das paredes, o que torna a paisagem absolutamente magnífica.


Eu e o Tiago voltámos a encontrar-nos no final do bosque das Faias, e seguimos juntos até à famosa "Cola de Cavallo", uma cascata gigantesca que marca o fim do vale. Daqui para a frente será necessário trepar.

Nesta imagem (acima) vemos as "Clavijas do Soaso", que são uns ferros e umas correntes que tornam mais acessível e segura uma trepada para um patamar superior ao que nos encontrávamos. Este é um recurso muito utilizado nesta zona, mas não é muito simpático para quem não esteja habituado a estas coisas da escalada. A alternativa, para quem não se sinta muito à vontade com este tipo de progressão, é um carreiro em ziguezague, que demorará mais cerca de 45 minutos a percorrer.

Aqui vemos o Tiago, com a sua pesada mochila, onde se vêem as raquetes de neve, a subir a trepada das "Clavijas do Soaso". Depois deste obstáculo, já faltava menos de uma hora para o ansiado refúgio de Goriz.

Este é o vale de Ordesa, visto do patamar acima das "Clavijas". O círculo vermelho mostra uma pessoa, no caminho que tínhamos acabado de percorrer. A escala é impressionante.

Esta é outra imagem do vale, tomada mais acima.

Finalmente, acabámos por chegar ao Goriz, onde soubemos que seríamos apenas 4 inquilinos, para além do guarda, coisa que é um verdadeiro privilégio, se tivermos em conta que no Verão este refúgio tem 80 pessoas e faz turnos para o jantar para poder suportar as pessoas que dormem em tendas ao seu redor. O Tiago, que se tinha equivocado com a lonjura do percurso chegou a Goriz bastante mais fatigado que eu, o que viria a pagar com juros no dia seguinte.
Depois de termos comido umas comidas liofilizadas que levámos de propósito para este momento entre a chegada ao refúgio e o jantar, fui testar as raquetes. Devo dizer que não fiquei lá muito confiante. Pareciam feitas de Lego. Dobravam-se como cartolina e escorregavam sobre a neve mole como uma barra de sabão azul e branco. Entretanto tomei esta imagem do refúgio, onde se pode ver o corpo das casas de banho. Nos refúgios mais altos é frequente as casas de banho serem no exterior, o que complica um bocado as coisas, mas evita que o mau cheiro atinja a zona de dormir ou de comer.

Este é um pássaro, que eu não sei identificar, mas que gostou muito dos gofres do Lidl, que estivemos a comer no terraço do refúgio.

Estas são as janelas do Goriz, mesmo antes da hora do jantar.

Estes dois caramelos, com ar de quem caminhou 04:30h com mochila às costas, somos nós dois, após o jantar.
O quarto que nos deram foi justamente o Monte Perdido, o que a somar ao tal sinal do cocó de pássaro em Torla, me deu quase a certeza de ir pisar o cume no dia seguinte. Os deuses, nestas matérias, costumam falar claro. Só é preciso saber ler os sinais.
A neve estava demasiado mole, por estarem temperaturas muito altas, o que impediu muita gente de atingir o cume desta montanha a partir de Goriz nos dias anteriores a termos chegado. Mas os sinais dos céus revelaram-se premonitórios e quando durante a noite o nervoso me fez erguer-me da cama para me dirigir aos lavabos no exterior, foi com grande alegria que vi um céu estrelado (e desfocado por ter deixado os óculos no quarto) e senti os pelos das pernas eriçarem-se de frio. Se o tempo continuasse limpo, teríamos frio e visibilidade, que eram os ingredientes que faltavam para uma conquista perfeita do meu terceiro 3000.
Mas o resto desta história fica para a terceira parte. É que tenho compromissos publicitários e tenho que garantir audiências para amanhã.
Será que os intrépidos alpinistas lusos conseguirão atingir o ansiado cume do Monte Perdido, a 3355m de altitude?
Não percam o terceiro e último episódio desta fantástica e animada aventura.
ZM

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Monte Perdido - I

>> quarta-feira, maio 03, 2006

Na semana passada estive nos Pirinéus com o objectivo de juntar mais alguns cumes com mais de 3.000m de altitude ao meu escasso currículo alpino. O Monte Perdido foi aquele que decidi escalar em primeiro lugar, por se encontrar numa zona de grande beleza natural e por ser o terceiro cume mais alto dos Pirinéus. Curiosamente tenho-os feito por ordem, escalei em primeiro lugar o Aneto (o mais alto), em segundo o Posets (o segundo) e pretendia agora conquistar o Monte Perdido.
O mau tempo que apanhámos na viagem, responsável pelos vários acidentes com que nos fomos deparando, acabou por nos atrasar e tivemos que dormir a primeira noite no vale de Tena, um pouco antes do nosso destino final, que era a povoação de Torla, junto ao vale de Ordesa. Nesta altura do ano, nos Pirinéus, uma tenda é uma nave vinda do espaço. Pelo menos nas recepções dos parques de campismo olham para nós como se tivéssemos antenas na cabeça e fossemos verde alface.
Camping Rio Ara - Torla
Na manhã seguinte chegámos finalmente a Torla, montámos a tenda no "camping Rio Ara", e fomos tentar saber como estavam as condições para a ascensão a que nos propúnhamos. Não foi fácil obter essa informação. Do refúgio ninguém respondia, os guardas florestais disseram que estava muita neve lá por cima, mas não sabiam mais nada. Só ao final do dia conseguimos finalmente falar com o guarda do refugio de Goriz, que nos disse que havia muita neve do refúgio para cima e que havia mais de uma semana que ninguém punha os pés no cume do Perdido. Decidimos ir alugar umas raquetes de neve em Torla, para aumentar as nossas chances.

O “camping” onde tínhamos a tenda fica a cerca de 1000m de altitude; o refúgio de Goriz, onde pernoitaríamos na véspera da ascensão já fica a 2165m e o cume do Monte Perdido fica a 3355m de altitude.
No dia seguinte teríamos uma longa marcha até ao refugio de Goriz (normalmente cerca de 4:30h de caminhada), pelo que fomos reconhecer a primeira parte do caminho e apreciar a extraordinária beleza do vale de Ordesa, enquanto não tínhamos as mochilas às costas.

Ainda chegámos a entrar no bosque das Faias, mas sobretudo andámos a percorrer os diversos miradores que permitem apreciar as inúmeras cascatas ao longo desta impressionante garganta. Nesta altura do ano o degelo já é muito intenso, pelo que os cursos de água se transformam em poderosas torrentes e cascatas fragorosas, que nos fazem sentir muito pequeninos.

Até aqui, não foi possível avistar de nenhum lugar o desejado cume do Monte Perdido. Talvez o seu nome venha justamente desta capacidade que tem de se esconder de onde quer que tentemos vê-lo.






O Arrumário está de volta, vivo e com saúde.
Passem por cá para conhecer o desfecho desta aventura.
ZM

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Nas montanhas

>> sábado, abril 22, 2006

O Arrumário está de partida para as montanhas.

Durante as próximas duas semanas a redacção estará congelada.

No regresso darei notícias.

ZM

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Uma Pequena Flauta Mágica

>> quinta-feira, abril 20, 2006

Venham descobrir a Flauta Mágica na Gulbenkian!

Uma ópera para maravilhar toda a família!

Uma ópera para maravilhar as crianças!

Uma ópera para nos maravilhar!





No ano em que se comemora o nascimento de um dos mais grandiosos compositores de toda a história da música -Wolfgang Amadeus Mozart - o Descobrir a Música na Gulbenkian apresenta a ópera Uma Pequena Flauta Mágica , numa versão especialmente concebida para um público infantil, logo a partir dos 5 anos de idade.

A Flauta Mágica foi, desde sempre, uma ópera adorada pelo grande público, dos mais jovens aos mais idosos, sejam eles melómanos ou menos entendidos na matéria. A história de encantar, típica dos contos de fadas, o forte sentido humanista e a beleza expressiva e simplicidade incontornáveis da música, fazem desta ópera um instrumento eficaz na sensibilização das crianças e do público em geral à música erudita e ao universo da ópera em particular.

A versão que apresentamos é cantada em português, ou seja, podemos ouvir e saborear as associações das palavras e das músicas que tramam as intrigas e as surpresas da história. Não percam este espectáculo que promete ser uma experiência inesquecível: Venham Descobrir a Flauta Mágica na Gulbenkian!
(de 21 de Junho a 4 de Julho de 2006)

Serviço de Música
Projecto Educativo

FUNDAÇÃO CALOUSTE GULBENKIAN
http://www.musica.gulbenkian.pt
Av. Berna 45 1067-001 Lisboa
Tel. + 351 21 782 3246
Bilheteira: 21 782 3700
Fax. + 351 21 782 3041

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Aires Mateus de novo

>> terça-feira, abril 18, 2006

Descobri recentemente (na revista Arquitectura e Construção) que este prédio da Expo, que eu sempre achei interessante, foi desenhado pelo atelier Aires Mateus e Associados.

Esta é mais uma oportunidade para dizer que a arquitectura Aires Mateus me continua a fascinar, tanto quanto por vezes sinto que não a compreendo. Talvez seja essa a razão porque me apaixona.

Aqui fica uma maquete da casa de Alenquer, que fui ver ao vivo há pouco tempo. É um objecto arquitectónico surpreendente, onde não me imagino a morar, mas que continuo a achar fantástico. Pena estar hoje um pouco menos alvo do que na origem (tinta de má qualidade?) e com umas telas nos portões que lhe dão um ar abarracado. Aínda assim, um objecto apaixonante.
ZM

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O policia

>> sexta-feira, abril 14, 2006

Na Sexta-feira santa, uma vez que os museus nacionais estavam fechados pelo 16º ano consecutivo (desculpem os funcionários, mas já ninguém tem pachorra para esta luta, da qual já nem se deve saber as causas) fomos fazer uma visita ao Oceanário, para mostrar à pequena Madalena, agora com quase 4 anos, os seus tão amados peixes. Uma das suas saídas mais divertidas foi a de dizer:
- Ó mãe esta manta tapa os outros peixes quando eles estão a dromir?

As crianças com menos de 4 anos não pagam entrada, mas os pais também não deviam pagar, porque só temos meia-visita. As crianças acabam por se aborrecer de tanto peixe e temos sempre que abandonar o recinto sem conseguir ver o andar de baixo.


No regresso desta visita, decidimos passar pela Vila Velha de Sintra, para comprar pão para o almoço. Os acessos ao centro histórico estavam caóticos, devido ao estacionamento anárquico de carros (sobretudo espanhóis) por todo o lado. Ao fim de algumas manobras para fugir aos acessos mais condicionados, deixei a minha mulher (grávida de 7 meses) junto à padaria e parei o carro um pouco adiante, mais ou menos em frente ao Café Paris. Não havia mais carros ali encostados, o largo estava desimpedido e eu nem desliguei o motor do carro.
Passados uns minutos fui abordado pelo policia de serviço, dizendo que eu não podia estar ali parado. Até aqui tudo mais ou menos habitual.
Expliquei-lhe que estava apenas à espera da minha mulher, que tinha ido comprar pão. Ele disse que eu tinha que prosseguir. Eu subi um pouco o tom e disse que estava à espera da minha mulher, que estava grávida de 7 meses e tinha ido comprar pão. Ele disse que eu devia ter pedido para parar ali. Assim, como não tinha pedido previamente tinha que seguir. Eu sabia que se seguisse só voltaria a conseguir parar o carro na Ribeira e que teria que subir o Arraçário a pé, com uma criança de menos de 4 anos ou abandoná-la no carro para vir recolher uma pobre mãe, grávida que nem um comboio.
Voltei a dizer, já um bocado enervado, que morava ali já em baixo, estava à espera da minha mulher, grávida de 7 meses, que tinha ido comprar pão, e que além disso tinha uma criança no carro que não podia abandonar.
Ele disse que eu tinha que prosseguir porque não tinha pedido previa e encarecidamente ao magnânimo agente da autoridade para encostar a viatura se faz favor (esta parte já sou eu a exagerar, mas era o que o homem queria que eu tivesse feito). Eu ainda perguntei porque razão ele me ia multar, qual era o motivo. Ele disse que não me ia multar, estava era a dar-me uma ordem. Eu disse o que já todos perceberam, que não havia nenhuma razão para ele me mandar seguir excepto o facto de estar a ser teimoso.
Ele mandou-me seguir…
Então, quando já só me apetecia passar à violência, lembrei-me que gosto mais de dormir na minha cama, na companhia da tal mulher muito grávida, do que num catre de esquadra de subúrbio, na companhia de um qualquer meliante barbudo, com mau hálito e com apetites sexuais desviantes. Meti a primeira e preparei-me para iniciar a marcha.
Só que entretanto a Madalena desata a chorar, assustada com a altercação. Claro que isso me fez saltar definitivamente a tampa. Parei o carro, saí do meu lugar, tirei a criança do carro e tentei acalmá-la. Afastei-me uns metros do carro, do polícia e da altercação até conseguir que a Madalena recuperasse a tranquilidade. Entretanto já a minha mulher voltava ao carro, arrastando a sua volumosa barriga. Sentei a Madalena no carro, sentei-me ao volante e disse ao senhor agente: “Obrigado e boa Páscoa”. Pareceu-me ter visto no seu rosto uma expressão envergonhada quando me respondeu: “igualmente”.

A única marca negativa que trouxe desta história é que a Madalena não conseguiu esquecer a discussão. Veio até casa a pedir-nos entre lágrimas que lhe prometêssemos que não voltávamos a comprar pão naquele “chuper mercado”. Muitas horas depois do ocorrido e após inúmeros pedidos de que não voltássemos a estacionar ali o carro, que fossemos sempre comprar pão a outro lado, etc, estávamos a arrumar a mesa do jantar e ela teve como tarefa trazer o pão de volta para a cozinha. Percebemos o quanto o episódio lhe continuava às voltas na cabeça quando ela disse, com os olhos a brilhar, enquanto nos mostrava os restos do pão do jantar:
“Amanhã não vamos precisar de comprar pão, pois não?”

Boa Páscoa para todos, incluindo o senhor agente, se faz favor.

ZM

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Hestnes Ferreira II

>> terça-feira, abril 11, 2006

Fui finalmente espreitar a exposição sobre a obra de Hestnes Ferreira, no ISCTE. Não se pode dizer que a exposição em si esteja magnífica. É, no entanto, uma boa oportunidade para apreciar este edifício tão especial, bem como outros projectos, alguns bastante interessantes, como a escola secundária Gomes Ferreira, em Benfica, cuja maquete aqui se apresenta.


Pena a exposição estar tão fraquinha e desarrumada.
Mesmo assim, vale a visita.
ZM

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Chipperfield strikes again

>> segunda-feira, abril 10, 2006

Ainda a propósito do Chipperfield, de quem falei no último post, embora tenha procurado lá por casa, não consegui encontrar a revista em que vi a casa de Corrubedo pela primeira vez. Mas aconteceu uma coincidência espantosa. Desde que vi o projecto do Manuel Graça Dias para a segunda fase do empreendimento Bom Sucesso que estava com curiosidade para ver o resto. Fui lá dar mais uma espreitadela e bingo!, dou com a cara do Sr. David Chipperfield lá no meio.
Aqui fica o aspecto da casa Chipperfield do Bom Sucesso, em Óbidos.



Confesso que o Bom Sucesso me parece uma espécie de Real Madrid. Tem as melhores estrelas nacionais, e agora também internacionais, mas julgo que não será capaz de ganhar o campeonato.
Gosto muito de alguns projectos, mas esperava muito mais de outros, que me parece que deram apenas o nome, sem qualquer esforço para fazer casas "com rasgo".
Destaco pela positiva a formidável Inês Lobo, provavelmente uma das arquitectas mais interessantes que temos hoje em Portugal, o Gonçalo Byrne, a dupla Manuel Graça Dias e Egas José Vieira e algumas das casas de Souto Moura e de João Luís Carrilho da Graça.
Uma das coisas que me pergunto é porque é que tantos projectos apresentam casas de banho sem janela, em casas com áreas verdadeiramente generosas. Será que sou a única pessoa que gosta de fazer a barba com a luz do dia e secar a toalha com o ar da rua?
Voltando ao Chipperfield, acho este projecto francamente mediano, sobretudo quando comparado com o que apresentei no post anterior. A orientação da casa parece-me completamente feita ao acaso, havendo muito mais vãos virados a Norte do que a Sul. Além disso, pelos vistos, também ele se rendeu às casas de banho bunker.
É provável que volte a falar do Bom Sucesso. Para o bom e para o mau é de facto um projecto espantoso pelo que reúne de nomes sonantes da praça e pela quantidade infinita de projectos "com qualidade" reunidos numa mesma área.
Boa semana.
ZM

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Uma casa quase perfeita

>> quarta-feira, abril 05, 2006

Uma das mais belas e bem desenhadas casas que alguma vez vi.


Encontrei-a em tempos numa revista e nunca mais a tinha visto, até que tropecei por acaso no blog http://historiasdecasas.blogspot.com/ e dei com ela de novo.
O arquitecto chama-se David Chipperfield e podem ver mais informações sobre ele e os seus projectos no site: http://www.davidchipperfield.co.uk/
O que é que me agrada nesta casa?
Foi construída de costas para a rua e de frente para o mar e a baía, a Sul.
É em banda e tem 4 andares, o que permite poupar energia no aquecimento. Além disso, como já assumi aqui várias vezes, gosto de escadas e de rampas.
O andar da entrada tem sala e cozinha tudo junto, outra coisa que gosto muito. Toda a parede Sul deste andar é em vidro. Só lhe faltam mesmo estores exteriores, para poder sombrear o imenso vão. Perfeito seria um bloco de parede trombe em parte desta área de vidro.
Todas as casas de banho têm janela.
No andar do nível do mar há 3 quartos, todos eles com acesso à praia através de uma elegante rampa.
O andar acima da entrada tem mais 2 quartos, que usam a mesma casa de banho, que assim serve como casa de banho de suite e do outro quarto em simultâneo. É uma solução que sempre pensei que seria interessante e raramente é utilizada.
Neste andar há um terraço encaixado no volume da casa, portanto sombreado pelo andar superior, para o qual dão ambos os quartos. É um toque Aires Mateus, embora neste caso os quartos também tenham janelas para Sul, e não apenas para o terraço. Eu também teria posto aqui umas paredes trombe para aquecer estes quartos.
Finalmente, no último andar há um escritório, com um magnífico terraço, com vista sobre a baia, onde trabalhar deve ser um intenso prazer.
Se excluirmos aspectos de aproveitamento solar, que não foram utilizados e relativamente aos quais eu tenho uma profunda pancada, esta é a casa perfeita para o local onde foi colocada.
É um daqueles projectos que me inflamam a paixão pela arquitectura.
ZM

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Primavera chegou a Sintra

>> terça-feira, abril 04, 2006

No Sábado passado a Primavera chegou finalmente ao meu bairro. Havia gente fora das tocas, máquinas de cortar relva em grande agitação, cheiro a relva cortada, trinchas a tratar madeiras cansadas da invernia, e cheiro a peixe grelhado para o almoço.
Estes 2 robalinhos passaram pelas brasas.
Veja as diferenças.


ZM

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O Fotoben faz anos

>> sexta-feira, março 31, 2006

A foto de hoje do Fotoben é absolutamente fantástica. Trouxe-a para aqui, para poder ser vista integralmente, coisa que lá não se consegue, o que dificulta a perfeita percepção da imagem.
Esta foto vai directa para o Top Ten das 365 fotos publicadas até hoje.



Além disso, amanhã é o aniversário do site, pelo que há prémios prometidos. Não faltem.
Desde já aqui fica o PARABÉNS do Arrumário.
ZM

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Bonecos de bolso

>> quarta-feira, março 29, 2006

Vejam hoje uma visão diferente da Praia da Ursa, no imperdível Bonecos de Bolso.

ZM

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No rescaldo da colheita do calhau

>> terça-feira, março 28, 2006

Quando fui à Praia da Ursa apanhar a pedrita do Azenhas, aproveitei para ir trazendo também umas fotos, que essas, ao menos, não pesam.
Não tenho tido tempo para updates mais frequentes, mas aqui ficam essas fotos.
Esta praia é das mais belas que conheço. E das mais fotografadas também.



ZM

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Capa de revista (*)

>> terça-feira, março 21, 2006

O Cine-Teatro do Cartaxo é capa da importante revista holandesa A10. A imagem que aqui se mostra não é a capa definitiva, mas uma maqueta que me enviou o Fernando Guerra. Julgo que a fotografia é dele.

Obrigado Fernando.
ZM

(*) Nome de uma via de escalada, no Portinho da Arrábida, de grau 7c.

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Calhaus

>> segunda-feira, março 20, 2006

O Pedro do blog das Azenhas faz hoje 37 aninhos. Num post recente afirmou:
"No meu aniversário, se me quiserem oferecer alguma coisa, aviso que gosto de pedras.
Pedras do mar."
Ora, eu que não sou de meias medidas, decidi ir dar uma saltada à Praia da Ursa, perto do Cabo da Roca, e trazer-lhe uma "pedrita" na mochila.
Andei por lá um bocado para escolher um exemplar "de peso" e aproveitei para trazer também esta foto:

Finalmente escolhi uma pedra que me pareceu apropriada, coloquei-a na mochila e fiz-me ao caminho, de volta ao carro, onde me esperava a minha gravidíssima mulher.

Quando cheguei, afogueado, comentei a rir: "Trouxe uma pedra mais pesada do que a Madalena". Lembro-me bem do que custava andar com ela às costas pelas montanhas, no Verão passado, quando rondaria os 13 ou 14 quilos. Já em casa, pesei-me com e sem pedra e fiquei surpreendido com a minha forma física actual: o calhau pesa nada mais nada menos do que 26 quilos!

Deixei-o ontem à noite junto à porta do aniversariante, embora com algum receio do que aconteceria se, distraído, ele saísse de casa e tropeçasse na coisa. Afinal correu tudo bem e a prenda foi apreciada proporcionalmente ao peso. Só não sei o que ele vai fazer com aquilo, mas se alguém lhe quiser dar um calhau maior provavelmente terá que usar uma grua.

Dar é divertido, sobretudo quando envolve mais esforço que massa, como foi o caso.

Feliz aniversário, amigo e vizinho Azenhas.

ZM

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