Prédios

>> segunda-feira, março 06, 2006

A zona de Alcântara tem um ambiente particular. Na semana antes do Carnaval estive a fazer uma formação nesta zona e diverti-me a fotografar alguns dos prédios da zona, dos mais antigos aos mais modernos.

Há muitos prédios como este em excelente estado. Têm sido recuperados nos últimos tempos. Uma das coisas que aprecio é o tamanho das janelas, coisa rara na arquitectura urbana de Lisboa.

Os prédios de gaveto estiveram na moda durante uma determinada época. Sempre me encantaram as varandas e janelas destas esquinas.

Aqui temos um prédio recente, com uma solução curiosa para as varandas. Têm umas portadas de correr que têm o efeito de um rectângulo de sombra portátil, para refrescar alguma zona por encomenda.

Mais um magnífico prédio de gaveto, com as tais varandas que sempre me intrigaram.

Num registo recente, temos este condomínio do qual não tenho muita informação, mas que tem (mais uma vez) uma caracteristica que me atrai: as janelas enormes.

Esta chaminé, como uma âncora num passado industrial, dá alguma graça ao conjunto.



Esta zona de Lisboa tem sido bastante enriquecida, em termos arquitectónicos, nos últimos tempos. Agrada-me igualmente a residência geriátrica da Junqueira (de Valssassina) e o Hotel Ópera, perfeitamente encaixado entre os pilares da ponte, mimetizando um dos seus contrafortes.

ZM

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Mais um Carnaval no frio.

>> quinta-feira, março 02, 2006

Como já vem sendo tradição, este Carnaval voltei ao circo de Gredos. As previsões meteorológicas não eram muito optimistas, mas decidimos ir refrescar as ideias mesmo assim.
O refúgio onde ficaríamos dista habitualmente cerca de duas horas e meia do local onde se deixam os carros. Desta vez, devido à intensa queda de neve, ao final de algumas horas de dura caminhada acabámos por concluir (acertadamente) que não tínhamos condições para chegar ao tão ansiado refúgio. Assim, regressámos ao ponto de partida e fomos procurar local para dormir. O esforço da longa marcha a subir sobre um espesso manto de neve tinha-me deixado tão fatigado que dormi o verdadeiro sono dos justos.
No dia seguinte (Domingo) alugámos raquetes de neve e voltámos a iniciar a caminhada em direcção ao refúgio de Elola, em pleno circo de Gredos. Senti-me um verdadeiro esquimó ao caminhar pela primeira vez sobre a neve fofa com o auxílio das raquetes. É bem mais fácil e divertido do que pensava.
Encontrámos alguns grupos de pessoas que desciam devido ao mau tempo, como tínhamos feito no dia anterior. Quem não tinha raquetes, mais cedo ou mais tarde dava a volta para trás. Já perto da parte mais alta do percurso, tentámos em vão recolher dados de um PDA emprestado para utilizar num GPS de um grupo de Pamplona. A tarefa revelou-se impossível de realizar e o vento gelado quase nos transformou em estátuas de gelo. O tal grupo de Pamplona deu a volta e nós decidimos arriscar a travessia, entre muita neve, muito vento e muita bruma.
Quase fizemos uma festa quando avistámos a placa que nos indicava o final da travessia dos Barrerones, a zona mais exposta do percurso. Faltava-nos ainda uma grande parte do caminho, com algum risco de nos perdermos, mas os nossos experientes guias levaram-nos a bom porto e foi com grande emoção que finalmente atingimos o refúgio. Julgo que teremos sido os únicos a fazê-lo naquele dia.
No dia seguinte, acordámos sob um espesso manto de nevoeiro, que se foi dissipando às primeiras horas, dando lugar a um dos mais belos dias que vivi numa montanha. Havia neve por todo o lado, mas finalmente o céu estava azul, sem um único farrapinho de nuvem.

Estávamos à porta do refúgio a celebrar o bom tempo quando vemos um vulto a deslocar-se na nossa direcção. Tratava-se de um conhecido do guarda do refúgio, que tinha sido surpreendido pelo temporal do dia anterior e que, apesar de conhecer bem o local, se tinha perdido, acabando por dormir ao relento, sozinho e sem qualquer fonte de luz!
Parecia um sobrevivente de um massacre. Chegou ao refúgio com a expressão de um afogado resgatado das ondas.
Nessa altura já estávamos sozinhos no refúgio, depois de um outro grupo que lá se encontrava ter decidido regressar, provavelmente com receio de mais temporal.
Pela nossa parte, fomos para uma pequena cascata gelada dar uso às ferramentas de escalada no gelo. Escalei pela primeira vez na vida uma cascata à frente da corda, a proteger-me com parafusos de gelo. Fiquei viciado, mas deu para ver que estou muito verdinho nesta actividade. Aqui, ao contrário do que acontece na rocha, não convém muito cair. As protecções colocadas no gelo são um bocado temperamentais e as ferramentas que temos nas mão e nos pés não são muito compatíveis com a dinâmica da queda.
Mais tarde tentaria uma outra cascata, já mais a sério, e pela segunda vez num curto espaço de tempo, fui forçado a voltar humildemente para trás por falta de coragem para avançar.

Escalar sobre gelo é uma actividade perigosa, mas muito, muito viciante.
Poderão achar estranho, mas uma sucessão de coincidências fez com que nenhum de nós os seis levasse uma máquina fotográfica para o refúgio, pelo que apenas disponho destas três singelas fotos, tiradas muito longe dali, que dão um aspecto da quantidade de neve que por lá havia.
No dia seguinte, regressámos ao carro pelo caminho mais longo, para gozarmos a paisagem e o bom tempo. Fizemos um percurso algo mais cansativo, mas valeu bem pela vista que pudemos apreciar das montanhas em redor.
Às vezes sinto-me um bocado como se fosse um madrileno viciado em surf. Regresso das montanhas e já só penso na próxima vez que puder voltar.
Já dizia o Variações: "só estou bem aonde não estou".
Enquanto almoçávamos, mesmo antes de regressarmos a casa, a televisão transmitia um especial sobre o Carnaval no Brasil. Nós tinhamos estado nos antípodas desta forma de viver o Carnaval. Desde a temperatura à euforia tudo estava no pólo oposto. Senti-me um ermita largado numa pista de dança de uma discoteca nova-iorquina.
Não consigo deixar de preferir a nobreza das montanhas ao hedonismo destes Carnavais, mas isso são cá coisas minhas.

ZM

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LX 20.02.2006

>> quarta-feira, fevereiro 22, 2006


Foto by zm
No comments.
ZM

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Chuva dissolvente

>> segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Na escalada em rocha as vias que escalamos são linhas concretas, equipadas para o efeito, baptizadas com um nome próprio e classificadas segundo uma escala de dificuldades que é subjectiva, empírica e aberta, mas que nos serve para tentarmos ultrapassar os nossos limites sucessivamente. Houve um tempo em que pensava que escalar 7a me chegava, mas agora que ando por lá já só penso no 7a+ ou no 7b (mais difíceis evidentemente). Ao contrário do surf, as nossas ondas são de rocha, mudam pouco ao longo do tempo e ficam como reptos eternos até que os resolvamos. Eu tinha um destes desafios, estacionado no Algarve, à minha espera, após algumas tentativas anteriores frustadas.
Este fim-de-semana, como resultado de um convite endereçado a algumas dezenas de escaladores, juntou-se um pequeno grupo de 11 resistentes à intempérie numa excursão ao Barrocal Algarvio, mais propriamente à falésia da Rocha da Pena. Era lá que eu tinha o tal espinho encravado no currículo.

A Rocha da Pena é um lugar que vale uma visita só por si. Para nós, que trepamos rochas, é um paraíso. O interior do Algarve é um primo afastado do outro Algarve, abandonado do lado de lá da serrania, mas é actualmente o único que vale os 16.30 Euros da portagem. Povoações como Salir, Alte, Benafim, valem mais do que Albufeira, Vilamoura e todos os Portimões juntos.

A falésia da Rocha da Pena dá-nos um olhar de pássaro sobre a paisagem algarvia, desde o tranquilo interior até à cosmopolita linha da costa. O silêncio é total e cheira a alfarroba, figos, amêndoas e plantas silvestres.
Logo no Sábado, depois de um aquecimento, e após ir buscar gelo ao café para por num tornozelo aleijado numa queda imprevisível, tentei a tal via que me andava atravessada há tantos anos.
O ritual que antecede a escalada de uma via que queremos encadear (escalar sem dar nenhuma queda) é quase religioso. Ligamo-nos à corda, e com isto ao nosso companheiro de escalada; calçamos as apertadíssimas botas; verificamos o saco de magnésio; revemos dentro da cabeça os movimentos que teremos que conseguir resolver; respiramos fundo e, com algum jeito, concentração e sorte, entramos no flow. O flow é um estado mental de absoluta concentração no problema que temos pela frente. Quando se consegue atingir o flow atinge-se o ponto mais alto da escalada em rocha, tornado-a extremamente gratificante. Parece que tudo se passa dentro da cabeça e parecemos planar sobre as minúsculas saliências da rocha, progredindo até ao topo da via como se não tivéssemos peso.
Desta vez, entrei profundamente no estado de flow e voei até ao top da via sem qualquer esforço aparente.

O grupo que se juntou este fim-de-semana foi um cocktail perfeito de pessoas diferentes. O resultado foi um dos mais divertidos e produtivos fins-de-semana de escalada dos últimos tempos.
Jantámos em Alte e tivémos de sobremesa uma divertida peça de teatro de borla. A assistência total eram 21 pessoas, das quais 8 eram o nosso grupo. O número total de actores era quase equivalente à assistência toda junta. É pena continuar a constatar que o povo português gosta mais de ver as trapalhadas da TVI do que saír de casa para qualquer outro programa. Em Espanha, a povoação de Alte sería mais um dos seus hiper turísticos Pueblos Blancos. A escassos quilómetros da costa, aquela é uma área tão bela quanto esquecida e abandonada. O que será de Portugal daqui a 50 anos?

As fotos não mostram lá muita escalada, mas foi o que se arranjou.

Se quiserem ler outras versões da história, consultem os blogs:
http://lojadoxines.blogspot.com/
http://v-duro.blogspot.com/
http://blogstrawberry.blogspot.com/

Se forem para aqueles lados, percam um dia de praia e vão visitar a zona de que falo. Não se arrependerão.

ZM

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Sesimbra

>> segunda-feira, fevereiro 13, 2006

Nas falésias a poente da vila de Sesimbra a rocha tem uma cor muito atraente. A proximidade do mar faz deste local um palco privilegiado para a prática da escalada em rocha. Estivémos por lá neste Domingo.

Escalador: Luis Brandão
Foto by zm [ 1/206 - F6.8 - Crop+USM]


Escalador: Carlos Pereira
Foto by zm [1/82 - F5.2 - Crop+USM]

Boa semana.
ZM

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Janelas

>> quinta-feira, fevereiro 09, 2006


Foto by zm - Mucifal, Sintra
Não gosto de casas mas gosto de janelas. Há qualquer coisa de sagrado numa janela, um altar primordial sobre os horizontes das possibilidades humanas, uma revelação que separa a luz das trevas. A janela representa uma conquista civilizacional, indica uma sociedade que alcançou segurança e paz, que honra os acordos territoriais estabelecidos com os vizinhos; e que confia num comportamento semelhante por parte desses vizinhos. Recordo de ter atravessado muitas povoações no Afeganistão cujas casas não possuíam o conceito de janela: uma abertura na parede não era um luxo, era um perigo. Imagino que os habitantes dessas casas não sentissem a falta de janelas, porque simplesmente não deviam pôr a questão de, um dia mais tarde, as colocar.
Uma janela tem, por definição, uma parede a emoldurá-la. A matéria e a sua ausência, a leveza e o peso contrapostos. Mas nem sempre a parede define a janela por oposição. Por vezes a parede e a respectiva janela podem concorrer para a mesma sensação de liberdade e movimento: é o caso da parede do compartimentos de um comboio, que atravessa campos de trigo soviético, que fura desfiladeiros andinos, que serpenteia pelas colinas etruscas que deram a cor, séculos mais tarda, à pintura mais serena do mundo: os frescos de Piero della Francesca. Uma janela pode ser a escotilha de um cargueiro, dar vista sobre aguaceiros equatoriais, sobre ondas preguiçosas que a proa do navio cruza em diagonal, sobre o cromatismo sonolento de contentores alinhados em busca de portos orientais.
Para lá da janela estende-se o mistério da paisagem. A casa encerra o espaço, a janela desvenda e oferece o mundo.

Texto de Gonçalo Cadilhe, na Única do Expresso de 04.02.2006

A julgar pelo tamanho de algumas janelas da arquitectura português suave, que se vê tanto por aí, há muita gente em Portugal que não está de bem com os vizinhos.
Uma das coisas mais irritantes são as janelas de vidro duplo com friso de plástico no interior, divididas aos quadradinhos, como se o vidro aínda fosse mais caro em grandes panos do que em minúsculas peças que enquadriculam a paisagem. É uma daquelas tradições que muitos cumprem sem se questionarem, mas que é profundamente absurda nos dias que correm.

ZM

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Pancadas em cadeia

>> quarta-feira, fevereiro 08, 2006

Eu não disse pancada na cadeia. Não, não fui apanhado pela GNR a desrespeitar uma prioridade no trânsito e não levei a correspondente malha de caxaporra.
Acontece que a Desconhecida me pediu que me confessasse. Eu, que detesto confissões e correntes deste tipo, tenho um defeito muito grande: não consigo dizer não às pessoas (um já está), por isso cá vai (só faltam 4):
2 - Não suporto televisão durante o dia. A TV acesa antes do por do Sol deprime-me.
3 - Sento-me frequentemente em cima dos pés, sobretudo quando vou à secretária de outra pessoa resolver um problema. Assim evito sentir o calor da cadeira, mas já estraguei algumas.
4 - Abro compulsivamente a caixa do correio, mesmo que seja Domingo
5 - Não consigo caminhar devagar. Esgoto sempre a companhia quando "passeio" numa cidade estrangeira.
Já agora, que estou embalado, aqui fica um bónus:
6 - Odeio loiça por lavar na cozinha. Dificilmente me vou deitar sem antes lavar a loiça toda.

Não vou convidar ninguém a confessar-se, quebrando aqui a cadeia neste ramo. Mas também, sempre disse que detesto cadeias. Eventualmente a de Pinheiro da Cruz, pelo clima.

ZM

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A coordenada z

>> terça-feira, fevereiro 07, 2006

Um dos comentários ao último post diz:
"...quanto ao edifício objecto deste post, não sei bem onde lhe vês poesia. São formas de olhar e ver. Eu não gosto, acho um edifício "pesadão", mais parecendo uma cadeia."
Foi um comentário muito útil porque me fez pensar sobre o que me atrai neste edifício do Hestnes Ferreira.
Para começar, adoro as janelinhas (que não são tão pequenas como isso, mas parecem por causa da dimensão da fachada), mas disso falarei noutra ocasião. A outra coisa que me encanta são justamente as rampas e as passagens de um corpo para o outro.

A arquitectura no papel tem apenas 2 dimensões. As escadas e rampas acrescentam-lhe a dimensão z, a altura. Eu, que até sou um escalador viciado, adoro a altura. Talvez por isso me sinta tão atraído por edifícios com escadas, rampas e afins.

Estas imagens são da Ville Savoye, do Corbusier, e foram retiradas do site:
http://kandinsky.home.sapo.pt/savoye/savoye.htm
De resto, parece-me encontrar alguns elementos comuns entre esta "Ville" e as rampas do Hestnes Ferreira.

Estava eu a pensar em quanto me atrai o facto de poder mover-me em altura dentro dos edifícios quando encontro dentro da caixa do correio o último número da Arquitectura e Construção, onde aparece a reportagem fotográfica dos irmãos Fernando e Sérgio Guerra sobre a casa Toló, do Álvaro Siza Vieira Junior, também online no fabuloso site http://www.ultimasreportagens.com/.

Fiquei com a certeza de que as escadas são definitivamente um elemento que me atrai numa casa. Mais ásperas do que as rampas, permitem também usufruir do eixo dos zz's e elevar o nosso olhar sobre a paisagem. Fazem-nos ganhar altura e respirar melhor.

No caso da casa Toló, a própria casa é uma escada. Aliás uma dupla escadaria, uma interior, outra exterior. É uma cobra, fracturada, estendida sobre a encosta, ajeitando-se aos limites do terreno e à paisagem, como um bicho que se prepara para hibernar.

E esta, tem ou não poesia?

ZM

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Raúl Hestnes Ferreira

>> domingo, fevereiro 05, 2006

Já há algum tempo que queria ter ido ver com os meus olhos o "novo" edifício do ISCTE, projectado por Raúl Hestnes Ferreira. Na Sexta-feira passada tive essa oportunidade e dei lá um salto.

Julgava que já estava patente a exposição sobre este arquitecto, que afinal só vai ter início no dia 7 de Fevereiro.

Estas rampas que se encontram no grande volume de entrada deste edifício são absolutamente poéticas. O fluxo de pessoas entre pisos sugerido por estes planos é surpreendente e muito, muito belo.

São pontes que ligam os vários pisos, numa teia de colunas, e rampas que atravessam aquele imenso espaço, de uma forma impressionante.

Na ligação com a parte antiga (julgo que igualmente projectada por Hestnes Ferreira) atravessamos um túnel, com um rasgão mais baixo do que os nossos olhos. Baixando um pouco o ângulo de visão, temos esta vista magnífica sobre o resto do edifício, entrincheirada pelo tal rasgão. É um detalhe que escapa à maioria dos habitantes daquele espaço.

No edifício fronteiro, as rampas marcam também presença. Vêem-se simultaneamente os reflexos do novo edifício e as rampas interiores deste. É de uma beleza indescritível.

As pequeninas janelas, alinhadas de forma ordenada, com as suas pálpebras de betão, conferem um ritmo fantástico à fachada.

Uma imagem mais geral das mesmas janelas de há pouco, onde se pode apreciar o imenso pátio que os edifícios criaram.

A lente com que registei estas imagens é de uma compacta digital. Embora cheias de distorção e perspectiva, as fotos permitem apreciar a beleza deste corpo mais recente.

No dia 7 de Fevereiro vai começar uma exposição sobre a obra de Raúl Hestnes Ferreira, que durará até Abril. Penso que o local da exposição é justamente este edifício. Passem por lá e matam 2 coelhos de uma cajadada: ficam a conhecer toda a obra deste notável arquitecto e apreciam ao vivo este projecto tão interessante.

Para mais informações: http://www.iscte.pt/

Boa semana.

ZM

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Batem leve, levemente...

>> quinta-feira, fevereiro 02, 2006

No Domingo passado, apesar do intenso frio, ou talvez por isso mesmo, fomos ali à Vila, visitar o Museu do Brinquedo. No momento em que terminámos a visita deu-se o apagão que marcou o início de um inesperado nevão que se acumulou no alto da Serra. Na Vila a chuva caía a cântaros, acompanhada de relâmpagos e muito, muito frio.

O Museu do Brinquedo, em Sintra, é um local muito fotogénico. Nem sei se se pode fotografar ou não, mas dá vontade de registar tudo e mais alguma coisa, mas...

... os brinquedos estão dispostos em montras de vidro, algumas delas altas demais para que possam ser vistas por crianças.

Tudo o que vemos está fora do alcance dos visitantes. Nada é passivel de ser tocado ou sentido.

É totalmente compreensível que uma colecção daquelas esteja preservada das mãos infantis desastradas e disparatadas, mas será que não se podia também ter zonas onde os brinquedos podessem ser usufruídos?

Actualmente tudo o que as crianças vêem é interactivo. Tudo tem movimento. Será que a opção de ter um museu que não é mais que uma imensa montra foi escolhida ou será fruto de falta de orçamento para coisas mais divertidas?

O Museu é, apesar disso, um local muito interessante, cheio de nostalgia e até de história, mas não é muito adequado para crianças (parece-me a mim, que tenho lá por casa um exemplar bastante activo).

Algumas das peças parecem ter servido de modelo ao pintor João Vaz de Carvalho, cujas pinturas sempre me transmitiram algum do sentimento de nostalgia infantil que se sente no Museu.

Não podiam lá faltar extensos exércitos de soldadinhos de chumbo. Por onde andará a bailarina? Nalgum barquinho de papel?

Há exércitos de todas as épocas.

Aqui temos uma verdadeira parada real.

Os gloriosos malucos das máquinas voadoras.

A mais fascinante marca de automóveis de todos os tempos. Desculpem-me os BMW'istas.

Este é dos tais que sairam de uma pintura do J.V.Carvalho.

À janela, esta espécie de cavalo-lama, observava o início de um histórico nevão.

Fica, uma vez mais, a recomendação: se for caso disso, passem por lá.

ZM

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Outro barrete

>> segunda-feira, janeiro 30, 2006

Este barrete, aqui apresentado pela modelo Madalena, de 3 anos e meio, é da Hilda Portela. Foi uma generosa oferta da Ana Ventura. Além de quentinho é muito divertido.

Já ficaram com duas boas sugestões para aquecerem os crânios neste gelado período que estamos vivendo.
Boa semana.
ZM

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Enfiar o barrete.

>> sexta-feira, janeiro 27, 2006


Querem comprar um gorro divertido para os vossos filhos, sobrinhos, vizinhos, conhecidos, irmãos, etc?
Visitem o blog da Ana Madragoa. Custam entre 13 e 16 Euros, mais 2.80 Euros de portes, se forem à cobrança.
Divertidos, não são?
Obrigado Zepa, pela dica.
ZM

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