Uma bela sacola

>> sexta-feira, novembro 11, 2005

Esta é a amorosa sacola que a Tintas e Trapos produziu para a Madalena.
As fotos foram feitas na Moda Nafarros

A sweat shirt é do Luís Buchinho, os sapatos são do Tenente.
A colorida sacola é da designer e artesã Luísa Lourenço a quem agradecemos do fundo do coração.
É das mais bonitas peças que vimos desta designer.
A modelo é a Madalena, da Central Models.
Obrigado.
ZM

Read more...

Viagens na minha terra

>> domingo, novembro 06, 2005

No Sábado passado aproveitámos o Sol e fomos dar um curto passeio para ver o mar. Parámos o carro na Praia Grande e começámos por subir a escada a Sul, para darmos uma espreitadela às pegadas de dinossauros. Não tenho a certeza absoluta de serem as que a foto ilustra, mas estas pareciam mesmo uma sequência de passos. Estou desconfiado que o bicho calçava mais que 45 biqueira larga.

Chegados ao topo da imensa escadaria, parámos para recuperar o fôlego. A vista para o lado Norte da praia estava magnífica.

Seguimos o caminho marcado, que vai até à praia da Adraga. Já perto desta registámos esta imagem do penedo da Noiva, na praia da Ursa, visto do lado Norte. Esta costa tem um ambiente poderoso e mágico.

Chegados à praia da Adraga, subimos pelo outro lado, e fomos espreitar a gruta junto à pedra de Alvidrar. Depois seguimos na direcção de Almoçageme. Andámos por ali a tentar regressar à praia Grande por outro caminho, mas acabámos por voltar ao mesmo percurso. Pelo meio fotografámos este campo cultivado.


Regressámos à praia Grande descendo de novo a escada. Parámos por lá a recuperar energias e seguimos de carro na direcção de Janas, onde tínhamos umas compras para fazer na recomendável Mercearia D'Aldeia. Pelo caminho, aproveitámos as excelentes condições de luz e recolhemos mais estas duas imagens do por do Sol das Azenhas do Mar. Um dos mais belos locais do mundo.



Não é preciso ir muito longe para ver paisagens de encantar. Nestes dias de Outono a costa de Sintra vale bem o esforço de um passeio a pé.

Passem por cá.

ZM

Read more...

Revista Linha

>> sábado, novembro 05, 2005

Quem me lê regularmente já percebeu que um dos meus vícios é o Expresso de cada Sábado. Sem ele os fins-de-semana não seriam iguais. É com um intenso prazer que percorro os inúmeros cadernos, fazendo a triagem daquilo que vai directo para a reciclagem e do que coloco na pilha religiosamente para ir sorvendo ao longo da semana, quase sempre à hora do pequeno-almoço. Aliás aproveito para aconselhar o Expresso a fazer 2 edições, a dos que lêem publicidade e a dos que, como eu, jamais lhe tocam. Nesta época pré-natalícia poupavam toneladas de papel cada semana.
Esta semana, no entanto, havia um caderno extra que me enche de alegria. Trata-se da revista de arquitectura e design linha, cuja periodicidade não entendi ainda, mas que aparece de surpresa no meio dos outros cadernos todos, como um prémio de fidelidade. O número desta semana é seguramente o mais bem conseguido de todos até agora. Os projectos divulgados são do melhor que se faz em termos de arquitectura em Portugal.

Um deles é a "Casa de Cantelães", do Professor Júlio Machado Vaz, cujo projecto é do seu próprio filho Guilherme Machado Vaz. É um projecto magnífico, que apetece conhecer melhor. Já tinha visto algumas fotos desta casa no blog do Professor, o Murcon. A encerrar a revista vem um texto do próprio Júlio Machado Vaz, que é uma delícia. Foi também publicado no Murcon.
Outro dos projectos apresentados é a Casa de Alvite, do arquitecto Álvaro Siza Vieira, filho do outro Siza Vieira, que todos conhecemos.

Neste caso bem se pode dizer que filho de peixe sabe nadar. Este projecto é de uma beleza e de uma originalidade estonteantes. É uma casa que é toda ela uma escada gigante, que contém outra escada no seu interior e outra sobreposta a esta, na cobertura. É uma espécie de fractal arquitectónico, em betão, com volumes em socalco por uma encosta abaixo aos trambolhões, mas com vãos orientados de forma a que do interior se avistem, de degrau em degrau, as sucessivas paisagens que a circundam. "Na base desta cascata de betão, um último volume esvazia-se e assume a função de tanque (piscina)" (texto do artigo). Não tenho dúvidas de que este projecto ainda vai dar muito que falar. A este arquitecto corre-lhe talento nas veias.
O Expresso esta semana tem ainda, no caderno Espaços & Casas, uma curta abordagem a uma casa muito interessante, que foi construída aqui bem perto de onde moro. Trata-se da Casa do Alto, de Frederico Valsassina, no Banzão. É um projecto muito Mies Van Der Rohe, de uma beleza impressionante, perfeitamente integrado no pinhal e que aparece numa das reportagens fotográficas dos irmãos Sérgio e Fernando Guerra, cujo link tem estado sempre aqui nos links do Arrumário. Já tive o imenso prazer de ver esta casa ao vivo e posso garantir que é tão bela quanto os Guerra a apresentam.
Para quem gosta de arquitectura, nada melhor do que um semanário cujo director é (ainda) um arquitecto.
Boa semana.

ZM

PS: O Arrumário está de férias, por isso é que isto tem sido uma balda.

Read more...

Escalada

>> segunda-feira, outubro 31, 2005

Ana Marisa Correia fotografada por mim, na via Bébé, no Penedo da Amizade, em Sintra.


Como se voasse...

ZM

Read more...

Casa do Cipreste

Aproveito para publicar uma fotografia que me foi enviada há tempos por José Luís Martins, um leitor do Arrumário. Trata-se de um vitral da Casa do Cipreste, obra maior do arquitecto Raúl Lino. Vem deste pequeno poema a simbologia que deu nome à casa.


Obrigado José Luís.

ZM

Read more...

Paço Real de Sintra

No Sábado passado fui finalmente ver a exposição sobre Raúl Lino no Palácio Nacional de Sintra. Com não podia deixar de ser lá fui tirando algumas fotos clandestinas.



Esta é de uma das chaminés, vista do lado de dentro. Como diria o Eça, estas chaminés são "colossais, disformes, resumindo tudo, como se esta residência fosse toda ela uma cozinha talhada às proporções de uma gula de Rei, que cada dia come todo um reino."

Quanto à exposição propriamente dita, não atingiu as minhas expectativas. Gostei particularmente do filme documentário sobre a vida e obra de Raúl Lino. Seria bom que a CMS o editasse em DVD, se não o fez já. Pareceu-me um excelente documento.

Se aínda tiverem tempo, passem por lá.

ZM

Read more...

Nafarros

>> quarta-feira, outubro 26, 2005


Quinta verde - Nafarros - nascer do Sol
photo by zm - Nikon Coolpix 5400
1/171 - F4.4 - f21.1mm - Iso100

Read more...

Aires Mateus II

>> terça-feira, outubro 25, 2005

Um post que explica muita coisa:
Aires Mateus e a Agenda Conceptual , no Complexidade e Contradição.

Leiam tudo, que vale a pena, mas aqui fica um excerto revelador:
"O que justifica esta exposição é a qualidade destes conceitos, desta obessão. É impossível ficar indiferente a força gráfica e formal desde conjunto de obras. Manuel e Francisco Aires Mateus apresentam uma obra do seu tempo, o tempo da rápida comunicação das coisas. Um conceito, uma ideia, um gesto. Ponto final, está feita a obra. Nada pode ser supérfluo, nada pode ser redundante, nada pode ser desperdiçado, nada pode ser marginal. O que resulta nos tais objectos fechados, puros, intocados, museológicos. Esta escolha tão radical é simultanemente a maior força e a maior fragilidade da obra arquitectónica da dupla Aires Mateus."

Uma outra ajuda importante, o recente site dos irmãos Aires Mateus: http://www.airesmateus.com/

ZM

Read more...

Sintra - Vila Velha


Vila de Sintra
Foto by zm
Nikon Coolpix 5400 - 1/553 - F5.5 - f19.8mm - ISO100
Crop - Levels - Channel mixer - USM


Vila de Sintra
Foto by zm
Nikon Coolpix 5400 - 1/805 - F5.0 - f15.6mm - ISO100
Crop - Contrast mask - Levels - USM

Read more...

Aires Mateus

>> segunda-feira, outubro 24, 2005


Foto feita por mim dentro de uma maquete da casa de Alenquer, na exposição do CCB

Tenho com a arquitectura dos irmãos Aires Mateus uma relação complicada. Acho os projectos inovadores, belíssimos do ponto de vista formal, mas por mais que procure entendê-los, nunca ou quase nunca consigo imaginar-me a habitar os espaços que inventam. Tenho-me identificado mais com os edifícios públicos (Bilbioteca / Centro de Artes de Sines, Reitoria da Universidade Nova de Lisboa) do que com as casas particulares.

Reitoria da Universidade Nova de Lisboa

Eu, como muitos dos leitores já saberão, gosto de casas viradas para a rua, gosto do Sol dentro de casa, gosto de poder descansar a vista no infinito da paisagem sem ter que ir ao exterior. De resto, como também já referi noutras ocasiões, dou muita importância aos ganhos solares e ao arejamento natural das casas, razão pela qual sou defensor dos conceitos bioclimáticos de grandes vãos a Sul, Sol directo no interior durante o Inverno, janelas em todos os compartimentos, etc. Ora, a arquitectura dos Aires Mateus é o oposto desta lógica de habitar. É frequente encontrarmos volumes sem qualquer abertura directa para a rua, dando todas as janelas para pátios. Encontramos frequentemente projectos em que as casas de banho, embora encostadas a paredes exteriores, não têm janela. Assim, embora a arquitectura Aires Mateus me fascine pelas formas, pela escultura, pela beleza, repugna-me em tudo o que é funcional.
Alguns exemplos:
Na Casa de Alenquer, os arquitectos aproveitaram os muros da ruína existente e construíram a casa nova lá dentro. Muitas das janelas da nova casa dão para os muros (com 2 andares de altura) da ruína anterior. A própria piscina está entaipada nos muros da ruína. Parece-me que são raras as janelas de onde podemos ver a rua a não ser por breve relance, num ângulo muito estreito. No entanto, se pusermos de lado o desconforto que essa situação causa (pelo menos a quem como eu precisa de ar e espaço aberto) a casa é de uma rara beleza. Já recebeu alguns prémios.

Foto do exterior sufocante da casa de Alenquer

Na casa Barreira Antunes, no Alentejo, temos mais uma vez um elegante volume cego a decorar a paisagem, mas eu não queria lá viver.
Na casa de Azeitão, construíram uma casa dentro de um armazém de vinhos. Para isso penduraram os quartos todos junto ao telhado, deixando a área do chão totalmente aberta. Pareceu-me de início um conceito revolucionário e interessante, mas acontece que os volumes pendurados são todos cegos. Quase não têm janelas para o exterior e, sobretudo, não têm aberturas para o interior, além das portas de acesso. Não consigo evitar sentir-me sufocado dentro deste tipo de espaço.

Foi com grande expectativa que me dirigi ao CCB para tentar compreender melhor estes projectos que me causam tanta confusão. O que lá encontrei foi uma exposição muito bem montada, mas que quase nada acrescentou ao que eu já conhecia do trabalho desta dupla. As maquetas apresentadas são umas belas esculturas, mas deviam ser acompanhadas por muito mais informação exposta para se tornarem didáticas. Algumas delas representam o negativo do espaço da casa, mas isso não é muito fácil de entender. As plantas têm umas zonas a negro, de difícil leitura e cujo critério não consegui atingir. Praticamente não estão expostas fotos ou alçados. Ficamos sempre sem saber como é que aquilo será ou está construído de facto.

Parece-me que esta arquitectura merecia uma apresentação mais cuidada e talvez mais virada para o público comum. Num país em que por todo o território pululam como cogumelos os exemplos do português suave, parece-me que se devia tentar tornar este tipo de exposição mais abrangente. Quem não esteja muito motivado para os modernismos da arquitectura não vai sair deste evento muito convencido. Acho que foi um mau serviço prestado a um par de arquitectos que, a julgar pela aceitação internacional, merecia muito mais.

Eu esperava ter saído do CCB reconciliado com a arquitectura dos Aires Mateus, mas fiquei na mesma ou pior. Talvez me falte algum conhecimento académico, mas estas não são definitivamente as minhas casas de sonho.

Se for caso disso passem por lá e depois venham cá dizer-me em que é que eu estou errado.

ZM

Read more...

Mais Raúl Lino

>> domingo, outubro 23, 2005

Um leitor anónimo informa que irá decorrer uma confeência sobre a arquitectura de Raúl Lino, no próximo dia 28 de Outubro (próxima sexta-feira), pelas 17:00h, no Palácio de Valenças (antiga biblioteca de Sintra). A entrada é gratuita.

Trago aqui o seu comentário que de outra forma se perderia:
"Mais uma vez “O Simpático Anónimo”, agora para dar a conhecer que no âmbito da exposição está a haver umas conferências sobre Raul Lino pode ser interessante para quem se interessa por discutir o que foi e deve vir a ser a Nossa Arquitectura.
Para mais informações ver em: http://www.cm-sintra.pt/NoticiaDisplay.aspx?ID=3865
Já agora obrigado pela classificação de “Simpático Anónimo”."


Agradeço a informação e desafio-o a assinar os seus comentários, deixando de ser anónimo.
Obrigado.
ZM

Read more...

A-Das-Lebres - Loures

>> sexta-feira, outubro 21, 2005


Foto by zm
Nikon Coolpix 5400
1/330 - F5.8 - f16.7mm - ISO100
Crop + USM



Foto by zm
Nikon Coolpix 5400
1/127 - F6.5 - f24mm - ISO100
Crop + USM

Read more...

Hare Krishna

>> quinta-feira, outubro 20, 2005

O facto de ter que permanecer no escritório todos os dias úteis, das 09:00h às 17:30h, faz-me sentir particularmente feliz quando me apanho na rua num desses periodos. Sempre que estou na rua durante a semana sinto-me como um puto a fazer gazeta às aulas.
Ontem fui à maternidade ver a Eva, que nasceu no dia 18 (os bebés cada vez nascem mais perfeitos e bonitos. A Eva, particularmente, parece ter nascido já com 3 meses e é de uma beleza de capa de revista). Como as visitas só começam às 14:00h, aproveitei para ir almoçar ao mais barato "restaurante" vegetariano de Lisboa: o templo Hare Krishna.

Já lá não ía há largos meses, mas achei que está melhor do que nunca. Podem ver aqui uma imagem da apetitosissima refeição: sopa, Kofta, sumo e sobremesa, tudo à descrição = 6 Euros. Mais barato que isto só n'América.

Depois do almoço, como aínda faltava algum tempo para as 14:00h fomos ver a cidade. Aqui fica uma nota surpreendente:


Como já disse outras vezes, Lisboa é uma cidade apaixonante quando não temos que lá ir. Ver Lisboa com olhos de turista, mas conhecendo-a como conheço é um grande privilégio e um intenso prazer.

Quanto ao templo Hare Krishna, encontram-no na Rua da Estefânia, nº 91 R/C. É um prédio velho, amarelo, e tem um páteo interior que é um luxo.

Se querem experimentar uma refeição vegetariana barata passem por lá.

ZM

Read more...

Cabo da Roca

>> segunda-feira, outubro 17, 2005


Que o Cabo da Roca é um lugar mágico já toda a gente sabe, a menos que nunca tenha lá ido. Que por vezes é um lugar de romaria também já muitos saberão. Que pode ser um verdadeiro espectáculo, com aplausos e tudo, isso eu só soube no dia 5 de Outubro passado.

Nesse dia, estávamos a combinar um jantar ali na zona quando olhei para o Sol, que se aproximava já do horizonte, a caminho da cama, e lembrei-me de ir ver o pôr do Sol ao Cabo da Roca. Privilégios de quem escolheu morar banhado pelo feixe do farol...

O que me surpreendeu, já que não era a primeira vez que lá ia com aquela intenção, foram os magotes de gente que lá estavam exactamente com o mesmo propósito. Sentados no muro ou do lado de lá deste, havia uma imensa quantidade de gente que apenas olhava para o Sol. À medida que este foi descendo na sua rota para o outro lado do globo as conversas foram baixando de tom. Durante os breves minutos em que a bola laranja já estava cortada pela linha longínqua do horizonte, fez-se praticamente silêncio. Estava de arrepiar, e não era pelo frio.

A quantidade de máquinas fotográficas por metro quadrado superava a densidade da Moda Lisboa. No final, houve um grupo de espanhóis que aplaudiu e tudo!

Saímos dali com a estranha sensação de termos participado num ritual iniciático. Magia para o jantar.

Se for caso disso, passem por lá um dia destes.


ZM

Read more...

Extintores

Este ano fui nomeado bombeiro da equipa de intervenção da empresa. Na semana passada fomos fazer uma formação de utilização de extintores na Escola Nacional de Bombeiros.
Foi muito interessante e acho uma formação importante para qualquer pessoa que nunca tenha manejado um extintor, como era o meu caso.

Não sei se são todos assim, mas os nossos formadores eram bastante competentes e profissionais, transmitindo grande confiança aos formandos.

Conseguimos apagar com simples extintores domésticos fogos que eu só tinha visto em filmes de acção americanos.

Fica aqui a minha homenagem ao surpreendente profissionalismo destes formadores. Se esta escola formasse tão bem os bombeiros, nesta e noutras matérias, como nos formou a nós, certamente o combate aos incêndios seria uma tarefa mais coordenada e eficaz.
Um último aviso: don't try this at home!
ZM

Read more...

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP