O Arrumário feito pelos leitores

>> quarta-feira, agosto 24, 2005

Azenhas do Mar
O leitor Pedro Cabral, a quem deixo aqui o meu agradecimento, enviou-me esta imagem das Azenhas, da sua autoria.

Aqui fica um link para um site espanhol com relatos de passeios pedestres em Espanha e não só.
Esta referência foi também enviada pelo Pedro Cabral, que tem neste site um relato muito interessante de um passeio a pé entre a povoação do Pocinho e Barca D'Alva, na região do Douro transmontano.

Obrigado Pedro.

Já sabem, relativamente a Barca D'Alva, se for caso disso passem por lá.

ZM

Read more...

A feira de Alcobaça

>> segunda-feira, agosto 22, 2005

A feira de Alcobaça

As farturas são uma constante nestas feiras. Neste caso eram deliciosas. Recomendo vivamente as farturas Cartaxo. Eles, por seu lado, recomendam o óleo Fula e a farinha Branca de Neve para bolos. De resto, quem leia este blog há muito tempo, já sabia que os melhores cozinheiros recomendam a farinha Branca de Neve.

Aqui já não se trata das farturas Cartaxo, mas adorei o pormenor da pulseirinha e do cachucho.

As farturas quentinhas, antes de serem cortadas em pedaços.

Finalmente, aqui vemos os churros. Ficaram ou não com água na boca?

Esta tem história:
Quando nos dirigimos à Conservatória do Registo de Sintra para dar entrada com o processo do casamento (em 1999 ainda numa cave, em frente à estação da CP de Sintra), fomos recebidos pelo Conservador no seu gabinete. Era um gabinete digno de um romance do Lobo Antunes. Havia pilhas de papel até ao tecto (não é uma força de expressão), não se via a secretária e apenas havia uma cadeira além da que ele ocupava. Como bom cavalheiro, deixei a nubente sentar-se, ficando eu de pé. Acontece que, além das resmas de papel e de algumas santas, havia ainda espaço para uma pequena gaiola de plástico, cujo inquilino, também de plástico, cantava alegremente cada vez que havia movimento no gabinete. A agenda do conservador era de papel e estava totalmente escrita em todos os dias que tínhamos escolhido. Ao fim de alguma negociação e persistência, lá riscou ele os nossos nomes entre outras linhas, para marcar o dia em que se deslocaria a nossa casa, para nos casar. Percebemos então porque é que este conservador é conhecido por se atrasar em média duas horas em cada casamento. Ora, estando eu de pé ao longo deste demorado processo, fui tendo que mudar de posição. Cada vez que o fazia, era brindado com um alegre chilrear do passarito de plástico. Saí de lá cheio de cãibras por tentar estar imóvel tanto tempo.
As gaiolinhas que vemos nesta imagem são precisamente iguais à do Conservador. Nunca as tinha visto à venda.

Esta banca também me despertou uma atenção especial. Fez-me lembrar a minha avó, que já se foi embora há uns anos. Na terra onde passava férias com ela, quando era miúdo, a Marmeleira do Pacheco, havia sempre ratoeiras destas por todo o lado. Levei cada entalão nos dedos até perceber como a coisa funcionava! Lembro-me, como se fosse ontem, do cheiro das arcas de cereais e das adegas onde encontravamos estes instrumentos de caçar roedores. Há memórias que não se explicam.
Além disso, também as máquinas de picar carne, com manivela, me fazem lembrar a minha avó. Em nossa casa também havia uma máquina destas, mas desde que lá entrou a 1 2 3 da Moulinex, ela foi votada ao abandono. Já a avó, embora lhe tenham oferecido a mesma Moulinex, nunca reformou a picadeira de manivela. Talvez por isso o empadão e os croquetes soubessem tão bem. A Moulinex herdei-a eu!

Como uma visita a uma feirinha de província pode disparar tantas historinhas...

Se andarem lá por perto, passem por lá, que vale a pena.

ZM

Read more...

Nenhum Olhar

>> sábado, agosto 20, 2005

Ontem vi, finalmente, em DVD, o Million Dollar Baby. Já me tinham soprado que o filme não era propriamente doce, mas não esperava que deixasse no final um tão fundo sentimento de absoluta tristeza. Já o genérico ía no final, ainda eu chorava copiosamente. Fiquei com uma sensação de absoluta falta de esperança, sem qualquer sinal de redenção ou de compensação. Só me lembro de uma outra obra me transmitir sentimento semelhante: o livro Nenhum Olhar do José Luís Peixoto.
Não vou falar mais do filme, porque haverá quem o não tenha visto aínda, mas para quem, como eu, já passou por essa prova, vejam lá se estes excertos do Nenhum Olhar não vos lembram o Million Dollar Baby, como se tivessem sido escritos para ele:
Penso: talvez o sofrimento seja lançado às multidões em punhados e talvez o grosso caia em cima de uns e pouco ou nada em cima de outros. Ainda que o peso do meu peito seja custoso, qual é o peso de um abismo? ainda que me sinta um cego a crescer sem olhos para um percipício, tenho de me levantar desta cama. Tenho de levantar estes braços que não são meus, tenho de levantar estas pernas que não são minhas, mas de um rochedo(...). Mesmo que seja para sofrer, sofrer, tenho que ir de encontro àquilo que serei, por ter sido isto e não poder fugir, não poder fugir de me tornar alguma coisa(...).
O munco acabou e nem o tempo prosseguiu. A morte não existia no meio de todas as coisas mortas. Não existiam os cadáveres. Tinha morrido a memória da morte. As crianças morreram e isso, que era a única coisa pela qual valia a pena chorar, não era lamentado por ninguém, porque já não havia dor, já não havia lágrimas, já não havia olhos ou peito para chorar.
O mundo acabou. E não ficou nada. Nem certezas. Nem sombras. Nem as cinzas. Nem os gestos. Nem as palavras. Nem o amor. Nem o lume. Nem o céu. Nem os caminhos. Nem o passado. Nem as ideias. Nem o fumo. O mundo acabou. E não ficou nada. Nenhum sorriso. Nenhum pensamento. Nenhuma esperança. Nenhum consolo. Nenhum olhar.


Quando vejo filmes assim questiono-me se faz sentido sofrer assim, por interposta pessoa. Deitou-me um bocado abaixo, mas acho que ficou guardado no departamento dos filmes inesquecíveis. Somos uns bichos mesmo estranhos.

Quem viu este filme? Quem leu o Nenhum Olhar? Será que vos acertou em cheio na caixinha dos humores?

Um resto de bom fim-de-semana, se for caso disso.

ZM

PS: Tough ain't enough.

Read more...

Monserrate de visita

>> sexta-feira, agosto 19, 2005

Um dia destes, fui visitar os jardins do palácio de Monserrate, a um tiro de pedra da minha casa. O interior do palácio já está aberto a visitas, mas têm que se marcar com antecedência.
O actual edifício foi encomendado por Francis Cook, em 1858, ao arquitecto inglês James Knowles Jr e construído entre 1860 e 1863. Foi erguido sobre um outro edifício, construído em 1791 por Gerard Devisme.

Seguindo o percurso normal de visita ao jardim, passa-se pela cascata (agora totalmente seca) e vai-se descendo até à bela ruína da capela, que está completamente abraçada por vegetação.
Onde é que está o Wally?
Onde é que está o Wally?
Continuando pelo jardim, vai-se subindo na direcção do palácio propriamente dito. Actualmente o jardim está tão seco que nem parece o mesmo, mas mesmo assim há muita vegetação verdinha.

Subindo o imenso plano de relva chegamos ao fantástico edifício do palácio, agora recuperado e aberto a visitas.

Não podemos deixar de reparar nos azulejos de aspecto mudéjar.

Figura que habita a fonte na entrada do palácio.


Se pretenderem saber toda a história, sigam o link.

Espero ter-vos aguçado o apetite.
Se puderem, aproveitem o fim-de-semana e passem por lá.

ZM

Read more...

Isto hoje está animado

>> quinta-feira, agosto 18, 2005

Aqui fica um desenho de um vizinho de 4 anos, que representa a Madalena.

Dir-se-ia um pouco carrancuda, mas acho que foi o despiste de um sorriso. Adoro os desenhos deste garoto.
ZM

Read more...

Mais Raúl Lino

Obrigado à JazzWoman, que nos deixou um comentário com uma referência à outra exposição sobre Raúl Lino, em Lisboa:
Fui à inauguração e posso assegurar que é uma exposição muito interessante. Já agora aproveito para divulgar que está patente uma outra exposição em Lisboa "Raul Lino Cem Anos Depois" no átrio do Ministério das Finanças na Praça do Comércio até dia 29 de Agosto. Vou tentar deixar aqui o link:
http://www.sgmf.pt/Cultures/pt/SGMF/Internet/Agenda/

Obrigado.
ZM

Read more...

Capela de S. Mamede - Janas


A Capela de S. Mamede, em Janas, tem uma curiosa planta circular e data do século XVI. Tem no seu centro um pódio que terá sido um altar romano dedicado à deusa da caça, Diana.
O actual padroeiro, S. Mamede, é o protector dos animais.
É um edifício fantástico, que vale bem uma visita.
ZM

Read more...

Passagem de modelos?


Quem serão estas duas moçoilas que se passeiam em passo certo na povoação de Benasque?
Uma delas é a famosíssima Ana Ventura, a outra é a do meu coração. Qual é qual?
Isto anda um bocado silly season, mas em Agosto é assim mesmo.
ZM

Read more...

A Bombeira

>> terça-feira, agosto 16, 2005

A festa de S. Mamede, em Janas, estava divertidíssima (e aínda dura). Para a Madalena, uma festa popular sem carrosséis não deveria ser digna desse nome. Também lhe agradam os carrinhos de choque, que só descobriu este ano na festa das Azenhas, por falta de alternativa.
Neste caso, inspirou-se nas recentes imagens dos noticiários lusos e saltou para o carro dos bombeiros. Espero que não venham processar-me por ela ser menor. O fogo por ali era só a brincar.

ZM

Read more...

Um ovário perdido

>> sexta-feira, agosto 12, 2005

Um dia destes recebi em casa a visita da directora da escola da minha filha, que por acaso é minha vizinha e uma grande Amiga (sobre esta escola fantástica tenho-me impedido de falar, mas qualquer dia salta-me a mola e conto-vos tudo).
Estivémos à conversa até às duas da manhã, o que para um saloio como eu, que habitualmente se deita antes das 11, foi uma verdadeira raridade e revela bem o quanto esta pessoa é interessante.
No meio da conversa, a propósito da análise dos desenhos das crianças, visto que ela percebe muito de pedagogia e de arte, mostrei-lhe um desenho que tinha feito para a M. Entre muitas coisas acertadas a meu respeito disse que eu tinha um lado feminino muito desenvolvido.
No dia seguinte, encontro no Mindshelves, uma referência ao teste cujo resultado apresento aqui:




My Brain is 66.67% Female, 33.33% Male

Your brain leans female
You think with your heart, not your head
Sweet and considerate, you are a giver
But you're tough enough not to let anyone take advantage of you!



Já tenho tentado sentir algures na zona ventral um ováriozito perdido. Por enquanto, sem resultados.

Entretanto já me inscrevi num curso de arranjos florais, para os lados de Sintra, na Odete Florista. Depois disso, talvez me dedique ao ponto cruz. Eventualmente, se me sentir muito atacado, começarei a seguir a novela da SIC que dá antes do noticiário.

Fiquem bem minhas amigas.

ZM

Read more...

Não percam...

Não percam a novela dos bilhetes para o concerto do Mc Cartney mais os outros 3 no inspiradíssimo Contra Indicado.

Está de chorar a rir.

ZM

Read more...

Coisas difíceis


Foto by zm
Nikon Coolpix 4300
1/295 - F4.9 - Channel mixer - crop - USM



"Não é por as coisas serem difíceis que não as tentamos,
...é por não as tentarmos que elas são difíceis!"


Esta é uma frase de um anónimo, que deveria ser o meu lema na escalada (embora nem sempre me sinta capaz de o seguir). Lembrei-me disto por causa do post de ontem da desconhecida.

Beijinhos para ela.

Apliquem-se.

ZM

Read more...

Dente da Llardaneta

>> quinta-feira, agosto 11, 2005


Foto by zm
Nikon F80 - Nikkor 50mm 1.4 - Polarizador circular - Fuji Velvia 50
Digitalizado com Minolta Dual Scan II
Passagem a P/B com channel mixer do Photoshop
Crop e USM.


O Dente da Llardaneta é uma formação rochosa que se encontra no topo da "Canal Honda", na subida para o Posets, o segundo cume mais alto dos Pirinéus.
ZM

Read more...

Está aí alguém?

Ler o que outros escrevem nos seus web logs faz-me por vezes sentir como se escutasse atrás de uma porta. A verdade é que os autores fazem broadcast do que escrevem, mas se eu não disser que ouvi, é como se escutasse sem que eles dessem conta. Colocar comentários é uma forma de pigarrear, dando conta ao emissor da nossa presença. Como quem diz "cuidado com o que dizes, que há mais gente a ouvir".

Até há poucos dias não fazia qualquer tipo de estatística sobre o número de visitantes que tenho e continuo a não saber quem são nem porque cá vêm, mas confesso que gostava de saber que aí estão.

Está aí alguém?

ZM

Read more...

Dia D

>> quarta-feira, agosto 10, 2005


Foto by zm
Parque dos Poetas - 10/08/2005
Nikon Coolpix 5400 - 1/500 - F6.7 - RAW

Read more...

  © Blogger template Simple n' Sweet by Ourblogtemplates.com 2009

Back to TOP