Benasque III

>> quarta-feira, julho 20, 2005

No dia em que voltámos do cume do Aneto voltámos a ir dormir no Camping Aneto, junto à vila de Benasque. Tínhamos o suporte de uma roulote e as sopas da Joselinda para nos saciar os sabores. Depois de uma noite bem descansada, decidimos tentar espreitar o vale Ballibierna, ali perto. É um vale que dá acesso ao Aneto, pelo lado oposto ao que tínhamos subido, por onde se faz uma corrida (sim, uma corrida) até ao cume daquela montanha. É uma corrida louca, que percorre 42Km, com um desnível de 2.276m. O que é impressionante é que o recorde está abaixo das 4 horas! Chama-se Nike Aneto X-treme Marathon.
Tal como muitos outros vales desta área, durante o Verão, este vale está fechado ao trânsito automóvel.

Entretanto encontrámos um casal de espanhóis com quem já nos tínhamos cruzado 2 vezes nos dias anteriores e recomendaram-nos uma visita ao Forau de Aigualluts. Assim, decidimos seguir a sugestão e lá fomos de volta às marmotas, vacas e afins para voltarmos a chegar à Besurta, de onde parte o percurso para aquele local.

Forau de Aigualluts é o local onde desagua, se assim se pode dizer, o glaciar do Aneto. A água que escorre do glaciar forma um rio, que se despenha numa cascata, mergulhando numa caverna dentro da montanha. Esta água só voltará a ver a luz do dia, já bem longe dali, no Vale de Arán, onde julgo que vai engrossar o rio Garona, em direcção a França.
O caminho que leva a Forau de Aigualluts é muito bonito e relativamente plano. Recomenda-se vivamente, mesmo para quem não esteja em boa forma física.

Quando chegámos ao local onde a água do glaciar é engolida pela montanha, tínhamos o cume do Aneto, nosso conhecido da véspera, bem à frente dos olhos.

É o cume mais alto que se vê, à direita na foto, meio tapado pelas nuvens. O glaciar parece minúsculo visto daqui.


As imagens seguintes foram tomadas no regresso à Besurta, de onde voltámos a apanhar uma camioneta para o estacionamento do carro.



Já só faltam mais 2 episódios. Vão passando por cá.

ZM

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Feira Medieval de Óbidos

>> terça-feira, julho 19, 2005

No Sábado passado fomos visitar a Feira Medieval de Óbidos. Tenho tentado perceber porque é que as pessoas aderem tanto a este tipo de evento e não encontrei uma resposta. Como poderão já ter visto em posts anteriores, sempre que posso, também pico o ponto em qualquer feira medieval que se me apresente. Tendemos a esquecer as malvadezas que se praticavam naquela época e apenas nos deliciamos com a música e a forma "tradicional" de fazer as coisas, que são apresentadas nestas feiras. De resto, o castelo de Óbidos vale bem uma visita só por si.
Logo à entrada da vila, somos brindados com uma das mais belas buganvílias que alguma vez vi:

Um pouco mais adiante, fomos espreitar a igreja matriz. A Madalena, vá lá saber-se porquê, é uma verdadeira beata, pelo que sempre que vê uma igreja aberta, não descansa enquanto não vai lá espreitar.

Depois entrámos na parte da feira propriamente dita. Demos por lá umas voltas e dirigimo-nos aos comes e bebes, enquanto não chegava a marabunta.

Comemos umas espetadas à época, temperadas com ervinhas, acompanhadas de umas excelentes migas e regadas de cerveja preta, servida em copo de barro. Estava delicioso e foi surpreendentemente barato. Se lá forem recomendo a tasca do fundo, do lado esquerdo, onde têm espetadas com migas.
Entretanto fomos brindados com uma performance musical de grande nível, desempenhada por um grupo francês. As fotos seguintes são todas desse momento inesquecível




Andavam por lá uns rapazes, enfiados dentro de uma espécie de teatro de fantoches portátil, que azucrinam a cabeça de quem passa, tipo bobos da corte, mas com bastante piada. Seguem um pouco o estilo Gato Fedorento, mas mais improvisado.
Há muitas bancas de artesanato e saberes tradicionais. Podem consultar o programa das festas em http://www.cm-obidos.pt

Se vos interessar, passem por lá, mas vão com paciência porque a multidão é mais que muita.

Depois deste breve intervalo, não percam os restantes episódios de "uma aventura em Benasque".

Vão passando por cá.

ZM

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Benasque II

>> segunda-feira, julho 18, 2005

Na sequência do post anterior, aqui fica mais um bocadinho da história da ascensão ao monte Aneto:

Depois de um rico pequeno almoço de torradas, sumo e café com leite, colocámos a mochila às costas e fizemo-nos ao caminho. Pouco antes tinha saído igualmente um casal de eslovenos, que conhecêramos no dia anterior, e que nos haviam de acompanhar até ao cume, embora nem sempre lado a lado. O percurso inicia-se por um carreiro confortável e logo se transforma num caminho pouco definido, sobre um extenuante caos de blocos. Seguimos encostados a uma crista de rocha abrupta, até atingirmos o Portillon Inferior.

Pelo meio teríamos o enorme prazer de ver o Sol despontar, iluminando as montanhas circundantes e a neve que íamos pisando de vez em quando.


Desde aqui, seguimos primeiro por sobre a crista e logo por um caminho que a percorre pela direita até atingirmos finalmente o Portillon Superior, de onde já se avista o cume do Aneto. Levámos cerca de 2:30h até este local.

O cume do Aneto é o que se vê mais à esquerda na imagem. Parecendo estar já ali, levar-nos-ia cerca de 2 horas a atingir.
Já tínhamos subido mais de 800 m desde o ponto de partida. Agora já só faltava percorrer o glaciar do Aneto até chegarmos ao seu cume. É um longo caminho, mas já não dá tanto trabalho como a primeira parte.

Aqui vemos o Daniel sobre a parte mais alta do glaciar do Aneto. Ao fundo vemos a continuação da crista de rocha que atravessámos mais abaixo, no Portillon Superior.


4:30h depois de termos saido do refúgio da Renclusa, pisámos finalmente o cume do monte mais alto dos Pirinéus.

Tivemos o grande privilégio de ascender esta montanha num dia magnífico. A vista lá do alto é de tirar a respiração. Estamos rodeados por um mar de nuvens furado pelos cumes mais altos. Acima das nossas cabeças só temos azul. Outro aspecto em que fomos tocados pela sorte foi o facto de termos estado quase sozinhos no cume, coisa rara neste monte, que é muito procurado por ser o mais alto desta cadeia, embora um dos mais fáceis.
Depois de uma breve pausa, para recuperar o esforço e tirar umas fotos, voltámos ao mesmo percurso para regressarmos ao refúgio, onde nos esperavam as moças, que tinham ido fazer uma outra excursão mais leve, mas tão ou mais bela que a nossa.
Voltámos a passar o passo de Maomé, que dá acesso ao cume e que é o único troço desta ascensão que poderá causar alguns calafrios a quem não esteja acostumado a estas andanças.


A descida até ao refúgio, embora extremamente cansativa, fez-se em passo acelerado. Comemos uma bela sopinha para recuperar energias e água e voltámos a descer todo o caminho do refúgio até ao local da Besurta. Desta vez, eu e o Daniel apanhámos a camioneta. As pernas já não davam para mais…

Continua no próximo episódio.

ZM

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Benasque - I

>> sexta-feira, julho 15, 2005

Na ressaca de uns excelentes dias nos Pirinéus, aqui fica, aos bocadinhos, um curto relato.
Acampámos no Camping Aneto, no Vale de Benasque, perto da povoação de Benasque propriamente dita. A partir deste campo-base fizemos alguns passeios de um dia e 2 ascensões de 2 dias cada uma.
O nosso primeiro passeio foi à estação de ski de Cerler, onde havia uma cadeira a funcionar, para se poder ver as vistas lá do alto sem ter que subir tudo a pé. Foi lá que registei esta imagem:

No dia seguinte partimos para a nossa primeira expedição. Fomos dormir ao refúgio de montanha da Renclusa, para no dia seguinte ascendermos ao monte Aneto (3.404m), que é o tecto dos Pirinéus. Para se chegar ao Renclusa é preciso fazer uma caminhada de 40 minutos desde um local chamado Besurta. Acontece que durante o Verão uma grande parte dos vales dos Pirinéus estão fechados a viaturas particulares, pelo que é necessário apanhar uma camioneta até à Besurta. Nós optámos por fazer este pedaço do caminho a pé, para aquecer o esqueleto. Isto deu-nos a oportunidade de vermos inúmeras Marmotas, coisa que da camioneta dificilmente teríamos avistado.

Um pouco mais à frente fomos forçados a passar pelo meio das vacas.

O cenário era de tirar a respiração.

Quando chegámos ao local onde a camioneta poderia ter-nos deixado, já tínhamos caminhado cerca de uma hora, mas valeu bem a pena. Faltavam agora cerca de 40 minutos de subida até ao refúgio da Renclusa, onde dormiríamos essa noite.
Aqui vemos um cruzeiro que se encontra junto ao refúgio. Tem-se de lá uma vista espectacular sobre o vale que tínhamos acabado de percorrer.

Este é o refúgio propriamente dito.

Para quem não saiba, um refúgio é uma espécie de albergue de juventude, normalmente inacessível por carro, onde as condições não são muito comparáveis às de um hotel ou algo parecido. Em geral não é possível tomar banho, não se pode entrar com as botas calçadas, pelo que há uma bateria de chinelos à entrada, para quem chega trocar de calçado. Os horários são compatíveis com as actividades que se desenrolam nas imediações, pelo que, no caso do Renclusa, o pequeno-almoço é servido entre as 5:00h e as 7:00h da manhã. Nós tomámos o nosso às 5:10h e posso-vos dizer que havia fila junto à torradeira.

Vão passando por cá, que há-de haver mais.

ZM

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Robalinhos

>> sexta-feira, julho 01, 2005


No primeiro jantar das férias, gozámos bem o luxo de viver no campo. Não são os robalinhos que estão muito mirrados, é o pimento que é do Entroncamento.
ZM

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Relatividade

>> quinta-feira, junho 30, 2005

Albert Einstein criou uma experiência académica na qual, partindo de dois postulados, chega à conclusão que dois observadores em locais distintos vêem um acontecimento de forma radicalmente diferente.

Os postulados são os seguintes:
1 – Um observador não pode saber se está ou não em movimento, a menos que tenha referências externas ao seu sistema.
2 – Ao contrário da velocidade dos objectos com massa, a velocidade da luz é constante e independente da velocidade a que o observador se desloque relativamente à fonte.


Quanto à experiência, imaginemos um comboio que se descola a uma velocidade próxima da da luz (300.000Km/s). Lá dentro vai um observador, que de acordo com o postulado 1, a menos que olhe pela janela, não pode saber a que velocidade se desloca. A sua observação dos fenómenos tem que ser igual à que teria se o comboio estivesse parado. No meio da carruagem há uma fonte de luz que irá dar um flash. Quando a luz do flash atingir as portas, em cada extremo da carruagem, há um sistema electrónico que abre essas portas. Para o observador na carruagem a luz atingirá as portas ao mesmo tempo e estas abrem-se em simultâneo.
Há também um observador sentado no talude que vê passar o comboio a partir do exterior. Para ele a luz que sai do flash no meio da carruagem terá que ter velocidade constante, para respeitar o postulado 2, ou seja, a sua velocidade não pode somar-se à do comboio. Assim, enquanto o flash de luz caminha até chegar às portas, a carruagem avança ao seu encontro, logo a porta de trás apanha a luz enquanto a da frente lhe foge, abrindo-se primeiro a de trás e só mais tarde a da frente.
O mesmo acontecimento, visto de dois locais diferentes tem um aspecto totalmente diferente. A nossa observação depende do referencial onde estamos.

Agora perguntam os eventuais leitores que tiveram a pachorra de chegar até aqui: “mas será que a doença deste gajo é do foro psiquiátrico?”

Não, eu ainda não pirei do miolo. Lembrei-me desta experiência do Einstein, que sempre me fascinou, quando li nos blogs SaraMM e De Lisboa Com Amor, no mesmo dia, referências à forma como os homens em Portugal olham para as mulheres. Só que a Sara tinha como referencial Marrocos, onde esteve, e a Sushi Lover está ainda com o referencial a fugir para o Japão.
A Sara escreve que:
Damo-nos conta de que (afinal) somos imensamente sortudos - por haver igualdade entre os sexos, por podermos vestir o que nos apetece, por termos amigos dos dois sexos, por podermos viver com quem queremos, casando ou não casando.

No mesmo dia a Sushi Lover diz que:
Principalmente agora no Verão que, com o calor, só queremos andar de mini-saia e top e antes de abrir o armário... “este não pode ser porque há uma obra no fim da rua”, “...este é muito decotado e depois passo naquela oficina e... naaaa”, saia muito curta, calça muito justa... “querido, diz-me onde é que arrumei a burka?”.
Sim, sim, digam-me que posso ignorá-los à vontade. Por isso até já ponho o meu iPod aos gritos. Mas não posso (faz mal ao ouvido). O desconforto cola-se. É nojento. Corria à paulada todos esses anormais.


Ficamos assim a saber que um pouco de conhecimento da Teoria da Relatividade pode perfeitamente aplicar-se na leitura dos blogs.

O que dirá dos homens portugueses e seu comportamento um observador cujo referencial seja Portugal, em vez do Japão ou de Marrocos?

Desculpem a seca, mas estou de partida para férias e precisava de vos baralhar tanto as ideias que só quando chegar vos apeteça cá voltar, para não darem pela pausa.

Beijinhos, abraços e boas férias a todos.

Vão passando por cá.

ZM

PS: Abomino o modelo portuga chunga que manda piropos labregos a tudo o que mexe, sobretudo quando tem muita pela à vista ou o cabelo amarelo...

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Loja das Calças

>> quarta-feira, junho 29, 2005


Até ao 25 de Abril não era muito comum o uso de calças de ganga. Pelo menos lá por casa era mais habitual a "bombazina", normalmente com umas belas joelheiras de napa, compradas no Sr. Miguel. Acho que as primeiras calças de ganga que vi foram umas que o meu pai trouxe de Espanha, onde esteve uns tempos deslocado.
Por volta de 1980 abriu na Amadora uma loja chamada Loja das "calcas", na rua que levava à "estação velha" e ao Super mercado dos chineses (estávamos a 25 anos das lojas do chinês a pulularem como cogumelos).
Durante cerca de uma década seria aí que compraríamos as nossas calcas de ganga.
Hoje lembrei-me particularmente das Lois porque eram, pasme-se, AZUIS! Eram daquele azul indigo, que até tingia os ténis Sanjo. Eram grossas como a lona dos toldos de Carcavelos, ainda sem arrastão, e levavam 5 lavagens a domar e a tornarem-se confortáveis.
Lembrei-me disto por ter comprado agora umas calças de ganga, que já não usava
há anos. Fui à Zara, claro está. Num centro comercial. Os modelos disponíveis far-me-iam parecer extra-terrestre em 1980. Gostava de conseguir lembrar-me do preço das primeiras que comprei. Tenho quase a certeza que não chegaram aos quinhentos paus. Sim, 2.5 €!
O tempo vai deixando discretamente as marcas indeléveis da sua passagem, mas parafraseando a minha mãe, à laia de compensação: O diabo não sabe muito por ser diabo, sabe muito por ser velho.

ZM

PS: O Arrumario tem andado mal da saúde, por isso são tão escassos os posts.

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Flower power

>> sexta-feira, junho 24, 2005


Não sei porque razão embrulharam este edifício num manto de flores, mas dá uma imagem estranha e divertida. Neste momento, que eu tenha visto, existem dois edifícios cobertos com estas telas de flores na vila de Sintra.
Este, que se encontra junto ao parque de estacionamento por baixo da volta do Duche, há muito que digo que poderia e deveria ser recuperado. Podia por exemplo substituir a pousada de juventude de Sta. Eufémia, que quando os moços lá chegam já não têm energia para gozarem a Serra e os seus encantos. Um albergue juvenil neste local poderia animar muito esta zona, afugentando os meliantes e afins que por lá se passeiam depois do por do Sol.
Bom fim de semana.
ZM

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Solstício

>> quarta-feira, junho 22, 2005

Ontem esteve uma noite verdadeiramente excepcional. O solstício do Verão fez-se sentir para os lados do monte da Lua. As nuvens filtravam muito o intenso luar, mas a magia da Lua estava bem presente.
Estas fotos foram tomadas em Seteais.



O Verão entrou com convicção.
Só é pena a falta de chuva.
ZM

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Quinta do Carmo - parte II

>> terça-feira, junho 21, 2005


O Pedro Cabral enviou esta imagem e o texto que se segue. Obrigado Pedro pelas informações.

Julgo que a Quinta do Carmo foi pertença do Bispo Melo e Castro, como toda a região de Colares.
Foi um convento (suponho que de Carmelitas).
Até muito recentemente foi da família Melo e Castro (Conde das Antas ?) e parece-me que ainda pertence aos herdeiros.
A Quinta não está de todo abandonada. Poderemos dizer que não está caiada mas ainda há três ou quatro anos levou um telhado e respectiva estrutura todo novo.
A Capela, pelo menos de memória está longe de ser maior do que a de Colares.
Recentemente foi na Quinta do Carmo que foi rodada parte da telenovela portuguesa “Diabo Selvagem”.

Sobre este assunto e vários outros ligados à região, há um interessante livro “Colares” que se vende na Câmara ou nas lojas do Monte da Lua.

Cumprimentos

Pedro Cabral

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Jardim dos Sentidos

>> domingo, junho 19, 2005

Já é a segunda vez que aqui falo do restaurante Jardim dos Sentidos, junto à Praça da Alegria, em Lisboa. É um restaurante vegetariano, com um cozinheiro excepcional, um atendimento muito competente e prestável, sem ser "chato" e um ambiente muito acolhedor.

Passei por lá na sexta-feira, antes da palestra na Bivaque, que foi aqui anunciada.

Nesta altura do ano pode-se comer no pátio interior, o que é um verdadeiro luxo. Ninguém diria que se está no centro de Lisboa.
Encontram-no na Rua da Mãe de Água, do lado esquerdo de quem sobe, mesmo à saída da Praça da Alegria. Os preços não são propriamente baratos, mas uma vez por outra vale bem o esforço. Aos fins de semana é preciso marcar, caso contrário arriscam-se a não ter mesa. Tel: 21.3423670/1

Se for caso disso, passem por lá.

ZM

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Feira Laica

>> sexta-feira, junho 17, 2005

Proposta para o fim de semana:

Claro que quem lá vai estar é a nossa Ana Ventura.
Passem por lá.
Bom fim de semana.
ZM

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Palestra com Pedro Narra


A loja Bivaque, em Lisboa, promove hoje uma palestra com o fotógrafo Pedro Narra, com o tema Da Patagónia à Antártica. A vida selvagem.

Se puderem, passem por lá.

ZM

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Andanças do fim de semana - parte 3 (fim)

>> quinta-feira, junho 16, 2005

No Domingo, depois de uma curta mas feliz sessão de escalada na recém equipada falésia da Baía do Mexilhoeiro, fui respirar um pouco de ar marinho. Parei o carro na aldeia da Biscaia e comecei a dirigir-me para o mar.

Nesta zona da costa, entre o Abano e a praia Grande, a ligação do mar com a terra não é propriamente pacífica. Em lugar de se ter uma transição suave, como acontece nas praias, onde a terra se dissolve, há uma linha rasgada, em que o mar e a rocha se confrontam, gerando um caos intenso e agreste. O tipo de vegetação que existe por aqui é muitas vezes único e o seu cheiro, nesta altura do ano, é tão forte que quase entontece.

Os únicos sinais de presença humana são os abrigos dos pescadores. Infelizmente, em geral, não se preocupam muito com a manutenção destes locais, abandonando por lá muito lixo.

As pequenas praias e enseadas sucedem-se, embora seja demorado passar de umas a outras. Valeria a pena percorrer todo o percurso do Abano ao Cabo da Roca o mais próximo possível da linha quebrada da costa, mas é uma aventura para um dia inteiro.

Existe um percurso marcado (GR11 E9) que vem do Forte de S. Julião da Barra e termina justamente na aldeia da Biscaia. São 26 Km de caminho, em grande parte urbano, mas com uma forte componente de serra.

Se for caso disso, passem por lá.

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Andanças do fim de semana - parte 2

>> terça-feira, junho 14, 2005

Na noite de Sábado fomos ver a Feira Medieval, que estava instalada no terreiro do Palácio da Vila de Sintra. Tivémos oportunidade de assistir a uma demonstração de música e danças medievais, que aparece ilustrada nas imagens seguintes.




Como se pode ver, o público era muito e interessado.
Um excelente evento, que tentarei sempre visitar.
ZM

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